08/01/2019
14:45

Repdrodução

A mulher de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar, e as filhas do casal, Nathália e Evelyn, não compareceram ao depoimento marcado nesta terça-feira (8) no Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga a movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão do ex-assessor parlamentar do filho de Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo informações do portal G1, o advogado da família disse que elas estão em São Paulo para acompanhar o pós-operatório da retirada de um tumor no intestino de Queiroz e vão acompanhar o tratamento de quimioterapia.

O ex-assessor parlamentar teria informado ao MP-RJ que está internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e se submeteu a uma cirurgia no dia 1º de janeiro para retirar um tumor maligno no intestino.

Negócio de família
Toda a família de Fabrício Queiroz atuou na assessoria de Flavio Bolsonaro na Alerj. Márcia exerceu cargo de consultora parlamentar entre 2 de março de 2007 a 1o de setembro de 2017, com salário de R$ 9.835,63.

Nathália foi nomeada no gabinete da vice-liderança do PP, de Flávio, em 20 de setembro de 2007, e ficou lá até 1o de fevereiro de 2011. Recebia R$ 6.490,35. Ela também trabalhou, até 15 de novembro do ano passado no gabinete de Jair Bolsonaro, em Brasília, e é citada em dois trechos do relatório.

Via Revista Fórum.

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
14:31

bolsonaro posse - FAZENDO O HAMLET: Carlos Bolsonaro é o príncipe do Brasil - Por Carlos AndreazzaEntre os mais simbólicos episódios da posse de Jair Bolsonaro esteve a carona que o filho Carlos tomou no Rolls-Royce presidencial. A passagem ensejou muitas leituras. Nenhuma me parece mais equivocada do que a que interpretou ali a projeção do que seria o próximo capítulo no livro do patrimonialismo eleitoral bolsonarista e, pois, a expressão de um projeto de poder pessoal. Carlos Bolsonaro não desfilou em carro aberto com o pai presidente como sinal de futura transferência da capitania, como distinção por meio da qual se poderia identificar um sucessor. Não.
Naquele filme, creio, só havia acerto de contas com o passado, lá onde, em 2000, o porvir do próprio Carlos fora condicionado. Ele não tem pretensões políticas para si. É transparente. Mais: tem consciência de suas limitações; o que lhe dá clareza sobre seu papel. É um militante do pai, acima de tudo, e um aliado do irmão Eduardo — este, sim, ambicioso.

A explicação para a presença de Carlos naquele corso tem origem, avalio, em passagem pouquíssimo investigada; e que se pode resumir assim: determinado pelo pai, concorreu contra a própria mãe, então em busca de se reeleger, a uma cadeira na Câmara Municipal do Rio, e a venceu, tomando-lhe os votos, eleito o mais jovem vereador da história, títere de Jair no desdobramento eleitoral da ruptura do casal Bolsonaro.

Ninguém sai ileso de uma disputa contra a mãe. Ninguém sai ileso de uma disputa — patrocinada pelo próprio pai — contra a mãe. Ninguém sai ileso de uma disputa contra a mãe, patrocinada pelo pai, por votos que eram — que sempre foram — exclusivamente do pai; a árvore frondosa sob a qual não terá sido fácil crescer. Engana-se quem pensa, porém, que um evento como esse perturbe o fruto sem afligir a árvore.

Carlos Bolsonaro, segundo o leio, é produto do amor abnegado pelo pai, sujeito moldado pela provação a que se submeteu por fidelidade incondicional. É o filho eterno; talvez a criança eterna. O soldado eterno — certamente. Uma existência esvaziada de interesses individuais, dirigida pela conveniência do criador e acomodada a serviço deste. Carlos não teria uma missão. Seria uma, tal a forma como parece haver incorporado a condição de filho do mito. O filho que foi sacrificado, mas que é cultivado — e que afinal se compreende — como alguém que se sacrificou. É como o arranjo amoroso se sustentaria, e não sem tensão. Da parte do fruto, com mais e mais entrega — e a propaganda constante do desprendimento. Da parte da árvore, com atenção especial e constantes manifestações de apreço e gratidão — consequência de um sentimento comum aos pais.

