O Fórum dos Servidores Estaduais, formado por todas as categorias de trabalhadores, protocolou no governo um documento oficializando a insatisfação das categorias com o calendário anunciado na semana passada. Em reunião com o Fórum dos Servidores na quinta-feira (27/06), o governo havia adiantado que o pagamento das folhas salariais do funcionalismo continuaria ocorrendo dentro do mês, nos dias 15 e 30 de julho, 15 e 30 de agosto e nos dias 16 e 30 de setembro. Servidores sinalizam com greve a partir do dia 5.
Mesmo com os protestos promovidos pelos servidores estaduais, o Governo do RN pretende manter a proposta de calendário de pagamento comunicada na semana passada. A informação é do chefe do gabinete civil, Raimundo Alves. “O governo vai cumprir, só tem uma rejeição e não tem uma proposta diferente. O Governo mantém a proposta, a única coisa a se fazer é manter a proposta, não tem nem outra”, afirmou Raimundo Alves à TRIBUNA DO NORTE. “A ideia do Governo é manter, até que se tenha outra posição, a ideia é manter o calendário”, concluiu.
Janeyre Souto disse que o Fórum não tem nenhuma contraproposta a apresentar ao governo, até porque o que foi apresentado no dia 27 de junho não foi objeto de diálogo por parte do governo, o que houve foi uma “imposição” por parte da governadora Fátima Bezerra (PT), segundo a representante sindical.
O clima de insatisfação dos servidores em relação à falta de proposta do Governo do Estado para reajuste de salários e pagamento dos salários atrasados pode levar o funcionalismo da administração indireta, autarquias e fundações, a entrarem em greve a partir da próxima sexta-feira, 5, disse o coordenador-secretário do Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (Sinai), Santino Arruda.





No mês passado o então presidente do BNDES, Joaquim Levy, foi demitido pelo Jair Bolsonaro (PSL). Poderia ter sido uma desavença pontual em relação aos “rumos” da política de investimentos do banco público. Poderia, mas não. O ex-agente do sistema financeiro caiu porque se recusou a forjar provas na instituição contra o PT, partido dos ex-presidentes Lula e Dilma.



