16/01/2019
09:32

As ações preferenciais da fabricante de armas Taurus reverteram os ganhos e recuaram nesta terça-feira, tendo perdido mais de 20% após a assinatura de decreto de flexibilização de posse de armas no país pelo presidente Jair Bolsonaro — uma de suas principais promessas de campanha.

Redigido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e finalizado na Casa Civil, o novo decreto prevê o aumento do prazo para renovação da autorização de posse de arma de cinco para dez anos e a ampliação de casos em que tal necessidade se aplica, como morar em área rural ou em estados com mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes por ano.

Por volta das 14h45, os papéis estavam em leilão após caírem 9%, a R$ 7,55, com muitos investidores aproveitando para obter lucros, após a cotação mais do que dobrar desde o começo do ano. Até a véspera, as ações preferenciais contabilizavam em 2019 um ganho de 104,94%. Mais cedo, o papel chegou a se valorizar 11,08%. Na mínima, caía 21,33%.

As ações ordinárias, que têm menos liquidez, caíam 12,25%, também em leilão, a R$ 7,81.

— Vejo como um movimento de realização de lucro — destacou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, destacando que a trajetória de alta do começo do pregão se inverteu depois que a assinatura do decreto foi confirmada.

Em 2018, as preferenciais saltaram 88,37% e as ordinárias dispararam 146,91%, em grande parte apoiadas em sinalizações de Bolsonaro, no sentido de ampliação de investimentos em segurança pública e liberalização nas regras de posse de armas.

A companhia também divulgou na semana passada que seu conselho de administração aprovou acordo preliminar com autoridades americanas para encerrar um processo nos Estados Unidos, relacionado aos produtos da fabricante de armas brasileira.

A Taurus, que afirma ser uma das maiores fabricantes de armas leves do mundo, encerrou os nove meses até setembro de 2018 com receita líquida de R$ 623,5 milhões, mas prejuízo consolidado de R$ 44,6 milhões.

As vendas líquidas de armas nos nove primeiros meses do ano passado totalizaram R$ 613,6 milhões, alta de 17,4% em relação ao mesmo período de 2017.

O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


16/01/2019
09:31

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, comparou nesta terça-feira, 17, o risco a uma criança de ter arma em casa com o risco de se machucar com um liquidificador. Também disse que evitar acidentes é “questão de educação, questão de orientação.” O pronunciamento de Onyx Lorenzoni foi feito após o presidente Jair Bolsonaro assinar nesta terça decreto que facilita a posse de arma no Brasil.

A medida assinada por Bolsonaro torna possível adquirir até quatro armas, amplia o prazo de validade do registro de cinco para dez anos e, na prática, dispensa o cidadão de comprovar que tenha a “efetiva necessidade” de possuir armamento, o que era previsto pela legislação anterior (entenda aqui o que muda na prática).

“Criei quatro filhos com arma dentro de casa e meus filhos nunca foram lá porque eu ensinei para eles o que ela significava. A gente às vezes vê criança pequena botar o dedo dentro do liquidificador, ligar e perde o dedinho. Aí vamos proibir o liquidificador? Não”, disse Onyx.  Ao explicar sobre a  necessidade de o cidadão declarar se tem cofre ou local seguro para guardar a arma, o ministro disse que “quem tem criança, adolescente, pessoa com deficiência de ordem mental (em casa) tem de ter cuidado redobrado”.

Porte de armas

O ministro disse, ainda, que o governo estuda agora medidas que serão apresentadas nos próximos meses para flexibilizar o porte de armas, a abertura de mercado para esse produto e questões específicas que envolvem colecionadores, atiradores e competidores.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


16/01/2019
09:29

Três dias antes de renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro recebeu da Câmara R$ 33,7 mil a título de auxílio-mudança, um salário extra que o Congresso destina todo início e fim de legislatura a parlamentares.

A benesse caiu em 28 de dezembro na conta do então presidente eleito. Somado ao seu salário de deputado daquele mês e acrescido à metade do 13º, Bolsonaro recebeu R$ 84,3 mil brutos no mês passado.

No segundo semestre de 2018 o agora presidente da República participou de pouquíssimas atividades no Congresso devido à campanha eleitoral e à recuperação da tentativa de assassinato que sofreu em 6 de setembro.

Folha enviou à Presidência da República questionamento sobre as razões do recebimento do auxílio, se Bolsonaro considera adequado o benefício e se ele teve algum tipo de gasto relativo a mudança nos últimos tempos, com discriminação de valores e empresas contratadas.

Não houve resposta até a conclusão desta edição.

Desde a época da transição até agora, Bolsonaro tem utilizado como moradia em Brasília a Granja do Torto e o Palácio da Alvorada, as residências oficiais da Presidência na capital federal.

Segundo a assessoria da Câmara dos Deputados, só 5 dos 513 deputados renunciaram ao recebimento do benefício pago em dezembro: Bohn Gass (PT-RS), Fábio Trad (PSD-MS), Heitor Schuch (PSB-RS), Major Olímpio (PSL-SP) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). A assessoria confirmou o pagamento a Bolsonaro, registrado em seu contracheque de dezembro, e disse não ter havido devolução.

Os deputados também foram beneficiados por uma decisão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é candidato à reeleição ao posto. Ele decidiu antecipar em um mês o pagamento do auxílio.

Normalmente ele é depositado na conta dos parlamentares no final do mandato, que é 31 de janeiro. Sob o argumento de que havia uma folga orçamentária nas contas da Câmara em 2018, Maia decidiu pagar o auxílio a todos no dia 28 de dezembro.

Caso o benefício fosse depositado no final de janeiro, há dúvidas sobre se Bolsonaro poderia recebê-lo, já que ele deixou de ser deputado.

O decreto legislativo que regulamenta o pagamento (276/2014) afirma que o benefício para compensar despesas de mudança e transporte é direcionado “aos membros do Congresso Nacional”.

Folha também enviou perguntas a Maia, mas não houve resposta até a publicação deste texto.

Assim como Bolsonaro, ao menos 4 dos 5 deputados federais licenciados que compõem seu ministério também receberam o auxílio-mudança: Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), da Saúde, Osmar Terra (MDB-RS), da Cidadania, Marcelo Alvaro Antônio (PSL-MG), do Turismo, e Tereza Cristina (DEM-MS), da Agricultura.

Desses, apenas a ministra da Agricultura manifestou à Câmara que abre mão do auxílio-mudança relativo à próxima legislatura (2019-2022), que será pago em fevereiro, também no valor de R$ 33,7 mil. Apesar de ser ministra, ela é deputada federal licenciada e, pelo entendimento da Câmara, tem direito também ao auxílio de fevereiro.

Após o contato da Folha, a ministra afirmou, por meio de sua assessoria, que irá devolver aos cofres públicos o valor recebido em dezembro. Segundo a assessoria, a parlamentar recebeu “sem saber” e quando se deu conta do que se tratava o dinheiro, procurou um caminho para devolver.

Além de Tereza Cristina, apenas outros 5 dos 513 deputados eleitos —que tomam posse em 1º de fevereiro— formalizaram até agora na Câmara a recusa ao recebimento da regalia de fevereiro: Bohn Gass e Heitor Schuch, que também abriram mão do benefício em dezembro, Gleisi Hoffmann (PT-PR), (PSB-RS), Marcio Alvino (PR-SP) e Rose Modesto (PSDB-MS).

Já contabilizadas as recusas até o momento, a Câmara gastará ao todo, com o extra de dezembro e o de fevereiro, R$ 34,1 milhões.

Folha também procurou todos os ministros, mas não recebeu resposta dos demais mencionados até a publicação desta reportagem.

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
20:39

Diante da expectativa de um bom inverno, o prefeito de Caicó, Marcos José de Araújo, visitou algumas comunidades rurais para verificar suas necessidades. Hoje (15), ele realizou esse trabalho acompanhado do secretário municipal de Agricultura, Aldiclebson Augusto. “Estivemos visitando o açude da comunidade Santa Cruz, além dos sítios Retiro, Bom Jesus e Açudinho. Apesar das limitações econômicas, temos que apoiar…

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
20:22

RICARDO COUTINHO - Ricardo Coutinho critica decreto de Bolsonaro que flexibiliza posse de armas: 'Paranoia e balela'O ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), criticou duramente nesta terça-feira (15), o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que flexibiliza a posse de armas no Brasil. A declaração dá sinais de que como será a atuação do socialista à frente da Presidência da Fundação João Mangabeira, cargo que ele assumirá amanhã em Brasília.

À reportagem do programa Arapuan Verdade, o ex-governador chamou de ‘paranoia’ o texto assinado por Bolsonaro. “Essa questão da segurança, essa paranoia de achar de que se vai combater violência com mais violência, liberando o porte de armas, liberando revólver, isso é uma balela’, criticou.

O ex-governador afirmou que o modelo de gestão implantado por ele reduziu, nas palavras dele, o índice de violência na Paraíba. “A experiência da Paraíba demostra exatamente o contrário. Nós somos o único estado no Brasil a reduzir o índice de homicídios durante 7 anos seguidos, nós temos a maior redução desta década em todo Brasil”, defendeu.

Ricardo disse que o combate a violência se faz retirando armas de circulação, e não flexibilizando a posse de armas para a população, e colocou a Paraíba como exemplo. ‘Portanto é indiscutivelmente uma política que avançou. Avançou retirando armas da população, avançou com territorialização, avançou com técnica, com ciência, com investimento, e não com bravata, com balela’, pontuou.

Ricardo Coutinho assumirá amanhã, ás 10h, em Brasília, a Presidência da Fundação João Mangabeira, uma entidade nacional de cunha social ligado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A principal missão da entidade é fomentar políticas públicas e a realização de debates e discussões políticas dentro e fora do partido.

 

Fonte: Polêmica Paraíba

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
20:14

Chuva com ventania derruba telhados e causa alagamentos no sertão do Ceará

Foto: portaldm.com.br

Moradores da cidade de Quixadá, no interior do Ceará, registraram um temporal que causou estragos nesta segunda-feira (14). Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o município registrou 71 milímetros de chuva entre a manhã de segunda e as 7h desta terça-feira (15).

A chuva de cerca de 20 minutos, acompanhada de ventanias, provocou um acidente de trânsito e causou estragos e alagamentos em alguns bairros do município.

O telhado da oficina de uma fábrica de ração, localizada à margem da rodovia CE-265, a pouco mais de 10 km do Centro da cidade, foi arremessado a mais de 50 metros de distância, explicou o funcionário Marcos Médici. Ele disse ainda que no momento da ventania não havia ninguém na área de conserto das máquinas e nenhum veículo cruzava a rodovia estadual.

Também houve alagamento na Rua Basílio Pinto e na frente da residência de estudantes da Feclesc, no bairro Planalto Universitário, onde moradores registraram avarias nos telhados.

Chuvas no estado

O Ceará registrou chuvas em pelo menos 120 municípios. As regiões da Ibiapaba como também Sertão Central e Inhamuns registraram as maiores chuvas nos municípios de Viçosa do Ceará com 88 milímetros, Quixadá, com 71 milímetros, e Ibaretama, com 70 milímetros.

Em seguida, aparecem duas cidades da Região Metropolitana de Fortaleza. Pacatuba (57,6 mm), Horizonte (52 mm) e Aquiraz (51 mm). Em Fortaleza, maior registro aconteceu no Posto Pluviômetro de Messejana com 29 milímetros.

G1 CE

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15/01/2019
20:07

247- Divulgando um vídeo gravado nos EUA em que aparece com uma pistola e um fuzil praticando tiro na sua propriedade, a deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) diz que em breve, “a mulherada do meu país andará em cima do salto e com sua arma, como eu faço nos EUA”; no entanto, segundo dados de 2016 do sistema Datasus, do Ministério da Saúde, 2.339 mulheres foram mortas por arma de fogo no Brasil

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15/01/2019
19:57

 

José Aldenir / Agora RN
Fernando Rocha, procurador do MPF-RN

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), ter assinado o decreto que facilita o acesso à posse de arma de fogo na manhã desta terça-feira, 15, várias opiniões distintas foram externadas em todo país.

No Rio Grande do Norte, o procurador Fernando Rocha, do Ministério Público Federal, utilizou o Twitter para criticar a medida assinada pelo novo chefe do Executivo federal.

“Em suma, a classe média terá posse de arma facilitada. O pobre somente poderá ter acesso a armas de forma clandestina e todas elas, clandestinas ou não, terminarão na mão da bandidagem”, escreveu Rocha.

Durante a tarde, uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicou o decreto editado por Bolsonaro. Dentre as mudanças, está a ampliação do prazo de validade do registro de armas de 5 para 10 anos.

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15/01/2019
19:51

Via Esmael Morais.

As ações da Taurus Armas despencaram nesta terça-feira (15) depois que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou o decreto que facilita a comercialização e posse de armas de fogo no país. 

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Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
19:48

 

Via Esmael Morais

O senador Renan Calheiros (MDB) usou o Twitter nesta terça-feira (15) para afirmar que o procurador da República e coordenador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, profere palavras como um “ser possuído”. 

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Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
19:46

Para muitas famílias, a viagem de férias é um momento de recarregar as baterias antes de pôr em práticas os projetos que traçou para o ano novo. Alguns programam para 2019 os estudos, viagens e até a aquisição de um novo veículo ou da cada própria.  Os especialistas, porém, alertam para a necessidade de programar o investimento em proteção, seja com seguro de vida, de veículos ou de imóveis.

No caso da aquisição de imóveis, muitos brasileiros ainda não se preocupam com a segurança da sua residência. De acordo com estudo realizado pela Comissão de Riscos Patrimoniais Massificados da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), em todo o país, há 68 milhões de domicílios, porém, somente 9,8 milhões possuem seguro residencial.  Essa estimativa corresponde a apenas 14,5% das residências brasileiras.

Segundo o diretor da J Jorge Corretora, José Jorge Dantas, as pessoas ainda não tem o costume de contratar seguro para seus imóveis. “Além do seguro com o automóvel, que é o mais comum, é preciso ter cuidado também com nosso imóvel, que durante o período de férias, por exemplo, fica vazio por muitos dias e uma cobertura de seguro adequada pode evitar que uma família fique desamparada na ocorrência de um sinistro”, comenta o diretor da J Jorge Corretora.

A cobertura principal de um seguro residencial garante, além de assistência 24 horas com eletricista e chaveiro, danos causados por quedas de raios, incêndios, reparos hidráulicos, desmoronamentos, entre outros. A corretora caicoense traz canais gratuitos com informações sobre o assunto: www.jjorgecorretora.com.br

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15/01/2019
10:24

Esq.: Antonio Cruz - ABR / Dir.: ABR

247- A entidade preparou duas peças; uma delas reforça a ideia de que somente ricos poderão ter armas em casa; “Com o preço de uma pistola”, diz o Sou da Paz, é possível comprar uma geladeira, um fogão, uma máquina de lavar roupas, uma TV de 32 polegadas e um micro-ondas

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
10:15

Wilson e Fátima: recuo na política (Foto: cedida)

Está nos planos do empresário mossoroense Wilson Fernandes inaugurar a TV WR (ou Pra Você TV) antes do Carnaval, ou seja, até o final do próximo mês (fevereiro).

A sede da emissora ficará no centro de Mossoró, à Rua Rui Barbosa, onde estrutura física e equipamentos estão sendo montados.

A TV deverá entrar no sistema cabo, mas também existe projeto para implantação de canal aberto.

Fernandes fazia parte do projeto da TV Metropolitano na cidade, mas saiu de sua composição societária.

Ele chegou a ser cotadíssimo para ser o nome a vice da hoje governadora Fátima Bezerra (PT), mas sua família foi refratária à ideia, convencendo-o a não ingressar na política de cabeça.

Mas a paixão pela televisão é irrefreável.

Agora vai.

Via  Blog Carlos Santos

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
10:06

Resultado de imagem para fotos de vitimas das enchentes

O jornalista Hyury Potter afirma no Intercept Brasil que, nas semanas seguintes a novembro de 2008, quando o estado Santa Catarina ficou devastado por causa das chuvas, o Instituto Ressoar, fundação de caridade criada pela TV Record em 2005, lançou uma campanha de assistência social e “arrecadou R$ 10,5 milhões – o suficiente para construir, segundo a empresa, cerca de 700 casas”.

“Dez anos depois, no entanto, quase metade dos moradores cadastrados pelas prefeituras das cidades atingidas pela enchente ainda aguarda as casas prometidas. Boa parte dos que foram alojados segue sem o título de propriedade, e mesmo o Ressoar não soube informar que fim levaram as residências – e o dinheiro das doações. A instituição informou, por telefone, que ‘não possui qualquer registro sobre o projeto Reconstruindo Santa Catarina, uma vez que a equipe de trabalho não é mais a mesma da época’. No dia 9 de janeiro, voltamos a entrar em contato com o Instituto, questionando o motivo das construções não terem sido finalizadas e o destino do dinheiro arrecadado não utilizado. Mais uma vez, silêncio”.

Leia a íntegra no Intercept Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


15/01/2019
10:02

Grupo de 142 deputados e ex-deputados poderá pedir aposentadoria com direito a um benefício de até R$ 33.763 (Foto: Reprodução)

Em meio à discussões sobre a reforma da Previdência, um grupo de 142 deputados e ex-deputados, entre eles o presidente Jair Bolsonaro, poderá pedir aposentadoria, já a partir do mês que vem, com direito a um benefício de até R$ 33.763 – seis vezes mais que o teto do INSS. No caso de Bolsonaro, ele poderá acumular a aposentadoria com o salário de presidente da República, que é de R$ 30.934,70.

Responsáveis por aprovarem as mudanças na Previdência, os parlamentares podem se aposentar por meio de dois planos, com regras mais generosas do que as aplicadas aos trabalhadores da iniciativa privada. Nenhum dos dois regimes está limitado ao teto do INSS, que é de R$ 5,6 mil mensais.

Se tivessem aprovado a reforma da Previdência proposta por Michel Temer, esses parlamentares já teriam de cumprir agora regras mais duras para se aposentar. Pelo texto que está pronto para ser votado na Câmara, os políticos teriam de cumprir de imediato as idades mínimas de 62 anos (mulheres) e 65 anos (homens) e trabalhar por um período adicional de 30% sobre o tempo que faltaria para a aposentadoria. A reforma que será proposta pelo ministro da Economia Paulo Guedes também deve incluir mudanças na Previdência de políticos.

Hoje, um dos planos de aposentadoria parlamentar, o IPC, vale para parlamentares que ingressaram até 1997 – caso de Bolsonaro. O IPC dá direito a aposentadoria com 50 anos de idade, com benefício proporcional ao tempo de mandato. Oito anos de contribuição são suficientes para se obter 26% do salário de parlamentar. O benefício integral é concedido àqueles com 30 anos de contribuição.

A outra modalidade para aposentadoria parlamentar, que reúne a maior parte dos habilitados, é o PSSC, com regras um pouco mais duras que o IPC e cujo benefício é sujeito ao teto do funcionalismo (R$ 39,2 mil). São necessários 60 anos de idade e 35 de contribuição. O benefício é proporcional aos anos de contribuição: a cada ano, é acrescido 1/35 do salário de parlamentar, equivalente a R$ 964.

O nome do presidente da República consta na lista de “aposentáveis” pelos planos dos congressistas, obtida pelo Estadão/Broadcast por meio da Lei de Acesso à Informação. A Câmara diz que é possível informar o valor estimado do benefício a que o presidente teria direito porque existem “incertezas” quanto ao montante exato de cada provento dos parlamentares que estão habilitados a pedir a aposentadoria.

Bolsonaro tem 63 anos e assumiu a cadeira de deputado federal pela primeira vez em 1991. Foram quase 28 anos de mandato antes de assumir a Presidência. Caso tenha contribuído sem interrupções, isso lhe dará direito a um benefício muito próximo do integral (mais de 90% da remuneração de parlamentar). Ele tem 12 meses para solicitar o benefício com direito a retroatividade. Depois, ele pode pedir, mas só recebe dali em diante.

O Palácio do Planalto não respondeu aos questionamentos da reportagem.

Dos 142 deputados e ex-deputados que têm direito ao benefício, 58 não foram reeleitos ou nem se candidataram. No Senado, 26 dos não reeleitos estão aptos a requerer o benefício.

Via Terra.

Publicado por: Chico Gregorio