07/06/2017
07:39

De acordo com a investigação do Ministério Público, uma das empresas parceiras do candidato do PMDB sacou R$ 2 milhões em espécie às vésperas do dia das eleições do 2º turno no RN

Henrique Alves durante campanha eleitoral em 2014

Preso nesta terça-feira 06 na Operação Manus, desdobramento da Lava Jato no Rio Grande do Norte, o ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, é suspeito de ter comprado votos e apoio político para sua campanha ao Governo do Estado em 2014, quando acabou sendo derrotado pelo atual governador Robinson Faria (PSD) no segundo turno das eleições. A suspeita foi levantada pelo Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a investigação do MPF, uma das empresas que prestava serviços para a campanha de Henrique sacou o valor de R$ 2 milhões em espécie às vésperas do dia das eleições do segundo turno. Na visão do procurador da República Rodrigo Telles, a ação pode ser encarada com ‘grande suspeita de que tenha servido para a prática de compra de votos’ no referido pleito.

A Operação Manus mobilizou cerca de 80 policiais federais que cumpriram 33 mandados durante a manhã desta terça-feira. Destes, cinco foram de prisão preventiva, seis de condução coercitiva e outros 22 de busca e apreensão. Além de Henrique, o secretário municipal de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso e estará ao lado do ex-deputado na prisão onde serão enviados, no próprio Rio Grande do Norte.

Dos alvos de condução coercitiva, apenas dois do RN foram identificados: o publicitário dono da Art&C, Arturo Arruda, e o ex-tesoureiro responsável pela campanha de Henrique em 2014, Eurico Alecrim. A sede da Art&C e a do diretório estadual do PMDB, partido do ex-deputado, foram os alvos potiguares dos mandados de busca e apreensão. Segundo a PF, os outros mandados ocorreram em outro Estado onde a Manus também acionada.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:37

O ex-ministro do Turismo, preso na manhã desta terça-feira, 06, teria utilizado dinheiro ilegal para recursos de apoio político

 
Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves

Segundo informações da Polícia Federal e o Ministério Público durante entrevista coletiva que detalhou a Operação Manus, que prendeu Henrique Eduardo Alves, realizada na manhã desta terça-feira, 06, a empresa Prátika Locações foi usada na lavagem de dinheiro oriundo de campanhas eleitorais no ano de 2014 no estado.

Durante campanha para governador, Henrique teria contratado a empresa, para serviços, porém, o Ministério Público afirma que a Pátrika teria recebido cerca de R$ 9 milhões durante o período, sendo R$ 4 milhões arrecadados em dinheiro vivo. Outro saque efetuado às vésperas da disputa eleitoral do segundo turno, de R$ 2 milhões, teria sido usado, acredita o MPF, para recursos de apoio político ilegal. O proprietário da empresa, Fred Queiroz, é o secretário municipal de Obras Públicas de Natal e também foi preso nesta manhã.

A informação poderá fazer parte da denúncia, que será oferecida em até 15 dias. Outras empresas, que não tiveram o nome divulgado durante a coletiva, também estão sendo investigadas por lavagem de dinheiro. Empreiteiras como a OAS e a Carioca Engenharia estão na mira por terem efetuado doações à campanha. De acordo com o Ministério Público, as doações efetuadas, tanto legais quanto ilegais, possuíam como objetivo o benefício futuro das empresas.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:35

Audiência de custódia com o juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, da 14ª Vara, determinou o destino dos envolvidos

Canindé Soares

Henrique Alves foi preso sob força de um mandado de prisão acusado de ser beneficiário de um esquema de corrupção

O ex-ministro Henrique Eduardo Alves vai ficar preso cumprindo o mandado de prisão no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. A decisão foi dada há pouco após a audiência de custódia, na Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), com o juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara.

Além de Henrique, também tiveram seus destinos decididos os demais presos da Operação Manus, que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. O ex-secretário municipal de Obras (Semopi) Fred Queiroz será encaminhado para uma cela especial do sistema prisional por ter curso superior completo e por não ser uma prisão por decisão condenatória. A mulher de Fred, a blogueira Érika Nesi, e o filho do casa, Matheus Queiroz, foram liberados.

