23/09/2019
06:15

Foi na semana de sexta-feira 13, neste mês de setembro, que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu que o melhor era não dar chance ao azar. Apesar de a situação das contas públicas do País não ir bem, o órgão que controla o Poder Judiciário decidiu que era preciso cuidar melhor da saúde de seus magistrados e servidores e aprovou um auxílio que pode chegar a 10% do salário – um juiz no Brasil ficará muito próximo de ganhar o teto, que é de R$ 39,3 mil mensais. É mais do que o salário do presidente da República, de R$ 30.900,00.

Antes de sair criando novas despesas, o CNJ fez uma consulta a tribunais estaduais, federais e associações de juízes. Ouviu deles que o novo gasto era justificado. Uma das justificativas veio da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que havia feito pesquisa mostrando que mais de 90% dos magistrados se dizem mais estressados do que no passado.

O CNJ operou em um dos poucos vácuos deixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. Essa lei dá as bases para os gastos do governo e, por causa da crise fiscal, proibiu reajustes aos auxílios alimentação, moradia e assistência pré-escolar. O auxílio-saúde ficou de fora da vedação.

O dinheiro poderá ser usado para pagar médicos, hospitais, planos de saúde, dentista, psicólogo e até os remédios comprados na farmácia. Livre do teto remuneratório, o auxílio será mais um “penduricalho” a turbinar salários dos servidores e magistrados. Uma despesa criada pelo Judiciário para beneficiar o próprio Judiciário.

Pesquisa feita pelo partido Novo mostra que, mesmo após o fim do pagamento indiscriminado de auxílio-moradia, 65% dos magistrados no País estão recebendo acima do teto do funcionalismo em 2019. O porcentual já considera uma margem de R$ 1 mil, para excluir aqueles que passam do limite por auxílios menores, como o de alimentação. Na advocacia pública, que inclui advogados da União e procuradores federais, o porcentual é bem menor, de 15%.

Liminar para garantir benefício

O auxílio-moradia para todos os juízes foi obra de uma liminar concedida pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2014. Seu fim só foi decretado após uma negociação dura que obrigou o governo Michel Temer a avalizar um reajuste de 16,38% para os magistrados, que gerou efeito cascata nos Estados, por elevar o teto de salários para todos os servidores.

O levantamento do Novo analisou mais de 200 mil contracheques, inclusive de juízes estaduais. O Poder Judiciário nos Estados é blindado de qualquer crise e não recebe um centavo a menos que o previsto no Orçamento, mesmo quando as receitas caem. Por lá, o porcentual de quem extrapola o teto estadual (R$ 35,5 mil) chega a 77%.

A pesquisa exclui os meses de janeiro e julho deste ano para evitar um resultado inflado por quem “furou” o teto com o terço de férias.

O economista Daniel Couri, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, diz que o problema dos “penduricalhos” é que, embora seja preciso uma lei para criá-los, o valor é decidido de forma administrativa. Ou seja, os próprios poderes podem escolher se merecem ou não um aumento.

“A LDO seria o lugar em que se poderia limitar de alguma forma essa autonomia”, diz Couri. Para ele, o impacto do novo auxílio-saúde aprovado pelo CNJ deve ser significativo e levará aos órgãos do Judiciário federal a ter de cortar gastos em outras áreas, já que a emenda do teto fixa um limite total para as despesas. Caberá a cada tribunal regulamentar o pagamento do benefício.

A reportagem questionou o CNJ sobre o impacto da medida e as razões que levaram à decisão, mas não obteve resposta.

ESTADÃO CONTEUDO

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
11:21

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A PREFEITURA MUNICIPAL DE CAICÓ, por meio das Secretarias Municipais de Educação, Cultura e Esportes, de Infraestrutura e Serviços Urbanos e de Planejamento e Articulação Institucional, vem esclarecer à população acerca dos fatos ocorridos quanto a impossibilidade de liberação do Ginásio de Esportes Monsenhor Antenor Salvino de Araújo (Nonozão), para a realização do evento religioso das Testemunhas de Jeová na cidade de Caicó/RN.

