09/03/2026
07:55

Foto: reprodução

Por João Vítor* e Barbara Costa**

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte não foi concessão das elites, nem presente de governos benevolentes. A UERN é fruto direto da luta política, da mobilização popular e, sobretudo, da ação organizada de estudantes, professores e trabalhadores que compreenderam, desde cedo, que educação pública, gratuita e de qualidade é ferramenta de emancipação da classe trabalhadora.

Defender a UERN hoje é dar continuidade a uma história de enfrentamentos contra projetos que sempre tentaram transformar o conhecimento em privilégio e a universidade em mercadoria.

A estadualização da antiga FURRN, conquistada em 1986, é prova viva disso. Nada ali foi simples ou automático. Foram meses de articulação política, caravanas, assembleias e pressão popular. Estudantes e professores ocuparam ruas, praças, rádios e parlamentos porque sabiam que sem estadualização, a universidade não sobreviveria.

Quando, em agosto daquele ano, caravanas saíram da Praça da Catedral em Mossoró rumo a Natal, não iam pedir favores. Iam exigir um direito. A presença estudantil nas mobilizações, acompanhando reuniões, audiências públicas e sessões parlamentares, foi decisiva para que a proposta avançasse simultaneamente na Assembleia Legislativa e na Câmara Municipal. E a estadualização aprovada em setembro de 1986 abriu um novo ciclo de disputas.

Desde então, a história da UERN é atravessada por tentativas recorrentes de privatização, sucateamento e desmonte. Cortes orçamentários, atrasos salariais, discursos de “ineficiência” e propostas de terceirização sempre aparecem como ferramentas do mesmo projeto neoliberal, que reduz o papel do Estado, subordina políticas públicas ao mercado e criminaliza o pensamento crítico.

Em todas essas tentativas, o movimento estudantil esteve presente. Ocupamos reitorias, pressionamos governos, dialogamos com a sociedade e construímos diálogos com sindicatos e movimentos populares. Não por acaso, a UERN se consolidou como uma universidade enraizada na realidade social do Rio Grande do Norte, formando profissionais filhos e filhas da classe trabalhadora que dificilmente teriam acesso ao ensino superior sem a universidade pública.

É justamente por isso que a UERN incomoda.

Em ano eleitoral, os ataques se intensificam. Blogs alinhados à extrema direita, políticos conservadores e setores do bolsonarismo local passaram a mirar a universidade como inimiga ideológica. A estratégia é conhecida, o que eles querem é deslegitimar a produção científica, atacar professores, criminalizar estudantes e preparar o terreno para o desmonte institucional.

Esses ataques chocam frontalmente com as conquistas recentes da universidade, especialmente a autonomia financeira e o fim da lista tríplice para escolha da reitoria. Essas vitórias não caíram do céu. Foram fruto de décadas de luta da comunidade acadêmica e de um compromisso político claro com a educação pública, assumido durante o governo de Fátima Bezerra.

Essas mudanças alteraram a relação da UERN com o Estado, garantindo mais estabilidade, planejamento e respeito à vontade democrática da comunidade universitária. Pela primeira vez, a universidade passou a ter condições reais de se autogovernar, sem chantagens orçamentárias e sem interferências políticas diretas. Com a autonomia financeira conquistada durante o governo de Fátima, a UERN também se transformou, com investimentos em infraestrutura e ampliação de políticas institucionais. Nesse mesmo período, fruto da mobilização histórica do movimento estudantil, houve avanço nos recursos destinados à assistência estudantil, fortalecendo as condições de permanência dos filhos e filhas da classe trabalhadora na universidade.

Hoje, a UERN encontra-se presente em seus 6 campi e 19 polos de educação a distância (EAD), desempenhando um papel fundamental na interiorização do ensino superior no estado. A instalação que hoje oferta 67 cursos de graduação, e ao longo dos seus 57 anos de história, já concedeu mais de 60 mil diplomas, contribuído significativamente para a formação acadêmica e profissional do povo potiguar.

É exatamente esse modelo que está sob ameaça.

A pré-candidatura do atual prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ao Governo do Estado representa um risco à UERN e a tudo o que ela simboliza.

Em Mossoró, Allyson implementou um modelo de gestão marcado pelo endividamento acelerado do município, pela multiplicação de contratos com empresas terceirizadas e pelo esvaziamento de instâncias democráticas. Serviços públicos passaram a ser tratados como oportunidades de negócio, enquanto trabalhadores foram precarizados e silenciados.

Sua relação com a democracia é reveladora. Reduziu drasticamente o duodécimo da Câmara Municipal, fragilizando um poder independente. Arquivou projetos que garantiam eleições diretas em escolas e UEIs. Centralizou decisões e passou a controlar processos que deveriam ser conduzidos por entidades representativas dos trabalhadores. Onde há autonomia, Allyson enxerga ameaça.

Esse histórico importa muito quando falamos de universidade pública.

A UERN conquistou o direito de escolher sua reitoria sem lista tríplice justamente para impedir interferências autoritárias. A autonomia financeira foi pensada para proteger a universidade de governos hostis. Uma eventual chegada de Allyson ao Executivo estadual colocaria essas conquistas sob ataque direto.

