O governo do presidente Michel Temer estimou que as renúncias tributárias chegarão a 306,398 bilhões de reais no ano que vem, o equivalente a 4,12% do Produto Interno Bruto (PIB), valor de dez orçamentos anuais do Bolsa Família.
O montante também chega perto do que seria necessário para bancar todas as despesas de pessoal em 2019, estimadas pelo governo em 325,9 bilhões de reais.
Os dados constam em informações complementares enviadas pelo Executivo ao Congresso sobre o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) do próximo ano. Pelo documento, as diferentes renúncias referentes apenas ao Simples, regime tributário simplificado para microempresas e empresas de pequeno porte, somarão 87,253 bilhões de reais.
Com a Zona Franca de Manaus, serão outros 24,038 bilhões de reais. Já com renúncias ligadas à desoneração de itens da cesta básica, mais 18,027 bilhões de reais em 2019.
Para este ano, a previsão do governo é de menos renúncias tributárias, mas num peso ainda expressivo: 283,447 bilhões de reais.
Nas simulações de segundo turno, segundo o Ibope divulgado hoje, o candidato Jair Bolsonaro, que é primeiro colocado no primeiro turno, só ganha de Marina Silva. Dos demais nomes ele empata tanto numérica, quanto tecnicamente.
Contra Marina, ele atingiu 41% das intenções de voto contra 36% de Marina. Bolsonaro e Fernando Haddad empatam com 40% das intenções de voto. O candidato do PSL também empata em uma possível disputa com Geraldo Alckmin, ambos com 38%. Bolsonaro ainda chega a ser superado, numericamente, por Ciro Gomes (40% contra 39%), mas tecnicamente empatados.
Sobre a pesquisa
A pesquisa Ibop foi contratada pela TV Globo e O Estado de S. Paulo. A coleta dos dados aconteceu entre os dias 16 e 18 de setembro com 2.506 eleitores em 177 municípios. Ela foi calculada com margem de erro 2% para mais ou para menos e com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09678/2018.
Candidatos com chances crescentes de chegar ao segundo turno procuram, em geral, maneiras de se tornar aceitáveis para o máximo de eleitores de seus concorrentes. A vantagem básica do sistema de duas votações está, justamente, em incentivar a conciliação com a maioria dos representados.
A campanha presidencial de Jair Bolsonaro parece inclinada a desafiar essa lógica singela.
O postulante do minúsculo PSL apresenta solidez nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno, em particular nas realizadas após o execrável ataque a faca de que foi vítima. Ao mesmo tempo, sua taxa de rejeição permanece a mais alta da disputa —e nem ele nem seus aliados demonstram empenho em reduzi-la.
Ao contrário, persistem acusações irresponsáveis, demonização de adversários e, pior, sinais alarmantes de desapreço por regras do jogo democrático.
Mostrou-se especialmente desastrado o protagonismo assumido pelo candidato a vice na chapa, o general da reserva Hamilton Mourão(PRTB). Já no dia da facada, 6 de setembro, divulgou nota em que culpava, com leviandade inaceitável, “um militante do Partido dos Trabalhadores” pelo atentado.
Em entrevista, divagou a respeito de hipóteses em que um presidente poderia aplicar um autogolpe; depois, defendeu um novo texto constitucional, não necessariamente elaborado por parlamentares sufragados pela população.
Ainda no leito do hospital, o próprio Bolsonaro deu sua contribuição para a sequência de despautérios. Ele gravou vídeo no qual, entre lágrimas, agradecimentos e diatribes eleitorais, retoma suas teses conspiratórias a respeito de fraudes nas urnas eletrônicas.
Não se trata aqui de mera crendice amalucada —de “gente que acredita em saci-pererê”, nas palavras do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.
Tal pregação, reproduzida por parcelas barulhentas de seus apoiadores, alimenta a paranoia, semeia a descrença no processo democrático e, de mais imediato, abre caminho para que não se aceite um resultado desfavorável no pleito.
Implica ainda desacreditar as pesquisas de intenção de voto, que o colocam na liderança, mas com probabilidade considerável de derrota num segundo turno. No Datafolha, Bolsonaro tem 26% das preferências e 44% de rejeição.
A campanha, decerto, busca evitar a dispersão de seu eleitorado quando repele os números e fala em vitória até mesmo na primeira rodada de voto. Sua estratégia perigosa, porém, não pode ser tomada como arma eleitoral corriqueira.
