

A bilionária campanha anticonstitucional do pacote anticrime do ministro Sérgio Moro começou a sofrer reveses em todo o País. Um outdoor exibido no município de Manacapuru, no Amazonas, foi alterado nas redes sociais com a pergunta cuja resposta vale um milhão de dólares: quem mandou matar Marielle Franco
O outdoor em questão [o original] traz as fotos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-juiz da Lava Jato defendendo a inconstitucional prisão em 2ª instância –sem o trânsito em julgado.
A Constituição Federal estabelece no artigo 5º, inciso LVII, que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória”, qual seja, trata-se de cláusula pétrea porque a presunção da inocência é uma garantia fundamental do indivíduo.
A foto da propaganda é mais dentre dezenas que foram financiadas ‘sabe-se lá por quanto e por quem’ –alô STF, alô garantistas, bom dia!!!– foram retuitadas pelo ministro Sérgio Moro.
O caríssimo material é assinado por uma entidade fake denominada “Direta Manacapuru”; outros, no entanto, também retuitados pelo ex-juiz, são apócrifos, anônimos, que não apresentam assinatura de nenhuma organização específica.
Quanto à pergunta feita pelas redes sociais –sobre quem matou Marielle Franco– nem Moro nem Bolsonaro ainda responderam.
Mas, afinal, quem paga a bilionária campanha contra a Constituição Federal. Pode isso, Arnaldo?
Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes afirmou essa ‘Escola da Lava Jato’ sabia mais de marketing político do que direito e justiça. Bingo!
Via Esmael Morais.
O Dia “D” da campanha educativa de conhecimento e informações sobre a supressão vegetal da área da bacia hidrográfica da Barragem de Oiticica terá encontro amanhã, 20 de novembro, às 9 horas, na Igreja de Santana da comunidade Barra de Santana. O Movimento dos Atingidos e Atingidas pelas obras da Barragem, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) e o movimento sindical convidaram todos os envolvidos nesses aspectos da construção da Barragem para participarem desse processo de formação.
Foram convidados os prefeitos de Jucurutu, Jardim de Piranhas e de São Fernando; vereadores, secretárias municipais de educação, saúde e agricultura; associações rurais; entidades da sociedade civil; igrejas; professores; agentes de saúde; Emater; e a população rural residente na área da barragem de Oiticica dos municípios de Jucurutu, Jardim de Piranhas e São Fernando. Essa atividade é um dos itens da carta reivindicatória entregue pelo Movimento dos Atingidos e Atingidas pelas obras da Barragem à Governadora Fátima Bezerra.
Via Edilson Silva.

Depois da pressão sofrida por associações, consumidores, investidores e parlamentares, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) adiou a decisão de taxar em até 64% a produção de energia fotovoltaica (solar) para o ano que vem.
De acordo com Rodrigo Limp, diretor da agência, o prazo para as contribuições à consulta pública aberta pela Aneel foi prorrogado até o dia 30 de dezembro.
O governo e a Aneel incentivaram o investimento na Geração Distribuída (GD), principalmente composta pela geração solar, por meio de uma resolução de 2012. Segundo Limp, a agência verificou, em 2015, que os incentivos seriam insustentáveis no longo prazo, mas foram mantidos porque a capacidade instalada ainda era irrisória.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com a cautela de investidores em véspera de feriado, a Bolsa brasileira recuou 0,38% e voltou aos 105 mil pontos nesta terça-feira (19), menor patamar desde 18 de outubro. O dólar teve um leve recuo de 0,14%, a R$ 4,2010, segundo maior valor nominal desde a criação do Plano Real.
Também pesou para a queda do Ibovespa, o viés negativo do índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, que recuou 0,36% com uma previsão menor de vendas no final de ano da gigante do varejo Home Depot.
Nesta terça, o dólar encostou nos R$ 4,22 pela manhã, mas perdeu força com reportagem da Bloomberg, segundo a qual China e Estados Unidos estariam calculando a quantidade de tarifas a serem retiradas na “fase 1” do acordo comercial, que pode ser celebrada ainda este ano.
Também nesta terça, o presidente americano, Donald Trump, disse que o clima entre os países está bom e que “a China vai ter que fazer um acordo que eu goste”, sendo que, sem acordo, as tarifas a importações chinesas vão subir.
Na segunda (18), o dólar fechou acima de R$ 4,20 pela primeira vez na história. O Banco Central (BC) não indicou intervenção para baixar a cotação, que acumula alta de 4,5% no mês.
O presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a instituição se importa apenas em como o valor do câmbio afeta a inflação e que a desvalorização recente do real não influenciou as expectativas de inflação, citando um cenário de melhora da economia, melhora de percepção de risco e redução dos juros de longo prazo.
O BC inclusive cancelou as ofertas de dólares em moeda spot previstos para esta terça, por conta do feriado em São Paulo pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nesta quarta (20). Na quinta (21), serão ofertados até US$ 785 milhões em moeda spot e 15.700 contratos de swap cambial reverso e 15.700 contratos de swap tradicional para rolagem do vencimento janeiro 2020.
O BC comunicou ainda que na quarta não haverá oferta simultânea de dólar à vista e de contratos de swaps. “Os volumes que seriam ofertados nesses dias serão distribuídos nos demais dias úteis do mês”, disse.

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O deputado Coronel Tadeu (PSL-SP) quebrou, nesta terça-feira (19), uma placa com charge que compunha exposição em homenagem ao Dia da Consciência Negra na Câmara.
O cartaz trazia uma charge do cartunista Latuff mostrando um policial com uma arma se afastando depois de atirar em um jovem algemado.
A peça tinha os dizeres “o genocídio da população negra” e uma explicação com dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica) sobre mortes de jovens negros.
“Por sua vez, os negros são as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil”, dizia a placa.
A taxa de homicídios entre homens jovens pretos e pardos chegou a 185 a cada 100 mil habitantes em 2017, quase três vezes a dos brancos.
Parlamentares oposicionistas da bancada negra, como Taliria Petrone (PSOL-RJ), Benedita da Silva (PT-RJ), Aurea Carolina (PSOL-MG) e David Miranda (PSOL-RJ), foram ao Departamento de Polícia Legislativa da Casa e prestaram queixa contra Tadeu.
Segundo Taliria, os partidos também farão representação no Conselho de Ética da Câmara e irão à PGR (Procuradoria-Geral da República) protocolar representação por racismo.
Deputados confrontaram o parlamentar no corredor depois de ele quebrar a placa, chamando-o de racista. “Isso é uma violência”, afirmou Benedita enquanto apontava para o cartaz, partido em dois no chão.
“Eles fizeram o protesto deles, eu fiz o meu. O cartaz era nitidamente ofensivo aos policiais do país”, afirmou Coronel Tadeu à reportagem. Ele disse que decidiu arrancar o cartaz “para retirar primeiro aquilo imediatamente” e disse que a placa “direcionava o entendimento de que policiais só matam negros”.
“O policial quer preservar a própria vida. Na hora do tiroteio, você não sabe se o cara é branco ou negro”, disse.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Conmebol liberou nesta terça-feira (19) o segundo lote de ingressos para a final da Copa Libertadores entre Flamengo e River Plate (ARG), no estádio Monumental, em Lima, no Peru.
São 4.200 lugares disponíveis nesta etapa, todos para os setores gerais das arquibancadas, não destinados à torcidas específicas. Destes, 1,2 mil serão da categoria 1, setor mais caro, na lateral do gramado, e que custa US$ 250 cada (mais de R$ 1 mil). O restante é para a categoria 2, na lateral oposta, e pode ser comprado por US$ 150 (R$ 630).
A compra é feita exclusivamente pelo site oficial da competição (https://www.eventim.com.br/cam… ). A final está marcada para o próximo dia 23, e é possível chegar a Lima tanto de avião quanto de ônibus.
Os ingressos atrás do gol, que são voltados exclusivamente para cada uma das torcidas envolvidas na final, já estão esgotados. O estádio tem capacidade para 80 mil pessoas, mas devido a restrições de segurança e exigências da Conmebol, o público esperado é de cerca de 55 mil pessoas.

O Senado Federal concluiu nesta 3ª feira (19) a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a inclusão de Estados e municípios nas regras da reforma da Previdência –a chamada PEC paralela. A economia esperada com a proposta é de cerca de R$ 350 bilhões em 10 anos. A PEC teve o 2º turno finalizado na mesma noite por 1 acordo entre os senadores por 53 a 7.Havia 4 destaques, pedidos de voto em separado para alterar o texto principal, que foram rejeitados pelo plenário da Casa. O principal era de autoria do PT e tratava de aposentadoria por invalidez. A estimativa do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), era de que a aprovação deste destaque reduziria em R$ 83 bilhões a economia da PEC paralela em 10 anos.