Sim. Jair Bolsonaro tem culpa — este, acredito, o evento fundador. Culpa que manifesta em preocupação publicamente exposta e em cuidados exclusivos com o filho; o que explicaria a reverência em carro aberto tanto quanto a referência carinhosa a Carlos feita pela primeira-dama em seu discurso.

Não é com prazer que se trata de assunto como este. Ocorre que filho de presidente é sempre problema; tanto mais quando três deles têm mandatos eletivos, dois dos quais em Brasília, e declarada — explorada — ascendência política sobre o governo do pai. Já escrevi a respeito. Escreverei muito ainda. Escrevo também porque me parece evidente que, no futuro, a mais precisa crônica sobre esses tempos de bolsonarismo no poder estará na análise da interação entre Flávio, Carlos e Eduardo, e da forma como se relacionarão com o presidente genitor.

Hoje, Carlos e Eduardo — este, cujo projeto próprio é uma obviedade — encabeçam um grupo político, facção cuja fortaleza tem fundação na capacidade de mobilização em rede e no modo como cooptaram influenciadores digitais. Montaram um bunker no Ministério das Relações Exteriores; mas não somente. Para além, claro, do apoio ao governo, trabalham para que o deputado federal por São Paulo, o mais votado da história, seja, entre os irmãos, o primeiro, o sucessor político do pai, desbancando aquele naturalmente destinado à primazia, o senador eleito e hoje isolado Flávio.

O recente episódio sobre a movimentação financeira do ex-assessor de Flávio Fabrício Queiroz é simbólico da cisão fraternal que jogou o primogênito ao mar. Sempre tão beligerantes em defesa da família, Carlos e Eduardo mal se manifestaram a respeito, senão para resguardar o pai e responsabilizar preventivamente o irmão caso algo de comprometedor viesse a ser descoberto — no que foram seguidos pelos divulgadores do pensamento bolsonarista nas redes sociais.

Em governos como em famílias, não raro se necessita mais de sangue que de lágrimas.

Fonte: O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
14:26

Resultado de imagem para fotos de medicos cubanos no brasil

Mayra Pinheiro, secretária responsável pelo Mais Médicos no Ministério da Saúde, enviou uma mensagem publica na qual pede aos que não quiseram voltar a Cuba, que preencham um formulário. As informações são da coluna Painel, do jornal “Folha de S. Paulo”.

De acordo com o jornal, o mapeamento precederia a criação de cursos preparatórios, apoiados pela Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, para submeter os médicos cubanos a um “novo Revalida”.

Na mensagem de voz, Mayra diz que o governo tem tido dificuldade de localizar todos os cubanos que burlaram a ordem de retorno ao seu país após o fim do Mais Médicos.

Segundo o jornal, ela ainda disse que o governo Bolsonaro analisa editar uma medida provisória que possa garantir a permanência dos cubanos no programa que substituirá o Mais Médicos, e que deve se chamar Mais Saúde.

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
14:13

Resultado de imagem para fotos de chuvas no manhoso

A região do Seridó voltou a ser banhada pelas chuvas, na segunda-feira (07).

Confiram os registros pluviométricos:

São José do Seridó – 15 mm

Sitio Manhoso – 32,5 mm

Sítio Maritacaca – 30 mm

Sítio Jerusalém – 16 mm

Distrito Palma – 45 mm

Alto da Tupipa – 42 mm

Distrito de Laginhas – 12,5 mm

Várzea – PB – 22 mm

Sítio Alecrim (Serra Negra do Norte) – 22 mm

Timbaúba dos Batistas – 22 mm

Jardim de Piranhas –    18 mm

Sítio Caieiras (São João do Sabugi) – 25 mm

Bairro Maynard (Caicó) – 10 mm

Fazenda Fechado (Jardim de Piranhas) – 26 mm

Sítio Santa Cruz (Jardim de Piranhas) – 35 mm

Sítio Umari (Caicó) – 25 mm

Sítio Barra da Maniçoba (Serra Negra do Norte) – 28 mm

Sítio Riacho do Meio (Caicó) – 50 mm

Sítio Cordeiro (São João do Sabugi) – 15 mm

Bairro Barra Nova (Caicó) – 17,5 mm

Sítio Picos – 30 mm

Sítio São Manoel – 36 mm

Sítio Ramada (São Fernando) – 8 mm

Sítio Carrapateira – 15 mm

Serra Negra do Norte – 11 mm

Sítio Boa Vista – 15 mm

Rua Felipe Guerra (Centro de Caicó) – 15 mm

Sítio Extrema (Jardim de Píranhas) – 15 mm

Sítio Floresta (Serra Negra do Norte) – 24 mm

Sítio Várzea Redonda – 15 mm

Sítio Cachos (São João do Sabugi) – 16 mm

Fazenda Feitosa (São João do Sabugi) –  22 mm

Bairro Recreio (Caicó) – 46 mm

Sítio Juá de Baixo – 20 mm

Santana do Seridó – 25 mm

Sítio Pimtobeira (Caicó) – 24 mm

Sítio Cruz (Jardim de Piranhas) – 52 mm

Sítio Ourives (Caicó) – 55 mm

Poço da Cruz – 29 mm

São Fernando – 10 mm

Sítio Samanaú (Caicó) – 40 mm

Nova Olinda – 15 mm

Sítio Riacho dos Cavalos PB – 42 mm

Sítio Oiticicas (Caicó) – 40 mm

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
14:02

Via Esmael Morais.

A mulher e duas filhas de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), devem prestar depoimento nesta terça-feira, 8, ao Ministério Público do Estado do Rio (MP-RJ).  

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Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
14:00

 

Via Esmael Morais.

O atual ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria tributária para receber da Câmara R$ 317 mil em verbas de gabinete. Dos 80 cupons, 29 foram emitidos em sequência. 

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Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:57

Via Esmael Morais.

O filho do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) foi promovido a assessor especial da presidência do Banco do Brasil, com salário de cerca de R$ 36 mil. 

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Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:52

O açude do Parque Guarani no município de Pedra Branca localizado no Sertão Central do Ceará, amanheceu sangrando neste domingo (6), após uma chuva de mais de 100 milímetros na região. Moradores festejaram na sangria do reservatório.

Jornal Vale em Destaque

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:49

À direita, o padre Edvaldo Betioli aparece em centro de treinamentos de tiros em Atibaia Foto: Reprodução

Em sua conta pessoal no Twitter o presidente Jair Bolsonaro aproveitou nesta segunda-feira uma postagem de uma pregação católica para destacar uma de suas principais bandeiras: a defesa das armas de fogo. Bolsonaro retuitou um vídeo no qual o padre Paulo Ricardo de Azevedo afirma que os católicos têm direito à legítima defesa e, por isso, podem optar pelo uso do armamento.

A mensagem não é isolada no mundo católico. Entre os admiradores de Paulo Ricardo há até mesmo um outro padre que chegou a fazer curso de tiros ao lado de blogueiros que apoiam o presidente Bolsonaro.

Com mais de 1 milhão de seguidores no Facebook e 514 mil inscritos em seu YouTube, o padre Paulo Ricardo faz na gravação uma reflexão sobre o desarmamento e pede que os fiéis não se deixem influenciar por uma ideologia pacifista e por um complexo de culpa.

“O que é um homicídio, o que é matar uma pessoa? É tirar a vida do inocente. O pecado do homicídio é isso, mas aqui nós não estamos tirando a vida do inocente, estamos tirando a vida do agressor. A legítima defesa é cristã, é moral, perfeito”, diz o padre Paulo Ricardo, em vídeo à época do massacre do Realengo, em 2011, quando um atirador matou 12 alunos em uma escola da Zona Oeste do Rio.

No vídeo, o padre Paulo Ricardo pede que os fiéis não se deixem influenciar por uma ideologia pacifista e por um complexo de culpa. Paulo Ricardo é conhecido por seus discursos contra a esquerda e o comunismo. Ele já fez críticas públicas aos governos de Dilma Rousseff e a setores do clero brasileiro mais de uma vez.