Uma plataforma conservadora, na política, na economia ou nos costumes, é legítima e perfeitamente compatível com a democracia. A intolerância ideológica e o questionamento da lisura das instituições, nem tanto.
Pesquisa ibope divulgada nesta terça-feira (18) mostra Jair Bolsonaro (PSL) em primeiro com 28%. Em segundo lugar, com uma forte arrancada, aparece Fernando Haddad (PT) com 19%. Ele cresceu 11 pontos desde a última pesquisa.
Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles têm 2% cada. Cabo Daciolo 1%.
Brancos e nulos 14%. Não responderam 7%. Os restantes não pontuaram.
Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistados 2.506 eleitores em 177 municípios. A pesquisa foi feita entre 16 e 18 de setembro.
Registro no TSE: BR-09678/2018. Nível de confiança: 95%. Contratantes da pesquisa: TV Globo e “O Estado de S.Paulo”
A Orquestra Sinfônica da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (OSUFRN) realiza, no próximo sábado, 22, seu sexto concerto oficial de 2018. O evento acontecerá em duas sessões, às 18h e às 20h, na Escola de Música (EMUFRN), com regência do maestro André Muniz.
O repertório traz as obras Sinfonia nº 4, escrita em 1806, por Beethoven, e Os Pinheiros de Roma, peça do principal compositor italiano do século XX, Ottorino Respighi. O evento é gratuito e os ingressos podem ser retirados a partir da quinta-feira, 20, na coordenação de eventos da EMUFRN.
Apresentação no Vaticano
A escolha do repertório marca o início oficial das atividades da Orquestra Sinfônica, que participará da audiência geral do Vaticano, com a presença do Papa Francisco, no dia 12 de dezembro. Esta será a segunda vez que a Orquestra se apresenta internacionalmente, a primeira aconteceu em 2015, na Alemanha.
O Seminário de Relançamento do Grupo de Pesquisa História, Cultura e Poder (GPHCP) acontece nesta quarta-feira, 19, com o título “Há 50 anos de 1968: possibilidades de uma História Política para o século XXI”, no Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres-Caicó) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O evento é voltado para professores e alunos do curso de História e demais graduações do Ceres.
Realizado pelo Departamento de História do Ceres, o seminário terá palestras de especialistas em História Política, além da exibição de obras audiovisuais pertinentes à área. O objetivo é divulgar o GPHCP e aproximar os estudantes do curso de História da pesquisa e da extensão, bem como abrir as portas para trocas com outros cursos do Centro e de outras instituições de ensino básico e superior de Caicó e da comunidade em geral.
GPHCP
O Departamento de História do Ceres (DHC) formou o Grupo de Pesquisa História, Cultura e Poder (GPHCP) em 2010, o qual ganhou força com a entrega do prédio dos laboratórios de História do Ceres-Caicó, em 2015. A criação do Laboratório de História e Práticas de Pesquisa (LHCP) foi outra conquista, no ano de 2017.
O juiz eleitoral Ricardo Tinoco de Góes acolheu pedido de Fátima Bezerra e sua coligação e determinou ao Facebook a retirada imediata de vídeo publicado e impulsionado por Carlos Eduardo Alves na rede social.
Impulsionamento de material significa pagar para alcançar mais contas. O material aparece para quem não é seguidor de Carlos Eduardo com a marcação de conteúdo pago.
A petição originalmente requeria a remoção de três vídeos, mas o juiz determinou que apenas sobre um deles os argumentos eram favoráveis à defesa da senadora.
No material atingido, a campanha de Carlos Eduardo Alves impulsionou no Facebook um vídeo em que Fátima Bezerra está fazendo um discurso no Senado em oposição às elites. Ela, então, é apartada pelo senador Ataíde Oliveira, que pede para que ela explique como critica a elite e recebeu dela R$ 4 milhões para sua campanha em 2014.
O juiz ressaltou em sua decisão que o impulsionamento é permitido, desde que para realçar qualidades do candidato e não para promover propaganda eleitoral negativa, que só é permitida sem ser paga na internet.
