24/10/2016
15:06

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Júnior e Nelter Queiroz

O deputado estadual Nelter Queiroz, depois da eleição municipal, virou uma metralhadora giratória.

Ele quer fazer uma ponte aérea direto para Curitiba.

O soldado Vasco ainda não sabe de quem o deputado de Jucurutu está envenenado, mas o deputado tem insinuado envolvimentos de ‘c-‘, agiotagem, cheques sem fundos e calotes.

Pessoas de Jucurutu dizem ao soldado Vasco que em Jucurutu agora tem dois lisos: o liso que ganhou a eleição e continua liso e o deputado Nelter Queiroz que alisou depois da eleição que perdeu.

 

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Fonte Renato Dantas.

Publicado por: Chico Gregorio


24/10/2016
10:28

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Na semana passada, a venda da Ale para a Ipiranga sofreu um importante revés no Cade.

O órgão aceitou a Refinaria de Manguinhos, contrária à aquisição, como terceira interessada no processo.

Vai ter tumulto.

Por  Radar On line

Publicado por: Chico Gregorio


24/10/2016
10:08

Acho que ninguém teve a vida tão devassada, com todos os instrumentos e poderio do Estado e imprensa, como Lula vem tendo.

Nem de longe, um ex-presidente, um promotor, juiz ou superintendente, professor, deputado ou pastor passou por algo semelhante.

Não tenho dúvida, que é um massacre nunca antes visto. Basta ter estabelecido qualquer relação com Lula, para ter, por tabela, a vida completamente vasculhada.

Quantas autoridades e até pessoas comuns suportariam tamanho ataque? Quantos passariam incólumes?

A minha impressão é de que não há nada de substancioso contra o Lula. Só uma imensa quantidade de balões de ensaio, que se evaporam muito rapidamente até que o outro seja inflado.

É preciso ser uma rocha psicológica pra aguentar tudo isto.

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Publicado por: Chico Gregorio


24/10/2016
09:51

Eduardo Cunha rechaçou, há dois meses, a primeira tratativa para um eventual acordo de delação premiada. A PGR (Procuradoria Geral da República) admitiu iniciar negociações, mas avisou que não abriria mão de ao menos 15 anos de prisão em regime fechado para o político. Ao ser informado da proposta dos procuradores, Cunha reagiu fortemente: “Não aceito um só dia de prisão!” Agora preso, talvez mude de ideia.

A força-tarefa trabalha para obter uma condenação de 160 anos para Eduardo Cunha. Sairia barato para ele ficar “apenas” 15 anos preso.

A sondagem sobre eventual negociação de acordo de delação foi feita por uma advogada, aparentemente à revelia de Eduardo Cunha.

Os procuradores acham que a advogada aproveitou um despacho sobre processos para sondá-los sobre o interesse em eventual acordo.

A defesa aconselhou Cunha a se habituar à ideia de que, mesmo com acordo de delação, ele vai passar longa temporada na prisão.

Cláudio Humberto

Publicado por: Chico Gregorio


24/10/2016
09:47

Do Estadão Conteúdo:

Mesmo após deixar a presidência da Câmara e ter o mandato cassado, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) mantém pelo menos seis aliados no governo do presidente Michel Temer. Eles ocupam postos estratégicos no Palácio do Planalto e na Esplanada.

Durante a semana que se encerra, como revelou a Coluna do Estadão, Cunha conseguiu emplacar a jornalista Flávia Morais como assessora da diretoria-geral da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). Ela era assessora de imprensa de Cunha.

Um dos aliados do peemedebista que permanece no governo é Gustavo Vale Rocha, nomeado para comandar a Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil em maio deste ano, logo após Temer assumir interinamente. O órgão é responsável por assessorar ministros e o próprio presidente.

Vale já assumiu publicamente que foi advogado de Cunha em ações privadas. A relação rendeu a ele a indicação, pela Câmara, para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ele foi indicado no primeiro semestre de 2015, quando Cunha presidia a Casa.

Outro aliado de Cunha no Planalto é o ex-deputado Sandro Mabel (PMDB-GO). Ele não tem um cargo oficial, mas atua como “colaborador” na articulação do governo com a Câmara, principalmente com o Centrão – grupo de 13 partidos liderados por PP, PSD, PTB e PR.

