26/05/2017
07:51

Estadão Conteúdo

Carmen Lúcia destacou que o Judiciário não é um espaço político

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, sinalizou a senadores que a Corte não deve se envolver, pelo menos por enquanto, na crise política causada pelas revelações da delação dos empresários do grupo J&F.

Uma matéria publicada no site institucional do STF relata o encontro que a ministra teve na manhã desta quinta-feira, 25, com parlamentares da oposição, e diz que Cármen afirmou que “a hora é de serenidade, de calma e de cumprimento da lei”.

O site afirma ainda que os senadores haviam solicitado o encontro para falar das ações apresentadas na véspera contra o decreto do presidente Michel Temer, que convocou as Forças Armadas para atuar em Brasília durante a manifestação de quarta-feira, mas que, como o ato foi revogado no momento em que os senadores estavam no Supremo, “as conversas se voltaram para as questões atuais”.

A notícia diz que entre os temas tratados, o grupo abordou “a grave crise política” e que a “a ministra lembrou, no entanto, que o Judiciário não é um espaço político”. “Aqui é uma Casa em que aplicamos o direito”, teria dito ela.

A presidente do STF também teria afirmado que, neste momento, é importante que todos ajam com prudência e racionalidade. “Ou o Brasil se salva com a Constituição, ou vamos ter mais problemas”, disse.

Crise

Não é comum o site institucional do Supremo divulgar conversas que a presidente tem em reuniões privadas, que costumam ser fechadas para a imprensa. Desde a semana passada, a presidente do STF e demais ministros da Corte têm evitado se manifestar sobre a crise que ameaça tirar Temer da Presidência.

Nessa quarta-feira, 24, Cármen decidiu continuar a sessão do plenário mesmo após ser avisada de que os protestos na Esplanada haviam saído do controle. Enquanto bombas eram jogadas e prédios eram depredados, os ministros debatiam questões tributárias.

Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:45

Chefe do Executivo municipal afirmou que não tem envolvimento com esquemas ilícitos e que não teme, por isso, ser citado em delações de executivos

José Aldenir / Agora Imagem

Prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT)

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), não teme ser citado em depoimentos de executivos de empreiteiras envolvidas em esquemas de corrupção e que negociam acordos de colaboração premiada com a Justiça. À reportagem, o chefe do Executivo da capital potiguar afirmou categoricamente que não participou de processos ilícitos. “Não tenho envolvimento nenhum com nada”, declarou o pedetista.

Carlos participou, nesta quarta-feira 24, de audiência pública promovida pela Câmara Municipal no conjunto Santa Catarina, na zona Norte de Natal, dentro do projeto “Câmara Cidadã”, que está levando ações de cidadania e culturais durante esta semana à região.

Na oportunidade, o prefeito hesitou em comentar a citação de políticos potiguares em delações de executivos da JBS, empresa que – segundo o diretor Ricardo Saud – pagou propina a 1.829 políticos de 28 partidos políticos distintos. No depoimentos de Saud e do dono da companhia, Joesley Batista, são citadas contribuições para as campanhas do governador Robinson Faria (PSD), da senadora Fátima Bezerra (PT), de deputados e do ex-ministro Henrique Alves (PMDB).

“Não sou juiz nem promotor. E não quero fazer as vezes de juiz ou promotor. Sou prefeito de Natal”, resumiu. Apesar da fala condensada ao ter a opinião sobre as investigações solicitada, Carlos Eduardo afirmou durante pronunciamento que o clima político é de incerteza, o que contempla a questão de envio de verbas federais para investimentos na cidade.

“Não sei como vai ficar, até porque todos os dias temos uma novidade. Vamos aguardar. Isso é um problema. Brasília precisa criar juízo, bom senso e ter sensatez, pois o Brasil está à deriva”, pontuou o prefeito.

