22/06/2026
09:15

foto: divulgação
foto: divulgação/Adriany Santos

Paraíba – A movimentação para as eleições de 2026 na Paraíba ganhou novos capítulos após declarações do ex-governador João Azevêdo (PSB), que deixou o comando do Estado para disputar uma vaga no Senado Federal. Ao comentar o cenário da sucessão estadual, João destacou a evolução política do atual governador Lucas Ribeiro (PP) e afirmou que o aliado chega fortalecido à corrida eleitoral.

Segundo Azevêdo, o quadro eleitoral mudou significativamente desde o início das articulações. Ele lembrou que Lucas aparecia atrás dos principais concorrentes nas primeiras projeções, mas avalia que o cenário atual é outro. “Começou uma campanha em que ele não tinha, ainda, quando se começou, quando Cícero se lançou, Efraim se lançou, Lucas era um terceiro lugar. Ele não tinha perspectiva sequer de estar no segundo lugar no segundo turno. Hoje, a figura é completamente diferente. A certeza de estar no segundo turno já é total”, declarou em entrevista ao podcast A Tal da Política, com o comunicador Rudney Araújo.

Questionado sobre se o desempenho inicial de Lucas nas pesquisas chegou a causar preocupação, João negou qualquer apreensão e afirmou que o momento decisivo de crescimento eleitoral ocorre mais próximo da votação. “Não, em nenhum momento. Em nenhum momento. Eu vivi duas campanhas para governador e participei de outras ajudando, e eu como engenheiro gosto muito de números. E a hora de crescimento é na proximidade da eleição. Não adianta você estar há um ano atrás com 50% sem nenhum concorrente”, afirmou.

As declarações acontecem em meio a especulações nos bastidores sobre possíveis divergências dentro da base governista. Apesar dos rumores, a composição defendida pelo grupo segue tendo Lucas Ribeiro como candidato à reeleição ao Governo do Estado, João Azevêdo na disputa pelo Senado e o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), como outra aposta para a Câmara Alta.

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:57

Imagem
A parcialidade do André Mendonça ta dando na vista demais. Ele quer construir a Lava Jato 2.0 . Nem os 60 milhões do Vorcaro pro Flavio Bolsonaro fizeram ele mandar a PF fazer busca e apreensão no Gabinete dele.

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:49

Foto: reprodução

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) ultrapassou todos os limites do debate público ao insinuar, em vídeo publicado neste domingo (21), que facções criminosas estariam influenciando desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) no processo de promoção do juiz Henrique Baltazar.

Os questionamentos sobre o caso são legítimos. O Dr. Henrique Baltazar é o magistrado mais antigo entre os aptos à vaga aberta em outubro de 2025 e a legislação prevê que a promoção seja concluída em até 40 dias. Ao longo do processo, no entanto, ocorreram desdobramentos que levaram ao adiamento da votação da promoção do juiz.

A demora não tem a ver com nenhum boicote dos magistrados nem com teorias conspiratórias difamatórias, como a citada pelo Sargento Gonçalves. O caso envolve um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra o magistrado pelo suposto descumprimento de decisões judiciais superiores, procedimento que resultou posteriormente em um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

Na última quarta-feira (17), quando os desembargadores iriam deliberar sobre a promoção, surgiram fatos novos relacionados justamente ao procedimento disciplinar que deu origem ao TAC. Por essa razão, a defesa do juiz recebeu prazo para acessar as informações e apresentar manifestação antes da continuidade do julgamento.

Pode-se concordar ou discordar da condução do processo. O próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) se manifestou na última quinta-feira (18), através da conselheira Jaceguara Dantas, determinando que a presidência do TJRN marcasse, em até 24 horas, uma nova data para a sessão que analisará a promoção de Henrique Baltazar.

O que não se pode fazer é insinuar, sem qualquer prova, que desembargadores estejam atuando sob influência do crime organizado. A insinuação do Sargento Gonçalves é gravíssima, irresponsável e indefensável.

O TJRN está sujeito a críticas, cobranças e ao escrutínio público, como qualquer instituição, mas a escolha de desembargadores é atribuição constitucional e regimental do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. O Dr. Henrique Baltazar pode ser promovido ou não, mas essa é uma decisão que cabe aos magistrados.

Defender o nome do juiz, cobrar celeridade e questionar a demora é legítimo. O que não é legítimo é tentar constranger o processo por meio de acusações sem provas. Henrique Baltazar construiu sua trajetória no combate ao crime organizado e conquistou respeito dentro e fora da magistratura. Justamente por isso, a discussão sobre sua eventual promoção deve ocorrer com seriedade, transparência e respeito ao devido processo legal.

