El País
“Tudo está em seu lugar, graças a Deus, graças a Deus!”, cantarolou Carlos Marun (PMDB-MS) performando uma dancinha para comemorar o fato de a Câmara barrar uma segunda apuração criminal contra o presidente Michel Temer. Apenas algumas semanas depois, Marun, que foi da tropa de choque de Eduardo Cunha e é ligado a um ex-governador investigado pela Polícia Federal, deve chegar ao deve chegar ao topo de sua carreira política. Aos 57 anos, ele deve ser anunciado nesta quarta-feira como o novo ministro da Secretaria de Governo por conta de minirreforma ministerial que Temer promoverá até meados de dezembro e deve mexer em 4 de seus 28 ministérios. Indicado pela bancada do PMDB para a pasta responsável pela articulação com o Congresso Nacional, Marun deverá substituir Antônio Imbassahy (PSDB-BA) que pode migrar para o ministério da Transparência (a antiga CGU) ou para o dos Direitos Humanos. Outro nome que está certo na Esplanada dos Ministérios é o do deputado Alexandre Baldy (PP-GO). Ele irá para o ministério das Cidades, em substituição ao demissionário Bruno Araújo (PSDB-PE), e deve ser nesta semana.

Com a decisão do TRF do Rio de Janeiro em não acatar a deliberação da maioria da Assembleia do Rio de Janeiro em determinar a soltura dos três deputados estaduais presos e decretar novamente a prisão dos parlamentares, juristas brasileiros estão alegando que setores da Justiça Federal com segmentos do Ministério Público Federal estão querendo criar uma crise institucional que justifique uma intervenção militar.