A defesa de Henrique Eduardo Alves já está preparando um pedido de soltura por meio de um habeas corpus para ser apresentado no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) a qualquer momento.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:33

Alvinegro bateu o então líder do campeonato, que ainda não havia perdido e sequer sofrido gols no certame; vitória foi suada

 
Andrei Torres / ABC FC
Echeverría e Dalberto marcaram os gols da nova vitória Alvinegra na segunda divisão do país

O ABC conquistou mais um grande resultado no Campeonato Brasileiro da Série B. Jogando na noite desta terça-feira (6), no estádio Frasqueirão, pela 5ª rodada da competição, o Alvinegro enfrentou o Paysandu/PA, até então, líder isolado do campeonato, e venceu o adversário pelo placar de 2 a 1. Echeverría e Dalberto marcaram os gole abecedistas, enquanto Wesley fez para os paraenses.

Com a vitória, o Clube do povo chegou aos oito pontos conquistados e subiu para a 8ª colocação na classificação da Série B. Agora, o Alvinegro se prepara para outro compromisso dentro de casa. O Mais Querido volta a campo no sábado (10), quando enfrentará o Figueirense/SC, às 19h, no Frasqueirão.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:31

Prisão de ex-ministro aliado de presidente foi recebida como ‘parte do roteiro’ de setores de Judiciário, PGR e STF para desestabilizar governo, liderado por Michel Temer, do PMDB

Frankie Marcone / Futura Press

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alve

A prisão do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) na terça-feira, 6, foi recebida no Palácio do Planalto como “parte do roteiro” de uma ação judicial orquestrada por setores da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal contra o governo.

Segundo auxiliares do presidente Michel Temer, a prisão de um ex-integrante do governo (Alves foi ministro do peemedebista e de Dilma Rousseff) é mais um fator de desgaste.

Interlocutores de Temer, logo após a Operação Manus ser deflagrada em Natal, reconheceram que a prisão de um aliado próximo do presidente gera efeitos negativos por ter ocorrido no mesmo dia da retomada do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral.

De acordo com um auxiliar de Temer, mesmo que a operação não tenha como objetivo atingir e ampliar esse desgaste “é o que fica parecendo”.

A Operação Manus também decretou a prisão do deputado cassado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), outro ex-aliado do presidente Temer, que já está preso em Curitiba. Alves, que também já foi presidente da Câmara dos Deputados, deixou a gestão Temer ao ser envolvido na Operação Lava Jato e na ocasião disse que saía para “não causar constrangimento” ao governo.

Excessos. Ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao comentar a prisão de Alves, disse que há no Brasil excesso de prisões preventivas. “(A prisão é) triste. Acho que o Brasil tem vivido um momento difícil. Acho que tem tido excesso de prisões preventivas”, disse Maia.

Via Agora RN

 

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:28

Thiago Herdy, O Globo

O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, relatou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que o então vice-presidente Michel Temer viajou pelo menos duas vezes em uma aeronave particular da empresa, no ano de 2011, segundo uma pessoa com acesso às investigações. O empresário apresentou aos investigadores um diário de bordo com dados sobre os voos.

A primeira viagem teria ocorrido entre Comandatuba, no litoral baiano, e São Paulo, na companhia da mulher de Temer, Marcela. A segunda viagem teria tido como destino Porto Alegre (RS).

O caso foi revelado pelo site “O Antagonista” e confirmado pelo O GLOBO.

As informações sobre a presença de Temer em aeronaves do grupo J&F, que é dona da JBS, foram repassadas aos procuradores para reforçar o vínculo do empresário com Joesley.

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:27

Por FOLHAPRESS

As 82 perguntas enviadas pela Polícia Federal ao presidente Michel Temer mostram que uma das estratégias dos investigadores é tentar comprovar, pela palavra do próprio presidente, trechos da gravação da conversa com um dos donos da JBS, Joesley Batista, que está sendo colocada em dúvida pela defesa do peemedebista.

