09/10/2019
06:21

Bolsonaro e Bivar

Parece perto do fim o casamento de conveniência entre Jair Bolsonaro e o PSL. Ontem o presidente torpedeou o dono do partido, Luciano Bivar, a quem chamou de “queimado”. Por trás das escaramuças, trava-se uma disputa pelo controle de R$ 737 milhões.

Este é o valor que a legenda deverá receber dos cofres públicos até 2022, segundo cálculos de Bruno Carazza, autor do livro “Dinheiro, Eleições e Poder”. A conta ainda pode engordar caso os parlamentares aprovem o sonhado aumento no fundo eleitoral.

Até o ano passado, o PSL passava despercebido na sopa de letrinhas da política brasileira. Vivia de migalhas do fundo partidário e do comércio de segundos na propaganda obrigatória. Com a eleição de Bolsonaro, a pequena sigla virou um grande negócio. Passou a receber mais dinheiro público que PT e PSDB.

O cartório milionário está nas mãos de Bivar, um dublê de empresário e cartola de futebol. Em 2006, ele concorreu ao Planalto e terminou em último lugar, atrás do folclórico Eymael. Doze anos depois, tirou a sorte grande ao alugar a legenda para Bolsonaro.

Na garupa do capitão, elegeu 52 deputados e quatro senadores, quase todos novatos. Foi um crescimento exponencial. Na eleição anterior, o PSL havia conquistado uma única cadeira na Câmara.

O presidente nunca se notabilizou pela fidelidade partidária. Começou no extinto PDC e perambulou por outras oito siglas, incluindo o PTB de Roberto Jefferson e diferentes encarnações do PP de Paulo Maluf. Em 2018, flertou com o Patriota do Cabo Daciolo antes de trocar alianças com Bivar.

Ao anunciar a filiação, Bolsonaro deixou claro que fazia um acordo de interesses. “Dificilmente ele sobreviveria à cláusula de barreira, e eu, sem partido, não seria candidato. Então estamos fazendo um casamento”, explicou.

Como acontece em muitas famílias, o aumento do patrimônio precipitou o desgaste da relação. Bolsonaro valorizou a casa, mas não conseguiu tomar a chave do cofre. Agora ele tentará negociar a partilha de bens antes de decidir se assina o divórcio.

BERNARDO MELO FRANCO – O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio


09/10/2019
06:18

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) fez um alerta para as perdas para o Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (08), com a aprovação do Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN 18/2019), que abre cerca de R$ 3 bilhões em créditos suplementares para algumas áreas, como a da defesa, retirando mais de R$ 1 bilhão do orçamento da educação.  “É importante dizer a população que quem votou a favor do PLN votou a favor da retirada de verbas para a universidade pública e para os institutos federais”, destacou Zenaide Maia.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), por exemplo, sofre impacto negativo de R$ 8,76 milhões e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) perde R$ 2,47 milhões. O prejuízo para a educação do Estado chega a R$ 12,5 milhões.

Na área de segurança pública, serão cancelados R$ 3,25 milhões que financiariam a aquisição de equipamentos e material para informatização e aperfeiçoamento da investigação criminal da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. Ações de desenvolvimento urbano na capital, Natal, perdem R$ 2,05 milhões. Somados todos os cancelamentos, são R$ 47,7 milhões a menos para o Estado. “Eu não poderia ser favorável a cortes que prejudicam tanto, especialmente, a área de Educação e o Rio Grande do Norte”, declarou Zenaide Maia.

A proposta foi aprovada na Câmara, mas faltou a decisão do Senado, pois faltou quórum.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:49

Circula pelas redes sociais um post com a informação de que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) acaba de liberar R$ 8 bilhões para o Ministério da Educação. A pasta foi a que teve o maior volume de recursos congelados desde o início do ano, devido às restrições orçamentárias do governo. Por meio do ​projeto de verificação de notícias​, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da ​Lupa​:

“Quando Bolsonaro precisou fazer contingenciamento foi uma gritaria; agora ele liberou 8 BILHÕES para educação e ninguém dá um pio”

Texto de post no Facebook que, até as 11h de 8 de outubro de 2019, tinha 407 compartilhamentos

FALSO

A informação, analisada pela Lupa, é falsa. Não houve uma liberação recente de R$ 8 bilhões para o Ministério da Educação, que continua com parte dos recursos orçamentários bloqueados. O que ocorreu foi a liberação de R$ 8 bilhões para diversas pastas do governo federal, por meio do Decreto nº 10.028/2019, publicado em 26 de setembro. Desse total, a Educação poderá usar cerca de R$ 2 bilhões. O dinheiro será destinado ao custeio das universidades federais, à compra de materiais e livros didáticos e à concessão de bolsas de estudo.

Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019 destinou R$ 25 bilhões para as verbas discricionárias do Ministério da Educação. Esse dinheiro deve ser usado para as despesas não-obrigatórias, como investimentos e custeio da máquina pública. Ao longo do ano, o governo bloqueou R$ 6,1 bilhões da pasta, que foi a mais afetada em volume de recursos congelados. Com isso, seu limite com esse tipo de gasto foi reduzido a R$ 18,6 bilhões.

A liberação que ocorreu recentemente recompôs apenas em parte a verba do ministério, que agora está autorizado a gastar até R$ 20,6 bilhões este ano. Ainda assim, o total continua R$ 4,4 bilhões abaixo do que estava previsto na LOA 2019.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:41

Os governadores dos 26 estados e o Distrito Federal aprovaram nesta terça-feira (8) a apoio à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria um novo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) de caráter permanente e com maior participação financeira da União.

O Fórum foi aberto com exposição da deputada federal Dorinha Seabra, relatora da PEC 15/15 na Câmara dos Deputados. Pela proposta, fica determinado que a contribuição federal passe a 15% em 2021, com acréscimos anuais de 2,5% até chegar a 40% em 2031. O impacto orçamentário total seria de R$ 279,8 bilhões. Este ano, por exemplo, a participação da União representa apenas R$ 14,3 bilhões do total de R$ 153 bilhões do Fundeb.

Via Agência Saiba Mais.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:38

Fátima Bezerra (PT) foi escolhida pelos governadores para representar o colegiado na defesa do Fundeb (foto: Paulo Carvalho)PEC 15/15.

Por sugestão de Fátima Bezerra o VII Fórum Nacional de Governadores emitiu nota oficial expressando total apoio à PEC 15/15.

“Os governadores do Brasil declaram apoio ao relatório da Câmara por que ele incorpora tudo aquilo que nós defendemos: um novo Fundeb, permanente, como política de Estado e com maior participação financeira da União”.

A CARTA OFICIAL DOS GOVERNADORES

O Fórum Nacional de governadores, reunido no dia 8 de outubro de 2019, na Capital Federal, reafirma, por meio da nota abaixo subscrita, a defesa do novo Fundeb, a imprescindibilidade de torná-lo permanente e a necessidade imperativa de ampliar os recursos da União para que, assim, posa manter-se o principal instrumento de redução das desigualdades educacionais.

Neste sentido, nós, Governadores de Estado e do Distrito Federal, defendemos a discussão imediata da matéria, tendo como base a PEC 15/2015, relatada pela Deputada Federal Professora Dorinha Seabra, que dialoga com a PEC 65/2019, relatada pelo Senador Flávio Arns, com a PEC 33/2019 e com a PEC 24/2017, todas em sintonia com os compromissos estabelecidos no Plano Nacional de Educação – e nos alinhamos também com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – Undime e com o Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consede.

Entendemos que essas medidas fortalecerão as políticas para a educação básica pública e a valorização dos profissionais da educação.

Conclamamos a união de todas as forças da sociedade em defesa da educação. Conclamamos o Congresso Nacional, as entidades representativas e a sociedade civil a responderem a este desafio.

A educação é direito de todos. A defesa do Fundeb é dever de todos.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:24

O Tribunal de Contas da União (TCU) mandou suspender nesta terça-feira (8) a campanha publicitária do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) que promove o pacote anticrime proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. A decisão é do ministro Vital do Rêgo.

A campanha publicitária foi lançada no último dia 3 de outubro em cerimônia no Palácio do Planalto, ao custo estimado em R$ 10 milhões. A decisão do ministro tem validade até que o plenário do TCU se manifeste sobre o tema, o que deve acontecer na sessão desta quarta-feira (09).

