15/11/2019
13:30

Foto: Alan Santos/Presidência da República

O novo partido de Jair Bolsonaro, Aliança Pelo Brasil, abriga uma parceria cada vez mais visível nos bastidores do Planalto. O chefe da Fiesp, Paulo Skaf, atua ativamente na estruturação do partido. Ele quer disputar o governo de São Paulo em 2022 com Bolsonaro no palanque — e também não descarta a prefeitura no ano que vem.

O “casamento” com o dirigente do Sistema S deu-se em outubro. Foi Skaf que se ofereceu a Bolsonaro para viabilizar o partido, algo que demanda dinheiro. O advogado Admar Gonzaga, por exemplo, tem contrato com a Fiesp, mas atua “pro bono” para Bolsonaro — há outras figuras da folha da Fiesp na mesma empreitada.

Veja

Publicado por: Chico Gregorio


15/11/2019
13:29

Foto: Reprodução/Facebook

O empresário, fotógrafo e trineto de dom Pedro 2º, João de Orleans e Bragança, diz ter “pena” do seu primo e deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-RJ) “por ele ter se metido com esse nível de gente” —referindo-se ao grupo ligado a Bolsonaro no parlamento.

REPÚBLICA 

“Olha o baixo nível. O nível de discriminação”, afirma Joãozinho, que, assim como o primo, também é chamado de príncipe. “É gente desqualificada para lidar com a ‘res publica’, a vida pública. Gente que não poderia estar na política participando do destino do Brasil.”

INTIMIDADE 

Na quinta (13), o deputado Alexandre Frota (PSDB-SP) contou que o presidente Jair Bolsonaro perguntou se Luiz Philippe era gay antes de desistir de indicá-lo como vice em sua chapa. “Não sou gay nem sei onde é que faz suruba”, disse o deputado em áudio enviado a um grupo de ativistas comentando a polêmica.

TAMO JUNTO 

Apesar de discordar do posicionamento político de Luiz Philippe, Joãozinho diz que não interessa se ele é gay ou não e que está ao lado dele em meio a “essa fofocada”. “Se eu fosse dar um conselho seria o de ele se afastar dessa gente”, afirma Joãozinho.

Folha de São Paulo/ Mônica Bérgamo

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
12:14

Foto: Sergio Lima/Poder360

Pesquisa divulgada nesta 4ª feira (13.nov.2019) mostra que a aprovação do governo de Jair Bolsonaro passou de 33% em outubro para 35% em novembro. A rejeição também foi de 38% para 39%. O estudo foi realizado pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) e divulgado pela consultoria XP. A pesquisa ouviu 1.000 pessoas nos dias 6, 7 e 8 de novembro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Eis a íntegra.

Este já é o 2º levantamento seguido em que aprovação da gestão do presidente Bolsonaro tem oscilação positiva dentro da margem de erro. Em setembro, o percentual daqueles que aprovavam o governo era de 30%.

As expectativas para o futuro do governo se mantiveram estáveis, segundo o levantamento. O grupo que diz esperar que a gestão Bolsonaro seja boa ou ótima daqui pra frente é de 46%. Já a parcela que projeta 1 governo ruim ou péssimo passou de 31% para 32%. O percentual que considera que será regular caiu de 19% para 18%.

Os responsáveis pela pesquisa também indagaram os entrevistados sobre o novo pacote econômico apresentado pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) ao Congresso. Pouco mais de a metade dos entrevistados (55%) disse ter tomado conhecimento das propostas, que englobam 3 PECs (propostas de emenda à Constituição). Dentre esse grupo, 57% disseram avaliar que as medidas vão na direção correta.

Uma das propostas contidas no pacote econômico é a possibilidade de extinção de municípios com menos de 5.000 habitantes e que dependam excessivamente de repasses para arcar com suas despesas. Sobre esse ponto, 60% dos entrevistados se declararam a favor da medida, enquanto 32% disseram ser contra. Outros 8% não souberam ou não quiseram responder.

A proposta do governo considerada mais importante, no entanto, é o projeto anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). A pesquisa mostra que o projeto, que até agora avançou pouco na Câmara dos Deputados, teve sua relevância avaliada com nota 7,8 (de 0 a 10) pelos entrevistados –a maior nota alcançada entre 8 medidas testadas.