Caso a gravação, que passa por perícia na PF, seja descartada como prova, os investigadores poderiam usar as declarações de Temer.

Nesta terça-feira (6), o ministro do STF Edson Fachin estendeu o prazo para as respostas até as 17h de sexta (9).

A Folha apurou que o presidente responderá parcialmente às perguntas e deve ignorar aquelas referentes ao áudio gravado pelo empresário, uma vez que o argumento central da defesa do presidente é de que o conteúdo foi “manipulado” e “fraudado”.

Temer também não deve se posicionar sobre questões de caráter pessoal e referentes a período anterior ao atual mandato, entre elas, em relação à última campanha presidencial e à sua opinião sobre episódios citados na delação premiada da JBS.

Para assessores e auxiliares presidenciais, o teor das questões é uma tentativa de desgastar a imagem de Temer e mostraria que o processo deixou de ser jurídico para se transformar em político.

NOVAS INFORMAÇÕES

As perguntas da PF indicam que os investigadores podem ter informações que ainda não vieram a público. Uma delas sugere a existência de dados sobre a eventual relação de Temer com um preso pela Operação Lava Jato.

A PF quer saber se Temer já realizou “algum negócio jurídico” com o corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro ou com empresas controladas por ele. A PF também indagou se Funaro atuou na arrecadação para campanhas eleitorais de Temer ou do PMDB quando o presidente estava à frente da sigla.

Funaro está preso em Brasília há quase um ano, em uma das fases da Lava Jato ligadas ao ex-deputado federal Eduardo Cunha. Ele é acusado de manter um esquema de arrecadação de propinas de empresários que buscavam obter empréstimos do fundo FI-FGTS.

O corretor estaria interessado em fazer um acordo de delação em que poderá citar Temer. Seu advogado, Bruno Espiñeira, disse à Folha nesta terça: “Sob a luz da Bíblia, Lúcio está convencido de que só a verdade o libertará”.

As perguntas da PF sobre Funaro se justificam pelas menções ao nome do corretor feitas por Joesley durante a conversa com Temer. Na delação, Joesley disse que havia contado a Temer as providências que tomava para controlar dois possíveis delatores, Funaro e Cunha, ao pagar R$ 400 mil por mês ao corretor.

Há ainda perguntas sobre a relação do presidente com empresários do Porto de Santos (SP) e com outras pessoas próximas, como o coronel aposentado da Polícia Militar de SP João Baptista Lima Filho, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o ex-deputado Rodrigo da Rocha Loures, que está preso e deverá depor à PF nesta quarta (7)

Publicado por: Chico Gregorio


07/06/2017
07:23

prjbs

O Jornal Nacional, reproduzindo o site predileto de vazamentos da Procuradoria Geral da Republica, o da turma do Diogo Mainardi, afirmou que Joesley Batista cedeu seu avião particular, o Learjet 45, prefixo PR-JBS, para que Michel e Marcel Temer voassem ao Forum de Comandatuba, na Bahia.

O Forum era promovido por João Doria Júnior e há fato material provando a presença de Michel Temer por lá.

O Palácio do Planalto diz que Temer não usou o avião da JBS, mas o da FAB.

A matéria do Jornal Nacional tem um erro de checagem. Diz que o voo foi em janeiro de 2011.

O voo de ida, segundo o diário de bordo, aconteceu em 12 de janeiro de 2011. O avião saiu do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e foi para Comandatuba, na Bahia. A volta foi no dia 14 de janeiro de 2011. O avião buscou o grupo no hotel Transamerica Comandatuba, um resort que tem pista particular para jatinhos. O avião saiu de lá para Congonhas e levou, entre os sete passageiros, Temer e a família.

 agendacomandatubaO Fórum, na verdade, foi entre os dias 21 e 24 de abril no Hotel Transamerica, na Ilha de Comandatuba (BA), como mostra a agenda do então vice presidente, que reproduzo ao lado.

Isso está documentado em dezenas de fotos que uma rápida busca no Google fazem aparecer.

Teria havido outro voo, para Porto Alegre, em data não determinada.

O dado é objetivo. Ou é janeiro, ou é abril. Um dos dois está mentindo.