Mabel se aproximou de Cunha depois da disputa pela liderança do PMDB na Câmara em 2013. Após vencer a eleição, Cunha passou a indicar peemedebistas do grupo de Mabel para os espaços a que o partido tinha direito na Casa.

Carlos Henrique Sobral, outro aliado de Cunha, foi nomeado chefe de gabinete do ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima. Sobral foi assessor especial do deputado cassado.

O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), também foi escolhido por indicação de Cunha. Ele era um dos membros da chamada “tropa de choque” que atuava para barrar o processo contra o peemedebista no Conselho de Ética.

Publicado por: Chico Gregorio


24/10/2016
09:38

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O PETI é um programa do governo Federal que visa erradicar todas as formas de trabalho de crianças e adolescentes menores de 16 anos e garantir  que frequentem a escola e atividade sócio-educativa.

Esse programa, gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social de Combate à fome, é desenvolvido em parceria com diversos setores dos governos estaduais, municipais e da sociedade civil.

O programa oferece R$ 25,00 por criança em atividade para a família que retirar a criança do trabalho, em municípios,  em áreas rural ou urbana com população inferior  250.000 habitantes.
Mesmo trazendo todos esses benefícios as crianças e adolescentes, hoje em entrevista a  95FM, a coordenadora do
Programa do PETI no município de Caicó, Maria Mariz  afirmou que desde o mês de Junho deste ano, que governo
Temer suspendeu os repasses aos municípios. Por esse motivo, o programa a partir de hoje passa a funcionar com
“Redução” da alimentação oferecida,  é, sem “Transporte” para condução das crianças.
Cabe uma pergunta, onde estão os aliados do governo Temer no RN, Senadores José Agripino Maia, Garibaldi Alves,
deputados Beto Rosado, Felipe Maia, Jácome, Fábio Faria, Rafael Mota, Rogério Marinho, Walter Alves, que votaram
para afastar Dilma da Presidência,  com argumentos, de que com Temer, tudo seria diferente para a população do
Brasil, certamente será diferente para eles, ou para os ricos. Cabe aos prefeitos do estado se organizarem, exigirem
dos parlamentares uma posição firme em defesa das crianças do nosso estado.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
15:03

Senadora Fátima afirma que situação dos servidores é “insustentável”
A convite do Fórum dos Servidores Públicos do Poder Executivo, a senadora Fátima Bezerra participou nesta sexta-feira (21), de reunião, na Assembleia Legislativa (ALRN), quando os sindicatos entregaram ao presidente da ALRN, deputado estadual Ezequiel Ferreira, ofício conjunto em que sugerem adequações ao orçamento do estado de 2017. Esse documento, motivado sobretudo pelos impasses no pagamento da folha salarial do estado, já havia sido entregue ao governador Robinson Faria.
A senadora destacou que diante das dificuldades financeiro-orçamentárias dos estados, ações efetivas por parte dos agentes políticos e do Governo Federal são necessárias para solucionar o problema. Como contribuição ao Fórum, ela fará gestão junto ao presidente do Senado, Renan Calheiros, para que seja realizada audiência com os presidentes das Assembleias dos estados nordestinos, a exemplo do que ocorreu com os governadores.
Ezequiel Ferreira afirmou que realizará gestões com presidentes das demais Assembleias para dar início à discussão no âmbito dos legislativos. “Essa mediação por parte dos legislativos é muito importante porque é preciso ampliar as vozes em defesa dos estados. Essa situação dos servidores, por exemplo, é insustentável, não pode perdurar”, opinou.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
14:37

O PSOL quer ingressar nesta semana com uma ação para tentar derrubar a brecha que permite o pagamento de supersalários a ex-congressistas que estão hoje no primeiro escalão do governo de Michel Temer e no Tribunal de Contas da União.

Os focos da ação —uma ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) no Supremo Tribunal Federal— são os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Governo).

O primeiro teve, em setembro, um total bruto de R$ 50,3 mil com salário de ministro e aposentadoria parlamentar. O segundo, R$ 51,3 mil brutos.

Os valores estouram em quase R$ 20 mil o teto remuneratório do funcionalismo público, que é o subsídio pago aos ministros do Supremo, de R$ 33,8 mil.

Padilha, que tem 70 anos, recebe R$ 19,4 mil de aposentadoria da Câmara –teve quatro mandatos–, mais o salário de ministro de R$ 30,9 mil. Geddel, que tem 57 anos, recebe um pouco mais da Câmara, R$ 20,4 mil (ele acumula cinco mandatos).