“Neste vídeo, é forçoso reconhecer que assiste razão aos Representantes, visto que o seu conteúdo não se presta aos fins previstos em lei, qual seja, promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações, posto que se resume a criticar a posição declarada pela candidata Representante no exercício do seu mandato, restando caracterizado o perigo de dano irreparável ou de difícil reparação em face da contínua propagação do seu conteúdo por meio das ferramentas de impulsionamento contratadas”, anotou o magistrado.
Os outros dois vídeos que não foram atingidos pela decisão são peças em que Fátima aparece em campanha pedindo votos para Robinson, em 2014, e recentes imagens de dabate sobre segurança pública em que Carlos Eduardo historia a aliança de Fátima e Robinson e credita à senadora parte da crise na segurança.
Como os vídeos não foram impulsionados, o magistrado manteve-os no ar.
“Não havendo impulsionamento em atividade, não há que se falar em provimento jurisdicional de urgência, sem que seja dado a outra parte a oportunidade de oferecer defesa”, anotou o magistrado, que fixou multa mínima diária no valor de R$ 2 mil e máxima no valor de R$ 40 mil.
Até a publicação deste post, o vídeo atingido pela decisão tinha 8,2 mil visualizações, 452 compartilhamentos, 429 engajamento de reações e 117 comentários.
O jornalista Ricardo Cappelli relata que a boca do jacaré [gráfico das pesquisas] está abrindo. Duplamente. “As pesquisas indicam que Haddad e Bolsonaro estão subindo, enquanto os demais estão descendo”. Ele não descarta a vitória do petista ou do ex-capitão do Exército ainda no 1º turno.
O PAÍS QUER SEGUNDO TURNO?
Ricardo Cappelli*
“Os Direitistas denominaram o voto no Bolsonaro de “voto inseticida”. Nós podemos pregar o “voto exorciza” e acabar com o Capeta Nazista.”
A frase acima, publicada em minha página no facebook por um leitor, sintetiza o clima de guerra no país. Ninguém parece disposto a ceder. Qualquer apelo à razão parece inútil. Mediação e bom senso viraram verdadeiros palavrões.
Num clima como este, alguém está disposto a esperar alguma coisa? Se o objetivo é aniquilar o inimigo – e penso que posso fazê-lo imediatamente – faz sentido esperar e apostar num segundo turno de desfecho imprevisível?
A boca do jacaré está abrindo. Duplamente. As pesquisas indicam que Haddad e Bolsonaro estão subindo, enquanto os demais estão descendo. Parece que estamos vivenciando a profecia de que o centro virou pó.
Quem tentou posar de moderado naufragou. Alckmin está com sua extrema unção encomendada. Ciro tem uma semana para apresentar algum tipo de reação. O improvável apoio de Marina poderia criar um fato positivo.
A candidata da Rede assiste passivamente seus votos desaparecerem seu qualquer influência sua. Se continuar no ritmo atual deve “pontuar negativamente” nas próximas pesquisas.
Se o trabalhista não reagir será tragado pela mandíbula de Haddad. O ex-prefeito de São Paulo está longe de ser um radical. É o mais moderado dos petistas, qualificado, sóbrio, uma tentativa inteligente de Lula de ampliar na sociedade mantendo um nome do PT.
Entretanto, por mais esforço que faça, Haddad continua sendo um “Petralha”. E a sociedade parece querer continuar na sua aposta de que só um ajuste de contas radical é capaz de recuperar o Brasil.
Neste clima, Bolsonaro e Haddad viraram uma espécie de irmãos siameses. A subida de um empurra o outro. Se o cenário mais provável se confirmar e o centro desaparecer de vez, os dois devem continuar subindo.
O primeiro objetivo na guerra é ganhá-la, obviamente. Se for impossível este objetivo com seu próprio exército, o objetivo passa a ser ajudar a derrotar seu inimigo principal. Se Amoedo não tem chance nenhuma e o PT está crescendo, por que não votar logo em Bolsonaro?
O mesmo vale para os eleitores progressistas que, temendo uma vitória de Bolsonaro no primeiro turno, podem antecipar para o primeiro round o voto útil em Haddad.
Alguns analistas, descolados da política real, os mesmos que passaram meses profetizando que seria mais do mesmo, PT x PSDB, agora decretam que esta leitura é de uma minoria, que o povo jamais fará este movimento. Será?