Mas o ataque não é apenas institucional. Ele é material, concreto, cruel.

No final de 2025, às vésperas do Natal, a Prefeitura de Mossoró promoveu a demissão de cerca de cerca de 500 estagiários, esse número é apenas de estudantes da UERN, ainda houve das demais universidades da cidade. Jovens que dependiam dessa renda para garantir transporte, alimentação e permanência nos cursos foram descartados sem diálogo, sem transição e sem qualquer política de proteção social.

Esse episódio escancara o projeto em disputa. Para Allyson Bezerra e o bolsonarismo que o sustenta, a permanência estudantil não é prioridade. Para nós, ela é condição básica para que o direito à educação exista de fato.

Não é coincidência que ataques coordenados tenham se intensificado em blogs e redes alinhados à extrema direita. Trata-se de uma ofensiva ideológica que visa preparar o terreno para o desmonte, criminalizando estudantes e tentando isolar a universidade da sociedade.

Nós, do movimento estudantil, afirmamos com clareza que a UERN não será moeda de troca eleitoral nem muito menos laboratório de experiências neoliberais.

A UERN transforma vidas. Ela garante que filhos e filhas da classe trabalhadora ocupem espaços historicamente negados. Ela produz ciência comprometida com o povo, fortalece a cultura popular e forma sujeitos críticos capazes de transformar a realidade ao seu redor.

A história da UERN nos ensinou que nenhum direito foi concedido sem luta, e nenhum será mantido sem resistência. Diante do avanço do bolsonarismo, da extrema direita e do projeto capitalista neoliberal, nossa resposta será organização, mobilização e luta.

A UERN é do povo potiguar. E enquanto houver estudante organizado, ela seguirá sendo espaço de resistência, democracia e transformação social

*É estudante do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas na UERN, militante da Juventude do Partido dos Trabalhadores e do movimento Kizomba.

**É graduada em geografia pela UERN, militante da juventude do partido dos trabalhadores e do movimento kizomba, ex-coordenadora geral do DCE da UERN, diretora da União Estadual dos Estudantes do RN (UEE RN),

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


09/03/2026
07:54

Foto: reprodução

Por Xico Sá*

Faz tempo que Lula e os candidatos do PT não disputam uma eleição tão à vontade, sem precisar dar explicação no boteco, no pastel da feira ou no calçadão da praia.

Daí a peleja obsessiva da oposição — com suas extensões financeiras, agro-feudais e midiáticas — em tentar colar nos petistas qualquer escândalo da praça. Serve qualquer um da temporada.

Repare como tentam desviar a “maior fraude bancária” da história do Brasil, segundo régua do ministro Fernando Haddad (Fazenda), para o lado governista de Brasília.

Criado e cevado sob o Banco Central de Roberto Campos Neto (governo Bolsonaro), o banco Master é só o exemplo mais recente.

O truque midiático é embolar o jogo dos Três Poderes e ligar Lula ao desgaste do STF e eventuais imoralidades dos ministros Toffoli (ex-petista) e Alexandre de Moraes (centro-direita). Seguimos acompanhado o episódio. Veremos em breve o desfecho.

Desde a eleição de Lula em 2006, os candidatos petistas tiveram que dar satisfação no boteco, na feira ou no calçadão da praia. Mesmo que os escândalos como Mensalão, Petrolão e todo o festival lavajatista envolvessem políticos de todas as cores e partidos. Era o ônus natural de ser governo.

Mesmo no triunfo de 2022, a memória das ações jurídicas fraudulentas da República de Curitiba ainda estava viva, muito viva — ao ponto de Jair Bolsonaro ter o ex-juiz Sérgio Moro grasnando no seu ouvido no intervalo dos debates eleitorais da tv.

Março de 2026. A oposição ainda está em busca do seu “mar de lama” e o duto jorrando dinheiro sujo do “JN” é só uma imagem nostálgica no inconsciente da extrema direita brasileira.

Sem um aumentativo escandaloso (Mensalão, Petrolão etc) para fazer sombra no comitê eleitoral, Lula pode ter a sua campanha eleitoral psicologicamente mais tranquila desde 1989. Isso não quer dizer que seja uma disputa fácil. Pelamô.

Na falta de algo infame terminado em “ão”, os inimigos devem insistir no diminutivo Lulinha. Repare que conseguiram quebrar o sigilo bancário do filho do presidente, com o ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça, ainda em fevereiro.

Apostaram alto nesse sonho antigo. Nada de ligações com o Careca do INSS, como desejava a oposição. Apenas um extrato para simples conferência.

*É jornalista. Texto extraído do ICL Notícias.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
10:03

O Polêmica Paraíba juntamente com o Instituto de pesquisa SETA lançam nesta sexta-feira (6), o oitavo levantamento do projeto de pesquisa mais inovador do estado.