Poder 360

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
12:04

Resultado de imagem para fotos de linda cidade de saõ jose do seridó

O deputado estadual, Vivaldo Costa, programou um plano para colocar em prática na cidade de São José do Seridó, já consegui  seu primeiro objetivo, que era colocar a prefeita Miúda Góes, romper com o ex-prefeito e padrinho politico, o bacurau  Jackson Dantas. Com rompimento da prefeito com os bacuraus do MDB, causando uma revolta no eleitorado da bandeira verde na cidade, que não aceitam Miúda se juntar com a família COSTA, as alternativas da atual prefeita, ficaram restritas ao alinhamento politico com Bosco Costa, João Lázaro , vereadores do sistema com a benção do Papa Jerimu.

Cumprida essa primeira etapa do plano Papa, agora o velho cacique seridoense, parte para a segunda parte , que é a formação da chapa. Sem outra opção,   a atual  Maria Dalva (MDB), popularmente conhecida como Miúda, terá que ficar na dependência de Vivaldo que vai decidir entre ela  e o irmão Bosto Costa, baseado em suas pesquisas artesanal entre os dois,  qual o nome mais bem avaliado para enfrentar o forte  Jackson Dantas, que ao deixar a prefeitura após o seu segundo mandato, tinha uma aprovação positiva, superior a 80%, pela grande gestão que realizou na cidade.

Para fortalecer o nome de Bosco Costa, Vivaldo Costa tem procurado o presidente da assembleia Ezequiel Ferreira, e o  médico Thiago Almeida, para que o vereador Solteiro, liderado dos dois, trabalhe nos bastidores o nome de Bosco Costa, numa disputa pela cabeça da chapa com Miúda  Góes.

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
11:28

Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)

247 – O vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) seguiu orientação dos advogados para apagar seus perfis em redes sociais antes do depoimento que deve prestar à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News no Congresso.

De acordo com informações da coluna de Guilherme Amado nesta quinta-feira (14), o filho de Jair Bolsonaro atendeu a um conselho dos advogados, que previram mais exposição sobre a ligação dele com a milícia virtual bolsonarista por causa do “power point” preparado por Joice Hasselmann (PSL-SP) que será apresentado à CPI.

Carluxo também estaria irritado com reprimendas feitas pelo pai, que já havia pedido moderação nas postagens do Twitter.

O vereador licenciado é dos líderes da ala mais radical do bolsonarismo e aliado do escritor Olavo de Carvalho.

O assunto fake news voltou a ganhar destaque nas páginas da imprensa nas eleições presidenciais do ano passado, quando houve uma campanha ilegal contra o então presidenciável Fernando Haddad (PT) financiada por empresas e que teve como base a divulgação de notícias falsas no WhatsApp para prejudicá-lo e favorecer Jair Bolsonaro.

Conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan.

No mês passado, o WhatsApp admitiu que a eleição teve uso de envios massivos de mensagens, com sistemas automatizados contratados de empresas.

“Na eleição brasileira do ano passado houve a atuação de empresas fornecedoras de envios massivos de mensagens, que violaram nossos termos de uso para atingir um grande número de pessoas”, afirmou Ben Supple, gerente de políticas públicas e eleições globais do WhatsApp, em palestra no Festival Gabo, segundo outra reportagem do jornal paulista.

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
11:17

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, requisitou cópias de todos os relatórios de movimentações financeiras “atípicas” produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) nos últimos três anos.

Toffoli quer embasar uma decisão futura sobre uma liminar que ele mesmo concedeu suspendendo investigações com esses dados. No caso, a decisão atendeu a um pedido do senador Flávio Bolsonaro, enrolado nas transações financeiras com Fabrício Queiroz.

A UIF (Unidade de Inteligência Financeira) do Banco Central (antigo Coaf) afirmou que entre os citados nos relatórios há “um número considerável de pessoas expostas politicamente e de pessoas com prerrogativa de foro por função”.

Ou seja, é nitroglicerina pura com potencial para demolir o atual governo e acabar com muitas carreiras políticas. Resta saber o que o presidente do Supremo fará com as informações.