É de conhecimento públi…

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Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
11:12

Mesmo sem assumir a condição de pré-candidata a prefeita de Natal, a deputada federal, Natália Bonavides, PT, tem assustado os principais concorrentes,.  Na pesquisa Seta estimulada, o atual prefeito Álvaro Dias surge em primeiro lugar , tendo Natália Bonavides em segundo, Kelps Lima em  terceiro e Sandro Pimentel em quarto. Caso as esquerdas decidam se unir, somando-se os percentuais de Natália e Sandro,  ficavam empatados tecnicamente com o atual prefeito Álvaro Dias.

O deputado Kelps Lima, tem usado as redes sociais, para tentar mostrar ao eleitor da capital, que ele e Álvaro Dias, irão para o segundo turno, tentando com isso, tirar da disputa a deputada Natália Bonavides, que é um nome capaz de crescer durante a campanha eleitoral, superando os principais concorrentes,

 

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
10:42

Nesta sexta-feira (20), a senadora Zenaide Maia esteve presente no XII Congresso Estadual do Fisco do Rio Grande do Norte – CONEFISCO – Impactos da Reforma no Serviço Público Brasileiro, promovido pelo Sindicato dos Auditores Fiscais do RN. Na oportunidade, a parlamentar participou da mesa, onde foi feito uma avaliação das propostas da Reforma Tributária e a implementação técnica…

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
10:40

A atuação de voluntários tem se somado ao Corpo de Bombeiros Militares e à Defesa Civil no combate aos inúmeros focos de incêndios na operação denominada Santuário do Lima, na cidade de Patu. Desde segunda, foram combatidos 317 focos de chamas. Logo que subiu à serra do Lima, no final da tarde desta sexta-feira (20), a governadora Fátima Bezerra se…

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21/09/2019
10:17

A deputada federal, Natália Bonavides, encerrou ontem à noite, na cidade de Mossoró, II Semana Jurídica da Faculdade de Direito da UERN  abordando  o tema:  “Democracia no Brasil de hoje”  para os participantes do evento na. A deputada  Destacou  o quão sensível e perigoso é o momento atual do país para quem defende a democracia e a importância das organizações populares para barrar o fascismo. No final da palestra a  deputada agradeceu ao  convite dos  estudantes e professores (as) presentes pela recepção calorosa

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A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e área internaA imagem pode conter: 8 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas sentadas, mesa e área interna

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
10:06

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“Quem vai ter direito a ver do mar?”. Esse foi o questionamento feito pela vereadora Divaneide Basílio sobre os planos do prefeito Álvaro Dias (MDB) em promover maior verticalização da orla de Natal. A vereadora é contrária às propostas defendidas pelo prefeito sobre o plano diretor de Natal. Durante sessão extraordinária realizada na quinta-feira (19), pela Câmara Municipal, ela defendeu a importância de se construir uma cidade para as pessoas que vivem nela.

Álvaro DIAS chegou a afirmar que não recomenda ninguém a visitar a orla, considerada por ele como feia, decadente e que prejudica a cidade.

“A prefeitura precisa ter muito cuidado com essas afirmações porque culpabiliza a sociedade duas vezes: uma pela ausência do direito; e a segunda, para dizer ‘está feio, vamos fazer prédio porque assim a orla vai ficar bonita’. Trocar uma visão, uma paisagem, por uma construção predial e ter isso como uma visão de beleza é desconsiderar as pessoas que vivem nela, desconsiderar as pessoas que embelezam a orla caminhando, trabalhando ou vivendo próximas de seus trabalhos”, criticou Divaneide, que completa: “a gente não pode criar uma nova orla para quem nunca viveu nela ou para quem só deseja que ela seja de exclusividade de quem possa pagar”

A vereadora pelo PT é contra a proposta apresentada por Álvaro Dias em reunião com empresários e reforçada na Câmara. Para ela, a verticalização não representa uma saída para atrair turista.