Subestimam a sabedoria popular e a impaciência com a política disseminada de forma irresponsável pela grande mídia. “Eu estou desempregado, a política virou coisa de bandido, pra que sair de casa duas vezes para votar? Se posso dar um soco no estômago do sistema de uma vez e esmagar o mal, não faz sentido esperar.”
Você pode ser vascaíno ou botafoguense, mas é impossível entrar no Maracanã lotado num Fla-Flu numa final de campeonato e não assumir a torcida por um dos lados. O estádio está enchendo, a temperatura está subindo.
Apesar do segundo turno ainda ser o mais provável, não será surpresa se a eleição nacional acabar no dia 7 de outubro com uma vitória de Haddad ou Bolsonaro. Com o inimigo a ser subjugado definido, mais debates são desnecessários.
Apertem os cintos. Tudo indica que a corrida vai acelerar.
*Ricardo Cappelli é jornalista e secretário de estado do Maranhão, cujo governo representa em Brasília. Foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) na gestão 1997-1999.
No fim da tarde desta segunda-feira (17), a candidata ao governo Fátima Bezerra, do PT, reuniu militantes e apoiadores na Praça Gentil Ferreira, no bairro do Alecrim, Zona Leste de Natal. Fátima conversou com comerciantes, e seguiu em caminhada pelas ruas do bairro. Ela disse que pretende criar policlínicas nos municípios pra melhorar a saúde pública do Rio Grande do Norte.
“Olhe, nós vamos estruturar uma rede de policlínicas pra garantir o exame, o atendimento especializado em ortopedia, cardiologia, ginecologia, e, com isso, nós vamos desafogar os hospitais, para que eles cumpram com seu papel de urgência e emergência. Vamos também garantir a regularidade na distribuição dos remédios, vamos fortalecer as ações voltadas para a atenção básica”, declarou.
A jornalista Rachel Sheherazade, conhecida por suas posições de extrema direita, surpreendeu o Twitter na manhã desta terça-feira (18) e foi parar nos Trend Topics com um post onde afirma ser mulher que cria dois filhos sozinha, seguido da hashtag #elenao, usada nas redes em tom de repúdio ao candidato à presidência Jair Bolsonaro.
“Sou mulher. Crio dois filhos sozinha. Fui criada por minha mãe e minha avó. Não. Não somos criminosas. Somos HEROÍNAS! #elenão”
Em duas salas no prédio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no bairro do Pacaembu, na zona oeste da cidade, repousam, em formol ou congelados, cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas que morreram de causas naturais com idade ao redor de 50 anos ou mais. Não é uma mera curiosidade da capital paulista.
Eles foram doados pelas famílias dos mortos e têm ajudado neurologistas e neurocientistas a entender as doenças do cérebro causadas pelo envelhecimento. Várias descobertas já foram feitas graças a esse banco de encéfalos – entre elas, a de que o Mal de Alzheimer começa no tronco cerebral, que conecta a medula espinhal com as estruturas localizadas acima, e não no córtex, como se pensava até então.
O “banco de cérebros”, como é conhecido o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento da FMUSP, foi criado em abril de 2004 e chegou aos números que ostenta hoje graças ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da faculdade, que realiza cerca de 15 mil autópsias por ano em São Paulo.
Esse número representa 45% das mortes por causas naturais, 60% das quais de pessoas com mais de 50 anos. É uma taxa de exames de causa mortis muito grande comparada à de outros países, onde ela não ultrapassa os 10%.
Depois que decidem doar o cérebro, os familiares devem responder a um questionário que tem como objetivo verificar se o parente tinha alguma perda de cognição ou manifestação clínica que pudesse ser associada a algum quadro de demência.
“A boa receptividade das pessoas aos nossos estudos foi surpreendente”, conta Léa Tenenholz Grinberg, professora do Departamento de Patologia da FMUSP e uma das fundadoras do Biobanco. O índice de concordância com a doação chega a 94%.
Diagnóstico após a morte
O próximo passo é a coleta do cérebro, que, em seguida, é levado ao Laboratório de Fisiopatologia do Envelhecimento (Gerolab), onde passa por exames que determinam se havia lesões cerebrais – como, por exemplo, as associadas ao Alzheimer.
Os pesquisadores usam os resultados e as informações prestadas pelos parentes para fazer um diagnóstico do doador, ou seja, verificar se era sadio ou se sofria de demência com sintomas clínicos apenas ou se tinha lesões anatômicas também.