Com informações da Folha de São Paulo.

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
08:11

A deputada federal do Partidos dos Trabalhadores, Natália Bonavides,  sobre a reforma da previdência,do governo Bolsonaro,  que entrou em vigor ontem, declarou o seguinte:

“A terrível reforma da previdência vai começar a valer. A regra será trabalhar mais, pagar mais e receber menos. Em meio às cortinas de fumaça, Bolsonaro avança com sua política econômica junto com Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre. Uma aliança para vender o Brasil.”

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14/11/2019
08:04

Nesta quarta-feira (13), a empresa responsável pela obra da nova rodoviária de Caicó iniciou mais uma etapa dos trabalhos de construção no novo terminal rodoviário, que fica localizado no bairro Nova Caicó, na zona norte.

Estão sendo feitos uns reparos de pintura na estrutura do teto metálico que já foi concluído e na sequência serão realizados serviços na caixa d’água, corrimão e no piso, já que será feita uma vistoria dos técnicos da prefeitura.

O projeto da nova rodoviária de Caicó se arrasta desde 2007 e já são doze anos de espera e que agora na gestão Batata, a obra está sendo viabilizada. O prefeito de Caicó, Robson de Araújo (Batata) destaca que essa obra estava completamente abandonada e que a equipe de convênios e projetos trabalhou intensamente vários meses e o prefeito acompanhou de perto e participou de diversas reuniões na Caixa Econômica, em Natal, para a retomada da obra e que a gestão vai avançar para concluí-la.

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:51

 

naom 5dcc6a188dc59 300x169 - Ao mudar de partido Bolsonaro cria situação inédita na República

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) popularizou a expressão “nunca antes neste país”. É, no entanto, seu maior oponente neste momento, Jair Bolsonaro, quem rompe continuamente os padrões da tradição política brasileira.

Ao longo destes 130 anos de República, jamais um presidente mudou de partido durante o seu mandato em razão de uma dissidência. Trata-se de uma situação inédita, dizem historiadores estudiosos do século 20 no Brasil.

Em meio a uma forte disputa com Luciano Bivar, presidente do PSL, Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (12) a sua saída da sigla, pela qual foi eleito. Também falou da intenção de fundar uma nova legenda, batizada de Aliança pelo Brasil.

Considerando trocas de legendas, fusões e mudanças de nome de partido desde a entrada oficial do capitão reformado na política, em 1989, essa será a nona sigla à qual Bolsonaro se associa.

Fonte: Noticias ao minuto

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:40

A Federação Nacional dos Jornalistas soltou nesta noite de quarta-feira (14) documento em que encara e denuncia o Governo Bolsonaro por querer acabar com o jornalismo e jornalistas do mercado.

Eis a nota na intefra:

NOTA OFICIAL: Governo Bolsonaro age para destruir Jornalismo com MP inconstitucional

Federação Nacional dos Jornalistas conclama categoria a defender a profissão e exige que Congresso atue como legislador, impedindo mais esse retrocesso.

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e seus sindicatos filiados em todo o país denunciam a inconstitucionalidade da Medida Provisória 905/2019, que revoga a obrigatoriedade de registro para atuação profissional de jornalistas (artigos do Decreto-Lei 972/1969) e de outras 13 profissões. A Medida Provisória mantém o registro de classe somente para as profissões em que existem conselhos profissionais atuando (como advocacia, medicina, engenharias, serviço social, educação física, entre outros).

Dez anos depois da derrubada do diploma de nível superior específico como critério de acesso à profissão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a MP publicada ontem (12/11) no Diário Oficial da União é mais um passo rumo à precarização do exercício da profissão de jornalista, uma atividade de natureza social ligada à concretização do direito humano à comunicação. Na prática, sem qualquer tipo de registro de categoria, o Estado brasileiro passa a permitir, de maneira irresponsável, o exercício da profissão por pessoas não-habilitadas, prejudicando toda a sociedade.

A FENAJ denuncia que o governo de Jair Bolsonaro constrói uma narrativa, desde a posse na Presidência, para deslegitimar a atuação dos jornalistas no exercício profissional. Agora, utiliza a MP 905/19 para, mais uma vez, atacar a profissão, os jornalistas e o produto da atividade jornalística: as notícias.

