05/07/2019
06:38

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por 30 votos a 18, a comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara dos Deputados rejeitou, há pouco, mudança nas regras de aposentadoria de professores. A proposta buscava manter as atuais regras de aposentadoria para professores, com 25 anos de contribuição para mulheres e 30 anos para homens, sem exigência de idade mínima.

Pelo texto do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), aprovado nesta quinta-feira (4) na comissão, as professoras poderão se aposentar com 57 anos de idade e 25 de contribuição; e os professores, com 60 de idade e 30 de contribuição. Os profissionais do magistério terão de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental.

Para o relator, a Câmara já suavizou o texto vindo do Executivo e evitará situações em que profissionais se aposentam aos 45 anos. Pelo texto enviado pelo governo federal seria exigida idade mínima de 60 anos e 30 anos de contribuição para profissionais dos dois sexos.

“A questão do professor é ganhar melhor, é carga horária diferenciada, sala com menos de 30 alunos. Não adianta fazer ‘puxadinho’, não vai resolver a questão do professor, do aluno e do país dessa forma”, disse Moreira.

Neste momento, parlamentares continuam com a apreciação das sugestões de modificação ao texto de Moreira. Ao todo, foram propostos 17 destaques de bancada e 88 individuais com sugestões de mudanças ao texto-base. A comissão, no entanto, não apreciará as propostas individuais. Já as propostas de bancadas serão analisadas uma por uma.

Policiais

Mais cedo, o colegiado rejeitou dois destaques que alteravam as regras para aposentadoria de agentes de segurança. As propostas previam uma regra de transição para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e agentes de trânsito.

O texto previa a cobrança um pedágio de 17% sobre o tempo de contribuição que faltaria para a aposentadoria. Além disso, definia uma idade mínima inferior para essas categorias, de 55 anos para homens e 52 para mulheres.

Com a rejeição das propostas, fica mantido o texto que inclui profissionais que exercem atividades ligadas à segurança pública, entre eles policiais federais, policiais rodoviários federais, servidores da Abin, policiais legislativos, policiais civis, policiais militares e bombeiros, agentes de trânsito, agentes penitenciários, agentes socioeducativos, oficiais de justiça e guardas municipais.

Via BG

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:37

Um dos principais aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Jaques Wagner (PT-BA) sugeriu nesta quinta-feira (4) que o empreiteiro Léo Pinheiro sofreu ameaças para escrever carta enviada com exclusividade à Folha na qual o ex-executivo da OAS reitera acusações contra o petista.

No texto, Léo Pinheiro rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações sobre o apartamento tríplex em Guarujá (SP) para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

Reportagem da Folha produzida a partir de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil mostrou que o empreiteiro só passou a ser considerado merecedor de crédito na Lava Jato após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento que a empresa afirmou ter reformado para Lula. Seu testemunho foi peça chave para a condenação do petista por corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta, Wagner lamentou ter participado da aprovação da lei que instituiu a delação premiada, sancionada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Hoje, sou obrigado a dizer que me arrependo de ter contribuído, porque nós não fomos, na minha opinião, no detalhe”, afirmou, sem especificar o que poderia ter sido aprimorado.

Para ele, Pinheiro escreveu o documento sob ameaça. “A carta, para mim, chega a ser risível. Porque a carta alguém deve ter dito ‘ou você escreve a carta, ou você não terá o benefício de eventual redução de pena’.”

“Na verdade, eu não tenho provas, mas imagino…eu conheço o Léo Pinheiro. O que ele deve ter passado lá dentro. Não sei que tipo de ameaças que ele recebeu”, continuou o senador e ex-governador da Bahia. “É impossível você falar de uma contribuição livre e espontânea de alguém que está preso.”

Outros petistas também apoiaram Lula. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente nacional do partido, chamou a carta de “recurso desesperado de quem não teve a delação premiada.” A colaboração do empreiteiro ainda aguarda homologação pela Procuradoria-Geral da República.

Colegas de Wagner no Senado, no entanto, saíram em defesa do instituto da delação.

