
A senadora Damares Alves(Republicanos-DF), integrante da CPMI que apura as fraudes no INSS, afirmou neste domingo que a comissão parlamentar tem sofrido pressões de pessoas e instituições que buscam atrapalhar as investigações por terem identificado líderes religiosos influentes como parte do esquema.
Segundo a parlamentar, há “grandes igrejas” e “grandes pastores” envolvidos nos desvios ilegais.
“Estão tentando atrapalhar as investigações) O tempo todo. Vou falar algo que me machuca muito. Nós estamos identificando igrejas nos esquemas de fraudes aos aposentados. E quando se fala de um grande pastor, vem a comunidade: “não falem, não digam, não investiguem, porque os fiéis vão ficar muito tristes” — afirmou a senadora, em entrevista concedida ao SBT News, ao ser questionada sobre se há tentativas de atravancar os trabalhos.
Damares apontou que, por conta disso, a CPMI tem sido alvo de lobbys contra o avanço das investigações. Ela também ressaltou que o trabalho dos parlamentares tem superado suas próprias expectativas.
PRORROGAÇÃO DA CPMI
Para 2026, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que os parlamentares vão realizar, em fevereiro, o “primeiro balanço” do relatório preliminar sobre as atividades da comissão no ano passado.
O prazo de encerramento da CPMI está previsto para março, mas Viana defendeu a prorrogação dos trabalhos do grupo por mais 60 dias, por avaliar que a data não é suficiente para analisar os documentos recebidos e ouvir todos os depoentes que ainda são esperados.
Fonte: O Globo

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Ao manter sua pré-candidatura ao Senado mesmo após o vice Walter Alves afirmar que não pretende assumir o governo caso haja desincompatibilização, Fátima Bezerra preserva o último lance da política potiguar. Nada se fecha antes de sua decisão final. O tabuleiro só estará completo quando a governadora disser, de forma inequívoca, se será candidata ou se permanecerá no cargo até o fim do mandato. Até lá, todos jogam em função desse movimento — inclusive ela, que atua para construir uma composição mais vantajosa aos seus interesses eleitorais.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) revisou o entendimento anteriormente adotado sobre a possibilidade de acumulação de cargos públicos com o exercício do mandato eletivo de vereador. A decisão foi tomada pelo Pleno da Corte ao julgar Procedimento de Revisão de Interpretação das Consultas nº 006623/2013-TC e nº 001162/2016-TC.