Abaixo os pré-candidatos a deputado federal mais citados na pesquisa ,

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de fevereiro, ouvindo 1.500 eleitores paraibanos, distribuídos em 90 municípios de todas as regiões do estado, garantindo uma amostra representativa do eleitorado.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:55

Diferença de Cícero para Lucas cai para 5,7%, revela pesquisa Seta/Polêmica Paraíba
Vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP)|Foto: Divulgação

PoLêmica Paraíba*

A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de fevereiro, ouvindo 1.500 eleitores paraibanos, distribuídos em 90 municípios de todas as regiões do estado, garantindo uma amostra representativa do eleitorado.

O estudo está registrado sob o número PB-03158/2026. O levantamento possui nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A principal mudança desta pesquisa para os levantamentos anteriores, é que a distância entre Cícero Lucena e Lucas Ribeiro que estava em 9% no levantamento de Janeiro, caiu pela metade nos números de fevereiro.

NÚMEROS DA PESQUISA ESTIMULADA

Os números mostram o Prefeito Cícero Lucena na primeira colocação com 30,8% dos votos, seguido de perto pelo Vice-Governador Lucas Ribeiro com 25,1%, com o Senador Efraim Filho fechando o levantamento com 18,5%.

Aqueles que afirmaram que não sabem ou que não responderam em quem irão votar atingiu 16,7%, enquanto os que afirmam que irão votar branco ou nulo são 8,9%.

Instituto Seta

Fundado em 2009, o Instituto Seta é especializado em pesquisas de mercado, opinião pública e análise político-eleitoral, consolidando-se como referência no Nordeste, realizando centenas de levantamentos com metodologia rigorosa e compromisso ético, em conformidade com a legislação. Seu diretor-geral, Daniel Menezes, é cientista político (UFRN) com doutorado em Ciências Sociais e vasta experiência em campanhas eleitorais.

Os 90 municípios visitados neste levantamento foram:

Alagoa Grande, Areia, Bananeiras, Bonito De Santa Fé, Cachoeira Dos Índios, Cajazeiras, São João Do Rio Do Peixe, São José De Piranhas, Campina Grande, Lagoa Seca, Queimadas, Boa Vista, Camalaú, Monteiro, Serra Branca, Sumé, Barra De Santana, Barra De São Miguel, Boqueirão, São João Do Cariri, Belém Do Brejo Do Cruz, Brejo Do Cruz, Catolé Do Rocha, Jericó, São Bento, Barra De Santa Rosa, Cuité, Pocinhos, Remígio, Soledade, Olivedos, Araruna, Cacimba De Dentro, Solânea, Esperança, São Sebastião De Lagoa De Roça, Montadas, Areial, Alagoinha, Araçagi, Belém, Cuitegi, Guarabira, Pirpirituba, Gurinhém, Ingá, Itabaiana, Mogeiro, Boa Ventura, Conceição, Diamante, Itaporanga, São José De Caiana, Bayeux, João Pessoa, Santa Rita, Cuité De Mamanguape, Curral De Cima, Jacaraú, Mamanguape, Mataraca, Alhandra, Pedras De Fogo, Patos, Coremas, Nova Olinda, Piancó, Santana Dos Garrotes, Mari, São Miguel De Taipu, Sapé, Sobrado, Junco Do Seridó, Santa Luzia, São Mamede, Baraúna, Juazeirinho, Picuí, Seridó, Imaculada, Manaíra, Princesa Isabel,
Teixeira, Nazarezinho, Paulista, Pombal, São José Da Lagoa Tapada, Sousa, Aroeiras e Umbuzeiro.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:35

Pepe Escobar

247 – O jornalista e analista geopolítico Pepe Escobar afirmou que a atual guerra no oeste da Ásia pode marcar uma virada histórica no sistema internacional e acelerar o fim do petrodólar, base da hegemonia financeira dos Estados Unidos nas últimas décadas. A avaliação foi feita em entrevista concedida à TV 247, em conversa conduzida pelo jornalista Leonardo Attuch.

Durante a entrevista, Escobar argumentou que a reação militar do Irã surpreendeu Washington e Tel Aviv e expôs vulnerabilidades estruturais da presença estratégica americana na região. Para ele, a resposta iraniana foi planejada ao longo de meses e executada com rapidez suficiente para alterar o equilíbrio do conflito.

Segundo o analista, a guerra segue duas “estradas paralelas” que não se encontram: de um lado, a estratégia de resistência total do Irã; de outro, a tentativa dos Estados Unidos e de Israel de manter o controle do sistema regional. Na visão de Escobar, a reação iraniana demonstrou que o país estava preparado para atingir alvos estratégicos ligados aos interesses americanos.

“Se vocês nos atacarem, nós vamos atacar tudo de volta. Tudo significa todo o nó dos interesses americanos e israelenses no oeste da Ásia inteiro”, afirmou Escobar ao explicar a lógica militar anunciada previamente por Teerã.

Estratégia iraniana mira infraestrutura estratégica dos EUA

De acordo com Escobar, o Irã respondeu rapidamente aos ataques iniciais e passou a atingir bases militares, radares e centros logísticos ligados à presença dos Estados Unidos na região.