O destaque do Pros foi rejeitado e o do PSDB foi retirado. As votações dos destaques foram marcadas pela falta de quorum e obstrução, chegando a ser adiada duas vezes por falta de senadores para que a discussão fosse adiante. O texto principal foi aprovado pelos senadores em 6 de novembro.
Por outro lado, houve 1 acordo sobre proposta de emenda de autoria da Rede para as regras de transição para a mudança do cálculo dos benefícios de aposentadoria. Pela reforma da Previdência, o cálculo do benefício é feito com a média aritmética simples dos salários de contribuição correspondentes a 100% do período de contribuição. O destaque aprovado nesta 3ª(19) restabelece a média antiga de 80%, que subiria para 90% em 2022 e para 100% a partir de 2025.
O relatório inicial da PEC paralela foi aprovado em 4 de setembro. O texto faz alterações na reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso, que foi promulgada em 12 de novembro. A principal delas é a inclusão de Estados e municípios nas novas regras para a aposentadoria.
A criação de 1 texto paralelo foi definida para evitar que a inclusão desse tópico, pelo Senado, fizesse com que o texto principal da reforma precisasse voltar para a Câmara –atrasando sua conclusão.
De acordo com a PEC aprovada, os entes federativos poderão adotar integralmente a proposta por meio de ordinária e podem rever a decisão por meio de projeto de lei, a menos que isso seja feito a 180 dias do fim do mandato do governante.
Caso o município não aprove as novas regras, ele terá de adotar o Estado o qual pertence tenha aderido ao sistema da União.
Poder 360
O orçamento do Bolsa Família para este ano é insuficiente para que o presidente Jair Bolsonaro cumpra a promessa de pagar um 13º para os beneficiários, segundo análise de técnicos do Congresso.
De acordo com nota técnica do Legislativo, faltam R$ 759 milhões na reserva do programa para garantir os pagamentos neste ano.
Se não houver suplementação de recursos, cerca de 4 milhões de pessoas poderão ficar sem receber o benefício. O número é aproximado porque depende do valor do benefício pago a cada família.
O adicional natalino, como é chamado por integrantes do governo, foi anunciado por Bolsonaro e pelo ministro Osmar Terra (Cidadania) em outubro.
Para implementá-lo, Bolsonaro assinou uma medida provisória, que tem validade imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.
Nessa tramitação, a nota técnica elaborada pela Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado serve para subsidiar deputados e senadores, que irão analisar a adequação da MP às leis orçamentárias.
O documento do Legislativo concluiu que a MP fere normas legais ao não prever de onde sairão os recursos para bancar os gastos com o Bolsa Família neste ano.
Responsável pelo gerenciamento do programa, o Ministério da Cidadania havia informado, em outubro, que o 13º seria garantido por um aumento de R$ 2,6 bilhões no orçamento do programa.
Isso foi feito, e, para este ano, ficaram previstos R$ 32 bilhões para a transferência de renda a pessoas em situação de pobreza e de extrema pobreza.
Do total, R$ 25,2 bilhões já foram usados até outubro. Por mês, os desembolsos somam, em média, R$ 2,5 bilhões.
u como buscará recursos extras. O Ministério da Economia não se manifestou.
Para que a situação seja normalizada, o governo pode editar uma portaria remanejando recursos entre órgãos do Ministério da Cidadania.
Outra alternativa é o envio ao Congresso de um projeto de lei orçamentário com uma suplementação de verbas. Nesse caso, a medida dependerá de aval do Legislativo, que precisará avaliar o pedido antes que o recurso acabe.
O Bolsa Família atende pessoas que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e pobreza, com renda entre R$ 89,01 e R$ 178 por mês.
Em outubro, a cobertura do programa foi de 13,5 milhões de famílias. O benefício médio foi de R$ 189,86 por família.
No governo Bolsonaro, o programa vem regredindo, após atingir o auge em maio, quando a cobertura chegou a 14,1 milhões de famílias.
FOLHAPRESS
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse nesta terça-feira (19) que o Brasil deve cair no Pisa e ficará em último lugar na América Latina. Os dados oficiais, no entanto, só serão divulgados em dezembro.
O Pisa é uma avaliação internacional com jovens de 15 e 16 anos realizada pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, uma entidade que reúne países desenvolvidos). No Brasil, cabe ao Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) a aplicação da prova.
“Vai sair o Pisa agora no início do mês e o Brasil estará no ultimo lugar da América do Sul, nós seremos o fruto desses 16 anos de PT e de abordagens esquerdistas”, disse o ministro.