QUEIROZ GALVÃO

Uma das empresas envolvidas no esquema de corrupção desmontado pela operação Lava Jato, a Queiroz Galvão executou serviços em Natal durante a gestão de Carlos Eduardo Alves (PDT). A principal obra da empresa na capital do Rio Grande do Norte foi a construção, por meio de um consórcio formado ainda pela empreiteira Ferreira Guedes, do Complexo Viário Dom Eugênio de Araújo Sales. Foram erguidos cinco viadutos e dois túneis, que eliminaram oito semáforos na região do bairro da Candelária, próximo à Arena das Dunas.

As obras executadas pela Queiroz Galvão e pela Ferreira Guedes foram orçadas em R$ 222 milhões, dos quais R$ 42,5 milhões foram disponibilizados pela Prefeitura de Natal. O restante aconteceu por meio de repasse do Governo Federal.

Dois executivos da companhia – Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide de Moraes Filho – foram presos em uma das fases da Lava Jato – a 33ª, batizada de “Resta Um”. Os dois, acusados de envolvimento em fraudes em processos licitatórios, negociam com procuradores federais a assinatura de um acordo de colaboração premiada. Neste caso, outras possíveis irregularidades em contratos para execução de obras pela construtora poderão ser revelados.

Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:41

Mercado Modelo das Roscas conta com 3.715,6 m², tendo custado R$ 5 milhões aos cofres do município e do governo federal

José Aldenir / Agora Imagem
Mercado das Rocas sofre pela falta de vendedores e consumidores

Inaugurado há quase um ano e meio, o Mercado Modelo das Rocas – moderno micro shopping localizado no bairro homônimo – está quase vazio tanto no tocante a comerciantes quanto a consumidores. Atualmente, o mercado conta com 83 espaços para lojas (23 destinados a antigos proprietários; 57 por licitação e três para administração), sendo a maioria alugada, mas apenas seis estão funcionando. A realidade, que pode causar estranheza àqueles que passam por lá, tem motivo simples: infraestrutura falha.

Localizada no cruzamento da Av. Duque de Caxias com a São Pedro, próximo ao hospital dos pescadores, o Mercado Modelo das Roscas conta com 3.715,6 m², tendo custado R$ 5 milhões aos cofres do município e do governo federal. A realidade que se vê atualmente, no entanto, é que o dinheiro gasto foi desperdiçado. Apesar do potencial, o interesse no sucesso e futuro micro shopping parece ter sido perdido e preterido pela gestão municipal, deixando-o nas mãos dos comerciantes, que seguem batalhando para que, eventualmente, o Mercado se torne um ponto de referência na cidade.

O primeiro defeito já se encontra no topo da edificação. Uma grande claraboia arqueada de vidro se prova mais um enfeite prejudicial do que um acessório convidativo. Isto porque das 7h ao meio-dia, quando a luz do sol atravessa a vidraça, a temperatura sobe exponencialmente, causando desconforto para os usuários e vendedores. O estorvo é recorrente pela falta de refrigeração no local, que não possui qualquer ventilador ou aparelho de ar-condicionado. Aqueles que suportarem o calor na esperança de receber clientela perduram por lá até as 17h – ou bem antes disso, dependendo do movimento.

Dentre os serviços oferecidos no micro shopping estão um restaurante, uma loja que vende produtos de artesanato e uma lanchonete. Além disso, há boxes alugados pela agência de viagens e turismo CVC e pela própria Secretaria de Turismo de Natal, que têm a intenção de aproveitar a localização do mercado para atrair público interessado em explorar o mundo e apresentar, também, as belezas da capital potiguar. Os espaços, todavia, seguem abandonados.

Manoel Thalyson, de 26 anos, um dos poucos comerciantes sobreviventes do Mercado das Rocas, explicou quais são os principais problemas de infraestrutura que comprometem a vontade do público em aparecer. “A princípio, a fiação não era adequada para receber demandas pesadas como suporte a freezer. Se fosse ligar os fios como estavam, provavelmente, haveria algum estouro. Houve um processo de licitação para que se colocasse a fiação adequada, e essa parte, felizmente, deu certo. Só que ainda temos o problema da tubulação de gás; a estrutura está instalada, mas a prefeitura não quer se responsabilizar pela ligação do gás”, disse.