Segundo Lea, o SVO é único no mundo, pois é um serviço que verifica a causa de óbito de grande parte da população de São Paulo. “Como ele possui base populacional, o nosso Biobanco tem casos de indivíduos sem alterações neurológicas e outros com vários diagnósticos de doenças neurodegenerativas”, explica.
Direito de imagemASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/FMUSPImage captionPesquisas mostraram aos cientistas que Mal de Alzheimer começa a matar neurônios em partes do encéfalo diferentes do que se imaginava
O objetivo desse trabalho é justamente realizar pesquisas sobre as doenças relacionadas ao envelhecimento.
Graças ao Biobanco, a FMUSP ocupa uma posição de vanguarda no mundo na área de estudos de doenças como o Alzheimer.
De acordo com Léa, em muitos outros países, os estudos são realizados com pessoas que procuram tratamento quando já apresentam algum sintoma, como perda de memória. Isso dificulta o entendimento sobre o que antecedeu o problema.
Por meio dos cérebros doados, o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos no Envelhecimento pode analisar casos que ainda não apresentavam sintomas da doença, conseguindo determinar onde ela começa, como progride e quais os sintomas iniciais, possibilitando o diagnóstico no início e facilitando a interrupção do seu progresso.
Onde começa o Mal de Alzheimer
Foi assim que Lea e sua equipe descobriram onde, de fato, o Alzheimer começa. Antes, é preciso saber que o que os leigos chamam de cérebro na verdade é o encéfalo, que é composto pelo cérebro propriamente dito, pelo cerebelo e pelo tronco.
Esse último é uma importante estrutura do sistema nervoso central, que controla funções involuntárias fundamentais para a sobrevivência, como a respiração, os batimentos cardíacos, a pressão sanguínea e o sono.
Os pesquisadores descobriram que o Alzheimer dá os primeiros sinais de sua existência justamente numa parte específica do tronco, chamada núcleo dorsal da rafe.
“Mostramos que essa área, localizada no mesencéfalo (uma parte do encéfalo localizada no pescoço) e maior produtora de serotonina do cérebro, desenvolve alterações da doença antes das que eram consideradas as iniciais até então, situadas no córtex entorrinal (uma parte do córtex cerebral)”, explica Lea.
“Em seguida, em outros estudos com colaboradores, descrevemos cerca de 15 áreas cerebrais que apresentam essas lesões antes do córtex entorrinal.”
O que Lea encontrou nessa região do encéfalo foi uma das lesões mais características do Alzheimer, os chamados emaranhados neurofibrilares, que levam à morte dos neurônios. Eles assinalam o surgimento e progressão da doença, ao lado de placas extracelulares, causadas pelo acúmulo anormal de uma proteína chamada beta-amiloide.
Segundo a pesquisadora, graças a essa descoberta, agora é possível diagnosticar o mal em fases ainda mais iniciais, entender a relação entre essas primeiras alterações e sintomas como depressão, ansiedade, problemas de sono e apetite.
O que já se descobriu também em relação a esses sintomas é que eles não são fatores de risco para Alzheimer, como se pensava antes, mas, sim, consequências da doença.
O estudo foi apresentado em julho na Conferência Internacional da Alzheimer’s Association, realizada em Chicago, no Estados Unidos, que reuniu cerca de seis mil pesquisadores da doença de diversas partes do mundo.
Direito de imagemASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO/FMUSPImage captionCientistas estão analisando cérebros humanos para tentar identificar alterações em áreas onde o Alzheimer aparece primeiro no cérebro
Exame para rastrear a doença na população brasileira
O Biobanco também já possibilitou a descoberta de fatores relacionados a risco de demência relevantes para a população brasileira, como a grande prevalência de Alzheimer por alteração nos vasos sanguíneos e risco diferencial para problemas causados por ela em descendentes de africanos e japoneses em relação aos de europeus.
Agora, Lea está desenvolvendo estudos para identificar alterações nessas áreas onde o Alzheimer aparece primeiro, utilizando técnicas de neuroimagem.
“A ideia é criar um exame simples de rastreio, que funcionaria como a mamografia funciona para câncer de mama”, explica.
“Será acessível o suficiente para ter grande parte da população examinada por volta dos 50 anos e reavaliada de tempos em tempos. Assim, se não houver alterações, não há necessidade de outros exames.”