Ele destacou que um dos principais objetivos foi neutralizar sistemas de radar e vigilância instalados em países do Golfo. Segundo o analista, a destruição ou desativação desses sistemas comprometeria a capacidade de coordenação militar americana.

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:29

Foto reprodução.
Júlia Augusta de Medeiros (Caicó, 1896-1972) foi uma educadora, jornalista, política e ativista pioneira no Rio Grande do Norte, destacando-se como uma das primeiras mulheres a votar no Brasil (1928) e a primeira vereadora de Caicó. Defensora dos direitos femininos, colaborou com o “Jornal das Moças” e atuou intensamente no Seridó, desafiando normas patriarcais.
Principais Feitos e Vida:
  • Pioneirismo Político: Em 1928, alistou-se e votou, correspondendo-se com Bertha Lutz.
  • Vereadora: Exerceu dois mandatos (1951-1958) na Câmara Municipal de Caicó, atuando com coragem e discursos inflamados.
  • Educação e Gestão: Foi professora e atuou na administração do Hospital do Seridó por volta de 1940.
  • Atuação Social: Conhecida por dirigir seu próprio automóvel e por lutar pela educação feminina.
  • Legado: Após anos de esquecimento, sua história está sendo resgatada como símbolo de resistência no sertão potiguar.
Júlia mudou-se para Natal em 1960, onde faleceu em 1972, deixando um legado de coragem e emancipação feminina.

Júlia Medeiros: pioneira na educação, no jornalismo e na política do Seridó

Nascida em 1896 na zona rural de Caicó, no sertão do Rio Grande do Norte, Júlia Augusta de Medeiros destacou-se desde a infância por sua formação escolar rara para uma menina do interior nordestino no início do século XX. Filha de um fazendeiro com visão progressista, foi letrada por um mestre-escola ainda na fazenda e enviada à capital, Natal, para continuar os estudos. Lá, viveu com um professor amigo da família e cursou o Colégio Nossa Senhora da Conceição. Ao se formar, retornou à sua cidade natal com o sonho de ensinar. Ingressou como professora efetiva no Grupo Escolar Senador Guerra, onde lecionou por mais de duas décadas, tornando-se referência educacional na região.

Em uma época em que as mulheres eram privadas de voz pública, Júlia Medeiros não apenas rompeu o silêncio como o enfrentou de frente. Foi redatora e colaboradora do Jornal das Moças e da revista Pedagogium, onde publicou textos que discutiam com clareza e coragem o papel social da mulher, o direito ao voto e a necessidade de uma educação igualitária entre os sexos. Seu artigo “A missão da mulher”, de 1925, propunha uma atuação feminina que fosse além do lar, sem negar os valores do cuidado e da ética, e já trazia elementos de um pensamento feminista moldado pelas limitações do seu tempo.

A ousadia de Júlia não estava apenas no que escrevia. Foi também oradora em eventos públicos, redigiu peças teatrais, dirigiu o próprio automóvel — atitude ousada e inédita no Seridó — e recusou um pedido de casamento, optando por permanecer solteira num tempo em que isso era socialmente malvisto. Em 1928, tornou-se uma das primeiras mulheres do Brasil a se alistar como eleitora e a votar, recebendo um telegrama de felicitação da sufragista Bertha Lutz, com quem manteve correspondência. Também exerceu dois mandatos como vereadora em Caicó, entre 1951 e 1958.

Mesmo com toda sua contribuição à educação, ao jornalismo e à política, Júlia Medeiros terminou seus dias no esquecimento — destino comum a tantas mulheres que desafiaram as normas de sua época. A reconstituição de sua trajetória, portanto, é também um ato de justiça histórica: devolver visibilidade a uma mulher que abriu caminhos em múltiplas frentes e permanece como símbolo de resistência, intelectualidade e pioneirismo feminino no sertão potiguar.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:16

Feliz Dia da Mulher: mensagens para homenagear com carinho ...

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:11

Lula nos braços do povo em Curitiba. #BrasilDaEsperança ...

G1 – Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (7) pelo jornal “Folha de S.Paulo” aponta que Lula (PT) segue à frente em todos os cenários de 1º turno das eleições para presidente em 2026. Sua vantagem, no entanto, está em queda.

O instituto testou cenários do presidente contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador do PR, Ratinho Junior (PSD), o governador de MG, Romeu Zema (Novo), o governador de GO, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o governador do RS, Eduardo Leite (PSD).

Outros nomes na pesquisa são Renan Santos, do Missão, e Aldo Rebelo, do Democracia Cristã. Há um cenário em que o Datafolha também testa o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em um cenário sem Lula.

O instituto ouviu 2.004 eleitores de 16 anos ou mais entre segunda-feira (3) e quinta-feira (5), com moradores de 137 municípios. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos e o nível de confiança é de 95%.