De acordo com Manoel, a prefeitura de Natal disse que os comerciantes teriam que criar uma associação para que eles mesmos cuidassem do reparo da tubulação de gás. Sem alternativas, eles se dirigiram ao cartório para cumprir a demanda; agora esperam a liberação do CNPJ da associação para que possam prosseguir. “O secretário afirmou que precisava abrir uma associação para pedir o gás, se a prefeitura houvesse falado isso antes, já teríamos adiantado isso. Ela ficou de realizar reparos, mas já tem mais de ano que só ficou a promessa. Aqui, a temperatura é muito alta, não há ventilação, e, por isso, o público é muito pequeno. O pessoal que trabalha no mercado e no bairro aparece de vez em quando, mas, mesmo em dia de feira, não tem muito movimento. Além disso, não tem como trazer muitos produtos comestíveis, porque quase não se vende. Se trouxer muita coisa, eles vão se estragar”, avaliou o comerciante.

No momento em que concedia entrevista ao Agora Jornal, Manoel e a reportagem testemunharam um casal subir as escadas para o primeiro andar e dar meia-volta ao perceber que o Mercado das Rocas não apresentava quase nenhum serviço. “Ninguém sobe, veja esse casal. Às vezes as pessoas vêm para ver como ficou, mas vender aqui é difícil. No início até eles subiam, mas quando viam que não tinha quase nada, mudavam de ideia e iam embora”, concluiu.

A frustração dos vendedores é amplificada por mais dois fatores: o primeiro é que existe, em caixa, o montante de R$ 700 mil que deveria ser utilizado em reformas da claraboia para melhorar o condicionamento do micro shopping; o dinheiro, que seria repassado pelo Ministério do Turismo e pela prefeitura de Natal, não foi utilizado. Ademais, o espaço no primeiro andar que deveria ser destinado a uma praça de alimentação, não recebe visitas. Isto seria importante porque a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) está bastante interessada em firmar uma parceria para distribuição de bebidas e refrigerantes.

A reportagem do Agora Jornal encontrou-se, ainda, com Dimas Oliveira, dono de um restaurante. De acordo com o comerciante, a parte inferior do Mercado deveria funcionar como um tipo de feira, vendendo frutas, verduras, carnes e produtos do gênero. A parte superior, por sua vez, uniria a praça de alimentação aos estabelecimentos e atrações musicais que apareceriam nos finais de semana. Há a possibilidade, inclusive, de se oferecer o serviço do “Café da Manhã Rural” com iguarias e receitas mais conhecidas no interior – para tanto, porém, é necessária a presença de público para encorajar os comerciantes. Enquanto isso, Dimas segue à espera de que o gás seja ligado para que o odor das massas de pizza passem a se espalhar pelo Mercado das Rocas.

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Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:38

Acordos de delação premiada não podem prometer redução da pena em patamar não previsto na Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850/2013), nem oferecer regimes de cumprimento dela que não existem nas leis penais. Caso contrário, haverá violação aos princípios da separação de poderes e da legalidade. Também por isso, esses compromissos só alcançam delitos tipificados por tal norma, e não isentam o Ministério Público de deixar de investigar ou denunciar atos praticados pelo delator.

Com base nesse entendimento, os professores da Universidade de Coimbra José Joaquim Gomes Canotilho e Nuno Brandão afirmaram que os acordos de delação premiada firmados pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef na operação “lava jato” são ostensivamente ilegais e inconstitucionais. Por isso, não devem ser aceitos por Portugal, sob pena de se “atentar contra a ordem pública” do Estado lusitano.

Os juristas examinaram os acordos de colaboração de Paulo Roberto Costa e Youssef no artigo “Colaboração premiada e auxílio judiciário em matéria penal: a ordem pública como obstáculo à cooperação com a operação Lava Jato”, publicado na edição 4.000 (setembro e outubro de 2016) da Revista de Legislação e de Jurisprudência.

O que motivou a análise desses documentos foi um pedido de cooperação judiciária internacional feito pelo Brasil à Procuradoria-Geral da República de Portugal. Uma vez aceito o requerimento, os documentos da operação “lava jato”, como os acordos de delação premiada, passam a valer também nesse país europeu.

