

Circula nas redes sociais uma foto de um menino segurando um livro intitulado “Filhos de Pais Maconheiros”. Na legenda, é dito que a foto foi tirada na Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“Bienal do livro … ou deveríamos dizer bienal do lixo … 👇👇👇. Estão mesmo querendo acabar com as crianças … !!!!”
Legenda de imagem publicada no Facebook, que, até as 17h30 do dia 9 de setembro, tinha sido publicada por mais de 200 pessoas
A foto analisada pela Lupa é uma montagem. O título do livro mostrado foi digitalmente alterado. A capa com o desenho de um homem em posição de meditação é de uma obra chamada “Budismo em Quadrinhos para Principiantes” (no inglês, Buddha for Beginners). O livro, de fato, é de Stephen T. Asma – o nome do autor foi mantido na montagem. A obra foi publicada em português pela editora Pensamento em 2012.

Asma é professor de filosofia no Columbia College, em Chicago, nos Estados Unidos. Não há, na sua bibliografia, nenhum livro intitulado “Filhos de Pais Maconheiros” ou similar.

Os cortes no orçamento da Educação que levaram a CAPES a suspender todas as bolsas de pesquisa no país em 2019 congelaram 167 financiamentos na UFRN. Por enquanto, as pesquisas continuam sendo realizadas pelos estudantes, mas caso haja desistência ou o aluno defenda sua tese ou dissertação, a bolsa não poderá ser repassada para outra pessoa, como geralmente acontece. Isso ocorre porque a bolsa pertence ao programa de pesquisa, e não ao estudante.
Os cortes da CAPES atingiram 5.613 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado em todo o Brasil.
O pro-reitor de pós-graduação da UFRN Rubens Maribondo explicou que, pelo calendário da universidade, até o final do ano 25 bolsas serão suspensas em razão da conclusão do curso pelos estudantes. Ele avalia que, ao menos até agora, a situação está sob controle. Porém, caso o governo Bolsonaro mantenha a política de congelamento das bolsas, o problema se agrava:
“Se isso prevalecer no ano que vem o desastre será muito grande”, diz.
A partir de 2020, estarão sob risco quase 300 bolsas de mestrado e 25% dos financiamentos de doutorado pela CAPEs
A UFRN trabalha com uma previsão de rotatividade das bolsas nos meses de fevereiro, março, junho e julho:
“A CAPES envia as bolsas para os programas e são repassadas aos alunos em função dos méritos acadêmicos deles. Quando um aluno desiste, é reprovado ou defende sua dissertação, a bolsa é cancelada e outro aluno passa a recebê-la. Então, todos os programas têm uma fila. Quando esse congelamento acontece, eu não tenho como repassar a bolsa para ninguém. Não posso mudra o CPF”, explica.
Das 167 bolsas congeladas atualmente na UFRN estão incluídos mestrado e doutorado.
“O impacto hoje não é tão grande porque as pesquisas estão acontecendo. Mas é muito pequena a possibilidade algum aluno novo conseguir uma bolsa esse ano”, afirma.
Questionado como tem visto a política de cortes do MEC, o pro-reitor acredita que o problema é apenas orçamentário, e não politico:
– É um ato em função de orçamento, não acho que exista política de cortar. O que existe é uma não priorização do sistema de pós-graduação. Há um relatório da Clarivate divulgado recentemente que fez um ranking sobre a produção de ciência no Brasil a partir dos índices de citação. A UFRN foi a única universidade do Nordeste a ficar entre as 9 primeiras. Quando tiro esses alunos da dedicação integral do seu mestrado e o doutorado, a qualidade cai consideravelmente”, afirmou.
Via SaibaMais.
Para Florestan Fernandes Jr., do Jornalistas pela Democracia, “a cada dia que passa ficam mais claras as semelhanças entre o governo do capitão e dos ditadores da América Central alçados ao poder no século passado pelo serviço de inteligência norte-americano”. “No submundo da ditadura cubana pró-EUA os negócios lucrativos estavam nas mãos das máfias em Havana, que dominavam os jogos de azar, a prostituição e o tráfico de drogas. No Brasil de Bolsonaro o submundo do crime é controlado pelas milícias que atuam nas periferias do Rio de Janeiro”, compara

Por Florestan Fernandes Jr., para o Jornalistas pela Democracia – A cada dia que passa ficam mais claras as semelhanças entre o governo do capitão e dos ditadores da América Central alçados ao poder no século passado pelo serviço de inteligência norte-americano. Entre estes estão os Somozas, na Nicarágua, Manuel Noriega, no Panamá, e Fulgencio Batista, em Cuba.