Os dois ministros estão na linha de frente para defender a reforma da Previdência desenhada pelo governo Temer. A proposta de emenda constitucional alterando as regras de aposentadoria deve ser enviada ao Congresso após as eleições e terá como foco o endurecimento de normas de acesso à aposentadoria.

A brecha para o recebimento de valores acima do teto foi dada pelo TCU, órgão auxiliar do Congresso, que também tem dois ministros acumulando aposentadoria e subsídios com soma acima do limite.

José Múcio Monteiro, 68, recebe brutos R$ 32 mil de subsídio e R$ 26,1 mil de aposentadoria parlamentar (total de R$ 58,2 mil). Augusto Nardes, 64, ganha R$ 32 mil de subsídio, mais R$ 14,6 mil de aposentadoria parlamentar (total de R$ 46,6 mil). Ambos são ex-deputados. (Folha de S.Paulo – Ranier Bragon)

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
14:21

O deputado estadual Frei Anastácio (PT) reunirá todos os candidatos das bases dele que foram eleitos, ou não, nas eleições, num encontro que será realizado em João Pessoa, no dia 26 de novembro, para avaliação do pleito, discutir a conjuntura política de cada município, a situação do país e como fortalecer o Partido dos Trabalhadores.

“Nós apoiamos 61 candidatos a vereadores de nossas bases no PT e de partidos aliados, em 51 municípios do estado. Desse total, 15 conseguiram se eleger. Além deles, conseguimos ajudar a eleger cinco prefeitos e um vice. Iremos reunir todo esse pessoal no encontro que terá a participação da senadora Fátima Bezerra (PT), como palestrante”, anunciou o deputado.

O deputado já iniciou uma agenda de visitas a todos os candidatos apoiados por ele nas eleições. “Estamos parabenizando todos eles pelo empenho nas eleições e, ao mesmo tempo, fazendo o convite para o encontro do próximo mês”, disse o parlamentar.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
14:11

Créditos: Reprodução – WEB

Forte temporal causou grandes destruições no sertão paraibano no fim da tarde desta quinta-feira (20). De acordo com a Polícia Militar (PM), a chuva e a ventania duraram cerca de 40 minutos na cidade de Bonito de Santa Fé, a 493 km de João Pessoa. Mesmo com os problemas causados pela chuva torrencial, a população que convive com a seca comemorou o fato.

Segundo o sargento Cardoso, o temporal destruiu o forro do teto de uma escola, comprometeu parte da lona de um circo, arrancou componentes do teto de um posto de combustível, quebrou vidros de uma emissora de rádio e causou estragos secundários na cidade.

“Meu filho é radialista, animador de um programa de forró transmitido no fim da tarde. Ele estava no estúdio quando os vidros se quebraram com a chuva e o vento forte”, contou o sargento, acrescentando que ninguém se feriu.

O policial disse que, de acordo com profissionais da prefeitura da cidade, a precipitação foi de 22 milímetros e também atingiu os municípios próximos de Ibiara, Conceição e Monte Horebe, onde, conforme afirmou, não teriam ocorrido transtornos. A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba não divulgou números oficiais até o fechamento desta matéria.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
14:05

Esse é o resumo da reportagem de capa da revista Época deste fim de semana

Créditos: Reprodução – WEB

O apoio do PMDB ao PT, na eleição presidencial de 2014, custou R$ 40 milhões. Essa montanha de dinheiro era arrecadada por Eduardo Cunha, tesoureiro informal do PMDB, e distribuída por Michel Temer aos candidatos do partido. De onde vinham os recursos? De grandes fornecedores da Petrobras, como as empreiteiras Odebrecht e OAS.

Esse é o resumo da reportagem de capa da revista Época deste fim de semana, que, se vier a ser comprovada, terá como desfecho inevitável a queda de Michel Temer da presidência da República, na ação que corre no Tribunal Superior Eleitoral e vem sendo conduzida a toque de caixa pelo ministro Herman Benjamin.

Temer já tentou, sem êxito, separar as contas da sua campanha das contas de Dilma. Como é improvável que isso ocorra, Época já aborda, em sua capa deste fim de semana, a possibilidade de eleições indiretas para a presidência da República, em 2017, com um novo governo escolhido pelos deputados.