Weintraub não deixou claro se estava adiantando os resultados, cuja divulgação oficial cabe à OCDE e ocorre diretamente a jornalistas cadastrados. Em geral, o governo realiza uma coletiva de imprensa para comentar os resultados.
“Sim, eu diria que tem uma grande probabilidade de a gente esta figurando lá no fundo, das últimas posições dependendo da categoria”, disse ele ao ser questionado. “Eu estou supondo com base em números robustos”.
Na última edição, divulgada em 2015, o Brasil ficou na 63ª posição em matemática (entre 70 países e territórios avaliados). Também são testadas na prova os conhecimentos de ciências (o Brasil ficou em 65º) e leitura (58º).
A Folha apurou que as lideranças do MEC e do Inep têm se articulado para, na coletiva de divulgação, realçarem uma interpretação de que os maus resultados do Pisa são reflexos dos governos do PT.
O Pisa é realizado a cada três anos). O último resultado, divulgado em 2016, marcou a interrupção de uma tendência positiva registrada desde 2000.
Em 2012, o governo Dilma Rousseff (PT) comemorou o avanço na última década, mesmo com resultados baixos e sem grandes avanços. Até aquela edição, o Brasil havia sido o país que mais crescera em matemática nessa avaliação em dez anos.
O ministro Weintraub falou sobre o Pisa em cerimônia no Palácio do Planalto ao lado do presidente Bolsonaro, que não fez pronunciamento. Foi anunciado no evento uma expansão no projeto para conectar escolas públicas à internet.
Com restrições orçamentárias, o MEC tem feito anúncios de programas que terão impacto apenas em anos posteriores —como é o caso de iniciativas de ensino técnico e alfabetização. Este já é a quarta entrevista coletiva para anunciar algum tipo de expansão no programa de conexão de escolas.
O MEC indicou que mais 32 mil escolas urbanas receberão recursos para instalação de internet. A expectativa é chegar a cerca de 70 mil escolas até o ano que vem, ao levar em conta o volume de unidades já anunciadas.
O ministro voltou a associar os desafios educacionais do país ao educador Paulo Freire e também o custo das universidades federais com a escassez de recursos na educação básica. “Paulo Freire não deu certo, deixar as crianças sem internet não deu certo”, disse.
Ao todo, o MEC promete investir R$ 224 milhões ainda neste ano para a contratação de serviços de conexão à internet. As transferências serão feitas diretamente para escolas por meio do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola) —os depósitos começarão a ser feitos nesta semana, segundo o ministro.
Este programa se chama Educação Conectada e foi criado no ano passado durante o governo Michel Temer (MDB). Em 2018, o MEC investiu R$ 78 milhões para atender 23.266 escolas.
O governo Bolsonaro não havia feito nenhuma transferência dentro desse programa até o fim do primeiro semestre, como a Folha revelou.
Em julho, o governo fez o primeiro anúncio para retorno desses investimentos. Na ocasião, o MEC já havia anunciado o empenho de R$ 114 milhões para escolas urbanas, mais da metade, portanto, dos valores prometidos nesta terça.
A cerimônia ainda marcou o lançamento de um concurso para estudantes desenvolverem criações artísticas com o tema da bandeira brasileira. O dia da bandeira é celebrado no dia 19 de novembro. As criações integrarão livros didáticos distribuídos pelo governo federal a partir de 2021.
FOLHAPRESS
A medida provisória que reformulou o programa Mais Médicos e o rebatizou de Médicos pelo Brasil pode ser a primeira vítima notável da insatisfação de parlamentares com o governo. O texto, que expira na próxima quinta (28), era tratado como caso perdido por líderes da centro-direita nesta terça (19). Diante desse cenário, deputados costuram um acordo para, depois que a proposição de Jair Bolsonaro caducar, encampar um projeto de lei que contemple apenas parte da tese do Planalto.
A ideia dos deputados, caso a medida provisória não seja mesmo votada, é manter em um projeto de lei a exigência de que seja retomada frequência no Revalida, exame aplicado em médicos formados no exterior e que não é realizado desde 2017 por falta de verba.
Como mostrou o Painel, a má vontade com as pautas do governo decorre da demora do pagamento de projetos que foram alvo de emendas de parlamentares. Nesta quarta (20), líderes terão nova reunião sobre o assunto com Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo).