A votação deverá ocorrer no dia 1º de julho, segundo anunciou o TJRN. Até lá, é natural que existam debates sobre um processo que já vem se alongando há bastante tempo, mas o que não é aceitável é transformar uma questão jurídica complexa em suspeitas infundadas contra toda uma instituição.

Neste episódio, Sargento Gonçalves ultrapassou a fronteira entre a crítica legítima e a acusação irresponsável. Para piorar, ele fez isso sem apresentar uma única prova que sustente uma insinuação tão grave. O parlamentar, repita-se, passou de todos os limites.

BG

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:46

Brunão fez único gol da partida | Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC saiu na frente na disputa por uma vaga na próxima fase da Série D. Neste domingo (21), o Mais Querido venceu o Altos por 1 a 0, em Teresina, pelo jogo de ida do mata-mata.

O gol da vitória foi marcado por Brunão nos acréscimos do segundo tempo. O atacante, que havia desperdiçado uma boa chance minutos antes, acertou um chute de fora da área e garantiu o triunfo alvinegro.

Com o resultado, o ABC joga por um empate na partida de volta para avançar à próxima fase. O confronto decisivo será no próximo domingo (28), às 16h, na Arena das Dunas.

Confira o gol da vitória do ABC:

BG***

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:41

O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei que estabelece novos critérios e prazos para o crédito das parcelas pertencentes aos municípios referentes à arrecadação do ICMS e do IPVA, bem como para o repasse de recursos ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A proposta busca oferecer uma solução financeira e operacional para a matéria, em alternativa ao projeto anteriormente aprovado pela Assembleia Legislativa após a derrubada de veto governamental. Segundo o Executivo, o objetivo é assegurar maior previsibilidade, transparência e segurança jurídica aos repasses constitucionais destinados aos municípios e ao Fundeb.

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Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:30

Uma aposta feita em Nova Iguaçu (RJ) foi a grande vencedora do concurso da Mega-Sena, acertando as seis dezenas sorteadas: 16 – 19 – 22 – 24 – 46 – 58. O prêmio principal será de R$ 39.427.096,38.

Além disso, no Rio Grande do Norte, duas apostas chegaram muito perto do prêmio máximo, acertando cinco dezenas e garantindo R$ 30.910,50 cada uma, valor correspondente à quina.

Outras 63 apostas em todo o país também acertaram cinco dezenas e vão receber o mesmo prêmio da quina. Na quadra, foram 3.942 apostas ganhadoras com R$ 840,14 para cada uma delas.

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:23

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:16

Pode-se dizer muita coisa sobre a administração do prefeito de Jucurutu, Iogo Queiroz. Há quem o considere um gestor fraco e um administrador abaixo das expectativas. Mas uma qualidade poucos lhe negam: a de cumprir os compromissos políticos que assume.

Ao declarar apoio ao pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier, Iogo manteve a posição que anunciou desde o início, mesmo sabendo que seu tio e aliado político, o deputado estadual Nelter Queiroz, está em outro palanque, apoiando Allyson Bezerra. Não recuou e nem mudou de lado.

Por isso, a expectativa é de que o prefeito utilize a estrutura política que possui em Jucurutu para dar uma maioria expressiva a Cadu Xavier no município. Em tempos em que muitos mudam de posição conforme a conveniência, Iogo Queiroz mostra que, concordando-se ou não com sua gestão, palavra dada é palavra cumprida.

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:09

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves (PT) ampliou sua base política no Seridó neste sábado (20) ao receber o apoio do prefeito de Jucurutu, Iogo Queiroz, do ex-prefeito Júnior Queiroz e da maioria da Câmara Municipal. A adesão foi anunciada durante agenda no município, um dos mais importantes polos econômicos do interior do Rio Grande do Norte.

Também declararam apoio a Samanda os vereadores Edvan Fernandes, Francinildo, Júnior de Dequinha, Lulu de Chico Ivo, Augusto Diniz, Marcione Medeiros, Romualdo Teixeira e Rubens Batista, consolidando a adesão da maioria do Legislativo municipal ao projeto político da pré-candidata.

O encontro reuniu ainda lideranças de outros municípios do Seridó que já integram a base de apoio de Samanda na região, entre elas o prefeito de São Vicente, Genilson Maia, o vice-prefeito Isaac Alexandre, o prefeito de São José do Seridó, Jackson Dantas, e o vereador Del, de Tenente Laurentino Cruz.