Veja os números:

Cenário 1

  • Lula (PT) – 39%
  • Romeu Zema (Novo) – 5%
  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) – 21%
  • Ratinho Junior (PSD) – 11%
  • Renan Santos (Missão) – 3%
  • Aldo Rebelo (DC) – 2%
  • Em branco/nulo/nenhum – 15%
  • Não sabe – 4%

Cenário 2

  • Lula (PT) – 38%
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 32%
  • Romeu Zema (Novo) – 4%
  • Ratinho Junior (PSD) – 7%
  • Renan Santos (Missão) – 3%
  • Aldo Rebelo (DC) – 2%
  • Em branco/nulo/nenhum – 11%
  • Não sabe – 3%

Cenário 3

  • Lula (PT) – 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 33%
  • Romeu Zema (Novo) – 5%
  • Ronaldo Caiado (PSD) – 4%
  • Renan Santos (Missão) – 3%
  • Aldo Rebelo (DC) – 2%
  • Em branco/nulo/nenhum – 12%
  • Não sabe – 3%

Cenário 4

  • Lula (PT) – 39%
  • Flávio Bolsonaro (PL) – 34%
  • Romeu Zema (Novo) – 4%
  • Eduardo Leite (PSD) – 3%
  • Renan Santos (Missão) – 3%
  • Aldo Rebelo (DC) – 2%
  • Em branco/nulo/nenhum – 12%
  • Não sabe – 3%

Cenário 5

  1. Fernando Haddad (PT) – 21%
  2. Flávio Bolsonaro (PL) – 33%
  3. Romeu Zema (Novo) – 5%
  4. Ratinho Junior (PSD) – 11%
  5. Renan Santos (Missão) – 4%
  6. Aldo Rebelo (DC) – 2%
  7. Em branco/nulo/nenhum – 20%
  8. Não sabe – 4%

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:02

Francisco do PT (@franciscodopt) • Facebook

Em entrevista ao programa Frente a Frente deste sábado (07), na Rádio Rural AM de Parelhas, o deputado estadual Francisco do PT afirmou que sua prioridade política no momento é disputar a reeleição para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. No entanto, o parlamentar também deixou claro que poderá colocar seu nome à disposição caso o Partido dos Trabalhadores entenda que ele reúne condições para disputar uma eventual eleição suplementar para o Governo do Estado.

Durante a entrevista, Francisco destacou que o nome defendido atualmente pelo PT para um possível “governo tampão” é o do secretário estadual Cadu Xavier. Segundo ele, o partido reivindica o direito de concluir o mandato que foi concedido nas urnas à governadora Fátima Bezerra.

O deputado explicou que ainda não existe maioria consolidada na Assembleia Legislativa para definir quem assumiria um eventual mandato tampão. De acordo com ele, as articulações políticas seguem em andamento entre os diversos grupos políticos do estado.

Mesmo reafirmando que é pré-candidato à reeleição para deputado estadual, Francisco disse que sempre colocou o projeto coletivo do partido acima de interesses pessoais. Por isso, não descarta atender a uma eventual convocação da legenda.

“Sou pré-candidato a deputado estadual, mas se houver necessidade e se meu nome ajudar a unir e facilitar a construção de um mandato tampão para concluir o governo da professora Fátima, eu não vou fugir dessa responsabilidade”, afirmou.

Francisco também ressaltou que não se apega a cargos públicos e que encara os mandatos como missão política. Segundo ele, ao longo da vida pública sempre priorizou decisões coletivas do partido.

Apesar de seu nome já ser citado nos bastidores políticos como possível alternativa, o parlamentar reforçou que, neste momento, o candidato defendido pelo PT para a disputa do governo é Cadu Xavier.

Marcos Dantas

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
09:01

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que um eventual governo do parlamentar poderá propor novas mudanças nas áreas previdenciária e trabalhista — temas que historicamente atingem diretamente os direitos dos trabalhadores.

A declaração foi dada em entrevista à Folha de S. Paulo. Marinho, que foi ministro no governo Bolsonaro e um dos articuladores da reforma trabalhista, disse que a equipe responsável pelo programa de governo já discute propostas para diferentes áreas, incluindo política fiscal, educação, segurança hídrica e terras indígenas.

O senador também revelou conversas recentes com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto sobre diretrizes econômicas.

Nos bastidores, o anúncio de possíveis novas reformas trabalhista e previdenciária acende o alerta entre especialistas e representantes sindicais, que veem nas propostas uma tendência de flexibilização de direitos e redução de garantias para os trabalhadores — agenda que marcou o período bolsonarista.

O documento com as primeiras diretrizes do programa deve ser apresentado em 30 de março.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
08:55

O Rio Grande do Norte dá mais um passo para se consolidar como novo polo da mineração de ouro no Brasil. A Aura Minerals Inc. anunciou a assinatura de um acordo de cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a realocação de um trecho de rodovia federal que atravessa a área da mina Borborema, no estado.

O entendimento permite que a empresa avance na conversão de uma parte significativa dos Recursos Minerais Indicados em Reservas Minerais Prováveis, ampliando em 82% a base de reservas do projeto, que agora chega a cerca de 1,5 milhão de onças de ouro.