Via Fernando Brito

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
13:21

Via Thalita Moema.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
13:19

Empresário Fred Queiroz e sua esposa Erika Nesi foram presos coercitivamente para prestar esclarecimentos sobre desvios de R$77 milhões das obras da Arenas das Dunas. Em entrevista a InterTV Cabugi, o advogado Diógenes da Cunha Lima, afirmou que acreditava na inocência de Fred Queiroz e de sua esposa Erika Nesi.
A empresa Pratika Locações é de Fred e Erika, que são acusados de participar de um esquema de lavagem de dinheiro na campanha de 2014 de Henrique Alves, foram contratados para prestar serviços de militância ele rua, ou seja, de acordo com a PF, compravam votos. De acordo com a PF, a empresa recebeu R$9 milhões e sacou R$ 4 milhões em espécie durante a campanha.
O ex-deputado Henrique Alves, o empresário Fred Queiroz e a blogueira Erika Nesi, ficarão presos no CDP da Ribeira.

Via Thalita Moema.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
13:10

alckminbarco

O governador Geraldo Alckmin vai mostrando que tucano profissional sabe o poder do muro.

Ontem, mandou o prefeito João Doria de menino de recados acalmar a rebelião das bases do tucanato, que queria abandonar o governo Temer, marcando o prefeito como “temerista”.

Hoje, à imprensa, saiu pelo outro lado:

“Quem disse que eu sou contra o desembarque? Se você pegar as minhas declarações lá atrás eu disse que o partido deveria apoiar o governo, as medidas de interesse para o país, sem necessariamente participar com ministro”.

Portanto, deixa aberta a porta para pedir a saída dos ministros tucanos do governo e, com isso, puxar o tapete de temer e chamar a si o comando do PSDB.

A vingança de Alckmin não é um prato frio, é uma refeição que ele pôs no freezer há anos.

Via Fernando Brito

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
12:28

 por Folhapress
temer
Em conversas reservadas, Temer tem demonstrado indignação com a postura de Janot ( Foto: Marcos Corrêa/PR )

A prisão de Henrique Eduardo Alves, na manhã desta terça (6), reforçou a crítica entre auxiliares e assessores do presidente Michel Temer sobre a tentativa do Ministério Público de pressionar a Justiça Eleitoral.

Também nesta terça-feira (6), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) retomará o julgamento que poderá cassar o mandato do presidente.

Para o entorno do peemedebista, a prisão ocorre “com um timing estranho”, já que o ex-ministro do Turismo estava afastado da pasta há um ano e, de acordo com ele, as suspeitas sobre a construção da Arena das Dunas “não são novas”.

Nas palavras de um aliado do presidente, a iniciativa se soma ao pedido feito na segunda-feira (5) pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pede a suspensão imediata de medida provisória que garante foro privilegiado ao ministro da Secretaria-Geral, Moreira Franco.

A expectativa no Palácio do Planalto, no entanto, é de que a pressão que estaria sendo feita pelo Ministério Público tenha efeito contrário sobre os ministros da Corte Eleitoral, estimulando uma postura de independência.

No domingo (4), o advogado Gustavo Guedes, responsável pela defesa do presidente no TSE, disse que o procurador-geral “está tentando constranger” o tribunal eleitoral a condenar o peemedebista.

Em conversas reservadas, Temer tem demonstrado indignação com a postura de Janot e dito que ele tem se comportado como um adversário.

A operação desta terça-feira (6) foi batizada como Manus e apura supostos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

A investigação se baseia em provas da Operação Lava Jato que apontam que Henrique Alves e o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) receberam suborno na construção da Arena das Dunas, estádio construído em Natal para a Copa do Mundo.

De acordo com a apuração da Polícia Federal e do Ministério Público, houve sobrepreço de R$ 77 milhões no valor da obras, com favorecimento de duas grandes construtoras.