Contudo, Canotilho e Brandão concluíram que os compromissos “padecem de tantas e tão ostensivas ilegalidades e inconstitucionalidades que de forma alguma pode admitir-se o uso e a valoração de meios de prova através deles conseguidos”. Dessa forma, as provas obtidas por meio dos acordos de delação seriam ilícitas, apontaram os juristas. Portanto, inadmissíveis em processos, conforme determina o artigo 5º, LVI, da Constituição brasileira.

“É terminantemente proibida a promessa e/ou a concessão de vantagens desprovidas de expressa base legal”, ressaltaram os professores. Assim, eles declararam que não é possível reduzir uma pena em mais de dois terços ou conceder perdão judicial a um crime não mencionado pela Lei das Organizações Criminosas.

“Em tais casos, o juiz substituir-se-ia ao legislador numa tão gritante quanto constitucionalmente intolerável violação de princípios fundamentais do (e para o) Estado de Direito como são os da separação de poderes, da legalidade criminal, da reserva de lei e da igualdade na aplicação da lei”, avaliaram.

 

Conjur

Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:35

RIO – Agentes da Polícia Federal (PF) está nas ruas do Rio para cumprir mandados de prisão e condução coercitiva nos bairros de São Conrado e Barra da Tijuca , Trata-se da 41ª fase da Operação Java-Jato. Segundo a TV Globo. Endereços  ligados aos lobistas Jorge Luz e Bruno Luz são alvos da ação que apura pagamentos de propina ao PMDB.

Foram expedidos, no total, 13 mandados judiciais: oito de busca e apreensão, um de prisão preventiva, um de prisão temporária e três de condução coercitiva.

Jorge Luz e o filho dele Bruno Luz já foram alvos da 38ª fase da Lava-Jato, serão transferidos nesta quinta-feira de Brasília para Curitiba, onde devem chegar por volta das 17h. As informações são da Polícia Federal. Os dois foram presos na sexta-feira passada em Miami, nos Estados Unidos, e desembarcaram na capital federal na manhã do último sábado.

Via O Globo

 

Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:31

ladroublad

Imperdível e impagável o artigo de Bernardo de Mello Franco, hoje, na Folha:

O presidente Michel Temer disse que seu aliado Rodrigo Rocha Loures é uma pessoa “de muito boa índole”. Imagine se não fosse. Flagrado recebendo R$ 500 mil de um lobista, ele foi convidado a devolver a propina à Polícia Federal. Ao abrir a mala, os agentes tiveram uma surpresa: faltavam R$ 35 mil.

Nesta quinta, o deputado depositou o resto do dinheiro numa conta judicial. Ele não explicou se o desfalque foi causado por esquecimento, distração ou falta de talento para a matemática. Mesmo sem uma desculpa esfarrapada, o caso já garantiu lugar no anedotário da Lava Jato.

No início do mês, a Folha contou outros episódios de desvio do desvio. O delator André Santana, que trabalhava com os marqueteiros do PT, disse ter sido assaltado num táxi quando carregava dinheiro entregue pela Odebrecht. Ele não soube dizer se carregava R$ 1 milhão ou R$ 1,5 milhão para o caixa dois da chapa Dilma-Temer. De acordo com o relato, a história ficou por isso mesmo.

Em outro depoimento, um executivo narrou o sumiço de propina escondida numa cocheira. É isso mesmo: a maior empreiteira do país teria perdido R$ 8 milhões surrupiados de uma baia do aristocrático Jockey Club Brasileiro, na zona sul do Rio. Até onde se sabe, nenhum cavalo foi intimado a depor sobre o assunto.

O delator João Antônio Bernardi contou uma história menos rocambolesca. Disse ter sido assaltado no Largo da Carioca, perto da sede da Petrobras. Quem conhece a região corre o risco de acreditar, exceto por um detalhe: o batedor de carteira teria levado nada menos que R$ 100 mil.