A companhia também concluiu a atualização do Estudo de Viabilidade do projeto Borborema, apontando números robustos para a operação. As reservas prováveis foram estimadas em 40,7 milhões de toneladas de minério, com teor médio de 1,13 g/t de ouro, totalizando aproximadamente 1,47 milhão de onças.

Segundo Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura Minerals, o acordo com o DNIT representa um marco para acelerar o crescimento do projeto. “Borborema demonstra perfeitamente nossa estratégia: iniciar a produção o mais rápido possível, gerar fluxo de caixa positivo em um ambiente de risco reduzido e, em seguida, destravar ainda mais potencial de crescimento”, afirmou.

O estudo aponta ainda uma vida útil estimada da mina de 20 anos e cinco meses, com produção média anual de cerca de 65 mil onças de ouro.

Do ponto de vista econômico, o projeto apresenta indicadores expressivos: valor presente líquido (VPL) de US$ 612,5 milhões e taxa interna de retorno (TIR) de 42,8%, considerando preço médio do ouro de US$ 2.274 por onça.

A Aura destaca que o depósito de Borborema permanece aberto para novas explorações, o que pode ampliar ainda mais as reservas. Com o avanço do projeto e novos investimentos na mineração, o Rio Grande do Norte fortalece sua posição no mapa nacional da produção de ouro, atraindo atenção do setor mineral e consolidando a região como área estratégica para expansão da atividade no país.

Junior Mining Network
Aura Minerals registra resultados recordes em 2025
A Aura Minerals encerrou 2025 com desempenho histórico, impulsionado pela maior produção e pela valorização do ouro. A companhia registrou EBITDA ajustado anual de US$ 547 milhões, com preço médio do metal de US$ 3.446 por onça. No quarto trimestre, o resultado também foi recorde, com US$ 207 milhões de EBITDA ajustado, a um preço médio de US$ 4.090 por onça.

Para o presidente e CEO da empresa, Rodrigo Barbosa, o período marcou uma virada para a companhia.
“2025 foi um ano transformacional para a Aura. Concluímos a construção e iniciamos a produção comercial de Borborema dentro do prazo e do orçamento, além de registrar produção recorde ao longo do ano.”

Entre os marcos do período estão ainda a aquisição da MSG, a listagem da empresa na Nasdaq e o aumento da liquidez das ações, que passaram a registrar volume médio diário próximo de US$ 100 milhões, com inclusão em 58 ETFs.

A empresa também avançou em projetos de expansão, incluindo obras iniciais em Era Dorada e a licença para realocação da rodovia em Borborema, considerada estratégica para ampliar as reservas.

Sobre as perspectivas, Barbosa afirma:
“Estamos apenas no início. Demos passos decisivos para superar 600 mil onças equivalentes de ouro por ano, enquanto seguimos identificando novas oportunidades de crescimento.”

com informações da https://www.brasilmineral.com.br

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
08:53

Fotos: Joana Lima

A governadora Fátima Bezerra participou do Encontro de Administradores do Banco do Nordeste (BNB) 2026, em uma roda de conversa dedicada a liderança, alta performance e saúde mental. Durante o encontro, a chefe do Executivo potiguar compartilhou sua trajetória: “Da sala de aula ao governo, aprendi que liderar é escutar, ter empatia e cuidar de gente”, destacou.

O evento também reuniu profissionais inspiradores como Ana Teresa de CarvalhoRenata RivettiJuliana BleySavia Gavazza e Vitor Martins, que participaram das discussões sobre estratégias de liderança e bem-estar no ambiente de trabalho.

Fátima Bezerra aproveitou a ocasião para reforçar o orgulho pelo Rio Grande do Norte, campeão do Programa de Ação do BNB em 2025, resultado de uma parceria estratégica que injetou R$ 3,07 bilhões na economia estadual. Segundo a governadora, a conquista é fruto da dedicação, competência e comprometimento da equipe do BNB no estado.

O encontro destacou, ainda, a importância de iniciativas que promovam o desenvolvimento econômico do Nordeste, aliando liderança, inovação e cuidado com as pessoas.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
08:45

Foto: Divulgação Igarn

 

Desde que as chuvas chegaram ao Sertão do Rio Grande do Norte, a partir da segunda quinzena de fevereiro, os reservatórios públicos monitorados pelo Governo do Estado receberam 100 milhões de metros cúbicos de água. Os dados são das últimas coletas feitas pelo Instituto de Gestão de Águas (IGARN), órgão responsável pelo monitoramento de 69 açudes e barragens nas principais bacias hidrográficas do RN.

A recarga ocorre no momento em que 75 municípios estão em situação emergencial reconhecida pela Defesa Cívil, tendo como fator a seca em estágio extremo, isto é, quando há forte impacto social e econômico causado pela escassez hídrica na região.

O volume produzido pelas chuvas de fevereiro e início de março encheu pequenos reservatórios, reforçou as reservas de açudes de médio porte e dobrou o volume de Oiticica, segunda maior barragem do RN. Oiticica tem capacidade para armazenar 742,6 milhões de metros cúbicos. Nesta sexta-feira (06), ela armazenava 214,1 milhões, 28,8% da capacidade.