A FENAJ entende que a MP estabelece uma nova Reforma Trabalhista com a criação da carteira “Verde e Amarela” e a alteração de diversos itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), especialmente os relacionados a controle de jornada diária e trabalho aos fins de semana para o setor de comércio e serviços, o que também prejudica a categoria dos jornalistas profissionais. A jornada de trabalho de cinco horas diárias para jornalistas é estabelecida no artigo 303 da CLT e sua ampliação para até duas horas diárias está estabelecida no artigo 304. A MP estabelece o fim da notificação da ampliação de jornada aos órgãos de fiscalização.

Mais grave ainda é o fato de o governo Bolsonaro utilizar medidas provisórias de maneira abusiva, usurpando do Congresso Nacional a atribuição de legislar, sem o devido processo de tempo para reflexão e debates com toda a população sobre as alterações nas leis, que são garantidas nas tramitações que passam pela Câmara Federal e pelo Senado.

É preciso que as diversas categorias de trabalhadores afetadas profissões (jornalista, agenciador de propaganda, arquivista, artista, atuário, guardador a lavador de veículo, publicitário, radialista, secretário, sociólogo, técnico em arquivo, técnico em espetáculo de diversões, técnico em segurança do trabalho e técnico em secretariado) se unam para dialogar com senadores e deputados a fim de que o Congresso Nacional derrube essa medida provisória e restabeleça a obrigatoriedade de registro nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego que vinha sendo, desde 2009, o único critério legal de acesso a essas atividades profissionais.

A FENAJ vai tomar as medidas judicias cabíveis e, junto com os Sindicatos de Jornalistas do país, vai buscar o apoio dos parlamentares, das demais categorias atingidas, das centrais sindicais e da sociedade em geral para impedir mais esse retrocesso. E a Federação chama a categoria dos jornalistas em todo o país a fazer o enfrentamento necessário à defesa da atividade profissional de jornalista, que é essencial à Democracia.

Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ)

Brasília, 13 de novembro de 2019

Acesse: https://fenaj.org.br/governo-bolsonaro-age-para-destruir-jornalismo-com-mp-inconstitucional/

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:35

A socióloga Rosângela da Silva, a Janja, namorada do ex-presidente Lula, não poderá ser transferida pela Itaipu Binacional para a cidade de Foz do Iguaçu, a 635 km de Curitiba. A decisão é da Justiça do Trabalho do Paraná.

Além de Janja, a juíza Christiane Bimbatti, da 4ª Vara de Curitiba, também deferiu o pedido de outros 150 funcionários da empresa de energia que atuam na sede da capital paranaense.

A Itaipu havia determinado a transferência dos funcionários de Curitiba para Foz em maio deste ano.

A magistrada atendeu a um pedido do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de. Produção, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica de Fontes Hídricas, Térmicas e Alternativas de Foz do Iguaçu, o SINEFI.

Quanto a Janja, a namorada de Lula, a decisão de hoje (13) pode ter vindo tarde. A companheira do ex-presidente Lula pretende deixar o emprego na Itaipu Binacional nos próximos dias.

De acordo com a sentença da juíza, a Itaipu não conseguiu justificar o motivo das transferências dos funcionários e não apresentou comprovação material da necessidade da empresa.

“Destaque-se que o único documento a embasar a decisão de transferência dos empregados é a própria determinação, e, portanto, vontade, da empregadora. Segundo este documento, a decisão foi tomada por ‘necessidade de adoção de medidas administrativas para otimização de recursos’, sendo uma dessas medidas ‘a concentração do processo decisório e da execução dos processos empresariais das diversas diretorias em Foz do Iguaçu’”, escreveu a magistrada.

Portanto, #JanjaLivre!

Clique aqui para ler a íntegra da decisão.

Via Esmael Morais.

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:12

Foto: Agência Brasil/Divulgação

Aos poucos, sem alarde, o Banco do Brasil está sendo preparado para a privatização. Mas, no que depender do governo, o BB cairá no colo de uma instituição estrangeira, anunciou nesta quarta-feira, o colunista Vicente Nunes, do jornal Correio Braziliense.