No entanto, essa situação criaria um novo problema: como permitir que deputados corruptos, dos quais cerca de 200 foram financiados por Cunha, escolham um novo presidente?

De qualquer modo, a permanência de Temer no poder é cada vez mais incerta.

Por Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
13:54

JUIZES E DINHEIRO 2Três de cada quatro juízes brasileiros receberam remunerações acima do teto constitucional, revela levantamento feito pelo GLOBO analisando as últimas folhas salariais dos 13.790 magistrados da Justiça comum brasileira, a maioria de agosto. São 10.765 juízes, desembargadores e ministros do Superior Tribunal de Justiça que tiveram vencimentos maiores do que os R$ 33.763 pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pela Constituição, esse deveria ser o maior valor pago aos servidores, e lá está expresso que nesse limite estão incluídas “vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza”.

Para driblar o teto, porém, os tribunais pagam aos magistrados recursos a títulos variados de “indenizações”, “vantagens” e “gratificações”, com respaldo legal dado por decisões do próprio Judiciário ou resoluções dos conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e da Justiça Federal (CFJ), que têm a atribuição de fiscalizar esse poder.

O levantamento revela que a média das remunerações recebidas por magistrados da Justiça comum é de R$ 39,2 mil. Esse valor exclui, quando informado pelas cortes, os pagamentos a que fazem jus todos os servidores dos Três Poderes: férias, 13º salário e abono permanência, montante pago a todo servidor que segue na ativa mesmo já podendo ter se aposentado.

MÉDIA DE RENDIMENTOS DE R$ 39,4 MIL

A média dos rendimentos nos tribunais estaduais ficou em R$ 39,4 mil, acima da obtida na Justiça Federal, de R$ 38,3 mil. No entanto, no âmbito federal nove em cada dez magistrados (89,18%) ultrapassaram o limite constitucional, percentual maior que os 76,48% registrados nos tribunais estaduais. No STJ, 17 dos 31 ministros receberam mais do que os ministros do STF, graças a indenizações como auxílio-moradia e ajuda de custo.

Um grupo seleto de cortes chama atenção pela vastidão do descumprimento: nos tribunais de Justiça de Distrito Federal, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que tem sede no Recife (PE) e abrange seis estados do Nordeste, mais de 99% dos magistrados recebem vencimentos acima do recebido pelos ministros do Supremo. Por outro lado, apenas em dois estados, Bahia e Pernambuco, menos da metade dos magistrados recebe acima do teto. Além disso, são os dois únicos tribunais em que a média dos vencimentos ficou abaixo dos R$ 33.763 obtidos pelos ministros da Suprema Corte.

A maior média foi registrada em Sergipe, com R$ 54 mil, seguido de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Nesses casos, porém, os tribunais recusaram-se a informar quais magistrados receberam férias, antecipação do 13º salário ou abono permanência em agosto, o que pode levar à redução na média dos vencimentos. Entre os que forneceram os dados detalhadamente, Rondônia foi o estado que pagou as maiores remunerações, com média de R$ 41,2 mil por magistrado.

O levantamento identificou dezenas de casos de magistrados país afora que ultrapassaram R$ 70 mil em vencimentos (mais que o dobro do teto) e até um desembargador, em Rondônia, que ganhou R$ 111.132,44, acumulando gratificações, licença não gozada convertida em salário extra, e pagamentos retroativos de auxílio-moradia. Trata-se do maior vencimento entre os estados que detalham o pagamento de férias, 13º e abono. Entre as cortes que não subdividem as informações, o recorde ficou com Sergipe, onde um desembargador recebeu em agosto R$ 141.082,20 — isso após serem descontados R$ 4.325,89, a título de “abate-teto”.

No Rio, descontados os que receberam férias, a maior remuneração foi de um juiz de Valença: R$ 62,9 mil. Ele teve direito a gratificações por acumular a função em mais de uma vara e por ministrar aula na Escola Superior de Administração Judiciária, que pertence à Corte. Há ainda o caso de nove desembargadores e uma juíza que receberam mais de R$ 60 mil. O tribunal não identificou o tipo de vantagens que formaram esses vencimentos.

