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Diante de um cenário de avaliação em queda, a governadora Fátima Bezerra enfrenta um desafio estratégico que foge ao padrão tradicional de quem ocupa o poder. Em vez de deixar o debate eleitoral para o momento mais próximo do pleito, como normalmente ocorre com quem está na cadeira, ela se vê pressionada a antecipar o calendário político. A necessidade é clara: ampliar o tempo de exposição e reconstruir sua aprovação junto ao eleitorado, criando condições mínimas para influenciar o processo sucessório.
Esse movimento exige uma mudança de postura. Fátima precisará intensificar a presença nas ruas, apresentar resultados concretos de sua gestão e reforçar a narrativa de entregas, tanto do primeiro quanto do segundo mandato. A lógica do “o melhor está por vir”, utilizada na última eleição, agora precisa ser acompanhada de evidências visíveis e comunicação eficaz. O tempo é curto, mas ainda há margem para reposicionamento desde que haja ação coordenada e contínua.
Além disso, será fundamental recuperar terreno político perdido nos últimos meses, período em que a governadora priorizou articulações institucionais, como a discussão sobre a eleição indireta, enquanto adversários avançaram na construção de bases. Montar palanques regionais, articular prefeitos, vereadores e lideranças locais e ocupar o debate público passam a ser tarefas urgentes. No atual cenário, mais do que administrar, Fátima Bezerra terá que disputar cada espaço político até 2026.
O Potiguar*

















A decisão de Natália Bonavides de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, em vez de migrar para uma candidatura ao Senado, é estratégica para o PT no Rio Grande do Norte. Como principal nome de sua corrente interna, a parlamentar exerce influência relevante nas articulações partidárias e na organização da bancada federal. Sua permanência na disputa proporcional fortalece esse espaço de poder, garantindo continuidade a um mandato que dialoga diretamente com a estrutura interna do partido.