“Não podemos, a despeito de excessos que tenham havido, criminalizar o que a Lava Jato avançou no Brasil”, disse o líder da minoria na Casa, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“O grande erro da Lava Jato foi o juiz da operação servir a um governo que tem caso de corrupção. A delação premiada é um instituto que melhorou o sistema penal brasileiro e deve, sendo utilizado como vem sendo pelo Ministério Público, aprimorar os mecanismos anticorrupção”, afirmou Randolfe.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse que a carta de Léo Pinheiro demonstra a intenção de dizer a verdade depois que “a casa caiu”.

“Acho que ele não foi coagido a mandar uma carta dizendo que não foi coagido”, afirmou Olímpio.

Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:32

Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão Especial da reforma da Previdência encerrou a votação da proposta, depois de 16 horas de debates, devolvendo ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada de R$ 1,071 trilhão.

Passava de 2h da madrugada desta sexta-feira, quando os deputados aprovaram requerimento (sugestão de mudança de um ponto específico) apresentado pelo bloco formado pelos partidos PP, MDB e PTB. O texto mantém a isenção da alíquota de 2,6% sobre a comercialização de produção agrícola como contribuição previdenciária, desde que parte seja exportada.

O destaque também retira a trava que impedia o perdão da dívida do Funrural, a contribuição paga pelo produtor rural para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores.

A aprovação por 23 a 19 do destaque significa um recuo de quase R$ 84 bilhões na economia prevista com a reforma da Previdência, que perdeu a marca de R$ 1 trilhão tão perseguida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Agora, em dez anos, a proposta, se aprovada, economiza R$ 987,5 bilhões.

A medida atendeu ao lobby dos ruralistas que fizeram uma grande mobilização com a bancada na Câmara e com Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, 4, Bolsonaro reforçou sua “lealdade” à bancada ruralista, em café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Como deputado, em 100 % das vezes votei acompanhando a bancada ruralista. E vocês sabem que votar com bancada ruralista é quase como parto de rinoceronte, recebendo críticas da imprensa de organizações não governamentais e de governos de outros países”, afirmou. “Eu e Ramos (presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência) devemos lealdade a vocês que nos colocaram no Palácio. Continuamos juntos”, concluiu ao fim do discurso.

O benefício ao setor rural foi o último destaque que precisava ser avaliado pela comissão. O relatório da reforma da Previdência foi aprovado no começo da tarde de quinta, por 36 votos a 13 na Comissão Especial.

Após ser aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) segue para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.

Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para o equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está.

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

Além do fim da taxação sobre as exportações agrícolas (que caiu depois com a aprovação do destaque), o relator incluiu o aumento de impostos sobre bancos para aumentar o valor da economia esperada em dez anos.

Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.

“Nós esperávamos um resultado maiúsculo. Foi um pouco maior até do que os cálculos que nós tínhamos. Pensávamos em 34 e [tivemos] 36 votos, o que demonstra aí, eu acredito, uma possibilidade de que isso possa ser replicado no plenário da Câmara. Há um ambiente favorável”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado Rogério Marinho.

Depois da votação, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) defendeu a necessidade de inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência. “A meu ver, nós precisamos lutar para que eles [Estados e municípios] entrem na reforma ainda”, disse.

O relator também mencionou a atuação de categorias de servidores públicos, que buscavam, nessa reta final de votação na Comissão Especial, alterar seus regimes de aposentadoria.

“As corporações têm legitimidade, mas sempre à luz da sociedade”, declarou. “Quem não gostaria de dar novos benefícios? Todos. Mas o momento é de reajustar a Previdência”.

Estadão

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
11:38

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), usou o Twitter na noite de ontem (3) para responder a crítica que recebeu do general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, membro da Comissão de Anistia do governo federal, que o classificou como “imaturo, irresponsável e mal-educado”.

Ao comentar uma reportagem sobre o ataque de Paiva, Carlos afirmou que o general faz parte da ala de “militares que não suportam armas” e que “nunca lideraram nem guerra de travesseiros”.

O vereador disse ainda que, “quando xingado”, tem o direito de responder, “ainda mais vindo de um ‘recruta’ que jamais abriu significativamente a boca quando o PT assaltava o país”.

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Militares que não suportam armas. Nunca lideraram nem guerra de travesseiros! O país dos absurdos!

Ver imagem no Twitter

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Quando xingado, ainda tenho o direito de responder! Ainda mais vindo de um “recruta” que jamais abriu significativamente a boca quando o PT assaltava o país! Simples!