“Ele mentia dizendo que era fuzileiro naval. Ele está aperreado financeiramente e é isso que o motivou a matá-la”. A declaração do delegado Reinaldo Nóbrega, titular da delegacia de Homicídios de João Pessoa e responsável pelas investigações do caso em que uma mulher grávida foi encontrada morta na praia de Manaíra, também na capital, revela detalhes de um crime que ganha repercussão pelos indícios de frieza e planejamento por parte do suposto executor.
Em entrevista coletiva realizada no início da tarde desta terça-feira (18), o policial descreveu algumas características de Vinícius Gabriel Ferreira Viana, de 24 anos, que é suspeito de assassinar a companheira e simular um afogamento. Ele teria matado a mulher para receber um seguro de vida no valor de R$ 400 mil.
Depoimento do acusado
“Ele narra que quando chegou na praia, eles foram andar pela orla, quando por volta de 9 da noite eles desceram pra o mar, e, o mar foi ficando forte quando começou a ‘puxar’. Ele tentou pegar a companheira e não conseguiu… Desacordou e acordou apenas 4 horas depois na proximidade de um homem e chamou o socorro”, contou Reinaldo.
Apuração
“Temos muita coisa no inquérito, mas, ainda não podemos revelar. Mas, só pela prova pericial e esse relato dele ser altamente fantasioso, e, pelo seguro de vida que ele deu entrada dois dias antes dele matar Natália, pra mim já é prova suficiente para indiciá-lo”, adiantou.
Pedido
“Eu espero que familiares de Natália possam nos ajudar pra solidificar que a relação dele não era de flores. Infelizmente a mãe da vítima era iludida pelas declarações de Vinícius. Ele prometia mundos e fundos a ela. Inclusive, trouxe ela pra cá [João Pessoa] dizendo que iria mantê-la… Mentira! Eles estavam passando muita dificuldade financeira tanto que eles já tinham se mudado. Eles tinham sido expulsos do local onde moravam porque não estavam pagando os aluguéis e eles estavam vivendo aqui com base em ajuda que a mãe dele mandava do Rio de Janeiro”, completou.
Seguro de vida
“Ele disse que tinha feito seguro de vida pra todos da casa… Mentira! O único seguro que ele tinha feito era o da vítima, cujo o único beneficiário era ele próprio. Mesmo ela [Natália] tendo um filho, ele era o único beneficiário desse seguro”, completou.
Ferimentos na vítima
“Notamos que na base do crânio de Natália, havia um ferimento por ação contusa, ou seja, não dá pra alegar que ela sofreu esse ferimento em razão da movimentação da maré por dois motivos: primeiro, se fosse um corte ou pancada ocasionada por uma pedra, ela teria sido cortada. Segundo: nenhum tipo de lesão ocorre pós-morte porque o sangue deixa de circular. Então, ela não ficaria com o ferimento que sofreu”, adiantou.
Perfil do suspeito
“Não foi a primeira vez que eu já inquiri ele. O suspeito é muito dissimulado até pelo ponto dele não demonstrar nenhum tipo de sentimento. Eu acho que qualquer um que tivesse sido acusado da morte da companheira, esposa e namorada que fosse inocente, demonstraria esse sentimento. Em nenhum momento ele demonstrou. É como se ele estivesse esperando ser preso. Essa é a leitura que eu tive dele. De que ele estava esperando que a gente descobrisse um dia e desmontasse o castelo de areia que ele construiu”, afirmou.
Caminho do suspeito
Segundo o delegado, foi decretada a prisão preventiva do suspeito. “Ele vai ficar preso até enquanto a magistrada entenda que há motivos para a prisão”. Na tarde desta terça-feira, o suspeito vai ser encaminhado à audiência de custódia. Caso mantida a prisão, Vinícius será encaminhado para um presídio.
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A sogra
A mãe da jovem Natália classificou como “psicopata” o genro, Vinícius Gabriel Ferreira Viana, de 24 anos, apontado pela Polícia Civil como autor do crime. Rosângela Donato concedeu entrevista exclusiva à TV Correio, na manhã desta terça-feira (18), poucas horas após a prisão do suspeito .
Rosângela contou como foi informada sobre as circunstâncias do crime. “O delegado [Reinaldo Nóbrega] me falou que ele [Vinícius] estava na água com Natália e deu um soco tão forte, tão violento, na cabeça dela, que causou um trauma. Ela desmaiou, a maré a levou e ele simplesmente saiu da água”, disse.