“As pessoas não chegam aqui pra ver prédio, chegam pra ver belezas naturais e sentir a hospitalidade do nosso povo. Uma cidade que precisa ser inclusiva e acessível. A nossa praia não tem banheiro, não tem acessibilidade. A nossa praia precisa de cuidado. O que está feio na nossa orla é o abandono e não a nossa orla em si”, ressaltou, antes de destacar:

“Uma cidade sem paisagem não é uma cidade que as pessoas querem. Elas não querem uma cidade de concreto, querem uma cidade de verdade, com sol, com mar. Imagine a gente perder a visão do Forte dos Reis Magos, da Ponte Nova, perder a visão do mar. Quem vai ter direito a ver do mar? Direitos humanos é para todo mundo, não só para uma pequena parcela da sociedade com um poder aquisitivo mais alto. Eu acho que nós não temos que ter pressa na aprovação do plano, sob pena de aprovarmos uma proposta que vá retroagir em direitos. Nós temos que ter muita cautela, os debates têm que acontecer, a sociedade civil precisa participar”, afirmou.

Via Agência Saiba Mais.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
09:03

Circula nas redes sociais que um assessor do PT chamado Miquéias Mendonça teria comprado um carro de R$ 650 mil três dias antes de ganhar na Mega Sena. Na última quarta-feira (18), um grupo de assessores do partido ganhou R$ 120 milhões em um bolão na loteria federal. Por meio do projeto de verificação de notícias, usuários do Facebook solicitaram que esse material fosse analisado. Confira a seguir o trabalho de verificação da Lupa:

“A CASA CAIU: Assessor do PT que ganhou na Mega-Sena comprou carro de luxo antes do resultado do sorteio”
Texto publicado pelos sites Riachuelo Em AçãoWebplay e A Trombeta News que, até as 14h20 do dia 20 de setembro, tinham recebido 14,8 mil interações nas redes sociais, segundo a ferramenta Buzzsumo

FALSO

O conteúdo analisado pela Lupa é falso. O texto diz que um assessor parlamentar chamado Miquéias Mendonça comprou um carro de R$ 650 mil três dias antes do resultado do sorteio. O texto afirma, ainda, que o assessor ganha R$ 3,5 mil. Não existe nenhum Miquéias Mendonça empregado na Câmara dos Deputados nos últimos três meses, como é possível verificar no Portal da Transparência da instituição.

Além disso, o conteúdo é ilustrado por uma foto do suposto assessor dentro de um carro de luxo. A pessoa da foto é um empresário de Cuiabá chamado Marcelo Sixto Schiavenin. A imagem foi exibida em reportagem de abril deste ano no programa Fantástico, da Globo. Schiavenin comprava e revendia carros de luxo. Ele é acusado de não pagar por veículos que adquiriu e, posteriormente, vendeu.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:51

As revelações da Vaza Jato divulgadas pela Folha de S.Paulo/The Intercept Brasil neste sábado (21), que abordam a delação do empreiteiro Léo Pinheiro, confirmam as suspeitas levantadas pelo jornalista Luis Nassif sobre a rejeição da primeira delação de Pinheiro: poderia comprometer o movimento pelo impeachment

(Foto: Reprodução)

GGN – A delação de Léo Pinheiro, revelada hoje pela Folha-The Intercept ainda não chegou no essencial: as razões que levaram a Lava Jato a recusar a primeira tentativa de delação do empresário, em 2016.

Pelos documentos relevados pela Folha, a delação atingia diretamente José Serra e seus operadores – Aloysio Nunes, Sérgio Freitas e Márcio Fortes -, confirmando as suspeitas sobre a rejeição da delação anterior: poderia comprometer o movimento pelo impeachment.

Leia na íntegra no GGN

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:46

Neste sábado (21), acontece em São Paulo a Plenária Nacional da Campanha Lula Livre, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo. A plenária tem como objetivo reunir membros dos comitês, entidades e movimentos sociais para fazer uma avaliação e traçar perspectivas sobre a campanha pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diferente da última plenária realizada em março deste ano, a reunião conta com critérios de indicação de representantes das organizações e comitês da campanha.