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
11:31

 

O empresário Sadi Gitz, dono de uma cerâmica em Aracaju, se matou hoje durante o ‘Simpósio de Oportunidades: Novo cenário do gás natural em Aracaju, no Radisson Hotel.

O empresário é dono da empresa Escurial, que estaria em processo de falência.

Logo após a fala do governador Belivaldo Chagas (PSD), o empresário, que estava sentado, teria gritado: “Belivaldo, você é mentiroso” e dado um tiro na própria boca.

Quem também presenciou a tragédia foi o ministro de Minas e Energia, Bento Costa Lima e Leite.

O simpósio foi encerrado imediatamente.

Fontes do governo estadual contaram que o empresário era dono de uma fábrica de cerâmica que havia entrado em hibernação, por causa do alto preço do gás, e com isso ele teria falido.

A indústria de cerâmica Escurial vinha enfrentando dificuldades há algum tempo e atualmente está em recuperação judicial. A empresa passou a consumir gás com pagamento antecipado e há cerca de dois meses paralisou as atividades por falta de condições de caixa.

O governo de Sergipe lamentou o ocorrido nas redes sociais:

Via Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
11:18

Resultado de imagem para fotos da cidade de caico rn
Posição Município UF
 
1 SAO GONCALO DO AMARANTE RN 6,69 7,30 6,70 6,07
2 MACAIBA RN 6,62 6,88 7,38 5,60
3 CAICO RN 5,90 3,76 7,21 6,72
4 ACU RN 5,60 4,67 6,23 5,91
5 CEARA-MIRIM RN 5,24 3,25 7,46 5,01

O Índice CFA de Governança Municipal – IGM-CFA foi lançado em novembro de 2016 pelo Conselho Federal de Administração, que contou com auxílio técnico do Instituto Publix para o Desenvolvimento da Gestão Pública. Em 2017, os dados foram atualizados.

O IGM-CFA consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
10:59

O Índice CFA de Governança Municipal – IGM-CFA foi lançado em novembro de 2016 pelo Conselho Federal de Administração, que contou com auxílio técnico do Instituto Publix para o Desenvolvimento da Gestão Pública. Em 2017, os dados foram atualizados.

Durante os anos de 2017 e 2018, o CFA promoveu várias apresentações do IGM em todo o país, em audiências públicas, eventos voltados para a gestão pública, e apresentações para segmentos específicos organizados pelos Conselhos Regionais de Administração (CRAs).

Nestes encontros, foram identificadas oportunidades de melhoria do índice e, em 2018, foi construída uma nova metodologia, destacando-se dois pontos principais: a) agrupamento de municípios semelhantes e, b) definição de metas a serem atingidas pelos municípios, aprimorando-se, assim, a metodologia anterior ao permitir uma comparação mais justa e efetiva entre os municípios.

Analisando os municípios do Rio Grande do Norte, o município de São José do Seridó se destaca, por ter a melhor renda per-capita de todos os municípios potiguares com até 100 mil habitantes, só tendo renda per capita menor que Parnamirim e a Capital Natal. A renda per-capita anual do município é de R$ 20.198,91. Quando avaliado o IGM-CFA, São José do Seridó tem nota de 7,51 numa máxima de 10, ficando em 1º Lugar entre os municípios do Seridó e quarto no estado.

O IGM-CFA consiste em uma métrica da governança pública nos municípios brasileiros a partir de três dimensões: Finanças, Gestão e Desempenho.

Foi elaborado a partir de dados secundários, e considera áreas como saúde, educação, gestão fiscal, habitação, recursos humanos, transparência, violência dentre outras.

A partir da construção de extenso banco de dados municipais, que foram extraídos de bases públicas como STN, IBGE, PNUD e DATASUS, realizou-se priorização de indicadores e variáveis e, em seguida, por meio de tratamento estatístico, foi possível gerar um resultado para cada dimensão e para o Índice. Assim como boa parte de suas fontes, o IGM será atualizado anualmente.

Nesse sentido, o Índice CFA de Governança Municipal se destaca e se diferencia de todos os demais índices já utilizados no contexto brasileiro para mensuração da performance municipal uma vez que contempla uma visão mais ampliada sobre as dimensões da governança pública, e em especial, sobre a relação entre a dimensões fiscal, gestão e desempenho, atrelada a um inovador conjunto de metas a serem atingidos pelo município que serão detalhados na metodologia adotada para o cálculo do índice.