Jucurutu é reconhecida como a Capital do Queijo de Coalho do estado e um dos principais polos da indústria de laticínios potiguar. O município também se destaca pela produção de biscoitos, pela atividade mineral e pelas oportunidades geradas a partir da Barragem de Oiticica. Nos últimos anos, a cidade tem ampliado seu protagonismo regional, impulsionada por investimentos em infraestrutura hídrica, desenvolvimento econômico e fortalecimento de suas cadeias produtivas.

Ao agradecer o apoio recebido, Samanda destacou as potencialidades econômicas e sociais do município e reafirmou o compromisso de representar a cidade e o interior do estado no Senado Federal.

“Jucurutu representa muito do Rio Grande do Norte que queremos fortalecer: uma terra de produção, de trabalho e de oportunidades. É a cidade das águas, da agricultura, da mineração e de um povo trabalhador que acredita no futuro. Nosso compromisso é fazer com que esse potencial se transforme em mais investimentos, emprego e desenvolvimento. Estaremos em Brasília, mas sempre presentes no Rio Grande do Norte, lutando para que Jucurutu tenha a atenção e as oportunidades que merece”, afirmou.

Edilson Silva

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
08:04

Foto: Reprodução/Jovem Pan Natal/Bruno Barreto*

Ao afirmar que o deputado federal Robinson Faria (PP) foi o pior governador do Rio Grande do Norte nos últimos 40 anos, o ex-deputado estadual Kelps Lima (UB) disse uma verdade inconveniente que acabou expondo ainda mais o palanque recheado de aliados incômodos do ex-prefeito Allyson Bezerra (UB), líder nas pesquisas para o Governo do RN.

Kelps está adotando uma tática de disputa interna dentro da nominata da Federação PP/União Brasil que acaba tumultuando a chapa majoritária e deixando Allyson em uma situação embaraçosa.

Fica a impressão de que o pré-candidato ao Governo do Estado não tem pulso para controlar os membros do seu grupo político e evitar esse tipo de declaração.

Kelps disse verdades. Só não gabaritou na fala porque esqueceu falar sobre o controverso Abraão Lincoln, mas esse aí é parceiro do ex-deputado.

Publicado por: Chico Gregorio


22/06/2026
07:54

Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Por Rogério Tadeu Romano*

Afirmou o portal PODER 360, em 16.6.26:

“O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta 3ª feira (16.jun.2026) que as investigações sobre o Banco Master apontam para a maior fraude financeira do país, com contornos de operações mafiosas. A declaração foi uma resposta ao ministro Gilmar Mendes, também do STF.”

Há uma preocupação por conta dessa afirmação, uma vez que se está diante do juiz de garantias, adotado pela Constituição de 1988.

Não cabe ao juiz de garantias antecipar juízo de mérito com relação aos fatos que estão sendo objeto de investigação. Isso por que se assim o fizer poderá estar incidindo em parcialidade, que é razão de nulidade do feito.

O juiz das garantias é o responsável pela legalidade da fase inicial do inquérito criminal, cabendo a ele supervisionar as investigações e garantir os direitos e garantias fundamentais dos suspeitos ou indiciados.

Tem-se da Lei nº 13.964:

A teor do art. 3º-A, o processo penal terá estrutura acusatória, vedadas a iniciativa do juiz na fase de investigação e a substituição da atuação probatória do órgão de acusação.’

O PLS n. 156/2009 já previa a figura do chamado ¨Juiz das Garantias¨, que seria responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais, em seu art. 15.

Aliás, a Exposição de Motivos no Projeto de Código de Processo Penal, em seu item III, justifica a necessidade do ¨Juiz das Garantias¨, visando a consolidação de um modelo que venha a ser orientado pelo princípio acusatório. Manter-se-ia o distanciamento do juiz do processo, responsável pela decisão de mérito, em relação aos elementos de convicção produzidos e dirigidos ao órgão de acusação. Assim, pela redação do artigo 17, daquele Projeto, ¨o juiz que, na fase de investigação, praticar qualquer ato incluído nas competências do art. 15, ficará impedido de funcionar no processo.¨

Vem a pergunta ao estudioso: A questão da imparcialidade objetiva do magistrado pode ser analisada a partir de algumas decisões que ele pode ser chamado a proferir ao longo do inquérito ou de outra forma de investigação preliminar? Haverá tal parcialidade, se, na fase de investigação, o juiz proferir manifestação, com afirmações taxativas sobre a existência do crime e mesmo a autoria delitiva? Não tenho dúvidas de que se nessa decisão o juiz, de forma categórica, em sua fundamentação, afirmar que houve crime, que o investigado foi o autor, compromete a sua parcialidade para instruir e julgar o processo.