“Esse será um momento de balanço das atividades da campanha e elaboração das perspectivas e propostas para o próximo momento. Para que o debate possa fluir com maior dinamicidade, a participação acontecerá por meio de critérios de delegação”, aponta o documento de convocação do encontro.

Para João Pedro Stédile, do MST e um dos coordenadores da campanha, “é um momento de escuta dos militantes que estão na campanha para verificar o que está dando certo e o que precisa ser melhorado.”

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:43

IMAGEM NOTICIA 0 - Câmara autoriza verba pública eleitoral para compra de helicóptero a carro de luxo

Um dos pontos do projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (18) coloca na lei a permissão expressa para que partidos políticos usem verbas públicas para adquirir bens móveis e imóveis, como mansões, helicópteros, aviões e carros de luxo.

Hoje a lei que trata do fundo partidário —que é a principal fonte de financiamento público das legendas, com previsão de distribuição de quase R$ 1 bilhão em 2019— estabelece um rol restrito de possibilidade de uso das verbas.

Tanto é que, em fevereiro, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu expressamente os partidos de usarem o fundo para adquirir imóvel para funcionar como sede de suas atividades. Estabeleceu ainda que reformas em bens já existentes só podem ser bancadas com dinheiro público para ações “estritamente necessárias”.

O texto aprovado pelos deputados dentro do projeto que busca afrouxar regras de transparência, fiscalização e punição relativas ao uso das verbas públicas pelos partidos estabelece, agora, que o fundo partidário possa ser usado também para “compra ou locação de bens móveis e imóveis, bem como na edificação ou construção de sedes e afins, e na realização de reformas e outras adaptações nesses bens”.

O projeto, que foi amenizado após forte pressão contrária, está nas mãos do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que poderá sancioná-lo ou vetá-lo, integral ou parcialmente. Para que essas regras possam valer para as próximas eleições, a sanção precisa ocorrer até 3 de outubro —um ano antes do pleito.

Em 2017, veio à tona um dos vários exemplos de uso questionável das verbas públicas pelos partidos.

O Ministério Público Federal obteve a quebra do sigilo bancário do Pros (Partido Republicano da Ordem Social) em decorrência do uso do dinheiro público para compra de helicóptero (R$ 2,4 milhões), aeronave bimotor (R$ 400 mil) e uma série de imóveis, entre eles uma mansão de R$ 4,5 milhões no Lago Sul, uma das regiões mais nobres de Brasília.

Fonte: Jornal do Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:37

O novo capítulo da Vaza Jato revela que Léo Pinheiro foi orientado por Aloysio Nunes a transmitir uma senha a José Serra, indicando que a propina seria paga. “Aloysio ainda deixou claro, durante a reunião, que para que houvesse recebimento dos créditos pendentes seria necessária uma audiência com o governador José Serra para informar que a OAS iria dar continuidade às obras da linha 4 do Metrô”, diz Léo Pinheiro no documento. “Essa foi a ‘senha’ que combinei com Aloysio Nunes para que o governador Serra tivesse ciência do ajuste”, afirma

O novo capítulo da Vaza Jato revela que José Serra, também poupado pela Lava Jato, talvez por ter sido o responsável pela entrega do pré-sal brasileiro às multinacionais do petróleo, tinha total ciência das propinas negociadas por Aloysio Nunes com Léo Pinheiro, da OAS. Confira, abaixo, um trecho da reportagem:

Em um trecho desses relatos, Léo Pinheiro diz que, em 2007, já na gestão Serra no Governo de São Paulo, Aloysio se reuniu com representantes de cinco grandes empreiteiras na casa de um suspeito de operar para o PSDB e solicitou propina de R$ 5 milhões. Em troca, as empresas esperavam a liberação de R$ 180 milhões relativos à construção da linha 4-amarela do Metrô.