No total, 40 reservatórios públicos receberam recargas. Em Serra Negra do Norte, o sistema de abastecimento gerido pela prefeitura foi restabelecido depois que as chuvas encheram o complexo de 10 barragens, criando uma calha de 28 quilômetros de água no leito do Rio Espinharas.

As barragens Armando Ribeiro Gonçalves, em Itajá; Santa Cruz, em Apodi, e Umari, no município de Upanema – não tiveram volumes elevados pelas chuvas. Responsável pelo fornecimento de água para 500 mil pessoas em 38 municípios atendidos pela CAERN, além de projetos de irrigação no Vale do Açu, a Armando Ribeiro está com menos de 1 bilhão de metros cúbicos – 997,6 milhões -, conforme aferição feita nesta sexta-feira (06).

Santa Cruz acumula 320,5 milhões (53,4%). E Umari, fonte de captação de carros-pipa que levam água para municípios em situação de emergência, 143,6 milhões (49,0%). As reservas hídricas superficiais totais do RN acumulam 2,06 bilhões de m³,  39,0% da capacidade total, que é de 5,29 bilhões.

Águas da transposição

O planejamento estratégico dos órgãos governamentais que cuidam dos recursos hídricos para 2026 prevê a entrada em Oiticica da segunda cota da transposição, que é de 93 milhões. A primeira, de 47 milhões, ocorreu no segundo semestre de 2025.

“Estamos vendo isso, mas a tendência é receber uma nova cota de água do PISF porque nossas reservas acumulam hoje 39% da capacidade de armazenamento. E pode ser que o volume de chuvas em março e abril não corresponda ao que estamos esperando. Além do mais, a Barragem Armando Ribeiro vem perdendo água progressivamente”, diz o diretor presidente do IGARN, Procópio Lucena, lembrando que a barragem do Assú, como a Armando Ribeiro era conhecida anteriormente, é responsável por uma boa fatia do PIB potiguar.

“O volume armazenado nela atualmente equivale a 42% da capacidade. Então, vamos acumular tudo o que puder em Oiticica para depois fazer uma gestão compartilhada, de forma a garantir água para as duas, gerando riqueza, emprego, renda, segurança alimentar, enfim, desenvolvimento”, defende Procópio.

Sobre as chuvas registradas nas duas últimas semanas de fevereiro e nos primeiros dias de março, o diretor do IGARN afirma que elas foram importantes também para mudar o cenário no campo. “Ocorreram coisas maravilhosas em algumas regiões. Os riachos desceram com água, pequenos açudes encheram, cisternas receberam água da chuva, os animais podem matar a sede nos açudes e barreiros… Então, melhorou muito a situação, tanto na área urbana como na zona rural de pequenos municípios”, comemora Procópio.

O Rio Grande do Norte tem cerca de 25 mil espelhos d’água e 80 mil cisternas, que são instrumentos importantes nas ações de convivência com a seca.

Publicado por: Chico Gregorio


08/03/2026
08:40

Foto: reprodução

Carlos Madeiro

UOL

O Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) deu sinal verde para a empresa canadense Aura Minerals relocar trecho da BR-226 para explorar o ouro no subsolo do traçado da rodovia na altura do município de Currais Novos, sertão do Rio Grande do Norte.

Segundo a empresa, existem 670 mil onças troy de ouro escondidas embaixo da estrada, que serão mineradas dentro do projeto Borborema. Isso equivale a 20,8 toneladas, já que cada onça troy representa 31,1 gramas. Com a mudança de rota da BR, o projeto prevê agora retirar 1,5 milhão de onças de ouro durante duas décadas, que deve render mais de R$ 16 bilhões, ou cerca de US$ 3,06 bilhões.

A Aura adquiriu a mina em 2022, dois anos após estudo de viabilidade. Após período inicial, ela começou a produção comercial em setembro de 2025 e garantiu a extração de 15,7 mil onças no último trimestre do ano.

“Esse acordo representa um marco importante que acelera de forma significativa a geração de valor em Borborema”, disse Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura, em comunicado ao mercado no último dia 26.

A vida útil estimada da mina é de 20 anos e 5 meses, período em que a empresa espera ter receita líquida de US$ 3,06 bilhões (cerca de R$ 16 bilhões em valor atual). Para isso, ela leva em conta um preço médio do ouro de US$ 2.274 da onça ao longo de todos os anos operacionais.

Como o preço do ouro sofre variações, esse valor pode mudar significativamente. Hoje, o preço do ouro está perto de máximas históricas e com tendência de alta, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e a busca das pessoas por proteção em seu patrimônio.

Nesta semana, a onça de ouro estava avaliada no mercado internacional por US$ 5.155, segundo o portal de cotações do UOL.

Vista por satélite da região onde está o projeto Borborema
Imagem: Google Maps

O que diz o Dnit

A BR-226 perderá 5,3 km de seu traçado original, entre os quilômetros 146 e 150. No trecho há ainda duas linhas de telecomunicações em fibra óptica (uma aérea e uma subterrânea) e uma linha de energia. O novo trecho a ser construído será um pouco mais longo, com 6 km de extensão.