Se o magistrado disser que, na decretação de uma prisão preventiva (artigo 312 do CPP), que não tem dúvidas de que o investigado é autor do crime, estará, sem dúvida, demonstrando a sua parcialidade. Ele terá exercido muito mais do que uma cognição superficial, uma cognição própria do modelo da probabilidade. Estará comprometendo sua imparcialidade no processo.

Claro que um juiz que autoriza uma ação controlada (Lei 9.034/1995) ou ainda a prisão preventiva do investigado, diante de fortes provas de autoria delituosa, tem comprometida a sua imparcialidade para instruir e julgar o processo penal. Como poderá condenar, ou até mesmo negar uma absolvição sumária? O crivo da nulidade absoluta da sentença faz-se necessário, pois estaríamos diante de um juiz impedido.

Na prática, o juizado de garantias vem a ser uma resposta dos parlamentares ao âmbito da chamada operação “lava-jato”, onde o mesmo juiz que condenou presidiu a coleta de provas para oferecimento da ação penal.

Assim poderá decidir o juízo de garantias sobre:

  1. a) interceptação telefônica, do fluxo de comunicações em sistemas de informática e telemática ou de outras formas de comunicação;
  2. b) afastamento dos sigilos fiscal, bancário, de dados e telefônico;
  3. c) busca e apreensão domiciliar;
  4. d) acesso a informações sigilosas;
  5. e) outros meios de obtenção da prova que restrinjam direitos fundamentais do investigado

Para sua efetivação a norma depende de lei de organização judiciária que distribua juízes dentro dessa nova competência criminal.

O juiz das garantias é responsável pelo controle da legalidade da investigação criminal e pela salvaguarda dos direitos individuais cuja franquia tenha sido reservada à autorização prévia do Poder Judiciário, competindo-lhe especialmente:

I – receber a comunicação imediata da prisão, nos termos do inciso LXII do caput do art. 5º da Constituição Federal;

II – receber o auto da prisão em flagrante para o controle da legalidade da prisão, observado o disposto no art. 310 deste Código;

III – zelar pela observância dos direitos do preso, podendo determinar que este seja conduzido à sua presença, a qualquer tempo;

IV – ser informado sobre a instauração de qualquer investigação criminal;

V – decidir sobre o requerimento de prisão provisória ou outra medida cautelar, observado o disposto no § 1º deste artigo;

VI – prorrogar a prisão provisória ou outra medida cautelar, bem como substituí-las ou revogá-las, assegurado, no primeiro caso, o exercício do contraditório em audiência pública e oral, na forma do disposto neste Código ou em legislação especial pertinente;

VII – decidir sobre o requerimento de produção antecipada de provas consideradas urgentes e não repetíveis, assegurados o contraditório e a ampla defesa em audiência pública e oral;

VIII – prorrogar o prazo de duração do inquérito, estando o investigado preso, em vista das razões apresentadas pela autoridade policial e observado o disposto no § 2º deste artigo;

IX – determinar o trancamento do inquérito policial quando não houver fundamento razoável para sua instauração ou prosseguimento;

X – requisitar documentos, laudos e informações ao delegado de polícia sobre o andamento da investigação;

Sua atividade termina com o recebimento ou não da denúncia. Recebida a denúncia a competência passará para o juízo de instrução, a quem caberá coletar a prova, dentro do devido processo legal, observado o contraditório.

Vem a pergunta ao estudioso: A questão da imparcialidade objetiva do magistrado pode ser analisada a partir de algumas decisões que ele pode ser chamado a proferir ao longo do inquérito ou de outra forma de investigação preliminar?

Haverá tal parcialidade, se, na fase de investigação, o juiz proferir manifestação, com afirmações taxativas sobre a existência do crime e mesmo a autoria delitiva? Não tenho dúvidas de que se nessa decisão o juiz, de forma categórica, em sua fundamentação, afirmar que houve crime, que o investigado foi o autor, compromete a sua parcialidade para instruir e julgar o processo.

A parcialidade objetiva surge mediante um forte prejulgamento que faz o juiz, em cognição, para adoção de medida cautelar na investigação: garantia real, prisão cautelar, busca e apreensão, por exemplo. Essa cognição será horizontal, sobre questões, ou ainda vertical, sobre o fundo do direito.