Os pagamentos ocorreram como doação eleitoral oficial, entre 2012 e 2014. Os valores, segundo os investigadores, omitiam subornos e, em um dos casos, eram desviados em benefícios pessoais.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
12:15

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal deflagraram na manhã desta terça-feira (6) mais uma etapa das Operações Sepsis e Cui Bono. Desta vez, foi determinada a prisão preventiva de quatro pessoas, entre elas o ex-presidente da Câmara Federal, Henrique Eduardo Alves. Há ainda, um quinto mandado de prisão que tem como alvo o também ex-presidente da Casa Legislativa, Eduardo Cunha, que já está detido em Curitiba. A operação está sendo executada em parceria com a Procuradoria da República no Rio Grande do Norte, onde também são cumpridas medidas cautelares com o objetivo de reunir provas para investigações em andamento.

Logo no início da manhã, em uma outra operação, essa sobre corrupção e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, policiais federais foram à casa de Henrique Alves, na capital potiguar, para prendê-lo preventivamente. Cunha também é alvo no caso do estádio.

No caso dos pedidos apresentados à 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, as solicitações da Força-Tarefa são decorrentes, principalmente, de informações fornecidas em depoimento de executivos da Construtora Odebrecht, no âmbito do acordo de colaboração premiada. Remetidos à primeira instância há pouco mais de um mês, por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, os relatos foram juntados às investigações que têm o objetivo de apurar irregularidades cometidas pelo grupo liderado por Eduardo Cunha nas vice-presidências de Fundos e Loterias e Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal (CEF).

Além dos dois ex-parlamentares, também foram expedidas ordens de prisão preventiva contra outras três pessoas que, conforme indícios já reunidos pelos investigadores, também integram a organização criminosa. A solicitação tem como fundamentos, a garantia da ordem pública e o propósito de assegurar a continuidade das investigações bem como de impedir a ocultação de provas. Na petição, o MPF relata a existência de elementos, segundo os quais, os envolvidos praticaram, de forma continuada, os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e que, mesmo com as investigações em curso, continuam agindo para ocultar ativos no valor de mais de R$ 20 milhões que teriam sido recebidos por Eduardo Cunha. As prisões são mencionadas como uma forma de suspender a chamada atuação delitiva habitual e impedir a ocultação do produto dos crimes, “já que este ainda não foi recuperado”.

No documento, MPF cita ainda o fato de os investigados manterem contas bancárias no exterior com o objetivo de viabilizar o recebimento de propina, bem como a prática de outros crimes como a lavagem de dinheiro. No caso de Henrique Eduardo Alves, por exemplo, há relatos da existência de movimentação financeira externa entre os anos de 2011 e 2015, período em que teriam ocorrido os desvios de recursos do FI-FGTS por parte da organização criminosa.Para os investigadores, os indícios apontam para o risco de, em liberdade, os quatro estarem agindo para destruir provas do esquema criminal

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:59

Nome da operação que prendeu ex-deputado foi batizada de “Manus”. Ela foi deflagrada para apurar atos de corrupção na construção da Arena das Dunas

 

 

Novo Jornal

Ex-ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves

Preso preventivamente na manhã desta terça-feira 6 pela Polícia Federal em novo desdobramento da operação Lava Jato, o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) deixou o condomínio onde mora em Natal sob vaias e xingamentos.

Em vídeo que circula nas redes sociais, populares acusam o ex-deputado federal de “ladrão” e “safado”.

O nome da operação que prendeu o candidato ao Governo do Estado em 2014 foi batizada de “Manus”. Ela foi deflagrada para apurar atos de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões. Na mesma operação, houve também a expedição de um novo mandado de prisão contra o ex-deputado Eduardo Cunha.

Publicado por: Chico Gregorio


06/06/2017
11:51

O senador Garibaldi Alves, primo e parceiro político do ex-deputado Henrique Alves que está preso na Polícia federal, não está atendendo telefone da imprensa.

O senador tem sido procurado para falar sobre a prisão de Henrique.

Segundo sua assessoria ele está reunido e vai participar da reunião de comissões do Senado.

Toda classe política sabe que o então candidato a governador Henrique Alves fez grandes doações financeira para campanha do filho de Garibaldi, o deputado federal Walter Alves.

Publicado por: Chico Gregorio