Todos contaram com apoio incondicional do governo dos Estados Unidos e para ele trabalharam incansavelmente. Um deles, o coronel Fulgencio Batista, chegou a ser presidente eleito antes de se tornar ditador nos anos 1950. Seu governo autoritário suspendeu a Constituição do país, estabeleceu a pena de morte e revogou as liberdades políticas, entre elas o direito de greve.
Qualquer semelhança com o nosso capitão não é mera coincidência. Os apoiadores de Bolsonaro também defendem abertamente atentados à democracia. Querem, entre outras medidas, que seu líder feche o Congresso e o STF. O próprio filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, chegou a dizer publicamente que para o governo fechar o Supremo bastava um soldado e um cabo. Também como Batista, Bolsonaro conta com apoio dos latifundiários. Em Cuba eles plantavam apenas fumo e cana de açúcar, no Brasil criam gado e plantam soja e algodão.
Na Cuba de Batista, a economia estagnada ampliou a pobreza, aprofundando ainda mais as desigualdades sociais. Algo que também vem ocorrendo de maneira devastadora em nosso país. O governo de Batista transferiu para multinacionais americanas o patrimônio e o direito de exploração de propriedades pertencentes ao Estado cubano.
Algo bem parecido com a privatização em marcha de grandes empresas, como Petrobras e Banco do Brasil, e concessões públicas de aeroportos, portos e ferrovias. Tudo está pronto para ser entregue, até mesmo os santuários da biodiversidade, como a Floresta Amazônica, os Lençóis Maranhenses e o Pantanal.
No submundo da ditadura cubana pró Estados Unidos os negócios lucrativos estavam nas mãos das máfias em Havana, que dominavam os jogos de azar, a prostituição e o tráfico de drogas. No Brasil de Bolsonaro o submundo do crime é controlado pelas milícias que atuam nas periferias do Rio de Janeiro. Controlam parte do tráfico, a prostituição e os negócios imobiliários clandestinos.
Alguns estão tão bem de vida que moram no mesmo condomínio do presidente. Outros tinham parentes empregados nos gabinetes dos filhos do capitão. Bolsonaro não suporta críticas e tem atacado com frequência os jornalistas que cobrem o Planalto. A Secom em sua gestão cortou receitas dos jornais impressos e redirecionou as verbas publicitárias das grandes redes de televisão.
No poder, Batista impôs censura aos meios de comunicação, perseguiu jornalistas e utilizou o aparelho repressivo para torturar e matar opositores. Tudo no melhor estilo das ditaduras do Cone Sul dos anos 1960/1980, enaltecidas pelo capitão presidente. Sobre a subserviência de Cuba aos EUA o ex-embaixador americano na ilha, Earl Smith, disse: “Sempre que eu pedia ao presidente Batista o voto de Cuba para apoiar os Estados Unidos nas Nações Unidas, ele instruía seu ministro das Relações Exteriores a que a delegação cubana votasse de acordo com a Delegação dos Estados Unidos e a dar total apoio à delegação americana nas Nações Unidas”.
Bolsonaro inovou. Pretende hoje colocar na Embaixada do Brasil em Whasignton o próprio filho, uma espécie de garoto de recados do governo Trump. Pelo menos em um ponto concordo plenamente com o discurso de Bolsonaro, o Brasil corre mesmo o sério risco de virar uma Cuba: a do coronel Fulgencio Batista.

Título de eleitor é mais ou menos como apólice de seguro. O cidadão usa pouco. Mas gosta de saber que ele está na gaveta, vigente, pronto para ser usado em caso de desastre. Agora mesmo, quando parecia que tudo estava bem —o presidente assistindo ao seriado do Chaves no hospital, o vice bem-comportado, o inquérito do Queiroz trancado, nenhuma acusação nova contra o Zero Um, o Flamengo no topo da tabela— ressurgem no horizonte os cavaleiros do Apocalipse do clã Bolsonaro. Carluxo flerta com o autogolpe nas redes sociais. E Dudu exibe a arma na cintura.