O Dnit informou à coluna que o acordo de cooperação técnica está em fase de assinatura entre as partes.

O novo traçado, diz, “será integralmente custeado pela empresa proponente, responsável pela elaboração dos projetos, execução das obras e serviços necessários, não resultando em qualquer ônus financeiro — direto ou indireto — para o Dnit”.

“Informamos ainda que a alteração somente será efetivada após a conclusão e liberação total do novo segmento da rodovia, garantindo a continuidade do tráfego e evitando prejuízos à população usuária da BR”, diz comunicado ao UOL.

De acordo com o cronograma da Aura, o tempo estimado para execução da obra é de 14 meses, com previsão de início em 14 de abril e entrega prevista para 30 de maio de 2027. Serão escavados no local um total de 327,8 mil m³.

Números do projeto Borborema

O projeto Borborema consiste em três concessões de lavra para exploração de ouro em uma área total de 29 quilômetros quadrados. Ele consiste em uma mina a céu aberto com exploração até 300 metros abaixo da superfície.

A mina apresenta uma alta taxa média de recuperação metalúrgica, de 92,1%, ou seja: de cada 100 gramas de metal contido no minério que entra na planta, 92,1 gramas são efetivamente recuperados na forma de concentrado ou produto final.

Os depósitos de ouro ocorrem dentro do chamado cinturão Seridó, uma área onde hoje está o Seridó Geoparque da Unesco, oficializado em abril de 2022 e que reúne seis municípios (Acari, Carnaúba dos Dantas, Cerro Corá, Currais Novos, Lagoa Nova e Parelhas) e seus sítios históricos de importância internacional.

Segundo relatório de operação de 2025, a companhia possuía 198 mil onças já extraídas do projeto. Ao final de 2025, o custo operacional do projeto foi de US$ 1.009 por cada onça retirada,

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do último ano foi de US$ 76,5 milhões.

Exploração antiga

O ouro na região de Currais Novos já era conhecido desde a década de 1940, quando garimpeiros descobriram o metal. Entre as décadas de 1970 e 1990, a empresa Xapetuba operou no local, mas o projeto acabou encerrado.

O geólogo e técnico em mineração do Seridó Geoparque Mundial da Unesco, Silas Samuel dos Santos Costa, explica que a mina era chamada de São Francisco, e atingiu seu auge de exploração entre os anos 1970 e 1980.

“Por conta da crise e da falta de água, a empresa não conseguiu mais fazer o beneficiamento do ouro, e a mina ficou parada muito tempo”, diz.

Ele explica que, para a nova fase da exploração, a Aura precisará de um novo licenciamento ambiental. Assim como toda atividade de mineração, ela causa impactos nas comunidades vizinhas. “Os impactos são a emissão de ruídos, poeira e ultravibração por conta do desmonte de rochas com explosivos”, diz.

“Falta uma relação maior com o Geoparque. A empresa nunca procurou o consórcio de municípios para uma governança responsável, para que se possa desenvolver a questão de compensação ambiental e programas de educação ambiental.”

Um lado positivo da empresa é que a água usada para beneficiamento do ouro é reaproveitada. “Eles fizeram tubulação do centro da cidade, que vai por 27 quilômetros até chegar na mina, onde eles têm um local para tratar esse esgoto”, explica.

Ao chegar na mina, o esgoto bruto entra na estação de tratamento do projeto. “Lá, eles tiram os resíduos sólidos para a água ser utilizada no beneficiamento do ouro. Ambientalmente, esse é um aspecto positivo”, diz.

Desde o início de fevereiro a coluna tenta conversar com algum responsável pela Aura, mas não houve indicação de fonte. A prefeitura de Currais Novos também foi procurada, mas não respondeu aos pedidos de entrevista. O espaço segue aberto, e a reportagem será atualizada em caso de retorno.

Publicado por: Chico Gregorio


07/03/2026
11:23

Fátima Bezerra é a governadora eleita mais votada da ...
As buscas não especificam um número exato de prefeitos apoiando Fátima Bezerra no início da campanha de 2018. No entanto, os resultados demonstram a força de sua candidatura, indicando que ela ganhou em 149 das 167 cidades do Rio Grande do Norte (RN) nas eleições de 2018.

Fatos relevantes sobre os apoios na eleição de 2018:
  • Votação expressiva: Fátima Bezerra (PT) obteve mais de 1 milhão de votos, consolidando a vitória no segundo turno com 57,5% dos votos válidos contra Carlos Eduardo (PDT).
  • Apoio partidário: Ela teve o apoio de pelo menos metade dos deputados da Assembleia Legislativa do RN, refletindo uma articulação política com lideranças regionais.
  • Ampla votação no interior: A vitória em 149 municípios sugere que a maioria dos prefeitos e lideranças municipais apoiaram ou alinharam-se com sua campanha ao longo da disputa.
Nota: As pesquisas focam mais no resultado da votação e alinhamento político partidário do que em uma lista nominal de prefeitos apoiadores.

Publicado por: Chico Gregorio