Na semana passada, o lobista Ricardo Saud fez mais um relato intrigante. Acostumado a distribuir propina em nome da JBS, ele se disse espantado com políticos que teriam embolsado dinheiro destinado às próprias campanhas. “O Michel Temer fez uma coisa até muito deselegante. Nessa eleição, eu só vi dois caras roubar [sic] deles mesmos. Foi o Kassab e o Temer”, afirmou.

Publicado por: Chico Gregorio


26/05/2017
07:29

Contrariando as expectativas, o juiz Sérgio Moro absolveu nesta quinta-feira, 25, a jornalista Cláudia Cruz, mulher do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) dos crimes de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas, no âmbito da operação Lava Jato

Segundo Moro, faltou ’prova suficiente de que (Cláudia Cruz) agiu com dolo’ ao manter conta na Suíça com mais de US$ 1 milhão, dinheiro supostamente oriundo de propina recebida pelo marido. “Absolvo Cláudia Cordeiro Cruz da imputação do crime de lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas por falta de prova suficiente de que agiu com dolo”, assinalou Moro.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Cláudia Cruz era a única controladora da conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, por meio da qual pagou despesas de cartão de crédito no exterior em montante superior a US$ 1 milhão num prazo de sete anos (2008 a 2014)’.

O Ministério Público Federal apontou que o valor de US$ 1 milhão gasto por Cláudia é ’totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito de seu marido’. Quase a totalidade do dinheiro depositado na Köpek (99,7%) teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), todas pertencentes a Eduardo Cunha

Na mesma ação, também eram réus Jorge Luiz Zelada, ex-diretor da Área Internacional da estatal petrolífera, pelo crime de corrupção passiva; João Augusto Rezende Henriques, operador que representava os interesses do PMDB no esquema, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas; e Idalecio Oliveira, empresário português proprietário da CBH (Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl), pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Via Plantão Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
17:47

mulhercunha

Não é só a propina da JBS que ajuda Eduardo Cunha a “ficar calmo”.

Teve estar, com toda a razão, calmíssimo agora, com a decisão do juiz Sérgio Moro – o mesmo que vetou mais da metade de suas perguntas para Michel Temer – de absolver sua mulher, Cláudia Cruz, cuja condenação por lavagem de dinheiro e de evasão fraudulenta de divisas havia sido pedida pelo Ministério Público.

Moro considerou que não havia provas suficiente para mostrar que havia dolo em Cláudia operar uma conta de mais de US$ 1 milhão, de 2008 a 2014, com recursos oriundos dos trustees Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil).

Ela não teria obrigação de saber, segundo Moro, que o dinheiro teria origem ilícita.

Eram, afinal, os “alfinetes” da madame.

Via Fernando Brito

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
17:30

lulacoreia

Você deve se recordar que a defesa de Lula pediu prazo a Sérgio Moro, ao TRF e, afinal, ao Superior Tribunal de Justiça para examinar o catatau de documentos – equivalente a 33 vezes o número de páginas do Dicionário Houaiss – juntados às pressas ao processo no qual o ex-presidente deporia no último dia 10.

Todos ele negaram prazo para o exame de documentos.

Aqui, neste blog, afirmou-se que a defesa do ex-presidente desconfiava de que haveria ali “pegadinhas” para comprometê-lo.

Não deu outra.

Em meio ao papelório estavam as supostas “agendas” do ex-presidente com o presidente  e diretores da empresa, que foram usadas, logo depois, para dizer que Lula mentira ao dizer que tivera  poucas reuniões com os dirigentes da Petrobras, enquanto a mídia publicava terem sido quase 30.

O “golpe” consistiu em pegar todos os eventos – a maioria públicos: inaugurações, jantares, reuniões intersetoriais onde havia alguém da empresa – e transforma-los, para consumo público, em encontros “tête-a-tête”, reservados, onde – nas convicções moro-dallagnóicas – ter-se-iam tratado de mutretas.

capasment

A Folha, Estadão e Globo esmeraram-se em manchetes escandalosas.