Não é segredo para ninguém que, mesmo com as negativas do presidente Jair Bolsonaro — ele sempre diz que o BB é intocável —, os planos de privatização do BB seguem a passos largos.

A estrutura da maior instituição financeira pública vem sendo enxugada para, quando chegar a hora, a venda ocorra mesmo sob protestos.

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, é o personagem perfeito para levar o plano de privatização adiante. Discreto, não faz nenhuma propaganda do que está fazendo.

Novaes vendeu a participação que o Banco do Brasil tinha na resseguradora IRB Brasil e na Neoenergia. Anunciou acordo para privatizar o BB Banco de Investimentos. Avisou que venderá a BB DTVM e o BB Américas.

Mais: fechou a BB Tur e criou dificuldade para repassar recursos à Cassi, operadora do plano de saúde dos empregados do Banco Brasil. Sem esse repasse, a Cassi pode entrar em colapso. Nesse caso, ainda pode mudar de posição.

Bradesco

De início, quem acompanha o dia a dia das ações do presidente do BB acreditava que o futuro do banco seria a absorção de suas atividades pelo Bradesco. As duas instituições sempre tiveram afinidades. São sócias em várias empresas, como a Cielo, das maquininhas de cartões, e a Elo, bandeira de cartões.

Agora, porém, está claro para todos no BB que, quando a privatização do banco chegar, a preferência será por um comprador estrangeiro. A alegação é a necessidade de aumentar a concorrência bancária no país.

O governo não admite, em hipótese alguma, que nenhum dos bancões brasileiros fique com o BB. A crença é de que a concentração atual do mercado pune consumidores e empresas.

De qualquer forma, nada no Banco do Brasil será feito de forma atabalhoada, para não melindrar o presidente da República.

A determinação de Novaes é fazer o dever de casa para que, no momento certo, o BB esteja pronto para ter seu controle transferido à iniciativa privada.

Correio Braziliense

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:09

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) anulou, nesta quarta-feira (13), uma sentença de um caso da operação Lava Jato.

A decisão derrubada é da juíza Gabriela Hardt, que substituiu temporariamente o juiz Sérgio Moro, na 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná.

Segundo a decisão dos desembargadores do Tribunal, a juíza teria copiado os argumentos do Ministério Público Federal das alegações finais sem, ao menos, explicar porque concordava com eles.

Para os desembargadores, a juíza teria se apropriado do texto e dos argumentos do MPF, sem citar ou dar o crédito aos promotores, como se fossem seus.

“Apropriou-se ipsis litteris dos fundamentos constantes nas alegações finais do MPF (ev. 544 – item 2.4.), sem fazer qualquer referência de que os estava adotando como razões de decidir, trazendo como se fossem seus os argumentos, o que não se pode admitir”, diz a ata da sessão de julgamento.

“Reproduzir, como seus, argumentos de terceiro, copiando peça processual sem indicação da fonte, não é admissível”, reforçaram os desembargadores.

O desembargador Leandro Paulsen especificou servirá como exemplo para próximas decisões. “Constato a nulidade também da sentença e faço o destaque para que, adiante, não se reproduza o mesmo vício”, finalizou.

Caso Lula

A defesa do ex-presidente Lula, no caso do sítio de Atibaia, possui uma ação semelhante, que com esta recente decisão também poderá ser anulada pelo TRF-4. De acordo com a defesa, a sentença da condenação do ex-presidente também teria sido copiada das alegações finais do MPF.

Atualmente, o cargo de juiz da Lava Jato em Curitiba é ocupado por Luiz Antônio Bonat, que foi aprovado para assumir o posto em fevereiro, após Moro assumir o Ministério da Justiça do governo Bolsonaro.

R7

 

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:04

Ex-braço direito de Jair Bolsonaro, Gustavo Bebianno, hoje no PSDB, gravou um vídeo para rebater a versão de que teria produzido um dossiê para impedir que o deputado Luís Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) fosse vice-presidente. O ex-ministro afirma, na gravação, que Bolsonaro recebeu papéis contra “o príncipe” de “um delegado federal e um coronel do Exército”.

O relato sobre o recebimento do dossiê teria sido feito, segundo Bebianno, pelo próprio Bolsonaro, na véspera da indicação de seu vice, por telefone, às 4h30 da manhã.