Ele também promove a obra de Olavo de Carvalho, uma das referências intelectuais dos apoiadores de Bolsonaro. O religioso e Olavo já gravaram vídeos juntos. No seu site, Paulo Ricardo diz que o seu trabalho intelectual foi “profundamente influenciado” por Olavo.

Arco e flecha

Na Zona Leste de São Paulo, um dos seguidores de Paulo Ricardo circula com desenvoltura entre apoiadores do presidente. Em dezembro, o padre Edvaldo Betioli, que pertence à congregação dos Palotinos na igreja São João Batista, fez um treinamento de tiros em Atibaia, no interior paulista. Na época, o instrutor do curso foi Bene Barbosa, que se apresenta como especialista em segurança e atua em defesa do bolsonarismo nas redes sociais.

Além de Bene, o padre posou com uma arma também ao lado do blogueiro Bernardo Küster, outro defensor das bandeiras da direita e um crítico da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A foto do treinamento foi postada na conta do Instagram de Bene, que na legenda fez questão de destacar que o curso foi “abençoado” pela presença do padre. Em seguida, provocou: “Católico jujuba e CNBB não curtiram”.

A publicação foi apagada depois que O GLOBO procurou o padre. A CNBB e a Arquidiocese de São Paulo não se manifestaram.

O padre Almir Roman, pároco da igreja de São João Batista, onde Betioli é um dos padres, reprovou a atitude do religioso por se deixar fotografar no curso de tiros. No entanto, disse que não vê problemas na participação de líderes religiosos em aulas de tiros, e se disse interessado em também aprender a manusear uma arma para defender sua igreja. Contou, inclusive, que já fez curso de arco e flecha:

— Não é bom um padre se exibir em foto com uma arma. Quanto ao curso, também quero fazer. Já houve assaltos na paróquia. A secretária foi ameaçada com uma arma. Da minha sala eu teria uma boa posição para atirar.

O padre Edvaldo Betioli disse que não contrariou as normas da igreja ao frequentar o curso de tiros. Afirmou ainda que os ensinamentos sobre o tema são claros e podem ser encontrados no Catecismo da Igreja Católica.

— Estive presente em um curso de tiro, em um lugar regulamentado e com finalidade esportiva. Não realizei nada proibido pela igreja. Não há motivos para histerias diante da foto — disse Betioli.

O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:46

Foto: Ilustrativa

As chuvas no interior seguem neste período de verão. Em especial, destaque para o município de Pau dos Ferros, na região Oeste que registrou 55 milímetros.

Veja maisVórtice Ciclônico permanece e chuvas no interior devem continuar; Jucurutu foi onde mais choveu no fim de semana, com 100 milímetros

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:25

NOTA DE PESAR

A morte do prefeito de Nova Cruz, Targino Pereira, deixa uma lacuna na política. Ele que estava em seu segundo mandato na cidade e dono de uma grande experiência administrativa.

Que Deus conforte seus familiares e amigos nesta hora de dor. Meus sentimentos a toda família.

Zenaide

Senadora diplomada

Publicado por: Chico Gregorio


08/01/2019
13:22

José Aldenir / Agora Imagens
Governadora Fátima Bezerra participou de encontro com os servidores na última segunda-feira, 07

Os servidores públicos estaduais exigem mudanças na proposta feita pela governadora Fátima Bezerra para a quitação dos débitos da folha salarial do funcionalismo. A atual gestão tem uma dívida estimada de R$ 1,1 bilhão, que está dividida em quatro folhas atrasadas, mas não apresentou um calendário para o pagamento deste valor. Além disso, o governo propõe pagamento de 30% do salário de janeiro até o próximo dia 10 e os 70% restantes no último dia útil do mês.

Segundo Janeayre Souto, atual presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp), os servidores estaduais terão uma nova rodada de negociação com o governo estadual. A reunião acontece às 15h, no Palácio do Governo, no Centro Administrativo do Estado, com a presença da secretária estadual de Administração, Virgínia Ferreira.

“Vamos apresentar uma contraproposta, sim. Queremos que os débitos com os servidores respeitem a cronologia. Não queremos parcelamento dos nossos salários. Esperamos que o governo se sensibilize e modifique esta forma de pagamento”, diz Janeayre Souto.

O mesmo esquema de pagamento do mês de janeiro será replicado em fevereiro, segundo o governo. Com relação aos débitos anteriores, todos firmados durante a gestão de Robinson Faria (PSD), o Executivo estadual vai correr atrás de recursos extraordinários, como a antecipação dos royalties do petróleo, mas ainda não há previsão para a quitação dos valores devidos aos servidores.

O débito total com salários soma de R$ 1,1 bilhão. A soma inclui parte do 13º de 2017 e do salário de novembro, além das folhas integrais de dezembro e o 13º salário de 2018.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


07/01/2019
16:24

Pesquisa liderada por brasileiros aponta que hormônio pode reverter perda de memória causada pelo Alzheimer

A irisina tem efeitos protetores sobre o cérebro. — Foto: Pixabay

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina — um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos — e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista “Nature Medicine”.

Os testes foram feitos em camundongos com a doença — que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:

Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.

A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.

A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.

Algumas outras funções da irisina em vários órgãos do corpo já eram conhecidas, como a de regular o metabolismo do tecido adiposo e até de processos que acontecem nos ossos.

Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos.

“É diferente de uma droga desenvolvida em laboratório, por exemplo, porque se sabe menos ainda sobre o que pode causar de efeito colateral. Infelizmente não há um tratamento para Alzheimer que funcione, então a busca é muito importante”, diz.

Para De Felice, a novidade foi perceber os efeitos benéficos no cérebro tanto da irisina que foi aplicada nos camundongos como daquela produzida com exercícios físicos.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa causada pela morte progressiva de células do cérebro, prejudicando funções como memória, atenção, orientação e linguagem. A doença não tem cura.

Descoberta

Os cientistas levantaram a hipótese de que a irisina poderia ser importante para a doença de Alzheimer há sete anos, quando o hormônio foi descoberto por um pesquisador de Harvard. Ficou constatado que ele melhorava os sintomas de diabetes tipo 2 em camundongos.

“Nós sabíamos que quem tem diabetes tipo 2 tem mais chances de desenvolver Alzheimer, e isso ficou muito tempo sem muita explicação”, esclarece Mychael Lourenço. “Estudos de vários laboratórios mostraram que, ao que parece, os mecanismos que atuam no corpo para gerar a diabetes tipo 2 são muito parecidos com os que atuam no cérebro para causar Alzheimer”, explica o pesquisador.

Daí surgiu, então, a possibilidade de que o hormônio pudesse ter algum efeito protetor sobre o cérebro. “Felizmente, conseguimos achar essa relação”, diz Lourenço.

Ao todo, o estudo foi feito por 25 cientistas de diversos países, com participação das universidades de Columbia e do Kentucky, nos EUA, da Queen’s University e da Universidade do Oeste de Ontário, no Canadá, e ainda da Fiocruz e do Instituto D’Or, ambos no Rio.

Próximas etapas

Apesar de promissores, os resultados ainda precisam de mais estudos antes que um tratamento para pacientes possa ser implementado.

“É claro que é preciso sempre ter em mente que nosso estudo foi feito em camundongos — e nem sempre o que acontece em camundongos acontece da mesma forma em seres humanos”, lembra Sergio Ferreira. Para ele, no entanto, a etapa clínica — em que os estudos são feitos com seres humanos — pode ter dificuldades de ser feita no Brasil.

“Não sei se teríamos condições de fazer isso aqui. Se tivéssemos recursos financeiros e de infraestrutura para isso, com certeza seria de todo interesse nosso. Caso contrário, é possível — acho que é muito provável, na verdade — que isso seja feito em outros países”, avalia. Mesmo assim, Ferreira, calcuila que o planejamento de testes em humanos não leve menos do que três ou quatro anos.

Hoje, cerca de um milhão de pessoas no Brasil sofrem com a doença, segundo o Ministério da Saúde. No mundo, são 35 milhões afetadas.

Ferreira acredita que a pesquisa representa o resultado do esforço da equipe — que, mesmo com problemas de financiamento, diz, consegue produzir ciência de qualidade.

“A gente não fica a dever nada aos melhores pesquisadores no mundo. O problema que nós temos aqui é a falta de apoio à atividade de pesquisa. Os recursos que são oferecidos para financiar as pesquisas nas nossas universidades são muito, muito, muito abaixo — ordens de grandeza abaixo — do que os nossos colegas em países desenvolvidos recebem. Além disso, demora meses para conseguir comprar um material que frequentemente sai muitas vezes acima do valor que a gente pagaria lá fora”, afirma.

Os testes
Para testar a memória dos camundongos, os cientistas realizaram três testes.

O primeiro era o de reconhecimento de objetos. Os camundongos eram colocados em uma caixa onde eram expostos a dois objetos diferentes, que podiam explorar livremente. Em seguida, os cientistas retiravam os camundongos e trocavam um dos objetos. Depois, colocavam os camundongos de volta na caixa.

O esperado, explica Mychael Lourenço, era que eles explorassem o objeto novo. Isso, de fato, acontecia com os camundongos normais. Aqueles que tinham sido geneticamente modificados para ter Alzheimer, no entanto, passavam o mesmo tempo explorando o objeto antigo e o novo, pois não conseguiam se lembrar que já o conheciam.

Os cientistas, então, mediram a perda de memória dos camundongos de acordo com o tempo que eles passavam explorando o objeto antigo. Quando os animais receberam a irisina, eles recuperavam a capacidade de lembrar como os camundongos normais.

No segundo teste, os animais eram colocados em um labirinto aquático. Lá, tinham que achar uma plataforma onde conseguiriam ficar em pé e não precisariam nadar, economizando energia. Essa plataforma ficava escondida e o caminho até ela era feito com pistas visuais. Os camundongos normais, sem Alzheimer, conseguiam lembrar do caminho. Já os que tinham a doença demoravam mais tempo a achar a plataforma — ou nem sequer a achavam. Quando tinham a irisina aplicada (ou a produziam com exercícios), conseguiam achá-la normalmente.

O terceiro teste foi de condicionamento ao medo. Os camundongos foram colocados dentro de uma caixa onde levavam pequenos choques por um tempo, para depois serem retirados. Depois de 24 horas, eram novamente colocados na caixa. Os que lembravam dos choques tendiam a ficar “congelados”, com medo. Já os que tinham Alzheimer, não. Depois da irisina, esses também conseguiram reter a memória.

De acordo com Lourenço, o efeito do hormônio não foi testado a longo prazo, mas a eficácia se manteve enquanto os experimentos duraram. Ele acredita que um futuro tratamento com a substância não será de uma dose única, mas que, com uma reposição contínua, seria possível manter os níveis do hormônio.

G1


 

Publicado por: Chico Gregorio


07/01/2019
16:17

 

Reprodução/Instagram/Emparn

O Vórtice Ciclônico continua atuando sobre a região Nordeste, e causando boas chuvas no semiárido potiguar. Neste fim de semana o maior volume de chuva registrado pela Emparn, foi em Jucurutu onde choveu 100 milímetros. E a chuva deve continuar com a atuação também da Zona de Convergência Intertropical.

Publicado por: Chico Gregorio


07/01/2019
16:09

Um calendário para pagamento da folha de salários foi apresentado pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), no início da tarde desta segunda-feira (7), aos dirigentes de sindicatos que representam servidores estaduais. A proposta do governo é depositar, até o próximo dia 10, linearmente, 30% dos salários de janeiro, e completar o vencimento com os outros 70% no fim do mês. O mesmo aconteceria nos meses seguintes. Quanto as outras quatro folhas que estão em atraso, o governo não anunciou como fará para colocar em dia

O governo deve os salários de novembro para quem ganha acima de R$ 5 mil, o salário de dezembro de todos os servidores, além de parte do 13º de 2017 e o 13º de 2018. Segundo o próprio Executivo, eles somam quase R$ 1 bilhão.

A proposta não agradou os sindicatos, que prometem debater a situação com as categorias.

Via BG.

Publicado por: Chico Gregorio