A defesa de Lula divulgou hoje um longo dossiê, onde reconstitui quase todas as “reuniões” alegadas no processo, mostrando que nada t~em de reuniões privadas. E só não reconstitui todas porque a agenda presidencial existente no site do Palácio do Planalto foi inexplicável e estranhamente apagada para o período Lula.

É coisa de gente sem o menor escrúpulo, um verdadeiro conluio entre o Governo, o Ministério Público e a Justiça para buscar lançar suspeitas sobre atos que foram públicos e inerentes ao exercício da função presidencial.

Um verdadeiro escândalo, do qual me penitencio por desconfiar e não ter tido forças para seguir na apuração, por serem muitos documentos e eu um só.

Cheguei a começar um texto, já sobre o primeiro documento, em que registrei:

 

Paulo Roberto Costa, em 9 de fevereiro de 2007 – Aqui, o documento do Estadão e aqui a notícia  do site da Petrobras , que revela que “foi iniciada nesta sexta-feira (9/2) a produção comercial de gás natural do Projeto Manati, que estava em pré-operação desde 15 de janeiro. O início da produção foi marcado por uma cerimônia com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, na estação de tratamento de gás, em São Francisco do Conde, a aproximadamente 100 quilômetros de Salvador.”

Pecado suprido pela defesa de Lula, que seguiu adiante e preparou um extenso documento que pode ser lido aqui, desmontando a farsa.

Poderia ler também amanhã nos jornais se tivéssemos jornais sérios, que tivessem a honradez de publicar que todas ou quase todas as “reuniões secretas” foram por eles noticiadas e, outra tratavam de questões gerais, com vários participantes ou eram meros eventos públicos, com acesso aberto e, portanto, nenhuma tratativa clandestina.

Mas, infelizmente não temos.

E a “pegadinha” Moro-MP-direção da Petrobras fica de “verdade”, como convém aos mentirosos.

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Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
17:14

Resultado de imagem para fotos de despacho de macumba

O pedido para magia negra foi encomendado pela mulher de pagador de propina

Uma conversa no WhatsApp mostra mulher de operador de Cabral desesperada e pedindo ajuda para Mãe de Santo.]

Michele dos Santos Linhares, mulher do operador de Sérgio #cabral, Ary Ferreira da Costa Filho, que foi preso em fevereiro deste ano na Operação Mascate, resolveu pedir socorro para uma mulher conhecida como Neide. Michele procurou a mulher para que ela fizesse um “trabalho” contra os integrantes da Operação #Lava Jato no estado do Rio de Janeiro.

Essas informações estão no Relatório de análise de material, que foi apreendido na Operação pela Polícia Federal (PF) e está assinado pelo delegado Fernando Maia Menezes.

O Ministério Público Federal (MPF) acusa Ary de participar de um esquema criminoso comandado por Sérgio Cabral.

Ele era um dos principais operadores financeiros do ex-governador.

Tudo foi descoberto pela PF ao serem recuperadas mensagens compartilhadas pelo WhatsApp entre Michele e a Mãe de Santo. O celular da mulher do operador foi apreendido em fevereiro, um dia antes da deflagração da Operação Mascote. De acordo com o Relatório da PF, Michele costumava sempre pedir conselhos para a Mãe de Santo Neide.

Pelo celular, Michele enviou fotos e nomes de investigadores da Operação Calicute, para que Neide fizesse um “trabalho” forte contra eles. A PF descobriu também a relação do nome de cinco pessoas que, segundo Michele, queriam prejudicá-los. Entre esses nomes estão do ex-governador do Rio, Anthony Garotinho e de dois jornalistas.

Estranha aflição
Os agentes federais estavam desconfiados de que Ary e sua mulher estavam sendo informados sobre tudo o que acontecia na Lava Jato.

Alguém poderia estar vazando informações para eles. O delegado relatou no documento uma aflição estranha de Michele já próximo da deflagração da Operação. A PF percebeu que eles estavam sendo avisados de tudo o que acontecia, pois até mesmo no momento em que poderiam ser presos, o casal saiu de casa um dia antes, evitando a prisão.