Fonte: O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
10:18

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Eduardo Cunha se sente traído pelo presidente Michel Temer. De acordo com uma reportagem da revista ‘Veja’, o ex-deputado teria fechado um acordo com o então ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, no fim de 2015. O combinado era os deputados do PT votarem contra sua cassação no Conselho de Ética em troca do arquivamento dos pedidos de impeachment de Dilma Rousseff. A traição teria ocorrido, pois os aliados de Temer teriam vazado o acordo para a imprensa.

Segundo a revista, Cunha comentou com Temer, em uma reunião no Palácio do Jaburu, sobre o combinado entre ele e o então Ministro da Casa Civil. Entretanto, no dia seguinte, os principais jornais do país noticiaram o acordão. A revelação fez o PT orientar a bancada a votar a favor da cassação de Cunha, rompendo o combinado.

Com o acordo desfeito, a resposta de Cunha foi a abertura do processo de impeachment contra Dilma. O que ele não sabia, e descobriu depois, é que foram os próprios aliados de Temer os responsáveis pelo vazamento. Antes da prisão, o peemedebista teria contado a vários colegas que se considerava traído por Michel Temer e alguns de seus ministros e assessores mais próximos, afirma a publicação.

Por fim, em uma reunião com o já presidente Michel Temer, Cunha chegou a advertir: “É bom para todo mundo que eu sobreviva ao processo de cassação. Se eu cair, vou levar muita gente junto”. E Temer teria rebatido: “Faça o que achar melhor, Eduardo”.

Ainda segundo a reportagem, antes de ser preso Eduardo Cunha teria ligado para o Palácio do Planalto e pedido ajuda: “Vocês precisam me ajudar! Vou ser preso”. Porém, com a Polícia Federal na sua porta não tinha mais nada a ser feito, diz a revista.

Fonte: O Dia

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
10:09

Do G1, em São Paulo

Bomba de combustível abastece carro em posto de São Paulo. gasolina, preço da gasolina, álcool, diesel, frentista, combustíveis, reajuste, aumento. -HN- (Foto: Marcelo Brandt/G1)Levantamento da ANP mostra que preços nas bombas não caíram após anúncio de redução dos valores cobrados pela Petrobras nas refinarias (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Os preços médios dos combustíveis nos postos do país subiram nesta semana mesmo depois do anúncio da Petrobras de redução de preços do diesel e da gasolina nas refinarias, aponta levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Na semana encerrada nesta sexta-feira (21), o preço médio da gasolina no país foi de R$ 3,671 o litro, quase 2 centavos acima do valor registrado na semana anterior.

A ANP monitora semanalmente os preços da gasolina, etanol e diesel em todo o país. Os pesquisadores coletam os dados sobre gasolina em 5.667 postos do país. Os dados sobre etanol e diesel são coletados em 5.185 e 3.599 postos, respectivamente.

Segundo o levantamento, o preço médio da gasolina ao consumidor no país passou de R$ 3,654 o litro na semana passada para R$ 3,671 o litro – uma diferença de quase 2 centavos.

No diesel, a alta foi menor, de menos de um centavo (R$0,003), de R$ 3,002 o litro na semana passada para R$ 3,005 o litro nesta semana.

A maior alta foi registrada no etanol, cujo preço médio do litro avançou de R$ 2,633 para R$ 2,684 – um aumento de cerca de 5 centavos. (Veja no fim do texto a evolução dos preços nas últimas semanas)

Efeito etanol
Os donos dos postos de combustível justificam o resultado pela alta do preço do etanol. “Essa redução da gasolina na refinaria, anunciada pela Petrobrás, coincidiu com a alta do preço do etanol anidro, que é misturado na gasolina. O preço pago à refinaria não é o único custo do posto. Outros custos incidem no preço final que chega ao consumidor”, explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), João Alberto Paiva Gouveia.

Ele diz que, tradicionalmente, o preço do etanol sobe durante a entressafra da cana de açúcar, período que vai até abril do ano que vem no Centro-Sul do Brasil. “Quando passar a entressafra, a redução de preço da gasolina na refinaria certamente vai chegar ao consumidor”, ressalta. “Foi uma coincidência a Petrobrás anunciar a redução da gasolina nesse período (de alta do etanol). Isso colocou o consumidor contra o dono do posto.”

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), entidade que reúne os produtores de açúcar e etanol, refuta a tese de que o etanol é o culpado pela redução do preço da gasolina na refinaria não chegar ao consumidor.