“Aloysio ainda deixou claro, durante a reunião, que para que houvesse recebimento dos créditos pendentes seria necessária uma audiência com o governador José Serra para informar que a OAS iria dar continuidade às obras da linha 4 do Metrô”, diz Léo Pinheiro no documento. “Essa foi a ‘senha’ que combinei com Aloysio Nunes para que o governador Serra tivesse ciência do ajuste”, afirma.

Depois da reunião, diz ele, foi celebrado um acordo judicial com a Dersa (estatal rodoviária) para o pagamento pendente, no valor de R$ 54 milhões.


Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:23

Resultado de imagem para fotos Obra do Restaurante Universitário da UFRN segue dentro do prazo

O Restaurante Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RU) segue em obras, conforme o cronograma estabelecido para adequação da acessibilidade e reestruturação dos espaços de produção. A primeira fase está prevista para ser concluída em 8 de outubro 2019, data que corresponde a 90 dias do início da reforma e, até que as refeições sejam fornecidas pela unidade, os alunos continuarão recebendo auxílio-alimentação.

Com o intuito de melhorar a mobilidade de pessoas com deficiência e os espaços internos de produção das refeições, a obra está prevista para finalizar em um período total de 150 dias, tendo a previsão de entrega da primeira fase em 90 dias. A parte inicial da obra vai permitir o uso da área produtiva do RU, local de preparação das refeições. “Dessa forma, até a conclusão da segunda etapa da reforma, os usuários do restaurante serão servidos no novo refeitório, que fica localizado entre os Setores de Aulas 3 e 4 do Campus Central”, explicou a diretora do RU, Michelle Medeiros.

De acordo com o pró-reitor adjunto de Assuntos Estudantis, José Pereira de Melo, a instituição de ensino se compromete em garantir o auxílio-alimentação dos estudantes até que eles possam utilizar os serviços do RU. “A UFRN não deixará os alunos desamparados. Se houver atraso nas obras, faremos um cadastramento para os auxílios até dezembro, para que ninguém fique sem alimentação”, afirmou o gestor.

Auxílio-Alimentação
Para garantir a formação de qualidade e fomentar a permanência dos alunos em vulnerabilidade socioeconômica, o auxílio-alimentação é concedido a alunos de graduação presencial e de pós-graduação do Campus Central, durante a reforma do Restaurante Universitário, e foi aprovado pelos estudantes em reunião realizada no dia 30 de julho de 2019. Os discentes que utilizam o benefício seguem critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) e pelo edital do processo seletivo para bolsas e auxílios de assistência estudantil, seguindo recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU), como estarem regularmente matriculados e terem desempenho acadêmico satisfatório.

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:12

Ao negociar acordo de delação com a Lava Jato, a cúpula da empreiteira OAS descreveu o ex-senador e ex-chanceler Aloysio Nunes Ferreira em papel central na coordenação de pagamentos de propinas para campanhas do PSDB, entre elas a do senador José Serra à Presidência da República, em 2010.

Aloysio é citado em quatro capítulos como solicitante de repasses em troca de liberação de dinheiro de obras da prefeitura paulistana e do Governo de São Paulo para a empreiteira.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, menciona Aloysio sempre como a pessoa que solicita propina, seja para ele ou para Serra, nas campanhas de 2006 e 2010. Em 2006, Serra venceu a disputa ao Governo de São Paulo. Em 2010, disputou e perdeu a Presidência, e Aloysio se elegeu ao Senado.

O empreiteiro da OAS saiu da cadeia na última terça-feira (17), após ter seu acordo de colaboração homologado no Supremo Tribunal Federal. Ele estava preso em regime fechado desde 2016.

Entre as obras ligadas ao PSDB de São Paulo que o empresário cita como alvo de suposto desvio estão a ponte estaiada Octavio Frias de Oliveira, o túnel da Radial Leste, a rodovia Carvalho Pinto e a linha 4-amarela do Metrô.