Na decisão, Vital do Rêgo pede ainda que o titular da Secretaria de Comunicação do governo, Fabio Wajngarten, apresente ao tribunal em 15 dias algumas explicações, como o fundamento legal para a realização da publicidade, o custo detalhado da iniciativa e os documentos relativos ao processo licitatório.

pedido de suspensão foi protocolado na última sexta-feira (4) pelos deputados federais Orlando Silva (PCdoB-SP), Paulo Teixeira (PT-SP) e Marcelo Freixo (PSOL-RJ), e pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Via Esmael Morais.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:21

O WhatsApp admitiu pela primeira vez que a eleição brasileira de 2018 teve uso de envios maciços de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas, informa nesta terça-feira (8) o jornal Folha de S.Paulo.

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios maciços de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo.

O executivo também afirmou que a plataforma já esperava que as eleições brasileiras de 2018 fossem um terreno fértil para a disseminação de fake news.

“Sempre soubemos que a eleição brasileira seria um desafio. Era uma eleição muito polarizada e as condições eram ideais para a disseminação de desinformação”, disse.

“No Brasil, muita gente usa o WhatsApp como fonte primária de informação e não tem meios para verificar a veracidade do conteúdo.” No entanto, apenas uma minoria comete irregularidades, completou.

Nas eleições presidenciais de 2018, a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) montou um esquema de impulsionamento em massa de fake news no WhatsApp contra o PT e Fernando Haddad. O serviço foi prestado pelas agências Quickmobile, CrocServices e Yacows e pago por um grupo de empresários através de caixa 2.

Via Esmael Morais.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
18:12

 Desde que foi divulgado o resultado das eleições para o conselho tutela da cidade de Caicó, que alguns grupo WhatsApp, tem se encarregado de divulgar   fake news, que a Conselheira eleita, Lucinha Gregório poderia assumir uma secretária Municipal  em troca de abrir mão do mandato que tomará posse em 10 de janeiro.

A bem da verdade, não houve esse convite por parte de  ninguém a conselheira, em nenhum momento esse assunto foi abordado, mesmo que acontecesse ela não aceitaria, pois segundo a mesma, ao se propor disputar uma vaga no conselho, seu objetivo foi, e será  proteção a criança e ao adolescente, não podendo decepcionar as  428 pessoas que confiaram na mesma.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
06:40

daniela e prima - EXONERADA: Prima de Daniela Ribeiro lotada no gabinete do Senado Federal é estudante em tempo integral

A prima da senadora Daniella Ribeiro (PP) foi exonerada do cargo que ocupava no Senado. A exoneração foi feita a pedido da parlamentar e divulgada pelo apresentador Clilson Júnior, no Arapuan Verdade, da rádio Arapuan FM, nesta segunda-feira (7).

Iuska Cyntia Mariz Galvão estava contratada para cargo em comissão de assistente parlamentar pleno.

Iuska é estudante de Odontologia em período integral e estaria em choque de horário com o expediente no Senado. O salário dela chegava a R$ 15 mil.

Fonte: Polêmica Paraíba

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
06:29

PF faz operação nesta manhã na Paraíba (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (8), uma operação nas ruas de João Pessoa. A Polícia se encontra em dois edifícios da capital: Edifício  Barcelona localizado na Avenida Guarabira, em Manaíra e Condomínio Mozart, no bairro do Miramar.

Mais informações em instantes.

Via ClickPB

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08/10/2019
06:25

A deputada federal, Natália Bonavides, uso as redes sociais ontem, para registrar uma anos das eleições estaduais de 2018, disse a parlamentar: ” Há exatamente um ano recebemos do povo potiguar 112.998 votos para deputada federal. Uma grande vitória que elegeu a primeira jovem que não é filha das oligarquias para a Câmara Federal! Sendo ainda a única mulher eleita para a bancada federal do nosso estado.

É uma lembrança muito importante e queremos compartilhar com cada uma e cada um de vocês. Quer compartilhar sua lembrança com a gente? Marca nos stories!