Macumba
De acordo com o Relatório da PF, para que “o trabalho” fosse realizado pela Mãe de Santo, Michele deveria levar fotos para Neide. Ela pediu, por mensagem, que as fotos fossem impressas na casa da mulher, porque tinha medo de estar sendo monitorada.

Um dia antes da deflagração da Operação Mascate, Michele enviou as fotos para Neide e o nome dos investigadores da Operação Lava Jato do Rio. A impressão era de que o casal estava aguardando a operação policial para prendê-los.

Ainda não se sabe por quais meios eles ficaram sabendo dos detalhes da operação.

Fonte: Blasting News

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
17:03

Quem publicou a lista também vai ter que se explicar

Foi tudo manipulado. A lista divulgada pelo Sindifisco com os nomes dos prestadores de serviço da Secretaria da Saúde foi mexida a partir da sua saída do Tribunal de Contas do Estado. O presidente do Sindifisco-pb Manuel Izidro será intimado para se explicar sobre a denúncia. Manipularam os valores e apresentaram ao público uma soma de valores recebidos superior em 52 por cento dos valores contidos na lista original. A Polícia já foi acionada e está à procura dos responsáveis pela fraude.

Em entrevista coletiva hoje pela manhã, a secretária Cláudia Veras, da Saúde, informou que em novembro de 2016 a Secretaria encaminhou, como sempre faz, a lista dos que recebem por produtividade, ao TCE, na qual constava o valor de R$ 15 milhões referentes ao pagamento da produtividade desses prestadores de serviço. O Sindifisco pediu ao TCE a relação, esta foi entregue e a partir daí houve a manipulação dos valores, com a substituição dos R$ 15 milhões reais para os R$ 23 milhões de mentirinha.

O objetivo, segundo o procurador Gilberto Carneiro, foi causar intranquilidade no seio do Governo, pois pessoas que viram seus nomes acompanhados de valores acrescidos, queriam ir à justiça receber a diferença.

Gilberto Carneiro alertou as pessoas que insistem em republicar a lista fraudada para a possibilidade de responderem judicialmente.

QUEM OS CRIOU

Os chamados “codificados” foram criados no Governo de Cássio Cunha Lima e deixaram de existir no Governo de Ricardo Coutinho. É que nos Governos de Cássio e Zé Maranhão não havia qualquer controle sobre eles. Iam ao banco, eram identificados pelo número do CPF, recebiam o dinheiro e não prestavam contas ou comprovavam que fizeram jus a ele através do trabalho.

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Com Ricardo Coutinho eles têm que comprovar a produtividade, têm conta bancária aberta e os valores recebidos são informados ao Imposto de Renda.

Foi a partir, também, do Governo Ricardo Coutinho que esses prestadores de serviço, que recebem por produtividade, foram informados ao TCE, de modo a permitir a transparência de informações sobre o que fazem e o que ganham. Antes eram apenas fantasmas.

Fonte: secom

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
16:57

Mulher foi condenada a três anos, dois meses e três dias por furtar ovos de Páscoa

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Nefi Cordeiro negou liberdade a uma mãe de quatro crianças condenada a três anos, dois meses e três dias por furtar ovos de Páscoa e um quilo de peito de frango. Ela vive com seu bebê recém-nascido numa cela lotada da Penitenciária Feminina de Pirajuí, em São Paulo.

A Defensoria Pública de São Paulo havia pedido o habeas corpus na última sexta-feira, com os argumentos de que a sentença era desproporcional à tentativa de furto e de que a mulher é mãe de quatro crianças — de 13, 10 e 3 anos de idade, além de bebê de 1 mês que está com ela na penitenciária, mas que será separado da mãe ao completar 6 meses.

Nesta semana, EXTRA mostrou que a sentença supera a pena de pelo menos sete condenados na Operação Lava-Jato. Uma desproporção do sistema penal que afeta toda a família: desligados do convívio diário com a mãe, os quatro menores crescem separados também de seus irmãos.