Carlos Bolsonaro, o Zero Dois, pendurou na vitrine do cristal líquido algo muito parecido com a defesa de um autogolpe. “Por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”, ele escreveu. Já não sabe “se isso” —a transformação— vai mesmo “acontecer”. Enxerga fantasmas poderosos ao redor. “Só vejo todo dia a roda girando em torno do próprio eixo e os que sempre nos dominaram continuam nos dominando de jeitos diferentes!”
Simultaneamente, Eduardo Bolsonaro, o Zero Três, revelou-se um atirador-ostentação. Deixou-se fotografar armado ao lado do leito hospitalar em que o pai convalesce da quarta cirurgia pós-facada. Foi como se desejasse avisar aos navegantes que não está para brincadeira. O gatilho de Dudu surgiu horas depois de Jair Bolsonaro ter divulgado um vídeo para avisar que estaria de volta ao “batente” já nesta terça-feira. Na prática, dará alta para Hamilton Mourão, liberando-o informalmente da interinidade. O capitão também vê inimigos escondidos na alma dos amigos.
Os sobressaltos vêm se repetindo há oito meses e dez dias. Você faz um inventário das suas preocupações e pensa: “Hoje, dormirei tranquilo…” E descobre que tem que se preocupar com a dinastia Bolsonaro. Num instante, o presidente estilhaça a imagem do Brasil, ofendendo governantes estrangeiros. Noutro, Carluxo junta-se a Olavo de Carvalho, o bruxo da Virginia, para derrubar mais um general do ministério. De repente, Dudu, o embaixador, surge na Casa Branca, rogando ao ídolo Donald Trump que proteja a soberania brasileira na Amazônia.
Difícil identificar um proveito político e econômico que compense o que a primeira-família está fazendo com os nervos do país e com a paciência dos investidores estrangeiros que gostariam de iniciar, ampliar ou consolidar investimentos no Brasil. Quando se imagina que os problemas deram uma folga alguém exclama: “Soube da última do Bolsonaro?” Ou: “Viu o penúltimo tuíte do Carluxo?”
Vivo, Darwin diria que a família Bolsonaro é a confirmação da teroria da evolução. O homem de Neandertal dispunha de uma caixa craniana maior. Mas não tinha a linguagem dos Bolsonaro, embora o grunhido às vezes seja parecido. Vivia em comunidades semelhantes às atuais, só que sem a selvageria do WhatsApp e das redes antissociais.
O objetivo da evolução era dar voz à humanidade, nome às coisas e um enredo para o universo. Por tentativa e erro, os Bolsonaro constroem a sua própria retórica. Ainda não se sabe que história desejam contar. Por vezes, parecem ter dificuldades para lidar com as palavras. Mas acabarão encontrando o vocábulo certo. Nem que o vocábulo seja “fim”.
Os Bolsonaro foram muito além do ancestral das cavernas. Não dominam apenas o fogo. Controlam um tipo especial de energia. Como admite Carluxo, talvez não consigam transformar o país. Mas já sabem como fazer do trono uma cadeira elétrica.
JOSIAS DE SOUZA
Foto: Wikipedia
O procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos, que se queixou em uma reunião com colegas de receber o ‘mizerê’ de R$ 24 mil por mês, ganha, na verdade, bem mais que o reclamado, segundo dados do portal da transparência do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Isso, devido a indenizações e outras remunerações que se somam ao salário. Somente em março, mês em que obteve o menor valor, foi mais que o dobro de R$ 24 mil. Nesses sete meses, a média recebida por ele foi de R$ 68.275,34.
As informações que constam no portal da transparência do MPMG mostram que o rendimento líquido total do procurador é, realmente, um pouco abaixo de R$ 24 mil. Mesmo assim, outros valores se somam ao salário. Confira todos os detalhes aqui no Justiça Potiguar.

Sim, no interior do Rio Grande do Norte há exatos 10 anos, o município de São José do Seridó tem seu próprio Rock In Rio, o Bonita Rock.
