25/06/2019
06:00

Pesquisa inédita do Ministério do Turismo revela que Natal é o terceiro destino brasileiro mais procurado em viagens entre os meses de junho e julho. O levantamento publicado nesta segunda-feira, 24, foi feito com duas mil agências de viagens de todo o país.

Na pesquisa de interesse turístico, Natal só ficou atrás de Fortaleza (CE) e Maceió (AL). Além das três capitais nordestinas, a lista também é formada por Gramado (RS), Rio de Janeiro (RJ), Porto Seguro (BA), Ipojuca (PE), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Campos do Jordão (SP).

Na composição do público, os casais com filhos correspondem ao maior número (37%) dos viajantes que utilizam agências de viagens, seguidos dos casais, com 22%, e viagens em família, com 21%.

Destinos com sol e praia (49%) lideram o principal destino demandado pelos turistas. Destinos culturais e com títulos de patrimônio histórico ficam com o segundo lugar (16%), enquanto viagens a trabalho (10%) e por ecoturismo (9%) ocupam a terceira e quarta posições.

Na perspectiva para os próximos seis meses, 17,8% das agências de viagens consultadas indicaram a possibilidade de contratação de novos funcionários.

Ao serem questionadas quanto à demanda pelos serviços ofertados até outubro deste ano, cerca de 61% das empresas indicaram perspectiva de aumento na oferta de serviços. No faturamento, também cerca de 61% das agências percebem um cenário de crescimento.

A percepção é mais otimista que nos três primeiros meses do ano, quando as agências registraram perspectiva de 7% no crescimento do número de empregados, 36% de aumento na demanda de serviços ofertados, e 30% no faturamento.

Para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a sondagem configura um excelente balizador das políticas públicas que vem sendo desenvolvidas nestes cinco meses de gestão.

“Precisamos monitorar o comportamento do setor turístico brasileiro e ver se as ações chegam na ponta. Os resultados demonstram uma perspectiva otimista para os meses seguintes e fundamental aos próximos passos. Sinal de que estamos no caminho certo. O aumento da geração de empregos é realidade comprovada com esta pesquisa. O turismo no centro da agenda econômica proporciona isso”, encerra.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


25/06/2019
05:56

O presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz, participou na manhã desta segunda-feira (24), da solenidade que detalhou ao trade turístico e imprensa as novas regras para a redução da cobrança do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) do querosene da aviação (QAv). Os detalhes foram apresentados pelo secretário de Tributação do RN, Carlos Eduardo Xavier. O evento contou com a participação de representantes da Latam e da Azul Linhas Aéreas que, inclusive, já anunciou a implantação de um novo voo de Natal para Recife e de frequências inéditas ligando a capital potiguar aos aeroportos de Viracopos (Campinas) e Confins (Belo Horizonte).

O Decreto foi assinado na terça-feira da semana passada (18), pela governadora Fátima Bezerra, e estabelece cinco faixas de alíquotas de ICMS: 12%; 9%; 5%; 3% e 0%. Para ter direito à atual alíquota de 12%, as companhias aéreas devem oferecer pelo menos mais um voo diário nacional ou regional para cidades do Rio Grande do Norte. A alíquota de 9% é destinada às empresas que realizem no mínimo um voo internacional semanal, regular e direto, ou que incremente pelo menos 15% do número de voos domésticos.

Para ter direito à alíquota de 5%, a condição é que haja um aumento de voos domésticos da ordem de 30%. Já a de 3% só será concedida às companhias que ampliarem em pelo menos 50% o número total de voos domésticos. E para obter a isenção do pagamento do ICMS sobre o combustível, a companhia aérea terá de manter um voo internacional direto semanal ao longo de um ano, ficará obrigada a ter realizado no mínimo 30 voos desse tipo no mesmo período, além de aumentar em 50% os voos nacionais.

Em todos os casos, a quantidade de assentos deve ser equivalente ao número de voos e não contam como incremento os voos fretados. O Decreto prevê, ainda, que as companhias que aderirem ao acordo de redução de QAv terão prazo de até um ano para cumprirem com suas contrapartidas sob pena de terem que recolher retroativamente todos os valores que deixaram de ser pagos em ICMS em virtude do mesmo.

A representante da Latam, Tatiane Viana, disse que vê com bastante otimismo este Decreto, já que a publicação traz uma grande competitividade para o setor. “Independentemente disso, a partir de agosto, nós vamos iniciar uma mudança no voo Brasília-Natal, e as pessoas poderão ir e voltar no mesmo dia. E por causa do Decreto, a Latam está revendo e estudando toda a sua malha aqui no estado para fortalecimento das nossas operações”, disse Tatiane, lembrando que hoje a companhia opera 41 frequências semanais.

Já a Azul Linhas Aéreas, que mantém 4 voos regulares diários, chegando a 14 nos finais de semana por causa de voos fretados, explicou que o incentivo de redução do querosene de aviação, que já existe em outros 20 estados do país, é muito importante, já que representa mais de 40% dos custos de um voo.

“A partir de setembro colocaremos um quinto voo para Recife. Já estamos programando para colocarmos uma ligação com Campinas (SP) no fim do ano, provavelmente com o Airbus A320; e a partir de 2020 nós já estaremos em fase bem adiantada de estudos para fazer a ligação entre Natal e Belo Horizonte (MG). Quanto aos acréscimos de voos nós estamos sempre acompanhando a procura, estamos oferecendo melhores condições, e a redução do ICMS faz com que a gente abasteça mais no estado do RN, que a gente faça nossos planos e que aumente a nossa participação no mercado’, completou o representante da Azul, Ronaldo Veras.

O evento aconteceu no Auditório da Governadoria, no Centro Administrativo, e contou com a presença de secretários estaduais; dos senadores Jean Paul Prates e Zenaide Maia; dos deputados federais Benes Leocádio e João Maia; do deputado estadual Souza Neto; do secretário de Turismo de Natal, Fernando Fernandes; de prefeitos de alguns municípios do RN; de representantes de entidades ligadas ao turismo; empresários do trade; e imprensa.

Via BG.

 

Publicado por: Chico Gregorio


25/06/2019
05:54

A decisão de Cármen Lúcia, presidente da Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), de colocar o habeas corpus de Lula em último lugar numa lista de 12 processos que seriam analisados nesta terça (25), levou ministros da corte a concluírem: ela não está segura de que será possível evitar que Sergio Moro seja considerado suspeito no caso do tríplex.

A suspeição de Moro levaria à anulação da condenação de Lula. A Segunda Turma está rachada sobre o tema.

Cármen Lúcia negou, na segunda (24), ter incluído o processo de Lula em último lugar —e mesmo ter determinado a pauta. Em nota, disse que sequer assumiu a presidência da Turma, o que ocorre nesta terça (25). Ela foi eleita na semana passada.

A ministra disse ainda que a ordem dos processos na pauta “não orienta o chamamento de processos na sessão”. Os que versam sobre “paciente preso” —caso de Lula— têm prioridade legal.

Além disso, o julgamento da suspeição de Moro já começou —ela mesma já votou a favor dele, seguindo a posição do relator do caso, Edson Fachin, que não acolheu o habeas corpus do petista.

MÔNICA BERGAMO / FOLHA

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
11:27

Apresentadora sofreu represália na última sexta-feira por parte do empresário Luciano Hang, que patrocina o SBT. (Arquivo)

A jornalista de renome nacional Rachel Sherazade agradeceu ontem (23) o apoio do senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB) após a apresentadora sofrer represália na última sexta-feira por parte do empresário Luciano Hang, que patrocina o SBT e que teria pedido sua cabeça ao canal de televisão.

Veja o agradecimento da jornalista:

Rachel Sheherazade

Obrigada, Senador, pela solidariedade. Esse apoio tb é um apoio à imprensa livre, pois não é possível fazer o bom jornalismo quando submetido às vontades dos poderosos da vez! https://twitter.com/venezianovital/status/1142595029392924672 

Senador Veneziano

@venezianovital

Minha solidariedade à conterrânea @RachelSherazade. Atitudes como esta devem ser repudiadas por todos os brasileiros de bom senso, em nome da democracia e da liberdade que todos nós devemos ter de manifestar nossas opiniões.

Portal WSCOM

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
11:12

Presidente da Segunda Turma, Carmén Lúcia deixou o processo do ex-presidente no final de uma fila de 12 - Créditos: Fernando Frazão | Agência Brasil
Presidente da Segunda Turma, Carmén Lúcia deixou o processo do ex-presidente no final de uma fila de 12 / Fernando Frazão | Agência Brasil

A jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, noticiou na manhã desta segunda-feira (24) que o STF deve adiar mais uma vez o julgamento do habeas corpus que pede a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso em que o ex-presidente Lula foi condenado.

O julgamento, na Segunda Turma do tribunal, começou em dezembro de 2018 e foi suspenso com um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. Com as recentes revelações do conluio entre Moro e o Ministério Público Federal para condenar Lula sem provas e tirá-lo da disputa eleitoral de 2018, Mendes trouxe o processo de volta à pauta.

retomada do julgamento estava marcada para terça-feira (25), mas, segundo a nota da jornalista, a presidente da Segunda Turma, Cármen Lúcia, colocou o caso no último lugar de uma fila de 12 processos a serem analisados – inviabilizando a análise do pedido.

Gilmar Mendes teria concluído que não haverá tempo de debater o pedido, já que só o voto dele tem mais de 40 páginas, e decidiu pelo adiamento da discussão.

Com o recesso de meio de ano, o julgamento deverá voltar à pauta apenas no segundo semestre.

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
11:06

Paulo: sem indicação do pai (Foto: Web)

Do Grande Ponto

O filho do Deputado Federal General Girão (PSL-RN), Paulo Eduardo Pontes Monteiro, foi empossado no Gabinete da Vice-presidência da República. A inserção do filho de Girão na equipe do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) tem gerado desconforto dentro do próprio partido.

O ato foi visto como incoerência da parte do General Girão, que pregou a moralidade com a coisa pública e criticou, em sua campanha para deputado federal, as velhas práticas políticas de seus opositores.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do deputado informou que o General Girão não tem capacidade de nomeação junto à Vice-Presidência da República, nem tem como impedir a nomeação. Leia a nota na íntegra:

NOTA

Sobre matéria em questão, cumpre-me esclarecer que o Deputado General Girão, pelas suas atribuições quanto ao cargo que ocupa, não tem capacidade alguma de nomeação  junto à Vice-Presidência da República, muito menos de servir de obstáculo para tal. Uma pessoa com formação acadêmica e expertise comprovada, que cumpre todos os requisitos para o desempenho das funções que exerce junto à Vice-Presidência da República, conforme Decreto n. 9.727/19, não pode ser preterida da função tão somente por ser filho de quem é. Ressalta-se que Paulo Eduardo já desempenhou cargos no executivo anteriormente e que a nomeação decorre, exclusivamente, por sua experiência e critérios técnicos estabelecidos.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
10:32

Em Lauro Jardim, do Globo

Jair Bolsonaro não se conformou com a decisão da Justiça de absolver Adélio Bispo por considerá-lo inimputável. “Jogadinha de ser maluco”, chegou a dizer Bolsonaro sobre o veredicto.

Vai gostar menos ainda do que a PF tem a dizer sobre outra investigação, desta vez acerca de Zanone Júnior, o advogado do seu esfaqueador.

Bolsonaro já disse mais de uma vez que o suposto mandante da facada estaria por trás do pagamento dos honorários do advogado.

Zanone sustentou desde o início que o dinheiro para defender Adélio lhe foi dado por “um religioso de Montes Claros (MG)”, que não queria aparecer. Só que a investigação da PF, em fase final, aponta para uma novidade: ninguém pagou pela defesa.

O advogado resolveu assumir o caso de graça e inventou uma história.

A motivação foi a mesma que o levou a defender gratuitamente Bola, o ex-policial que se envolveu no caso do goleiro Bruno. Zanone queria faturar com os holofotes de um caso supermidiático.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
10:25

A reportagem ‘Lava Jato articulou apoio a Moro diante de tensão com STF, mostram mensagens’ é a primeira de uma série que a Folha planeja produzir com base nas mensagens trocadas pelos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato nos últimos anos e obtidas pelo site The Intercept Brasil.

O site permitiu que a Folha tivesse acesso ao acervo, que diz ter recebido de uma fonte anônima há semanas. A Polícia Federal abriu inquéritos para investigar suspeitas de ataques de hackers a telefones de procuradores e do ministro Sergio Moro (Justiça).

Nos últimos dias, repórteres do jornal e do site trabalharam lado a lado, pesquisando as mensagens e analisando seu conteúdo.

O pacote obtido pelo Intercept reúne mensagens privadas trocadas pelos procuradores em vários grupos no aplicativo Telegram desde 2014, incluindo diálogos com o ministro Moro, que foi o juiz responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba até 2018.

Além das mensagens, o acervo inclui áudios, vídeos, fotos e documentos compartilhados no aplicativo.

Ao examinar o material, a reportagem da Folha não detectou nenhum indício de que ele possa ter sido adulterado.

Os repórteres, por exemplo, buscaram nomes de jornalistas da Folha e encontraram diversas mensagens que de fato esses profissionais trocaram com integrantes da força-tarefa nos últimos anos, obtendo assim um forte indício da integridade do material.

Após as primeiras reportagens sobre as mensagens, publicadas pelo Intercept, no dia 9, Moro e os procuradores reagiram defendendo sua atuação na Lava Jato, mas sem contestar a autenticidade dos diálogos revelados.

Depois de alguns dias, passaram a colocar em dúvida a integridade do material, além de criticar o vazamento das mensagens. Até agora, porém, Moro e os procuradores não apresentaram nenhum indício de que as conversas reproduzidas sejam falsas ou tenham sido modificadas.

Via Blog da Cidadania.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
10:19

O senador potiguar Styvenson Valetim (Podemos) criticou o decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita o porte de armas. O texto foi derrubado no plenário do Senado na última terça-feira, 18.

O parlamentar argumentou, durante o programa “Manhã Agora”, da rádio Agora FM, que não é contrário ao texto em si, mas à forma como ele foi apresentado. O senador, que também é oficial da Polícia Militar, contudo, diz ser contra o aumento do calibre permitido no texto, bem como da redução dos exames para obtenção do porte.

Mudanças no decreto das armas

“O presidente saiu do Palácio do Planalto e levou em mãos um projeto de lei que modificava o Código de Trânsito Brasileiro, que já está sendo muito ventilado e discutido dentro do Senado e da Câmara. Segundo a Constituição, ele pode fazer essas mudanças que ele quer fazer, por uma lei federal. Isso não aconteceu com o caso do decreto [das armas], que é uma lei também, a lei 10.826 de 2003. Houve, querendo ou não, no decreto, muitas modificações em vários itens e critérios. Ele modificou muito o Estatuto do Desarmamento. Uma delas foi no artigo sexto do Estatuto do Desarmamento, que fala sobre a limitação ou proibição do porte de armas no território nacional. Uma das mudanças foi sobre isso. Ele [presidente Bolsonaro] modificou esse artigo e deu porte para pessoas, aliás, para categorias. Existiam categorias dentro da lei que poderiam em ocasiões utilizar arma de fogo sem o critério da efetiva necessidade. Essa obrigatoriedade da necessidade foi retirada pelo decreto”.

Críticas ao Estatuto

“Minhas críticas são à forma que foi colocado, não ao conteúdo. Com relação ao conteúdo, todo o decreto poderia ser transformado em projeto de lei. Até tem um em andamento na Câmara [dos Deputados], mas cabe ao parlamentar e até ao próprio presidente usar sua influência para que ande rápido o projeto. Tenho vários exemplos em quatro meses do que é ver um projeto andar rápido. Eu fui relator do projeto de lei complementar (PLC) 37, da nova política de drogas, que estava parado há seis anos no Senado. Em 2010 saiu da Câmara. Em 2013, chegou no Senado e ficou parado recebendo mais de 20 emendas, congelado. Quando foi dada a oportunidade ao senador Major Olímpio (PSL/SP) para ele relatar, ele recusou. Chegou a mim esta oportunidade, e eu acreditei no projeto. De fato, essa foi uma vantagem de estar em muitos projetos. Fui relator em várias comissões, e isso torna mais fácil. Acabo dominando o assunto desde a primeira comissão e vou dominando em outras comissões temáticas do Senado até chegar em plenário. E quando chega lá, já está tudo resolvido, pois já tinha esgotado todas as discussões durante as outras comissões. Não sou contra o Estatuto do Desarmamento. Nunca fui contra dar esse direito às pessoas. Sou contra critérios que o decreto retirou. O teste psicológico periódico foi retirado. Ficou apenas o teste de mira. O teste médico que ficou não é claro o que desejam. Foi retirada também a ‘efetiva necessidade’ e colocou o risco da profissão no decreto. Não estou sendo contra o povo. Jurei obedecer a Constituição desde que assumi”.

Pressa na aprovação

“Entendo o que o presidente Jair Bolsonaro quer com o decreto: é pressa e vontade de querer fazer. Talvez, com o projeto de lei, fosse lento. Entendo também as pessoas. Elas têm pressa na aquisição e nessa modificação no Estatuto do Desarmamento. O presidente utiliza e utilizou das redes sociais para obter a votação que desejava. Se eu tivesse uma oportunidade de falar com presidente hoje, eu o diria para pegarmos o decreto e transformá-lo em projeto de lei e o pediria para solicitar urgência através das redes sociais, solicitar urgência para o senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), para o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pedir prioridade nas tramitações e comissões”.

Disputas entre executivo e legislativo

“Vamos dividir as coisas. Fui contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro. Estamos falando de uma formalidade legal constitucional. Faz parte das atribuições do presidente, das atribuições do parlamento… Alterações de lei não são feitas por decreto. Decretos regulamentam. O parlamento não pode exorbitar o poder do presidente ou de Justiça. São três poderes independentes. A discussão naquele momento era sobre a forma. Mas alguns colegas senadores sobem em tribuna para fazer discursos ideológicos. Aproveitam o momento para inflamar a população”.

Permissões do Estatuto

“Cada senador em comissões oferece uma emenda ao projeto de lei. Não gosto no Estatuto do Desarmamento, mas, por exemplo, (com o decreto) armas de calibres maiores sairiam do uso restrito para o permitido. Aumentaram o calibre e aumentaram o número de munições de 50 unidades para cinco mil. Se é razoável ou não uma pessoa ter cinco mil munições, a discussão ainda não chegou neste ponto. A discussão sempre foi que o decreto mudou a lei que já existe, e isso é inconstitucional. O Estatuto do Desarmamento inclui agentes públicos ativos e inativos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Anteriormente, os portes dos agentes eram restritos apenas para operacionais, quem trabalhava em operações. A flexibilização do decreto inclui qualquer funcionário dela. Agentes públicos da administração penitenciária anteriormente só era liberado para quem fazia guarda prisional. Nós estamos discutindo leis. Eu acho meritório que todo mundo que tenha prática, capacidade psicológica e médica, que também passem por periódicos exames toxicológicos”.

Porte de armas

“Não sou contra dar o direito do porte de armas. Tem que ter critérios, cautela, restrições e cuidado. Dar um fuzil para alguém pode ser normal no Iraque ou em Israel, que vivem em guerra. Não é pelo fato de o vagabundo ter um fuzil que eu tenho que ter também. Vagabundos vivem à margem da lei. Eles não respeitam nada e, se ofender um cidadão de bem, tem que ser preso para ser reeducado e reintegrado à sociedade. Se atirar na polícia, eu como policial sei o que faço. O policial não precisa temer suas garantias, que estão presentes no Código Penal”.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
10:12

lula_stfA Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgará nesta terça-feira (25) novo pedido de habeas corpus da defesa do ex-presidente Lula. O caso penal é relativo à condenação no tríplex do Guarujá (SP).

A soltura do petista pode prosperar desta vez porque as conversas entre o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, vazadas pelo site Intercept, materializam a tese de que houve perseguição política e faltou imparcialidade do magistrado no caso concreto.

Os advogados do petista impetraram com o habeas corpus no STF ano passado, qual seja, como já explicaram os defensores de Lula, o pedido de liberdade com base na suspeição de Moro é anterior aos vazamentos de diálogos pelo Intercept. Porém, as transcrições das mensagens entre o julgador (juiz) e o acusador (Ministério Público Federal) foram anexadas ao processo.

O placar parcial do julgamento que será retomado amanhã é de 2 votos a 0 contrários ao habeas corpus. Já votaram Carmén Lúcia e Edson Fachin. Ainda faltam votar na Segunda Turma os ministro Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Ou o STF retoma o papel de guardião da Constituição ou prevalecerá a submissão da corte às ilegalidades cometidas pelo juízo de piso em nome do combate à corrupção. Se há suspeição de Moro, aplica-se a tese da “árvore envenenada” ao processo, isto é, os frutos também seriam contaminados. Por isso tornam-se nulas as decisões do ex-juiz e o ex-presidente ganha a liberdade imediatamente.

Lula é mantido preso político na Polícia Federal do Paraná há 1 ano e dois meses. Ele foi condenado pelo ex-juiz Sérgio Moro sem provas, como comprovam os diálogos entre ele (julgador) e procuradores do MPF (acusadores). O petista cumpre pena antecipada, embora a Constituição assegure a presunção da inocência até o trânsito em julgado.

Moro nunca foi juiz imparcial

O ministro Sérgio Moro foi acusado pela série de reportagens do site Intercept de liderar um corrupto esquema na Lava Jato que visava punir adversários políticos e ideológicos. Segundo conversas secretas divulgadas pelo jornalistas Glenn Greenwald, o então magistrado paranaense combinava com o procurador Deltan Dellagnol, coordenador da força-tarefa, estratégias para agravar [ou aliviar] a situação de acusados.

Além de auxiliar a acusação (Ministério Público Federal), o ex-juiz também coordenava as ações de mídia da Lava Jato contra a defesa de réus –a exemplo do que ocorreu no dia do depoimento do ex-presidente Lula, 10 de maio de 2017. Moro pediu para que o MPF contestasse o ‘showzinho da defesa’ por meio de nota à imprensa.

O pedido de ajuda de Moro ao procurador Deltan, no caso desses “alguns tontos” do MBL, é mais uma evidência sobre o grau de promiscuidade e irmandade entre magistrado e MPF.

O sistema penal acusatório previsto na Constituição Federal proíbe veementemente que o julgador atue para enfraquecer a defesa reforçando a acusação. A falta de imparcialidade do julgador causa nulidade absoluta da sentença.

Acerca das reportagens do Intercept

O combate à corrupção era feito com métodos corruptos, fora da lei, segundo revelou o site The Intercept ao Brasil e ao mundo.

1- juiz e acusação afastaram e escalaram procuradores para o caso Lula;

2- eles combinaram estratégia comum [julgador e MPF] para agravar a situação de acusado;

3- eles vazaram seletivamente para a velha mídia com a finalidade de prejudicar uma das partes;

4- eles protegeram político do PSDB que não queriam melindrar e, portanto, proteger de seus rigores midiáticos; e

5- aliás, eles faziam o plano de mídia conjuntamente contra adversários políticos e adversários.

Via Esmael Morias.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
05:44

 

A senadora Zenaide Maia participou neste domingo (23) do tradicional almoço de São João, em Assú. Acompanhada do deputado estadual George Soares (PR) e de muitos amigos, Zenaide Maia participou da festa como faz todos os anos. No quesito popularidade, a senadora tirou nota alta no São João, inclusive por destinar emendas parlamentares para a saúde.

“O Almoço de São João é um dos instantes mais esperados pelos que se integram à festa do padroeiro e é um momento de encontro das famílias e amigos, e só consegue ser menos esperando que a procissão de encerramento. O São João é cultura, e cultura é a digital de um povo, disse a senadora”, disse Zenaide Maia.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
05:35

A comuna urbana do MST localizada às margens da BR-406, próximo ao bairro de Igapó, em Natal (RN), foi atacada por policiais militares fortemente armados por volta das 19h, da sexta-feira (21).

Pelo menos 10 viaturas da polícia militar fizeram uso da força para queimar e destruir objetos pertencentes às famílias, inclusive retirando e queimando a bandeira do movimento.

Aproximadamente 200 famílias moram na ocupação, situada num terreno que pertence à empresa estadual Datanorte.

Segundo os acampados, a ocupação ocorreu de forma pacífica até que a polícia militar chegou sem nenhuma ordem judicial, intimidando-as para saída imediata.

As famílias permanecem no local reivindicando o terreno da empresa Datanorte para fins de construção de moradia Urbana.

“Seguimos em resistência, organizando as famílias e em defesa dos direitos humanos e exigimos que as autoridades competentes assegurem a garantia da ocupação e a segurança das crianças, idosos, homens e mulheres que se encontram na área”, disse o MST em nota.

Vice-governador Antenor Roberto está responsável pelas providências junto a Sesed

De acordo com o vice-governador do Estado Antenor Roberto, os ataques de policiais militares à comuna do MST ocorridos sexta-feira (21), no bairro de Igapó, em Natal, não partiram do Comando da PM.

À pedido da governadora Fátima Bezerra, ele ficou responsável pelas providências junto à secretaria de Segurança Pública e Defesa Social. Em contato com a agência Saiba Mais na manhã deste sábado (22), Antenor Roberto afirmou que no início da próxima semana ele vai se reunir com o secretário de Segurança coronel Francisco Araújo e o Comando da Polícia Militar para definir um protocolo de mediação de conflitos com movimentos sociais, entre eles o MST.

– Um comandado não pode tomar nenhuma iniciativa sem contato com o Comando. Pelo que sei não havia nenhuma ordem judicial e também não se sabe ao certo se o imóvel era privado ou público. Então vou me reunir com o secretário de defesa social e o comando da PM para estabelecermos protocolos de forma que, dentro do que a lei prevê, sejam assegurados os direitos de todas as partes. O controle do comando da PM precisa ser o primeiro a saber”, disse.

Roberto disse que várias versões desencontradas chegaram sobre o ataque. A primeira ação, segundo informações preliminares, teria sido feita pela guarda municipal de São Gonçalo do Amarante, com a chegada da PM em seguida:

– Combinamos que é preciso ter muito cuidado para lidar com esse fato. Chegaram muitas versões e o governo tem que fazer mediações. Ficaram notícias desencontradas, inclusive sobre a natureza de ocupação, se se tratava de área de ocupação mesmo. Alguns disseram que começou com a guarda municipal de São Gonçalo do Amarante e só depois a PM apareceu. Então, é preciso ter calma”, comentou.

Via Agência Saiba Mais

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
05:21

Do Globo de hoje, trechos da reportagem de Sérgio Roxo, sobre a nova realidade do partido do presidente Jair Bolsonaro, que no Rio de Janeiro tem como presidente o filho senador Flávio Bolsonaro, e em São Paulo o filho deputado Eduardo Bolsonaro.

PSL ganha novas sedes e faz evento em hotel de luxo, após eleições de 2018

O partido deve receber R$ 737 milhões de fundos públicos em quatro anos, após eleger 52 deputados federais

O novo momento vivido pelo PSL ficou evidente no último dia 10, durante a cerimônia de posse do deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) como presidente do diretório regional de São Paulo. O evento, que reuniu cerca de 400 pessoas, aconteceu no luxuoso Hotel Renaissance, nos Jardins, bairro nobre da capital paulista.

Até 2018, o partido não tinha dinheiro nem para alugar uma sede em São Paulo. De acordo com o senador Major Olímpio, que presidia o diretório paulista, o partido só conseguia ter um local porque o empresário Alexandre Giardino emprestava uma sala.

Com o cofre recheado, o PSL paulista procura agora uma nova sede para se instalar. Enquanto isso, o diretório nacional já está em novo endereço. Desde fevereiro, a legenda paga R$ 28 mil por mês por um andar em um dos complexos empresariais mais nobres de Brasília. A Fundação de Inovação e Governança, braço teórico do partido, gasta mais R$ 16 mil por um outro andar no mesmo prédio.

No ano passado, o PSL recebeu R$ 8,3 milhões do fundo partidário, verba distribuída para as legendas com base na votação obtida para a Câmara dos Deputados. Este ano deve ficar com cerca de R$ 105 milhões. A sigla foi de um deputado eleito em 2014 para 52 em 2018.

O PSL deve receber R$ 40 milhões a mais do que o PT, segundo partido mais beneficiado, que ficará com R$ 694 milhões. Cabe aos próprios partidos definir como repassar os recursos para os diretórios estaduais.

Os diretórios estaduais devem iniciar nos próximos meses uma disputa pelos recursos.

“O Nordeste vai precisar de uma atenção (financeira) mais especial devido às estratégias políticas para mudar o resultado eleitoral”, afirmou o deputado federal Julian Lemos, presidente do PSL na Paraíba, referindo-se à vitória do petista Fernando Haddad sobre Bolsonaro na região na eleição do ano passado.