A mãe da vítima relatou ter ficado surpresa com a revelação de que o genro seria o responsável pelo assassinato. “Eu cheguei aqui nessa casa completamente traumatizada. Eu não estava acreditando no que eu ouvi”.
Segundo Rosângela, o suspeito nunca mostrou sinais de que era violento. “Quando eu soube da notícia, não me veio nenhuma passagem da nossa vida na cabeça porque ele só tratou bem a minha filha. Minha filha chamava ele de vida. E ele só chamava ela de meu amor“.
Rosângela ainda disse que, na noite do crime, Vinícius chegou a pedir permissão para levar Natália a um passeio. “Ele ainda disse assim para mim: olha, sogra, é coisa de uma horinha, uma horinha e meia“. Natália, segundo a mãe, estava animada para sair com o marido. “Eu vi a felicidade na minha filha”, recordou Rosângela.
Frieza
Apesar de não conseguir apontar episódios que depusessem contra Vinícius enquanto Natália era viva, Rosângela avaliou que o comportamento dele após se tornar viúvo se assemelha ao de um psicopata.
“Ele é frio. Vivia aqui dentro de casa rindo, dando gargalhada, como se nada tivesse acontecido. O tempo todo deitado, conversando pelo celular, jogando games. Não faz nem dois meses que minha filha morreu. O comportamento dele diante do que ele fez é de psicopata. Eu só posso ver dessa maneira”, analisou.
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Rosângela Donato contou também que estranhou o fato de Vinícius ter vendido o celular de Natália rapidamente, logo após a morte dela. “Mas ele alegou defeito no aparelho”, disse.
Conduta misteriosa
Rosângela Donato morava com a filha, o genro e o neto, de três anos, filho apenas de Natália. Ela disse que era Vinícius quem arcava com todas as despesas da família, embora nunca tenha ficado claro com o que ele trabalhava.
“Vinícius falou, nada que a gente visse de fato, que ele tinha assinado um documento e estava voltando para a Marinha. Disse que tinha pedido baixa há um tempo, mas que estava voltando para o quartel. Nisso ele tinha algumas opções de transferência e a Paraíba era a que daria mais dinheiro”, relatou.
Redes sociais
O perfil do casal no Facebook revelou alguns detalhes sobre o relacionamento dos dois. Natália postava muitas declarações de amor ao companheiro. Logo após o seu falecimento Vinícius mal tocou no nome da esposa, concentrando-se na campanha eleitoral do presidenciável Jair Bolsonaro.
Em várias postagens ele alega ser evangélico, o que acabou gerando revolta em algumas pessoas após descobrirem que ele era suspeito do falecimento de Natália.
Em uma postagem Vinícius chega a se revoltar contra a “insensibilidade” das pessoas que questionaram a situação suspeita da morte da jovem.
A segunda pesquisa de intenção de voto estimulada, realizada pela Método Pesquisa e Consultoria e contratada pelo Jornal CORREIO da Paraíba, também montou cenários para um possível 2º turno nas eleições 2018 na Paraíba.
Se no 2º turno a disputa fosse entre José Maranhão (MDB) e João Azevêdo (PSB) se configuraria um empate técnico: o ex-governador teria 37,8% dos votos e João teria a 32,3%. Votariam branco ou nulo 19% dos eleitores.
Outros cenários de segundo turno
O empate técnico também aparece quando o cenário é uma disputa entre Lucélio Cartaxo (PV) e João. Em um eventual 2º turno Lucélio fica com 32,8% da intenção de voto e João com 32%. Brancos ou nulos seriam 22,9%.
No caso de um 2º turno entre Zé Maranhão e Lucélio Cartaxo (PV), o emedebista venceria com 40,4% dos votos contra 28,6% de Lucélio. Brancos ou nulos seriam 19,6%.
Sobre a pesquisa
A pesquisa foi registrada dia 12 deste mês no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-01555/2018 e no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, número PB-02642/2018. A pesquisa quantitativa foi realizada entre os dias 12 e 15 deste mês, em 60 municípios da Paraíba, sendo aplicados 1.100 questionários no Estado. A margem de erro é de 3%, com intervalo de confiança de 95%.