No último sábado a população foi a Rodoviária da cidade marcar um bingo em prol do evento e escutar o bom e velho Rock in Roll, tocado pela banda caicoense Conspiração Atômica. Nesta época do ano na cidade com pouco mais de 4.500 habitantes, não se fala em outra coisa, e as lojas já colocam nas vitrines o preto usado no evento.
Segundo o Secretário Francisco Touché, amante do estilo musical, a ideia surgiu em 2010 pra trazer outros ritmos a festa de padroeiro que acontece todos os anos em setembro. E o que parecia não ter agradado no primeiro ano, ganhou corpo nos anos seguintes, e hoje se configura como o maior evento de Rock in Roll do interior do RN.
O Bonita Rock acontecerá no dia 21 de Setembro à partir das 22 horas em praça pública e trará para seus dois palcos 04 atrações: Uskaravelho, Renato Marinho, CDC e a Atração Nacional EGYPCIO Tihuana.
Reuters – O candidato de oposição Alberto Fernández derrotaria o presidente argentino, Mauricio Macri, nas eleições de outubro por uma vantagem ainda maior que a diferença esmagadora que obteve nas primárias de agosto, segundo as pesquisas mais recentes divulgadas no país.
Os dados vêm à tona após semanas de silêncio dos institutos de pesquisa na esteira das primárias, nas quais poucos levantamentos anteciparam a vitória arrasadora da centro-esquerda peronista sobre o governo — resultado que acelerou uma crise causada pela desconfiança dos investidores.
Fernández, cuja colega de chapa é a ex-presidente Cristina Kirchner, deve vencer a eleição com 51,5% dos votos contra 34,9% de Macri, segundo pesquisa da empresa Ricardo Rouvier & Asociados.
“O que vejo é uma consolidação do resultado” das primárias, disse à Reuters o analista Julio Burdman, cuja consultoria Observatorio Electoral ainda está concluindo suas pesquisas de opinião.
O líder de oposição deve obter 51,9% dos votos nas eleições gerais de outubro, frente a 34% do neoliberal Macri, e conquistar a Presidência sem a necessidade de um segundo turno, de acordo com a sondagem mais recente da consultoria Trespuntozero.
Para a empresa Clivajes, Fernández receberá 52,6% dos votos, e Macri, o candidato preferido dos mercados, ficará com 32,5%.
Nas primárias, que não definiram resultados, mas funcionaram como um levantamento preciso para a votação, Fernández ficou com 47,78% dos votos frente ao 31,79% de Macri, que ficou praticamente sem chances de se reeleger. Se os votos em branco não tivessem sido contabilizados, como acontecerá nas eleições gerais, os votos de Fernández teriam superado os 49%.
Na Argentina, para vencer uma eleição no primeiro turno o candidato mais votado tem que superar os 45% dos votos ou obter mais de 40% e uma diferença de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado.
Em um cenário econômico que já mostrava problemas sérios, o resultado das primárias desencadeou uma crise financeira severa devido aos temores de que Macri enfrente um vazio de poder e que Fernández reinstaure controles rígidos sobre a economia caso vença e tome posse em dezembro.
Os mercados da Argentina haviam subido no pregão anterior às primárias por excesso de otimismo e, após o resultado eleitoral, muitos institutos de pesquisa receberam críticas fortes por errarem amplamente seus prognósticos — um deles chegou a prever um triunfo de Macri.
Entre os erros possíveis das sondagens, alguns especialistas assinalaram a falta de entrevistas cara a cara e a dificuldade de falar com jovens por telefone. A classe baixa e os jovens são os que mais apoiam Fernández.
Brasil 247

A executiva nacional do PSB definiu, nesta segunda-feira (9), a comissão provisória que comandará o partido na Paraíba de forma interina. A decisão foi tomada durante reunião que contou com a presença do ex-governador Ricardo Coutinho, mas teve a ausência do governador João Azevêdo. Ricardo Coutinho assume a presidência do colegiado escolhido.