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Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
05:57

Resultado de imagem para fotos do vereador lobão. caicó-rn
O vereador Lobão (MDB), informa que o MDB tem candidato a prefeito de Caicó e é Batata. Segundo Lobão, se Batata confirmar seu nome na disputa, não há nenhuma dúvida, o partido estará ao seu lado.
As declarações do vereador Lobão foram feitas após especulações do deputado Vivaldo Costa, dizendo que o vereador poderia ser o candidato do MDB a prefeito de Caicó.

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
05:53

Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

A reforma administrativa que está em elaboração pelo Ministério da Economia pode incluir regras diferentes para quem venha a entrar no serviço público no futuro. A informação foi divulgada hoje (7) pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, durante entrevista a jornalistas, no Palácio do Planalto. Rêgo Barros ressaltou, no entanto, que o governo não cogita mexer na situação jurídica dos atuais funcionários públicos, que devem permanecer, por exemplo, com estabilidade no cargo.

“O presidente não cogita os atuais funcionários públicos de terem a sua situação legal modificada. Que aqueles que venham a adentrar no serviço público, futuramente, [a estabilidade] está sob análise da nossas equipes e, a partir dessa análise, o presidente tomará a decisão, óbvio, em consórcio com o Congresso que, ao fim e ao cabo, deve tomar a decisão final”, disse Rêgo Barros.

Pela manhã, o próprio presidente da República afirmou à imprensa que nunca discutiu acabar com o fim da estabilidade para servidores públicos. A afirmação, feita hoje na saída do Palácio da Alvorada, foi em resposta a uma matéria publicada pelo jornal Correio Braziliense. De acordo com o jornal, a proposta de reforma administrativa a ser enviada ao Congresso Nacional previa tal medida.

Ministro do Turismo

O porta-voz do governo também reforçou a posição do presidente pela manutenção do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, que foi denunciado pela Procuradoria Eleitoral de Minas Gerais pelo suposto uso de candidaturas-laranjas do PSL no estado nas eleições do ano passado.

“Não há da parte do presidente, nesse momento, qualquer indício ou qualquer formulação de ideia no sentido de substituir o ministro. O ministro se mantém no cargo e detém a confiança do presidente Jair Bolsonaro”, disse Rêgo Barros.

Segundo a denúncia, na condição de presidente estadual do partido, Álvaro Antônio participou da inscrição de candidaturas de fachada de mulheres para permitir o acesso de recursos do fundo eleitoral. O ministro nega as acusações.

Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
05:52

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que a responsabilidade pelas manchas de petróleo encontradas em mais de uma centena de praias no litoral nordestino não é do Brasil . Na saída de uma reunião no Ministério da Defesa sobre o tema, ele disse estar “constatado” que o material não é produzido nem comercializado no país e que pode ter sido algo criminoso, um vazamento acidental ou um navio que naufragou.

— Nós estamos investigando, analisando, porque tem um DNA. Por exemplo, não é produzido em nenhum poço brasileiro. E não é comercializado de fora para cá esse tipo de óleo também. Então, [temos] uma certeza: não é do Brasil, não é responsabilidade nossa. A análise continua para saber se a gente consegue detectar de que país é, da onde veio, qual navio petroleiro que derramou esse óleo lá — declarou Bolsonaro.

De acordo com o presidente, foram identificados aproximadamente 140 navios que fizeram o trajeto por aquela região.

— Temos no radar um país que pode ser da origem do petróleo, e continuamos trabalhando da melhor maneira possível para dar uma, não só uma satisfação à sociedade bem como colaborar na questão ambiental — acrescentou.

Questionado sobre a possível origem do óleo, o presidente respondeu que não pode revelar. Antes disso, informou que as manchas começaram a ser analisados há mais de 30 dias, desde o dia 2 de setembro. A ordem de serviço que assinou no sábado, segundo ele, porque a situação persistiu. Na opinião de Bolsonaro, a investigação é “bastante complexa” porque o material migra por correntes marítimas que vêm da África e das Guianas.

Além de Bolsonaro, participaram da reunião os ministros Fernando Azevedo ( Defesa ), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Ernesto Araújo ( Relações Exteriores ) e Ricardo Salles ( Meio Ambiente ), este por videoconferência, de Sergipe, além dos comandantes do Exército , Aeronáutica  e Marinha .