Para a defensora Maíra Coraci Diniz, a extensão da pena da mãe é “absurda”, ao se considerar o caráter pouco impactante e lesivo do crime. Diante disso, ela acionou o STJ para pedir a atipicidade material da conduta (anulação por ser crime insignificante), a readequação da pena ou a prisão domiciliar, garantida pela lei às mães responsáveis por filhos menores de 12 anos

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
16:54

Pedro também defendeu a realização de eleições indiretas e o nome do ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) para presidir o pais

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) revelou, nesta quinta-feira (25), durante entrevista ao propgrama Correio Debate, da 98 FM de João Pessoa, que a bancada do PSDB na Câmara Federal defende a saída do presidente Michel Temer (PMDB) do cargo.

Segundo ele, a situação de Temer ṕe insustentável. “Não tem sentido estar à frente do governo se não tem mais como impor as mudanças que o Brasil precisa”, disse.

Pedro também defendeu a realização de eleições indiretas e o nome do ex-presidente Fernando Henrique (PSDB) para presidir o pais. “Estamos co

O deputado disse também que o PSDB está focado em construir uma alternativa.

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
16:49

O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) usou a tribuna na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) para falar das denúncias de corrupção envolvendo o senador afastado Aécio Neves. “Eu votei em Aecio e vocês em Lula. São dois ladrões, mas a diferença é que eu quero Aécio preso e vocês querem Lula presidente”, disse.

O tucano afirmou que lugar de quem rouba, de quem pratica corrupção é na cadeia e não no comando do País. Ele falou sobre a grave crise política e ética que o Brasil vive e defendeu mudanças.

Aécio Neves está sendo investigado por ter pedido propina no valor de R$ 2 milhões aos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS. Tudo foi registrado em vídeo. Após a delação dos empresários, o parlamentar deixou o comando do PSDB e foi afastado do cargo de senador.

O ex-presidente é réu em seis ações penais. Uma delas sob a acusação de ter recebido propina da OAS, no âmbito do esquema de corrupção em contratos da Petrobras. Segundo a denúncia, Lula recebeu da empreiteira um tríplex no Guarujá (SP), além do pagamento do armazenamento de bens recebidos durante sua passagem pela Presidência da República.

Via WScom

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
16:41

Somente uma intervenção federal para livrar esse país
O vazamento da investigação feita pelo jornalista Lauro Jardim na última semana, através do jornal O Globo, é verídica. Lauro recebeu o material e fez sua parte na condição de jornalista.

Essa conversa toda de perícia em áudio é um factoide para desviar a atenção de um problema mais sério e grave. Muito grave!

De acordo com uma fonte o VAZAMENTO FOI PARA SALVAR O HENRIQUE MEIRELLES.

Qual é a questão?

A Lava Jato promove uma imensa faxina porém até agora prendeu apenas políticos, ex-políticos, empreiteiros, assessores e empresários. Isso não afeta tanto a República.

O objetivo do vazamento da JBS é para parar a investigação.

Henrique Meirelles é o criador do BANCO QUE A JBS TEM. QUEM MONTOU FOI HENRIQUE MEIRELLES.

Assim que MEIRELLES saiu do Banco Central ele foi direto para o Conselho Diretor da JBS.

Toda movimentação desse dinheiro da JBS tanto no Brasil quanto no exterior transitou com a anuência do BANCO CENTRAL.

Como que Pedro Barusco conseguiu movimentar tanto dinheiro sem que ninguém rastreasse?

Todo esse dinheiro que a JBS movimentou até parar no EXTERIOR transitou aqui no BRASIL e no EXTERIOR com anuência dos bancos e do BANCO CENTRAL.

A ideia do grupo que está no bastidor dessa situação toda é bancar o HENRIQUE MEIRELLES como candidato numa eleição indireta para abafar a situação.

Olha a gravidade:

O ministro sabia que o presidente estava sendo investigado e não comunicou.

O sistema blindou o Henrique Meirelles para que a coisa não chegasse nele.

Se a Lava Jato pegar o Meirelles pegará o sistema financeiro.

A ideia é bancar Henrique Meirelles, rifar Michel Temer e salvar o banqueiros da Lava Jato.

Via juntospelobrasil.com

Publicado por: Chico Gregorio