A Comissão de Orçamento aprovou abertura de R$ 2,1 bi em créditos extras para honrar esses desembolsos, mas deputados se queixam de que o dinheiro não sai. A suspeita é a de que se trata de um problema de execução nos ministérios.
PAINEL/ FOLHA
A orla de Ponta Negra, na zona Sul de Natal, ficará interditada ao público por um período de quatro a seis meses, no ano que vem, para permitir a execução das obras de engorda da praia. O serviço ainda não tem uma data definida para começar, mas os trabalhos terão de ser concentrados entre os meses de setembro e fevereiro para aproveitar uma época do ano em que as marés são mais fracas e os ventos mais brandos. O objetivo da intervenção é assegurar que a faixa de areia tenha, ao menos, 23 metros de largura na maré alta.
O projeto completo está orçado em R$ 56 milhões, e a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Infraestrutura (Semov) precisa iniciar a primeira fase da obra até meados do próximo mês para garantir a vinda de recursos do governo Federal. Porém, ainda falta a licença ambiental do Idema (Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do RN) autorizando o início das obras.
“Temos R$ 17 milhões já liberados e esperando na conta para a conclusão das obras de enrocamento. Só depois desse serviço é que poderemos começar a engorda da faixa de areia propriamente dita, que vai custar mais R$ 39 milhões”, explicou o secretário Tomaz Neto, titular da Semov. O gestor ressaltou que desde 2017 o Município busca o licenciamento ambiental da obra junto ao Idema.
A verba foi liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, a partir de uma demanda da Secretaria Nacional de Defesa Civil que constatou erosão marinha causada pelo avanço do mar em Ponta Negra. Os primeiros desmoronamentos na orla ocorreram em 2012, e dos quatro quilômetros que formam a enseada metade foram enrocados de forma emergencial.
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YUNO SILVA – TRIBUNA DO NORTE

O doutor Paulo Guedes e seu secretário Rogério Marinho garantiram a suas presença nos anais da ciência econômica: propuseram a taxação dos desempregados para financiar um programa de estímulo ao emprego. Não se conhece iniciativa igual no mundo, nos séculos afora.
Pela proposta da ekipekonômica, os brasileiros que recebem o seguro-desemprego, que vai de R$ 998 a R$ 1.735, pagarão de R$ 75 a R$ 130 como contribuição previdenciária. O sujeito perdeu o emprego, não tem outra renda, pede o benefício, que dura até cinco meses, e querem mordê-lo em 7,5% do que é pouco mais que uma esmola.
Se isso fosse pouco, no mesmo pacote a ekipekonômika desonerou os empregadores que aderirem ao programa do pagamento de sua cota previdenciária de 20%. Tinha razão o poeta Augusto dos Anjos, “a mão que afaga é a mesma que apedreja”, mas o doutor Paulo Guedes afaga para cima e apedreja para baixo.
Tomar dinheiro dos miseráveis era coisa comum no tempo da escravidão. Em 1734, para combater “a ociosidade dos negros forros e dos vadios em geral”, a Coroa cobrava quatro oitavas de ouro a cada bípede livre que vivia na região das minas. Em 1835 a Assembleia da Bahia tomava dez mil réis de todos os negros libertos nascidos na África. Esse imposto rendia um bom dinheiro, algo como 7,6% do orçamento da província. Eram tungas de outra época.
No século 21, a ekipekonômica de Guedes e Rogério quer arrecadar R$ 11 bilhões em cinco anos com argumentos mais refinados e cosmopolitas. Como o programa de estímulo ao emprego (e à propaganda oficial) gera despesa, deve-se indicar uma fonte de receita para custeá-lo.
Sob o céu de anil deste grande Brasil, os doutores miraram no bolso dos desempregados que conseguem acesso ao seguro, um benefício restrito aos trabalhadores do mercado formal. Em julho, 11,7 milhões de pessoas trabalhavam sem carteira assinada.
O argumento dos doutores pode ser uma girafa social, mas parece matematicamente correto. É intelectualmente desonesto porque o programa de estímulo ao emprego dos jovens durará só até 2022, enquanto a tunga do seguro dos desempregados ficará para sempre.
Há três semanas, neste espaço, Eremildo, o Idiota, propôs que junto com a discussão do fim dos incentivos à energia solar se pensasse também na cobrança de um imposto aos desempregados, pois eles usam os serviços públicos e não contribuem para a caixa da Viúva. Eremildo é um cretino assumido e se orgulha disso.
Via Renato Dantas.