O presidente não soube responder se o governo pode pedir uma indenização ou tomar outras providências caso se descubra a origem dos vazamentos.

— Logicamente, aí entra nessa legislação ambiental, que o ministro do Meio Ambiente (Ricardo Salles), que está agora na região, está voando para cá, ele poderá informar melhor vocês sobre isso — disse.

Segundo ele, o Brasil ainda não fez contatos com países que possam ter despejado o óleo na costa brasileira porque a investigação ainda está em curso. Ele comentou que, em um vazamento como esse, seria natural o comandante informar, “porque acidentes acontecem”, mas isso “infelizmente” não ocorreu. Em seguida, o ministro da Defesa enfatizou que “nada é ou está conclusivo”.

— Isso é importante. A causa não é isso, não é aquilo. Então está sendo investigado. Já foi aberto o inquérito em relação a isso — declarou Fernando Azevedo.

Bolsonaro afirmou ainda que, “com toda a certeza”, as manchas provocam um impacto negativo no turismo, afastando quem estaria interessado em ir para a região, mas destacou que o governo está participando da retirada do óleo que chegou à praia.

Ao ser questionado se ministro do Turismo , Marcelo Álvaro Antônio , participa das conversas sobre o tema, Bolsonaro negou e disse que ele estava na Espanha, mas não se sabe se já voltou ao Brasil. Diante de uma pergunta sobre se o ministro, denunciado na última sexta-feira pelo uso de candidaturas-laranja no PSL em Minas Gerais, ele encerrou a entrevista abruptamente.

Outro assunto tratado na reunião foi a Operação Verde Brasil, na região afetada por queimadas na Amazônia. Bolsonaro disse que os incêndios na área devem ter “a menor média dos meses de setembro, bem como a melhor média desde o século passado”.

— As Forças Armadas e demais órgãos agindo na hora certa porque os incêndios e os focos de calor são uma constante na região por vários aspectos. Então dei os parabéns às instituições envolvidas, tivemos uma pronta resposta não só ao Brasil bem como ao exterior — declarou.

O Globo

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Publicado por: Chico Gregorio


08/10/2019
05:51

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta segunda-feira (7) que o governo já tem “no radar” um país de onde poder ter partido o óleo que atinge as praias do Nordeste brasileiro desde o início de setembro.

“É complexo, existe a possibilidade, temos no radar um país que pode ser da origem do petróleo, e continuamos trabalhando da melhor maneira possível para dar uma, não só uma satisfação à sociedade, bem como colaborar na questão ambiental”, disse o presidente ao deixar o Ministério da Defesa, onde participou de uma reunião para tratar do tema no fim da tarde desta segunda.

Questionado sobre qual seria o país, Bolsonaro pediu desculpas e disse que não poderia revelá-lo.

A Folha apurou que análises feitas pela Petrobras apontaram a Venezuela como provável origem do petróleo. A estatal realizou uma série de testes bioquímicos em amostras coletadas nas praias e, oficialmente, afirmou apenas que não era óleo produzido no Brasil.

Em relatório sigiloso ao Ibama, porém, a estatal enviou resultado de análise comparativa com o petróleo venezuelano, que tem características diferentes das encontradas no brasileiro. A conclusão reforça a suspeita de que o óleo que chegou às praias do Nordeste tenha vazado de algum navio.

A declaração feita pelo presidente reforça um diagnóstico divulgado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) no fim de setembro, quando o órgão informou que o óleo não era brasileiro.

“Nós estamos investigando, analisando, porque tem um DNA. Por exemplo, não é produzido em nenhum poço brasileiro. E não é comercializado de fora para cá esse tipo de óleo também”, afirmou.

“Então, [temos] uma certeza: não é do Brasil. Não é responsabilidade nossa. A análise continua para saber se a gente consegue detectar de que país é, de onde veio, qual navio petroleiro que derramou esse óleo lá?”

O presidente não descartou ainda a possibilidade de que o Brasil peça indenização caso seja detectada a origem do óleo, mas disse que isso está sendo tratado pelo ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente).

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio