30/04/2017
09:56

A impopularidade do governo Michel Temer (PMDB) cresceu e já é comparável à de sua antecessora, Dilma Rousseff (PT), às vésperas da abertura do processo de impeachment que acabou por cassá-la em 2016.

Segundo pesquisa do Datafolha, a gestão do peemedebista tem 61% de avaliação ruim ou péssima, com 28% a considerando regular e apenas 9%, ótimo ou bom.

Logo antes de a Câmara afastá-la, em abril do ano passado, Dilma tinha 63% de rejeição e 13% de aprovação. Era um número inferior ao recorde da própria petista, o maior aferido pelo instituto desde a redemocratização de 1985: 71% de ruim/péssimo e 8% de ótimo/bom, em agosto de 2015.

Os 9% de aprovação são também similares à taxa de Fernando Collor de Mello antes de ser impedido, em setembro de 1992, embora a reprovação fosse maior (68%). As informações são do jornal Folha de São Paulo.

Quando colocado como eventual candidato à reeleição, Temer vê a rejeição a seu nome subir de 45% para 64% de dezembro para cá.

O presidente já disse ter consciência de sua impopularidade e que aproveita isso para tentar fazer avançar uma agenda de reformas de difícil aprovação popular.

Publicado por: Chico Gregorio


30/04/2017
09:52

Por Rede Brasil

Um dia após a greve geral desta sexta-feira contra a reforma da Previdência e trabalhista, que contou com a adesão de mais de 35 milhões de trabalhadores e foi destaque na imprensa internacional, uma multidão voltou às ruas na tarde de hoje (29). Desta vez, a população de Rio Grande (RS) e municípios vizinhos lotou a praça em frente à prefeitura para ouvir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ato em defesa da indústria naval brasileira, da Petrobras, do pré-sal e da democracia.

Rio Grande sedia o polo naval que já foi responsável por mais de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos, e que hoje enfrenta grave crise pela falta de investimentos.

Ao lado de Dilma Rousseff, do ex-governador Olívio Dutra (PT), da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), além de deputados petistas, dirigentes da CUT e de sindicatos, entre outros aliados, Lula desafiou a Rede Globo a apresentar o nome do candidato que deverá apoiar para a Presidência da República.

“Eu peço a Deus que a Globo descubra qual é o seu candidato porque eu, que nem queria ser candidato, terei o maior prazer em derrotar esse candidato. A Globo não se presta mais a transmitir informações, mas em tentar destruir o PT, Dilma e Lula”, disse, sob aplausos da multidão.

A emissora, segundo o ex-presidente, “deve ficar com uma azia desgraçada quando faz pesquisa e vê meu nome”, afirmou, para então emendar que continua sendo o “Lulinha paz e amor”.

Lula atacou o presidente Michel Temer (PMDB) e sua política de desmonte do Estado e de ataques aos direitos dos trabalhadores.

“Uma nação não pode ser condenada por alguém que não sabe governar, que não entende da alma desse povo, que não conhece as raízes profundas. Não pode ser governado por alguém que, por incapacidade, está vendendo um país que construímos.”

Ele também mencionou o juiz federal Sérgio Moro, a quem prestará depoimento no próximo dia 10. “Não estou sendo ‘julgado’ por corrupção, mas pelo meu jeito de governar. E como dizia Fidel, a história vai me absolver.”

Ao defender o polo naval de Rio Grande como símbolo da indústria naval e da soberania nacional, lembrou o processo difícil de convencimento da direção da Petrobras, logo no início de seu primeiro mandato, para o investimento no conteúdo nacional apesar do aparente custo mais baixo oferecido por empresas estrangeiras.

“A gente tem de pensar no país, nos trabalhadores, e não apenas na Petrobras. É preciso pensar nos empregos que são criados, nos impostos que o país vai receber. E nada mais alegre do que um povo com trabalho digno. Não posso ter o mais barato e ver o povo sem emprego, sem comida, na sarjeta”, disse.

Muito aplaudida, Dilma destacou que até os anos 1980 o Brasil tinha uma indústria naval com capacidade de produção, mas que foi “enterrada pelos governos de Fernando Collor de Mello e FHC”.

“E agora eles (o governo) estão querendo enterrar essa indústria que trouxe emprego de qualidade e desenvolvimento. Vejam que a construção da (plataforma) P71 está parada, quando deveria estar gerando emprego e renda. Está parada porque eles querem vender o Brasil”.

E voltou a dizer que “sofreu um golpe por um bando de corruptos”, quando foi interrompida por um “Fora Temer”. Ela também atacou a Rede Globo como o “principal partido do golpe que quer enquadrar o Brasil no neoliberalismo, na desigualdade e no desemprego”.

Publicado por: Chico Gregorio


30/04/2017
09:50

Câmara dos Deputados

A Comissão do Esporte da Câmara aprovou esta semana uma viagem de onze deputados para Atenas, Barcelona e Londres.

O motivo é de uma importância fundamental para o Brasil: para que suas excelências conheçam os respectivos legados olímpicos.

A farra será paga com dinheiro público, claro.

O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


30/04/2017
09:47

A Justiça de São Paulo determinou na noite deste sábado, 29, que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) não poderá fazer o evento em comemoração do Dia do Trabalho na Avenida Paulista, na segunda-feira (1º), como vinha divulgando. A ação foi protocolada pela Prefeitura de São Paulo na última quinta-feira.

Na decisão, o juiz Emanuel Brandão Filho afirma que a CUT não tem autorização prévia para realização do evento e que a determinação está por “zelar o cumprimento das normas municipais”. Além disso, estabelece multa de R$ 10 milhões, se houver descumprimento da ordem judicial.

“A realização em via pública de uma festa/celebração da magnitude que é a do ‘Dia do Trabalho’ (que, como se verifica do anúncio no sítio do réu, contará, como de costume, com shows de música) não prescinde da prévia autorização do Poder Público competente, inclusive para que organize, prepare o local (com banheiros químicos, postos para atendimento emergenciais de saúde, organização do trânsito, segurança, mínima que seja, aos frequentadores do evento, etc) e fiscalize”, escreve o juiz.

A CUT afirmou, por meio de assessoria, que o evento foi autorizado e que irá recorrer da decisão. “O 1º de Maio já está convocado, não tem como desconvocar. O juiz não proibiu o lazer na Avenida Paulista, mas sim, o show. Se não tiver como reverter isso, evento será sem. Vai ter evento, com ou sem show”, afirmou a assessoria da entidade.

 

Estadão

Publicado por: Chico Gregorio


30/04/2017
09:45

 

Além dos depoimentos ao Ministério Público e à Justiça Federal, os delatores da Odebrecht também apresentaram um calhamaço de documentos para tentarem provar suas alegações.

Como não existe contrato formal para o pagamento de propinas, os investigadores da Lava Jato terão de se debruçar sobre esse material, que pretende fornecer evidências do caminho da corrupção apontado pelos delatores.

A reportagem de capa da revista Época desta semana, assinada pelo jornalista Diego Escosteguy, analisa o material apresentado contra oito dos ministros de Michel Temer, que foram implicados na operação:

Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria Geral), Gilberto Kassab (Ciência e Telecomunicações), Aloysio Nunces (Relações Exteriores), Bruno Araújo (Cidades, Helder Barbalho (Integração Nacional), Blairo Maggi (Agricultura) e Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior).

Confira abaixo a relação de acusações e provas listadas pela revista:

Eliseu Padilha (Casa Civil)
Consistência das provas: alta

Acusações: Pedir e receber, em nome de Michel Temer do PMDB; R$ 10 milhões em dinheiro vivo por ajudar a Odebrecht em obra no Rio Grande do Sul

Etre as evidências apresentadas estão planilhas, e-mail internos da Odebrecht e extratos telefônicos

O que demonstram: corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores e confirmam a manutenção de contato assíduo entre a empresa e o político

Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência)
Consistência das Provas: média

Acusações: solicitar e receber, na condição de ministro da Aviação Civil, propina, em dinheiro vivo, de R$ 4 milhões em 2014, para não retaliar a
Odebrecht no processo de concessões aeroportuárias

Principais evidências: planilhas internas da Odebrecht e comprovantes de reunião com o político

O que demonstram: Corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores e confirmam a manutenção de contato assíduo entre empresa e político

Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações)
Consistência das provas: alta

Acusações: Receber, entre 2008 e 2014, quando foi prefeito de São Paulo e ministro de Dilma Rousseff, R$ 20 milhões de propina, em dinheiro vivo, para favorecer a Odebrecht em contratos públicos

Principais evidências: e-mails internos da odebrecht, planilhas internas da Odebrecht, contratos da Odebrecht e atas de reunião

O que demonstram: corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores e indicam vantagens públicas recebidas pela Odebrecht por ação do político

Aloysio Nunes (Relações Exteriores)
Consistência das provas: média

Acusações: Intermediar interesses da Odebrecht na Dessa, responsável pela construção do Rodoanel em São Paulo, e receber R$ 500 mil, em dinheiro vivo, a pretexto da campanha de 2010

Principais evidências: planilhas internas da Odebrecht e e-mails internos da Odebrecht

Bruno Araújo (Cidades)
Consistência das provas: baixa

Acusações: para defender os interesses da empreiteira no Congresso, quando era deputado, receber, entre 2010 e 2012, R$ 600 mil de propina a pretexto de campanha, em dinheiro vivo

Principais evidências: Planilhas internas da Odebrech, e-mails internos da Odebrecht

O que demonstram: corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores

Helder Barbalho (Integração Nacional)
Consistência das provas: baixa

Acusações: em troca de favorecer a Odebrecht em obras de saneamento no Pará, pedir e receber R$ 1,5 milhão de propina, em dinheiro vivo, a pretexto da campanha de 2014

Principais evidências: planilhas internas da Odebrecht, fotos dos endereços de entrega e extratos telefônicos

O que demonstram: corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores

Blairo Maggi (Agricultura)
Consistência das provas: média

Acusações: receber da Odebrecht R$ 12 milhões, em dinheiro vivo, a pretexto da campanha de 2006. Em troca, ajudar a empreiteira a receber dívidas no estado de MT

Principais evidências: E-mails internos da Odebrecht, planilhas internas da Odebrecht, estudos internos da Odebrecht

O que demonstram: corroboram as entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores e indicam vantagens recebidas pela Odebrecht do governo comandado pelo político

Marcos Pereira (Indústria e Comércio Exterior)
Consistência das provas: baixa

Acusações: receber R$ 7 milhões da Odebrecht, em dinheiro vivo, para que seu partido, o PRB, apoiasse a chapa Dilma-Temer na eleição de 2014

Principais evidências: e-mails internos da Odebrecht, comprovantes de reunião, anotações de Marcelo Odebrecht

O que demonstram: corroboram compromissos de entregas de dinheiro vivo narradas pelos delatores e confirmam encontro direto com político

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
10:43

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Avenida Paulista – São Paulo

O cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Cláudio Couto considera que a greve desta sexta-feira teve grande adesão e foi bem-sucedida. Para ele, o movimento tem potencial de influenciar a votação das reformas encaminhadas pelo governo ao Congresso, embora seja difícil fazer um prognóstico sobre qual será esse impacto.

“A paralisação foi grande, principalmente no transporte público, que causa um efeito em cadeia, e na área de educação, que tem efeito na percepção das famílias”, avalia o especialista.

Para o cientista político, há uma “confusão cognitiva” em análises feitas por autoridades ou durante a cobertura da imprensa que compara a greve desta sexta-feira com as manifestações contra o governo realizadas nos últimos anos. Segundo ele, diferentemente de uma manifestação, não se pode medir a força de uma greve pelo número de pessoas nas ruas, já que seu objetivo é justamente fazer com que as pessoas não saiam de casa.

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Avenida Salgado Filho – Natal

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
10:40

Resultado de imagem para fotos de montanhas de dinheiro

Lauro Jardim

Não se pode dizer que a crise do falido Rio de Janeiro passa longe do Tribunal de Justiça.

Mas está longe de passar perto. Em dezembro de 2016, por exemplo, o Judiciário fluminense abriu os cofres e pagou cifras gordas, muito gordas, aos seus magistrados.

Com acúmulo de gratificações, 13º salário, venda de férias e licença, 23 juízes e desembargadores levaram para casa pouco mais de R$ 100 mil cada um.

Isso é, ressalte-se, o rendimento líquido.

E não só: 118 magistrados embolsaram valores entre R$ 90 mil e 100 mil; 173 receberam em suas contas valores entre R$ 80 mil e R$ 90 mil; 147 receberam na faixa de R$ 70 a R$ 80 mil; 136 na faixa de R$ 60 mil a R$ 70 mil; e 268 juízes e desembargadores na faixa de R$ 50 mil a R$ 60 mil.

Os pensionistas também não ficaram de fora. Uma delas recebeu, sozinha, uma bolada de R$ 186 mil.

A folha de dezembro dos magistrados custou, no total, R$ 94,7 milhões aos cofres públicos. Isso sem contar todos os outros concursados que trabalham para o tribunal.

Não há nada de ilegal. Mas não há nada semelhante, custeado pelos cofres públicos, acontecendo em outra parte do Rio de Janeiro.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:43

Por Ayrton Freire e Júlio Rocha

O protesto intitulado Greve Geral cerca de 50 mil pessoas na tarde desta sexta-feira, 28, em Natal. O número foi divulgado pelos manifestantes, mas a Polícia Militar não confirmou.

Entre os manifestantes estavam servidores públicos, estudantes, sindicalistas e grupos da sociedade civil. Funcionários dos Correios foram ao protesto fardados. “É a perca de nossos direitos. Hoje Temer quer terceirizar nossa empresa. Isso tira postos de colegas nossos. Tira nossos empregos”, diz Esiedla Andrade, funcionária dos Correios, sobre a terceirização.

A Polícia Militar informou por meio da assessoria de comunicação que não irá divulgar estimativa e considerou o manifesto pacífico e tranquilo. “Estamos com nossas equipes nas ruas acompanhando e não houve nenhuma ocorrência grave, esperamos que siga assim até o fim”, afirmou o major Eduardo Franco.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:40

Kiko Nogeuira

Michel Temer deveria encarar a greve geral do dia 28 como uma homenagem.

Uma homenagem à sua pequenez, à sua falta de escrúpulos, ao golpe para o qual conspirou e aos seus 4% de aprovação.

Um presidente que se orgulha de ser impopular, naquela formulação ridícula de Nizan Guanaes, terá o nome ouvido pelos quatro cantos do Brasil, clamando para que desapareça.

Ele conseguiu, afinal, unir um país dividido.

Bancários, metroviários, motoristas de ônibus, professores da rede pública e de escolas particulares, setores da igreja católica, das evangélicas, petroleiros e servidores de várias regiões anunciaram sua adesão.

A direção do São Luís, colégio paulistano tradicional e caro, afirmou em carta que a paralisação deve ser tratada como um “fato educativo” e que reflete “o momento histórico pelo qual passamos”.

Não adiantou a rede de boçalidade representada por MBL e quejandos vir com a velha ladainha de que se trata de coisa de esquerdopatas, que é uma “pauta oculta dos sindicatos” e que é “tudo pró-Lula”.

Essa canalha foi engolida pela realidade, pela crise que ajudou a instaurar, e muitos de seus seguidores estarão de braços cruzados.

Não adiantou o prefeito de São Paulo fazer o costumento marketing, distribuindo viagens de taxi “de graça” — quem paga a conta? A Angélica?

Até Paulinho da Força, da base aliada, acha que “tem tudo para tornar-se um marco histórico na resistência da classe trabalhadora contra as frequentes ameaças do governo de, sob a alegação de sanar os cofres públicos, suprimir direitos de todos os brasileiros”.

É uma resposta à casta que, encastelada no Congresso, aprova reformas rejeitadas maciçamente em todas as pesquisas.

Janio de Freitas escreveu que “já se sabe de quem a aberração Temer tira para dar a quem. É a lógica da aberração Temer: já que do povo não obtém popularidade, dele tomar o que possa.”

Michel reagiu à sua maneira: vai descontar no salário dos servidores que não comparecerem ao trabalho.

É como ele opera: na mesquinharia.

A greve geral será uma oportunidade para ele testemunhar como é gigantesca sua presença na vida nacional e como ela é imensamente indesejada.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:32

Ex-prefeito de São Gonçalo defende manifestações desta sexta-feira 28 e argumenta que políticos não podem ignorar insatisfação popular

jaime calado zenaide

José Aldenir/Agora Imagens

Ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado

O ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado defende que a população insatisfeita com as propostas de reformas na Previdência e na legislação trabalhista participe das manifestações programadas para esta sexta-feira 28 em todo o país. No Rio Grande do Norte, a concentração para o ato será no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho, na capital.

Ao apoiar a realização dos protestos, Jaime rebate os argumentos dos defensores das reformas. Segundo ele, por exemplo, “não é verdade que a reforma trabalhista vá gerar emprego”. Em relação a isso, o ex-prefeito do terceiro maior município da Grande Natal registra que países que adotaram medidas de austeridade como as propostas pelo governo brasileiro não resolveram os problemas de desemprego e nas finanças. “A Argentina adotou esse sistema e, em menos de 1 ano, desempregou mais de 1 milhão de pessoas”, exemplifica.

“O que o governo está propondo não é uma reforma trabalhista. Trata-se da maior retirada de direitos do trabalhador que se tem conhecimento. Nem a ditadura militar [1964-1985] mexeu com tantos artigos da CLT como agora”, frisa Jaime. A proposta de reforma trabalhista, aprovada nesta quarta-feira 26 na Câmara dos Deputados, prevê alterações em mais de cem pontos da Consolidação das Leis do Trabalho.

A preocupação de Jaime é que, com a “precarização do trabalho”, deflagrada com a reforma trabalhista, a taxa de desemprego aumente. Segundo ele, com a flexibilização de rotinas de trabalho, empregadores “não vão botar mais um trabalhador ‘sem necessidade’”.

Sobre a reforma nas regras de aposentadoria, Jaime observa que a proposta do Governo Federal representa a “destruição da seguridade social”. “A reforma na Previdência todo mundo reconhece que é necessária, mas não do modo que o governo enviou”, assinala.

Questionado se ele acredita que as manifestações de amanhã irão acarretar impactos no processo de apreciação das reformas no Congresso Nacional, o ex-prefeito afirma que “só Deus sabe”. “Mas os políticos não podem ignorar a revolta já apontada em todas as pesquisas”, manifesta.

De acordo ainda com Jaime, a projeção é que os protestos contra o governo e as reformas aumentem. “Quanto maior o grau de informação, maior o grau de insatisfação. Apesar de a grande mídia estar silenciando e sendo conivente com a série de absurdos que estão se praticando, as pessoas têm internet e estão se informando”, completa.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:30

Durante as manifestações, Fátima ouviu diversos gritos do público pedindo sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte

Fátima Bezerra

José Aldenir / Agora Imagens

Senadora Fátima Bezerra (PT) na manifestação

A senadora Fátima Bezerra (PT) também se mostrou presente nas manifestações nas proximidades do Midway Mall, em Tirol, contra a aprovação da reforma trabalhista em Brasília. Fátima destacou que a aprovação da reforma é um golpe contra os direitos da classe trabalhadora e que a “sociedade não aguenta mais essa violência do governo ilegítimo”.