A delação aponta que parte do dinheiro era entregue em espécie a indicados pelo ex-senador, que chefiou pastas das gestões Serra tanto na prefeitura (Secretaria de Governo) quanto na administração estadual (Casa Civil).

Os relatos da OAS que implicam Aloysio começam em 2005, logo após Serra ser empossado prefeito de São Paulo.

Léo Pinheiro diz ter se reunido com Serra e Aloysio para discutir as obras que a empresa havia iniciado na gestão Marta Suplicy (na época do PT e que depois migrou para o MDB, do qual saiu em 2018), como a construção da ponte estaiada e o túnel da Radial Leste.

Após a decisão de continuar a obra, conta o empresário, Aloysio o chamou em uma sala reservada para conversarem na varanda.

“[Na ocasião] solicitou-me uma adequação do programa da obra para que as alças da ponte estaiada e do túnel da Radial Leste fossem inauguradas quando José Serra renunciaria à prefeitura. Solicitou-me ainda o pagamento de vantagens indevidas no valor de 5%”, afirmou.

Ele diz que, em 2006, quando Serra deixou a prefeitura e o vice Gilberto Kassab (hoje PSD) assumiu, representantes da OAS foram procurados pelo novo prefeito para informar que seriam mantidos os compromissos de vantagens indevidas acertados por Aloysio —que continuou na Secretaria Municipal de Governo.

Ao longo da gestão Kassab, disse o empresário, houve pagamentos de propina combinados com a OAS nas obras da avenida Jornalista Roberto Marinho e em contratos da Secretaria Municipal da Habitação.

Uma proposta de delação com depoimentos de Léo Pinheiro foi compartilhada por procuradores da Lava Jato no aplicativo Telegram e está no material que foi enviado por fonte anônima para o The Intercept Brasil. Os arquivos foram analisados pela Folha e pelo site.

A proposta de Léo Pinheiro enviada pelos procuradores é de junho de 2017, mas a Folha apurou que os relatos continuam na versão final, homologada agora pelo ministro Edson Fachin (STF).

Em um trecho desses relatos, Léo Pinheiro diz que, em 2007, já na gestão Serra no Governo de São Paulo, Aloysio se reuniu com representantes de cinco grandes empreiteiras na casa de um suspeito de operar para o PSDB e solicitou propina de R$ 5 milhões.

Em troca, as empresas esperavam a liberação de R$ 180 milhões relativos à construção da linha 4-amarela do Metrô. O episódio já foi relatado pela Folha. Nele, Léo Pinheiro diz que autorizou o pagamento da parte da OAS, R$ 1 milhão, em espécie, para o então deputado Rodrigo Garcia (DEM), hoje vice de João Doria (PSDB) no governo.

As outras duas menções a Aloysio são a respeito das eleições de 2010, quando Serra concorreu ao Planalto e ele, ao Senado por São Paulo. Ambas fazem referência às obras da rodovia Carvalho Pinto.

O empresário afirma que, em reunião com Aloysio e Márcio Fortes (então presidente da estatal Emplasa), o futuro senador solicitou 10% em troca de créditos pendentes da empreiteira na Carvalho Pinto.

“Aloysio ainda deixou claro, durante a reunião, que para que houvesse recebimento dos créditos pendentes seria necessária uma audiência com o governador José Serra para informar que a OAS iria dar continuidade às obras da linha 4 do Metrô”, diz Léo Pinheiro no documento.

“Essa foi a ‘senha’ que combinei com Aloysio Nunes para que o governador Serra tivesse ciência do ajuste”, afirma.

Depois da reunião, diz ele, foi celebrado um acordo judicial com a Dersa (estatal rodoviária) para o pagamento pendente, no valor de R$ 54 milhões.

Ele diz que, então, fez uma doação oficial à campanha de Serra no valor de R$ 2,8 milhões e que outros R$ 2,5 milhões foram pagos em espécie a três emissários do governador: a Fortes, a Sérgio Freitas, tesoureiro da campanha, e a Luis Sobral, que trabalhava para o partido.