Fonte: http://igm.cfa.org.br

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
10:54

Entre janeiro e junho de 2019, a prefeitura de Natal arrecadou R$ 19,6 milhões com multas de trânsito.

A previsão inicial era de que seriam R$ 11,9 milhões, o que significa dizer que o arrecadado é 64% acima do estimado.

O dado mais recente sobre o crescimento da frota de veículo de Natal, do final de 2018, indica que o número de carros na capital cresceu apenas 2,7%.

Em comparação com o primeiro semestre de 2018, o percentual também é de crescimento.

De janeiro a junho do ano passado, foram arrecadados R$ 16,6 milhões, ante à previsão de 9,8 milhões.

Pela lei, dinheiro de multas de trânsito só pode ser usado para políticas de trânsito.

Via Blog do Dina.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
10:47

Sumiu do instagram e do site do Teatro Riachuelo o conteúdo da palestra de Rossandro Klinjey.

No site da promotora do evento, a Uhuu, a página de compra foi retirada do ar.

“Ser mulher, mãe, trabalhadora e esposa. É possível manter todos esses papéis?”

Sob esse título, se convidava para uma palestra de Rossandro Klinjey, em 11 de dezembro, no Teatro Riachuelo em Natal.

O título da palestra, por óbvio, gerou forte reação negativa.

Pois a pergunta lançada na reflexão parte admite o princípio de que, vejam só, não seria possível ser mulher, mãe, trabalhadora e esposa.

E sabemos que, sim, há mulheres que não conseguem fazer tudo isso.

Como também há homens – e muitos – que sabem transar e fazer filhos, mas não querem ser pais.

Mas não há palestra fazendo sucesso de mulheres ensinando a esses homens que masculinidade vai além de penetrar com sucesso uma vagina.

É mais um caso de falta de sintonia com o espírito do tempo.

Pois se sabe que Rossandro é uma espécie de unanimidade e que teria algo de edificante a falar.

Mas assim como piadas dos Trapalhões com gays só faziam sentido e sucesso na década de 1970, abordagens como essas também ficaram no passado.

Porque, felizmente, a marcha da igualdade pode ser retardada, mas não detida.

Não adianta lutar contra o progresso.

Ele vai chegar.

Não admitindo o suspiro de qualquer coisa que possa lembrar que um dia homens ensinavam mulheres sobre como se comportar.

Via Blog do Dina.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
10:34

Por Brasil de Fato

Foi anunciado nesta terça-feira (2) o questionário do Censo Demográfico de 2020 que será apresentado em 90% dos 71 milhões de domicílios brasileiros em 2020 com 26 questões — os 10% restantes terão um questionário mais completo, que teve 36 das suas 112 perguntas cortadas. As principais omissões estão nas questões relacionadas a renda, moradia, aluguel e emigração.

O corte de questões é preocupante, apontam servidores e especialistas, pois quebra séries históricas de dados e informação sobre o povo brasileiro, que servem para entender o país e orientar a formulação de políticas públicas.

O tema está em debate desde as críticas feitas por Paulo Guedes, ministro da Economia, que determinou “cortes de gastos” nas pesquisas. Susana Cordeiro Guerra, que assumiu a presidência do Instituto Brasileiro de Estatística e Geografia (IBGE) na gestão Bolsonaro, pediu redução de 25% do valor do Censo.

Por mais que a presidenta diga que não haverá perda na qualidade, diversos técnicos do IBGE criticam a medida e muitos outros já pediram exoneração por conta das mudanças. Servidores, reunidos no Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge) dizem que os cortes impactarão na qualidade da pesquisa, especialmente na questão de déficit habitacional e na fórmula para projetar o crescimento populacional.

Confira abaixo alguns dos cortes principais, a partir da análise de Rogério Barbosa‏, sociólogo, pesquisador do Centro de Estudos da Metrópole (CEM):

Trabalho

Apenas o trabalho “principal” será perguntado. Não será mais possível o número de horas trabalhadas por pessoa por domicílio nem saber se o menor número de horas será por conta das mudanças na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ocasionadas pela reforma trabalhista, tampouco saber se aumentaram os trabalhos de tempo parcial e intermitente criados pela reforma trabalhista.

Fecundidade

Não haverá mais detalhamento de sexo dos nascidos vivos e retiraram todas perguntas sobre natimortos, assim como o estado civil.

Educação

Foi retirada a questão sobre se a escola frequentada por quem está em idade escolar é pública ou particular.

Emigração

Realizada apenas em 2010, a emigração internacional não será mais perguntada. IBGE alega que dados da Polícia Federal dão conta dessa apuração, mas as parcerias ainda não estão firmadas.

Caracterização do morador

Não se perguntará mais se há mais de um responsável no domicílio, mas houve um ganho: incluiu-se uma categoria nova sobre quilombolas.

Moradia e déficit habitacional

Esse bloco teve o maior número de cortes. Não haverá mais perguntas sobre iluminação elétrica, material do piso da habitação, tipo de habitação (casa/apartamento/etc), sobre a propriedade do terreno e valor do aluguel.

A questão da propriedade do terreno é significativa especialmente para áreas vulneráveis, como favelas, onde muitas vezes as casas são dos moradores mas o terreno não. O aluguel também é importante pois ajuda a calcular o déficit habitacional, feito a partir do número de pessoas que dedicam mais de ⅓ do seu salário ao pagamento do aluguel.

Bens duráveis

Não se perguntará mais se há geladeira, rádio, televisão, telefone fixo e celular, automóvel, motocicleta e microcomputador nas residências. Essas questões são importantes para estabelecer o perfil socioeconômico e de consumo das famílias brasileiras.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
07:32

A homologação é necessária para que os relatos de supostos crimes possam robustecer inquéritos e processos em andamento e possibilitem a abertura de novas investigações (Foto: Reprodução)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Assinado em dezembro de 2018 com a PGR (Procuradoria-Geral da República), o acordo de delação premiada do ex-presidente da construtora OAS Léo Pinheiro ainda não foi enviado ao Supremo Tribunal Federal para ser homologado (validado).

A homologação é necessária para que os relatos de supostos crimes possam robustecer inquéritos e processos em andamento e possibilitem a abertura de novas investigações.
O acordo está parado para análise no gabinete da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, há pelo menos cinco meses, contados a partir do fim das oitivas do empreiteiro. Pinheiro prestou depoimentos à Polícia Federal em janeiro e início de fevereiro deste ano.

Diante da aparente inércia da PGR, a defesa de Léo Pinheiro, que está preso no Paraná desde 2016, peticionou ao ministro do STF Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte, alertando sobre o caso. A PGR está analisando o material entregue após a assinatura do acordo, considerado muito extenso.

Pessoas que conhecem os trâmites sob a ótica do Ministério Público dizem, contudo, que a fase mais demorada é a da negociação até a assinatura do acordo, e não a de envio para a homologação.

A percepção de demora no procedimento tem levado críticos de Dodge a aventar a possibilidade de que o “timing” tenha a ver com o processo de sucessão na PGR, pois Léo Pinheiro citou integrantes do Poder Judiciário em sua delação.

O mandato da procuradora-geral termina em setembro e, apesar de não ter disputado a eleição interna em junho, Dodge é cotada para ser reconduzida. A indicação de um nome cabe ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), e sua efetivação depende de aprovação do Senado.

Procurada, a PGR informou que não comenta acordos de delação protegidos por sigilo. A defesa de Léo Pinheiro também não quis se manifestar.

As tratativas para o acordo começaram com os procuradores de Curitiba em 2016, como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo em parceria com o site The Intercept Brasil no último domingo (30).

Léo Pinheiro foi o empreiteiro que incriminou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do tríplex de Guarujá (SP), pelo qual o petista foi condenado à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Lula está preso desde abril do ano passado.

O depoimento do ex-presidente da OAS foi decisivo porque permitiu ao então juiz Sergio Moro conectar o apartamento ao esquema de corrupção na Petrobras.
Mensagens trocadas por procuradores da Lava Jato pelo aplicativo Telegram indicam que, no início das conversas com os advogados, eles viam com ressalvas a delação do empreiteiro.

“Sobre o Lula eles não queriam trazer nem o apt. Guaruja”, escreveu, em agosto de 2016, o promotor Sérgio Bruno Cabral Fernandes a outros integrantes da equipe que negociava com os advogados. “Diziam q não tinha crime.”

Léo Pinheiro só apresentou a versão que incriminou Lula por corrupção em abril de 2017, mais de um ano depois do início das negociações, quando foi interrogado por Moro no processo do tríplex e disse que a reforma do imóvel era parte dos acertos que fizera com o PT para garantir contratos da OAS com a Petrobras.

As tratativas para a delação tiveram vários percalços. Em meio a vazamentos do teor dos relatos para a imprensa, as negociações do acordo ficaram paralisadas. Só foram retomadas pelos procuradores de Curitiba e pela PGR em março de 2017, quando o processo do tríplex se aproximava do fim e Léo Pinheiro se preparava para ser interrogado por Moro.

A delação de Léo Pinheiro foi negociada com a PGR e depende de homologação do Supremo porque atribui crimes a autoridades com foro especial.

Conforme a Folha de S.Paulo noticiou no final de janeiro, um dos citados com foro é o atual corregedor nacional de Justiça, o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins – que negou irregularidades.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
07:25

Segundo a revista Época, o general Luiz Eduardo Rocha Paiva, Conselheiro da Comissão da Anistia, divulgou mensagens no WhatsApp nesta terça, 2, chamando o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) de “pau-mandado de Olavo”, referindo-se ao escritor Olavo de Carvalho.
A fúria do militar veio após o filho do presidente Bolsonaro criticar no twitter o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional, no episódio do sargento da Aeronáutica preso com cocaína na Espanha.
“Pau mandado de Olavo (de Carvalho). Se o pai chama os estudantes vermelhinhos de idiotas úteis, e eu concordo, para mim, o filhinho dele é um ‘idiota inútil’, ou útil para os esquerdistas”, escreveu o general, acrescentando “podem repassar”.
Via Rosalie Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
07:17

Com o lema “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), presidida pelo potiguar, o Dr. Luís Eduardo Barbalho de Mello, iniciou em Natal mais uma campanha do “Julho Verde”, no combate ao câncer de cabeça e pescoço. Em sua 4ª edição no Rio Grande do Norte, a campanha tem levado a vários lugares, através de ações e eventos, esclarecimentos sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce na luta pela cura.

Na programação desta semana, além das atividades desenvolvidas no Hospital Luiz Antônio com as equipes técnicas e pacientes, o Julho Verde promove também o II Simpósio Multidisciplinar de Cabeça e Pescoçono dia 05, das 8h às 12h, na Escola de Oncologia, localizada na Av. Miguel Castro – Dix-Sept Rosado. O evento é voltado para médicos, fonoaudiólogos, odontólogos, psicólogos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas, entre outros profissionais da saúde. Para informações sobre inscrições e detalhes da programação do Simpósio, o interessado deve acessar escoladeoncologia.liga.org.br

Além da capital, o Simpósio também será realizado em Caicó. Sendo esta, a primeira vez do município a receber o evento que está marcado para o dia 12 de julho, às 8h, voltado para o mesmo público-alvo do que acontecerá em Natal, com debates e mesas redondas. Seguindo a programação do Julho Verde, no dia 19 tem Projeto Serviço Social Informa e no dia 20, Caminhada Verde no Parque das Dunas, a partir das 8h.

O Julho Verde acontece em várias partes do Brasil por meio da SBCCP, a Associação do Câncer de Boca e Garganta (ACBG) e instituições parceiras, que juntas fazem apelo à população para que haja atenção aos primeiros sinais da doença e, que assim, o paciente possa ter mais chances da cura. Mudanças de hábitos, como alimentação saudável, prática de exercícios físicos, ter uma boa higiene pessoal, cuidados com exposição solar, não fumar, consumir bebida alcóolica com moderação e manter relações sexuais com preservativos, podem contribuir e muito para a prevenção do câncer de cabeça e pescoço.

O câncer de cabeça e pescoço são tumores que nascem nas regiões aerodigestivas (amígdalas, boca, bochechas, faringe, gengivas, laringe, língua e seios paranasais). É preciso ter atenção com as feridas na boca ou na pele que não cicatrizam, mau hálito frequente, garganta irritada, dificuldade para mastigar ou engolir e rouquidão por mais de duas semanas. Ao identificar tais sintomas, procure um médico.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCa), estima-se que a cada ano sejam diagnosticados 640 mil novos casos de câncer. Sendo o de cabeça e pescoço, o segundo mais recorrente em homens (8,9%) e o quarto com mais incidência em mulheres (6,3%), com exceção do câncer de pele não melanoma, que também é considerado câncer de cabeça e pescoço e um dos que mais matam a população.