“Isso não poder ser atribuído aos movimentos de preços do etanol anidro. O preço do anidro está estabilizado nesse momento, sem registro de alteração depois do anúncio da Petrobras, no dia 14 de outubro”, disse a Unica em comunicado à imprensa.

A Unica ainda afirmou que o preço do etanol representa apenas 15% do preço de bomba e que ele “não é fator determinante” no preço da gasolina.

Publicado por: Chico Gregorio


23/10/2016
09:50

Jose Cruz/ABr

Por Josias de Souza

Às favas a lógica com o caso da Polícia Legislativa do Senado. Sob Renan Calheiros, montou-se nos porões do Poder Legislativo um departamento de bisbilhotagem. Com verba pública, adquiriram-se equipamentos de inteligência capazes de fazer e desfazer grampos e escutas ambientais. Às custas do contribuinte, policiais legislativos foram mobilizados para proteger senadores suspeitos de assaltar o Estado. Realizaram-se varreduras de escutas em gabinetes, residências funcionais e imóveis particulares —em Brasília e alhures. E Renan, em vez de ficar constrangido, está irritado.

Pilhado numa investigação de mostruário —nascida de uma delação, executada pela Polícia Federal, sob supervisão do Ministério Público Federal e com a anuência do Poder Judiciário—, o Senado reagiu com uma nota oficial assinada por seu presidente. Nela, Renan Calheiros defende as ações de quatro policiais legislativos presos e demarca o seu terreno: “As instituições, assim como o Senado Federal, devem guardar os limites de suas atribuições legais.” Beleza. Mas faltou responder: quem zelará pelo interesse público quando o Senado for utilizado como biombo para ilegalidades?

Depois de emitir a nota, Renan dedicou-se a uma de suas especialidades: a retaliação. Borrifou ameaças no ar. Fez saber ao Planalto que não gostou da entrevista na qual o ministro Alexandre Moraes (Justiça) justificou a operação montada para deter as extrapolações dos policiais legislativos. E voltou a brandir o projeto que pune os chamados abusos de autoridade. Renan faz dessa proposta uma espécie de espada multiuso. Ora espeta os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ora cutuca Sergio Moro. Revela-se capaz de tudo, menos de um autoexame que o faça enxergar seus próprios abusos.

De repente, numa subversão da lógica, o Planalto deflagrou uma articulação para acalmar Renan. Coordenador político do governo, o ministro Geddel Vieira Lima tocou o telefone para o senador. O próprio Michel Temer adulou Renan com um telefonema. Antes, enquadrou o ministro da Justiça, convocando-o em pleno sábado para prestar informações sobre a operação em que a Polícia Federal, munida de cinco mandados judiciais de busca e apreensão e quatro ordens de prisão, recolheu equipamentos de espionagem do Senado e prendeu quatro policiais legislativos, entre eles o diretor da Polícia do Senado, Paulo Ivo Bosco Silva, homem de confiança de Renan.

Num par de telefonemas, o governo Michel Temer atravessou a Praça dos Três Poderes para se alistar na infantaria que, sob Renan Calheiros, é acusada de obstruir investigações que alvejam personagens como Fernando Collor, José Sarney, Edison Lobão Filho e Gleisi Hoffmann. O Planalto reforça seu alinhamento com Renan num instante em que a Lava Jato arromba o principal armário do imperador de Alagoas: a Transpetro.

O delator Felipe Rocha Parente, que se apresenta como entregador de propinas, revela aos investigadores os caminhos que a verba suja percorreu para migrar da subsidiária da Petrobras para os bolsos de pajés do PMDB. Estima-se que escoaram por esse duto pelo menos R$ 100 milhões em 12 anos. Desse total, Renam apropriou-se R$ 32 milhões, informou outro delator, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Compreende-se a irritação de Renan. Ele tem 32 milhões de motivos para espumar de raiva. Quem conhece o senador sabe: é nos instantes em que está for a de si que ele mostra o que tem por dentro. O que parece incompreensível é o esforço que o governo empreende para demonstar que é parte do problema. Não há governabilidade que justifique o erro político de reforçar a impressão de que Renan manda porque pode e o presidente da República obedece porque tem juízo. Dilma Rousseff mantinha com Lula um relacionamento do mesmo tipo. Deu em Michel Temer.

Publicado por: Chico Gregorio