OLHOS NA TESOURARIA

Como consequência do maior montante de recursos a serem administrados, o presidente do PSL, Luciano Bivar, vai profissionalizar o posto de tesoureiro nacional da legenda. José Tupinambá Coelho, ex-diretor da seguradora Excelsior, companhia que tem Bivar como acionista, será o novo diretor financeiro do PSL.

Até o ano passado, Coelho exercia a função sem remuneração, acumulando com o trabalho na seguradora.

Agora será remunerado.

Além do diretor financeiro, a sigla tem contratado, de acordo com Bivar, funcionários para a sede nacional e para os diretórios estaduais que estão impedidos de registrar empregados por causa de problemas com prestações de contas.

Os postos de tesoureiro nos estados também ganharam relevância com a nova realidade financeira.

Em São Paulo, o escolhido foi o investidor Otavio Fakhoury, um bolsonarista de primeira hora que se tornou amigo de Eduardo Bolsonaro na eleição de 2014.

No Rio de Janeiro, o presidente local, senador Flávio Bolsonaro, indicou em março o deputado estadual Anderson Moraes. Nesta semana, Moraes nomeou Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio e Eduardo e ex-mulher do presidente, para uma função comissionada em seu gabinete na Assembleia do Rio.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
05:08

O deputado estadual Francisco do PT participou, na noite desta sexta-feira (21), da Festa de São João Batista, padroeiro de São João do Sabugi. O parlamentar participou inicialmente da novena, celebrada pelo padre Janilson Alves, o qual Francisco sempre fala orgulhoso de que é primo dele.

“Quando eu vinha para cá, em comentei com o pessoal que estava comigo no carro, que eu gostaria muito que a celebração fosse feita pelo Padre Janillson, que é meu primo, porque gosto muito das pregações dele. Quando chequei aqui, não é que era ele!”, disse sorridente o deputado Francisco, às pessoas que encontrou após a celebração.

Na época em que era estudante de geografia em Caicó, Francisco costumava frequentar São João do Sabugi e fez muitos amigos e amigas na cidade. “É sempre bom vir aqui em época de festa de padroeiro, porque além de encontrar as pessoas de minha época, que moram na cidade até hoje, ainda reencontro as que moram fora e  aproveitam este período para visitar o lugar”, disse o deputado Francisco, que foi recepcionado na cidade pela secretária do PT local, Cida Julião e o esposo dela, Evandro, que é o presidente do PT, no município.

O deputado passeou pela festa e assistiu à apresentação de quadrilha junina, além de agradecer às várias pessoas que encontrou, pela votação que teve na cidade. Foram 274 votos no total.

Publicado por: Chico Gregorio


24/06/2019
05:03

1280px ceruku kottuta 0 - Cortadoras de cana têm útero retirado à força para serem mais produtivas

Usha, de 32 anos, é cortadora de cana, assim como seus pais. Aos 12 anos, ela foi forçada a se casar, para que não ficasse sozinha em casa quando os pais se ausentassem durante a colheita. Entre 13 e 20 anos, ela dá à luz a três crianças. Obrigada a trabalhar até o final da gravidez, ela teve os últimos dois em plena usina de transformação.

Depois do último parto, ela não recebeu nenhum cuidado médico e não pôde descansar. Após quatro meses, ela passou por uma ligadura de trompas, com intensos sangramentos. Depois de vários tratamentos sem sucesso, ela procurou um hospital particular. O médico indicou a retirada imediata do útero.

Como consequência, Usha teve dores nas costas, na nuca e coágulos de sangue nas pernas. Nada disso apareceu no relatório médico.

O sofrimento de Usha é relatado por email à RFI pela MahilaKisanAdhikarManch (MAKAAM), uma associação integrante de uma rede de ONGs especializadas na luta pelos direitos da mulher. O relato aconteceu em Bid, distrito do estado de Maharashtra, que tem Mumbai como capital.

O calvário de Usha não é um caso isolado. Mas o número anormalmente alto desse tipo de ocorrência levou a rede a lançar uma alerta. Nos últimos dias, dois sites de notícias, o Hindubusinessline e o Firstpost, relataram histórias semelhantes, com vários testemunhos.

Fonte: RFI

Publicado por: Chico Gregorio