Segundo José Ricardo Breghirolli, ex-funcionário da OAS que afirma ter feito entregas a Sobral, os valores eram levados em envelopes pardos no comitê de campanha, no centro de São Paulo, em blocos de R$ 5.000 com até R$ 50 mil por envelope. As notas iam dentro de uma pasta de notebook. Esse relato também foi homologado pelo Supremo.

Após a entrega, disse Breghirolli, jornais amassados eram colocados dentro da pasta para que ela voltasse com o mesmo volume que entrou no prédio. Para a campanha de Aloysio ao Senado, Léo Pinheiro disse ter dado R$ 1 milhão em espécie, em cinco parcelas de R$ 200 mil.

Nos últimos anos, Aloysio se tornou ministro das Relações Exteriores do governo Michel Temer (MDB) e, neste ano, virou presidente da Investe SP, agência de estímulo a investimentos no estado, do governo João Doria.

No entanto afastou-se em fevereiro, após virar alvo de uma fase da Operação Lava Jato que prendeu o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, apontado como operador de propina de tucanos.

OUTRO LADO

O ex-senador Aloysio Nunes negou à Folha ter cometido crimes e disse que pediu doações oficiais para a OAS em várias campanhas, que eram legais à época, “sem jamais exigir qualquer tipo de contrapartida”.

“Tudo o mais só posso atribuir à pressão psicológica exercida pelos procuradores para obter delações mentirosas de alguém há tanto tempo encarcerado”, disse, em nota, Aloysio.

O ex-prefeito Gilberto Kassab disse que nunca teve relação próxima com Léo Pinheiro e que jamais fez reunião com a finalidade de manter pagamentos ilegais.

Kassab afirmou ainda confiar no Judiciário e que está absolutamente tranquilo diante da lisura e correção com que atuou em cargos públicos.

“Divulgar especulações feitas no tortuoso processo de investigação destrói reputações e acaba por enfraquecer o modelo da delação premiada, ao colocar em dúvida as informações apresentadas”, disse.

Márcio Fortes afirmou que nunca esteve na presença de Léo Pinheiro, “muito menos em qualquer reunião com o Aloysio”. “Não sei quem é [Léo Pinheiro], se eu o visse na rua não saberia quem era. Isso tudo [o que ele relatou] é um mundo inexistente.”

Luis Sobral disse, em nota, que não conhece nem participou das supostas reuniões apontadas pelos delatores. “Nunca sugeri, orientei, nem me reuni com ninguém para receber valores em espécie de nenhuma natureza. Não conheço pessoalmente os citados, inclusive”, afirmou.

Ele disse que exerceu um cargo técnico de contabilidade das contas da campanha e que, segundo ele, tudo foi devidamente registrado na Justiça Eleitoral.

“Repudio essa tática sórdida pela qual um criminoso confesso usa o nome de uma pessoa inocente —que foi contratado oficialmente pela campanha e exerceu uma função pública— com o objetivo de dar veracidade ao seu depoimento e obter benefícios judiciais”, acrescentou.

Procurado, o senador José Serra não se manifestou sobre as declarações de Léo Pinheiro. A reportagem não conseguiu localizar Sérgio Freitas.

A defesa de Léo Pinheiro não se manifestou.

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio


21/09/2019
08:11

manifesto de 17 juristas do mundo acusando o ministro Sergio Moro, da Justiça, e a força-tarefa da Lava Jato de promoverem um julgamento injusto de Lula gerou réplica dos procuradores –e agora uma tréplica dos advogados do petista.

Numa carta enviada ao professor Matthew Stephenson, da Faculdade de Direito de Harvard, que está publicando a polêmica em seu blog, eles dizem que se dispõem a divulgar áudios “numa conferência internacional” para provar que foram interceptados ilegalmente por ordem de Moro– o que o juiz nega.

Entre elas estariam conversas de Lula com o advogado Cristiano Zanin, por exemplo.

MÔNICA BERGAMO

Publicado por: Chico Gregorio