“A cidadania do povo brasileiro está em jogo, estamos lutando contra um retrocesso. As reformas têm o intento de destruir os direitos da classe trabalhadora. Estamos lutando pela cidadania, e temos de destacar que a manifestação é pacífica e de cunho democrático – isso traduz a consciência crítica e política da sociedade. É um movimento dos partidos de oposição e sindicatos. Um movimento que a maioria esmagadora da população aderiu. A sociedade não aguenta mais essa violência do governo ilegítimo e das propostas de reformas que querem destruir direitos trabalhistas essenciais conquistadas a duras penas”, disse à reportagem do Agora.

O povo pede

Durante as manifestações, Fátima ouviu diversos gritos do público pedindo sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte, outros já davam certeza.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:26

Lideranças comemoraram o que chamaram de “mensagem clara das ruas para o Congresso”

Foto: José Aldenir / Agora Imagens

José Aldenir / Agora Imagens

Manifestantes durante ato em Natal nesta sexta-feira, 28

Presidentes e representantes das principais centrais sindicais do país se reuniram hoje em um protesto em frente à sede do INSS, em São Paulo, onde fizeram uma avaliação sobre os resultados da Greve Geral e a possibilidade da continuação das manifestações contra as reformas da Previdência e Trabalhista.

Durante o ato, que contou com a presença de 2 000 trabalhadores em greve, as lideranças comemoraram o que chamaram de “mensagem clara das ruas para o Congresso”. “A greve foi extremamente positiva. Paralisações em todas as capitais do País e centros urbanos regionais, nos interiores de todo o território nacional. E a população, num geral, aderiu à greve, pois entendeu os riscos que essas reformas trazem para o trabalhador”, defendeu José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

A entidade confirmou a paralisação dos mais de 2,5 milhões de trabalhadores afiliados em todo o Brasil e não descarta a mobilização de novas greves e manifestações conjuntas.

“Essa Reforma Trabalhista que foi aprovada na Câmara, por exemplo, é mais prejudicial que a enviada pelo Governo Temer. O relator do projeto, deputado Rogério Marinho, alterou mais de cem itens que extinguem ainda mais as chances de existência de qualquer benefício previsto na CLT. Se o Congresso não se sensibilizar com os protestos de hoje, vamos fazer uma paralisação maior ainda”, defende Calixto, junto com os lideres da Central Única de Trabalhadores (CUT) , Força Sindical – União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Sindical Brasileira (CSB).

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
09:06

Em delação, Sérgio Machado, da Transpetro, diz que viabilizou R$ 700 mil para Garibaldi

Do Estadão:

A Operação Satélites 2, deflagrada nesta sexta-feira, 28, pela Polícia Federal, também cumpriu mandados de busca e apreensão contra pessoas ligadas aos senadores peemedebistas Garibaldi Alves Filho (RN) e Romero Jucá (RR), além do ex-presidente José Sarney (AP).
Os alvos da operação, autorizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), são suspeitos de operacionalizar o recebimento de propinas provenientes da Transpetro, subsidiária da Petrobrás, por integrantes da cúpula do PMDB. As medidas foram autorizadas pelo ministro Edson Fachin, a partir das informações prestadas em delação premiada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Ele alega ter obtido R$ 100 milhões para o partido quando comandava a companhia.

Estão entre os alvos o ex-presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Lindolfo Sales, que foi chefe de gabinete de Garibaldi; o ex-assessor de Sarney Amauri Cezar Piccolo; e uma ex-assesora de Jucá. Conforme noticiou o Estado, também foi cumprido mandado em endereço de Bruno Mendes, advogado ligado ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Outro alvo de busca é o ex-senador José Almeida Lima (PMDB), atual secretário de Estado de Saúde de Sergipe.

Segundo Sérgio Machado, os líderes do PMDB recebiam recursos desviados da Transpetro. Ele relatou, por exemplo, que Sarney foi beneficiado com pagamentos entre 2006 e 2014. As propinas teriam sido pagas por meio de doações oficiais e em espécie.