Essa a razão por que o juiz de garantias deve ter cuidado, na fase de investigações, de antecipar um juízo de mérito.

Por fim, lembre-se que a  Suprema Corte de Cassação da Itália, no julgamento de extradição da ex-deputada Carla Zambelli, explicitou a importância da imparcialidade objetiva do órgão julgador, diante da relevância constitucional e da indisponibilidade das situações subjetivas que resultam vulneradas no caso em exame.

*É procurador da República com atuação no RN aposentado.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

Publicado por: Chico Gregorio


20/06/2026
10:31

Maioria das pequenas empresas que fecham no Brasil não quebra por falta de cliente, mas por falta de gestão

A imagem clássica da empresa que fecha as portas é a do salão vazio, sem clientes. A realidade, porém, é menos óbvia: boa parte dos pequenos negócios brasileiros que encerram as atividades nos primeiros anos vendia, faturava e tinha demanda. O que faltou foi gestão financeira.

Estudos do Sebrae sobre mortalidade empresarial apontam recorrentemente as mesmas causas: ausência de planejamento antes da abertura, desconhecimento do capital de giro necessário, precificação feita “no olho” e falta de controle sobre custos e margem. Em resumo: o empreendedor domina o produto, mas não domina os números do próprio negócio.

O sintoma mais comum é o caixa que nunca fecha. A empresa vende bem em um mês, mas não sabe quanto daquele dinheiro é lucro, quanto é custo e quanto precisa ficar reservado para impostos e fornecedores. Quando chega uma despesa inesperada ou uma queda sazonal nas vendas, não há colchão — e a operação entra em colapso.

Especialistas em finanças empresariais recomendam três medidas básicas: separar completamente as contas pessoais das contas da empresa, registrar todas as entradas e saídas (mesmo que em ferramenta simples) e conhecer a margem real de cada produto ou serviço vendido.

Publicado por: Chico Gregorio


20/06/2026
10:25

Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal
Foto: Reprodução/Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.438/2026, que amplia de seis para doze meses o prazo para que vítimas de violência doméstica e familiar possam apresentar queixa ou representação criminal contra os agressores. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (19) e entrou em vigor sem vetos.

A nova legislação altera dispositivos do Código Penal, do Código de Processo Penal e da Lei Maria da Penha, com o objetivo de oferecer mais tempo para que mulheres em situação de violência possam formalizar denúncias e buscar proteção junto aos órgãos competentes.

A ampliação do prazo leva em consideração as dificuldades enfrentadas por muitas vítimas para denunciar os abusos. Entre os fatores que podem atrasar a procura por ajuda estão ameaças, medo do agressor, dependência emocional ou financeira e outras circunstâncias que dificultam o rompimento da relação violenta.

Publicado por: Chico Gregorio


20/06/2026
10:18

O Rio Grande do Norte negocia a instalação de uma fábrica chinesa de máquinas agrícolas voltadas à agricultura familiar, em um movimento que pode ampliar a industrialização do setor no Estado e consolidar o Nordeste como novo mercado para equipamentos de pequeno porte. As tratativas foram reforçadas nesta quinta-feira 18, durante reunião entre a governadora Fátima Bezerra e a professora Yang Minli, da Universidade Agrícola da China, uma das coordenadoras da cooperação internacional que vem testando tecnologias chinesas adaptadas às condições do semiárido brasileiro.

Pioneira na América Latina, a iniciativa foi implantada inicialmente no Rio Grande do Norte e reúne pesquisa, intercâmbio acadêmico e avaliação prática de equipamentos agrícolas destinados à agricultura familiar. O projeto já se expandiu para Paraíba, Ceará e Maranhão e, após dois anos de testes, começou a despertar o interesse de fabricantes chineses em instalar unidades produtivas no Brasil. Segundo o Governo do Estado, pelo menos três empresas já sondaram o Rio Grande do Norte para possíveis investimentos.

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Tratoritos, ou pequenos tratores, vêm sendo desenvolvivos por fábrica chinesa especificamente para o bioma da caatinga – Foto: Assecom/Arquivo/AGORA RN

Durante o encontro, Fátima Bezerra destacou que o Estado reúne condições favoráveis para receber um empreendimento industrial do setor. A governadora citou a disponibilidade de infraestrutura, áreas para instalação de fábricas e os incentivos fiscais oferecidos pelo governo estadual para atração de novos investimentos.

“Temos infraestrutura, terreno e temos também mercado para receber um empreendimento desse porte”, afirmou a governadora durante a reunião, que contou com a participação da secretária de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Cláudia Suassuna, e da equipe técnica da pasta.