Ainda segundo o INCa, é esperado a cada ano 43 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. São 10 mil mortes ao ano, decorrentes do câncer de laringe e cavidade oral. Tudo isso decorrente do diagnóstico tardio.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
07:09

Pressionado pelo desempenho do mercado financeiro, o fluxo cambial registrou o pior resultado para meses de junho desde 1982, quando o indicador começou a ser divulgado. Segundo o Banco Central (BC), no mês passado US$ 8,286 bilhões saíram a mais do que entraram no país no câmbio contratado.

O fluxo cambial não considera apenas as entradas e saídas efetivas de dólares, mas os saldos contratados, que estão fechados em contrato e definidos para ingressarem ou deixarem o país. O indicador é dividido em duas partes: a conta financeira, que mede os fluxos no mercado financeiro, e a conta comercial, que mede não apenas o saldo da balança comercial, mas também instrumentos como adiantamentos de contratos cambiais e linhas de crédito para comércio exterior.

Em junho, a conta financeira registrou déficit líquido de US$ 8,434 bilhões, o pior resultado para o mês desde 2017. Apenas na última semana de junho, o indicador registrou fuga de US$ 8,994 bilhões. Tradicionalmente, empresas e investidores fazem remessas de lucros e de dividendos no fim de cada semestre.

O fluxo comercial registrou superávit de US$ 148 milhões. O resultado foi o pior para o mês desde junho de 2014, quando houve déficit de US$ 1,772 bilhão. Na comparação com todos os meses, o indicador foi o pior desde janeiro deste ano (-US$ 497 milhões).

Via BG.

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
07:04

Está duro para a Argentina engolir a derrota para o Brasil na semifinal da Copa América. Em nota enviada na tarde desta quarta-feira à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a Associação de Futebol Argentina (AFA), entidade que rege o esporte no país vizinho, fez duras críticas ao momento que vive o futebol no continente e reclamou da arbitragem da partida da última terça. Claudio Tapia, presidente da AFA assina o documento enviado a Alejandro Domínguez, o mandatário da Conmebol. A indignação não ficou restrita ao juiz do jogo do Mineirão. Os argentinos disseram também reprovar a falta de organização do torneio, o esquema de segurança, a qualidade dos gramados, a presença de Jair Bolsonaro no campo do Mineirão durante o intervalo da partida e ainda questionaram os princípios éticos e a transparência da entidade.

“O que aconteceu ontem merece uma profunda reflexão, que põe em dúvida que estão sendo observados os princípios de ética, lealdade e transparência que você invoca repetidamente”, escreveu Tapia na nota, ironizando o discurso de Alejandro Domínguez desde que assumiu a presidência da Conmebol, em janeiro de 2016.

A AFA já havia feito uma reclamação sobre a escolha do árbitro Roddy Zambrano antes da partida contra o Brasil. Os “antecedentes negativos” do juiz equatoriano, segundo a nota, se repetiram durante a semifinal: o juiz não teria marcado dois pênaltis claros para a Argentina. “A seleção nacional foi claramente prejudicada pelo corpo arbitral encabeçado por Roddy Zambrano durante o jogo, e em particular pela não utilização do VAR em duas jogadas concretas que teriam, sem dúvidas, revertido o resultado final”.

Os argentinos dizem que os problemas da arbitragem e de falta de segurança atingiram todas as seleções que disputaram a Copa América. Segundo ele, todos “menos o Brasil”, é claro. A grita atingiu até o presidente da República. “Concretamente, a imprudência na designação arbitral gerou um inevitável ambiente prévio ao encontro, agravado pela presença do presidente do Brasil Jair Bolsonaro no estádio Mineirão, de Belo Horizonte, que não passou inadvertidamente aos jogadores, dirigentes e público em geral, já que foram evidentes suas manifestações políticas durante o desenvolvimento do jogo, não podendo deixar de mencionar que no intervalo ele deu uma verdadeira volta olímpica pelo estádio”, reclamou Claudio Tapia.

Veja

Publicado por: Chico Gregorio