Apesar da ausência de João, ele ficou com a vice-presidência da legenda; o senador Veneziano Vital do Rêgo é o secretário-geral; a prefeita de Conde, Márcia Lucena, é a primeira secretária; o secretário executivo de Planejamento do Governo da Paraíba, Fábio Maia, é o secretário de Finanças; a Secretária Estadual de Mulheres do PSB na Paraíba, Valquíria Alencar de Sousa, é a secretária especial, assim como Edvaldo Rosas, que era o presidente da legenda.
A comissão provisória terá prazo de 120 dias até a realização de eleições para a escolha do diretório definitivo.
O nome de Ricardo como presidente já havia sido antecipado pelo jornalista Gutemberg Cardoso no programa Arapuan Verdade, da Rede Arapuan, nesta segunda. Gutemberg conversou com o ex-governador, que revelou que ia ficar no comando da legenda.
De acordo com o jornalista Gutemberg, Ricardo comentou que o partido precisa ser melhor revitalizado. O ex-governador lamentou ainda que o PSB tem perdido quadros importantes no estado.
O diretório estadual do PSB foi dissolvido no mês passado depois da renúncia de 51% dos diretores executivos. A dissolução provocou impasse no partido e estampou um possível estremecimento entre João e Ricardo, até então aliados de primeira ordem.
“O diretório estadual foi dissolvido não por iniciativa da Executiva Nacional, mas por decisão de 51% dos diretorianos da Paraíba”, explica Siqueira.
Via ClickPB


O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, voltou a criticar o Ibama e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) na tarde desta segunda (9). As críticas ocorrem poucos dias após o MPF (Ministério Público Federal) ter recomendado que a pasta ambiental se abstenha de atitudes públicas que possam ter conotação de deslegitimação de servidores de proteção ao meio ambiente.
Ao ser questionado durante evento do grupo Lide para empresários, em São Paulo, sobre a opinião que tem da atuação do Ibama e do ICMBio, Salles criticou governos anteriores, que, segundo ele, teriam inchado a máquina pública e usado dinheiro em coisas irrelevantes, sem preocupação com meritocracia, eficiência e resultados.
Isso infelizmente é uma chaga que permeia todo o serviço público e precisamos acabar com isso. Isso serve para todos os órgãos da administração pública, sem exceção. Essa mentalidade corporativista, sindicalista, arrebentou o nosso país”, afirmou. “Temos que dar uma resposta à sociedade para que haja efetivamente proteção ao meio ambiente, cuidado com os valores de preservação, de conservação, e também respeito ao setor privado. Nós não podemos ter essa visão preconceituosa, anticapitalista, que rechaça o empresário como se fosse um bandido em potencial.”
Em documento com data do último dia 4, procuradores da república recomendaram que o Ministério do Meio Ambiente se abstenha de declarações que “sem comprovação, causem deslegitimação do trabalho do corpo de servidores do Ibama e do ICMBio”.
Apesar das críticas do ministro quanto ao inchaço da máquina, o Ibama passa por dificuldades de fiscalização. O recente “dia do fogo”, no qual fazendeiros combinaram incendiar matas para chamar a atenção das autoridades, no Pará, é um exemplo. O Ibama pediu auxílio ao MPF ao identificar o que ocorreria, mas não foi atendido. No Pará e em Roraima, o órgão ambiental deixou de ter apoio da PM (Polícia Militar) em suas operações. No Acre, o apoio da PM ao Ibama só foi assegurado após uma solicitação do MPF.
Durante o encontro com os empresários nesta segunda (9), o ministro também foi questionado sobre roubo de terras na Amazônia —conhecido como grilagem— e disse que não se deve defender ou demonizar os proprietários.
“É preciso distinguir todos os casos. Há casos em que a pessoa está lá há muito tempo e continua sem o título da terra. Há casos em que a pessoa, sabendo que a terra é unidade de conservação e terra indígena, avançou sobre a floresta. Esse é criminoso”, disse Salles. Por esse motivo, segundo o ministro, a realização da regularização fundiária é importante na região neste momento.
Seguindo o discurso adotado pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) durante a recente crise ambiental relacionada ao desmatamento e às queimadas na Amazônia, Salles defendeu a política ambiental brasileira e afirmou que há desinformação e sensacionalismo na divulgação de informações sobre o bioma.
Folhapress