No caso de Garibaldi, ele declarou que, em épocas de eleição, o peemedebista sempre o procurava solicitando dinheiro. O último encontro, de acordo com ele, se deu em 2014, quando o senador era ministro da Previdência. Machado diz ter viabilizado R$ 700 mil para o congressista por meio de contribuições de empreiteiras que tinham contratos com a Transpetro.

Conforme fonte da investigação, também houve mandado de busca e apreensão em endereço do ex-presidente da petroquímica Triunfo, Caio Gorentzvaig. Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), ele disse que foi ameaçado pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa para vender a empresa à Petroquisa, subsidiária da Petrobrás. O esquema beneficiaria a Braskem, da Odebrecht, que mais adiante incorporou a Triunfo.

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
05:12

Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, também disse que não irá recuar

Rejeitado por 92% dos brasileiros, segundo pesquisa Ipsos, e alvo da primeira greve geral brasileira em vinte anos, num protesto que paralisou escolas, bancos e transportes públicos em todo o País, Michel Temer fez pouco caso do movimento.

Segundo ele, que se aposentou com benefícios integrais aos 55 anos, os grevistas que protestam contra o fim das aposentadorias e dos direitos trabalhistas são “privilegiados”.

Temer, que chegou ao poder por meio de um golpe parlamentar, também disse que não irá recuar e se comparou à ex-premiê britânica Margareth Thatcher, que implantou reformas liberais na Inglaterra e se tornou uma das figuras mais odiadas na história do país.

Leia, abaixo, reportagem da Agência Sputinik:

Enquanto o Brasil pára com as greves gerais, o presidente Michel Temer declarou que não vai recuar com o posicionamento tanto em relação à reforma trabalhista quanto a mais dura, a previdenciária. O peemedebista se comparou à ex-premiê britânica Margaret Thatcher e disse estar convencido de que “esta é uma escolha certa para o país”.

O governo diz ainda que quem vai às ruas hoje é “um grupo de privilegiados” que terá algumas benesses cortadas. Na avaliação do presidente, são servidores públicos e sindicalistas. De acordo com informações do canal de TV Globo News, o governo avalia que os protestos podem virar o jogo e ter efeito positivo na aceitação das propostas, já que “trabalhadores estariam sendo impedidos de chegar ao local de trabalho”.

Temer chegou às 10h no Palácio do Planalto e se reúne com o ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbasasahy. Mais tarde, ele grava uma curta mensagem aos trabalhadores a ser exibida em redes sociais no dia 1 de maio.

A estratégia do presidente é evitar a cadeia nacional de rádio e TV para não provocar protestos, algo semelhante ao que fazia a presidente Dilma Rousseff quando “panelaços” eram convocados a cada discurso em veículos de massa. Temer deve usar o video para defender ambas as reformas criticadas pelos protestos desta sexta.

Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


29/04/2017
05:10

Para Cláudio Gadelha, mudanças na CLT só beneficiam o empregador

O procurador do Minsitério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), Cláudio Gadelha, analisou, durante protesto no Ponto de Cem Réis, no centro de João Pessoa (PB), contra a reforma da Previdência e as mudanças na legislação trabalhista defendidas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Para o procurador, as mudanças na CLT só beneficiam o empregador.

“Essas propostas se forem realmente aprovadas e sancionadas vão promover uma verdadeira inversão de valores na relação de trabalho. Literalmente deixa de se proteger o trabalhador e passa a proteger o empregador, que é sempre o lado mais forte na relação de trabalho”, afirmou.

“Essa reforma traz coisas absurdas em relação a rescisões contratuais, institucionalizou-se a fraude do acordo para rescisão. O tipo de contratação na qual o trabalhador ficar à disposição do empregador, sem receber por isso. Somente receber pelas horas trabalhadas. Imagine você está em casa de plantão, ser acionado pelo seu empregador para prestar algumas horas de trabalho e somente receber pelas horas trabalhadas. Você não pode se programar, fazer outra coisa, pensar em estudar, ter outro emprego”, acrescentou.

Publicado por: Chico Gregorio