A possibilidade de instalação de uma fábrica ocorre em um momento em que a mecanização da agricultura familiar ganha espaço nas políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar é a principal atividade econômica em 139 municípios potiguares, o equivalente a 83% das cidades do Estado. Apesar disso, a utilização de máquinas agrícolas ainda é limitada.

Levantamentos apresentados pelo governo apontam que a taxa de mecanização da agricultura familiar no Nordeste é de apenas 3%, percentual muito inferior à média nacional, estimada em cerca de 20%. A parceria com a China foi estruturada justamente para reduzir essa defasagem, oferecendo equipamentos de menor porte e custo mais acessível para pequenos produtores rurais.

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Pequenas máquinas que preparam solo para plantio, além de colheitadeiras menores, também estão em fase de teste – Foto: Assecom/Arquivo

 

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Publicado por: Chico Gregorio


20/06/2026
10:14

Lula e Jaques Wagner

247 – O Planalto vê desgaste crescente do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), no caso Master e desaprovou a tentativa do senador de usar o presidente Lula como escudo político após a operação que apura suspeitas ligadas ao Banco Master. A informação foi publicada nesta quinta-feira (18) pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Auxiliares diretos do governo federal avaliam que a estratégia adotada por Wagner em entrevista à BandNews criou ruído no governo, porque o senador buscou demonstrar apoio total do presidente ao dizer que Lula não pretende tirá-lo da liderança do governo no Senado.

Integrantes do Palácio do Planalto afirmaram que a situação de Wagner caminha para um cenário difícil de sustentar. O principal argumento interno aponta uma contradição política: o governo não pode associar Flávio Bolsonaro (PL) ao rótulo de “Bolsomaster”, por causa das ligações dele com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e manter sem desgaste o líder no Senado após as descobertas da PF (Polícia Federal).

A irritação aumentou depois que Wagner relatou, na entrevista, uma frase atribuída ao presidente. Segundo o senador, Lula teria dito: “Fique firme; essa é uma tentativa de desestabilizar você, mas conte com minha confiança”.

De acordo com a apuração, Lula telefonou para Wagner nesta quinta-feira para demonstrar solidariedade. O presidente também pediu que o senador se defendesse publicamente e esclarecesse as acusações com rapidez.

A Operação Compliance Zero colocou Wagner sob pressão ao investigar suspeitas de que ele recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões, em Salvador, do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. A PF também apura pagamentos que teriam chegado ao senador como propina por meio de uma empresa ligada à sua nora.

Wagner negou as acusações na entrevista à BandNews. Ele afirmou que nunca recebeu dinheiro do Master e admitiu ter pedido a Augusto Lima que comprasse um apartamento, com a condição de recomprar o imóvel depois.

“Eu tinha interesse de dar, de ajudar a minha filha a comprar um apartamento desses”, afirmou o senador.

Em seguida, Wagner demonstrou proximidade com Augusto Lima ao chamá-lo pelo apelido e detalhou a versão apresentada na entrevista. “Como Guga, o Augusto Lima, é um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’. Porque o apartamento está em construção e eu teria que vender o apartamento de minha filha para poder complementar o apartamento ou ela financiar”.

Três auxiliares de Lula não consideraram a explicação convincente. A avaliação interna reforça a preocupação do Planalto com o impacto político do caso e com a tentativa de vincular o presidente à defesa pessoal de Wagner.

O senador também explicou a origem dos US$ 55 mil e 33 mil euros que a PF encontrou em endereços ligados a ele. Segundo Wagner, os valores vieram de diárias pagas pelo Senado, declaradas e não usadas em missões internacionais.

Lula acompanhou a entrevista de Wagner à tarde, no Palácio da Alvorada, ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira. O presidente havia chegado a Brasília na madrugada desta quinta-feira, depois de viagem a Évian-les-Bains, na França, onde participou do G-7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo.

O discurso que o governo pretende adotar diante da crise passa pela defesa da autonomia da Polícia Federal. Segundo o Estadão, Lula deve sustentar que, sob seu comando, a corporação investiga qualquer pessoa, sem interferência política e sem proteção a aliados.

Nesse contexto, a fala de Wagner criou desconforto no Palácio do Planalto. Ao afirmar que Lula tratou as acusações como tentativa de desestabilizá-lo, o senador adotou um tom que não interessa ao governo em meio à pressão provocada pelo caso Master.

Publicado por: Chico Gregorio