Ele desafiou o presidente a contraditar sua versão e disse que ambos poderiam se submeter a um detector de mentiras.

O ex-ministro contou ter recebido um telefonema de Bolsonaro em sua casa, de madrugada, e aponta o deputado Julian Lemos (PSL-PB) como testemunha. Segundo Bebianno, Bolsonaro disse ter recebido um dossiê contra “o príncipe” que teria imagens do hoje deputado em “suruba gay”, “baile de máscaras gays” e relatos de envolvimento com gangues de rua que “agridem mendigos”.

Bebianno disse ter considerado o relato surreal, mas afirmou que, no dia seguinte ao telefone, Bolsonaro descartou “o príncipe”como vice e escolheu o general Hamilton Mourão.

No vídeo, o ex-ministro diz ainda que Carlos Bolsonaro intermediou uma conversa com Luís Philippe e confirmou que  ele não era o autor do tal dossiê.

O assunto veio à tona nesta quarta (13), após a colunista Mônica Bergamo relevar diálogo no qual o presidente atribuiu a autoria dos papéis a Bebianno diante de deputados do PSL.

O ex-ministro diz que dessa vez “não vai deixar barato” a informação, segundo ele falsa, preparada por Bolsonaro.

PAINEL / FOLHA

Publicado por: Chico Gregorio


14/11/2019
07:00

Daqui a pouco vão passar filme pornô aqui, é só o que está faltando”. A frase, em tom de desabafo, saiu da boca do líder do governo na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado George Soares (PR), na sessão desta quarta-feira (13). A TV Assembleia foi retirada do ar tamanha a baixaria protagonizada pelos parlamentares.

O desabafo de Soares veio logo após um vídeo exibido em plenário onde um vereador de Macaíba afirma que o “cabaré de Maria Boa em Natal é mais organizado que o governo Fátima”. O pedido para exibir a declaração machista foi do deputado de extrema-direita, coronel Azevedo, protagonista dos principais ataques misóginos às mulheres da Casa, em especial à deputada Isolda Dantas (PT). Há duas semanas, o deputado bolsonarista chegou ao ponto de dizer que a parlamentar petista se “excitava” quando ele falava.

Diante da cena, o deputado Vivaldo Costa que presidia a sessão determinou a retirada imediata do vídeo do ar e Getúlio Rêgo (DEM) foi tomar satisfação, acusando o colega de censura. O tempo fechou e a sessão foi suspensa por alguns minutos.

Na volta, após o vídeo ser exibido mais uma vez e Azevedo afirmar aos berros que o Rio Grande do Norte não viraria uma Venezuela (!?) e ninguém calaria sua voz, foi a vez do deputado Nélter Queiroz (MDB) acusar Francisco do PT de ser o responsável pela tentativa de impedir a entrada do ex-deputado federal e atual secretário especial de Trabalho e Previdência do governo Bolsonaro Rogério Marinho (PSDB) na Casa, em solenidade realizada sexta-feira passada. Na ocasião, um grupo de sindicalistas tentou impedir Marinho de receber uma homenagem “pelos serviços prestados para o país”, proposta por Gustavo Carvalho (PSDB).

O petista negou qualquer participação no movimento e reagiu à insinuação chamando de “coronel” o deputado, que elevou o tom de voz:

– Você ta pensando que eu tenho medo dos seus gritos ? Você está pensando que é o dono do mundo ?”, disse o parlamentar.

 Minutos depois Francisco e Nélter pediram desculpas um ao outro pelo tom da discussão.

O quarto embate aconteceu entre Raimundo Fernandes (PSDB) e Galeno Torquato (PSD). Mais uma vez, questões pessoais ligadas à disputa eleitoral entre os dois no município de São Miguel foram levadas para dentro do plenário. Fernandes criticou o ex-governador Robinson Faria e Galeno defendeu o ex-chefe do Executivo usando expressões do tipo “você não tem moral nem para falar de você”.

Kelps Lima (Solidariedade) acusou a mesa de só facultar a palavra a quem era da bancada do governo e defendeu que todos possam falar o que quiserem na Casa, independente de agressões. E que respondam pelas consequências, seja no conselho de ética da Casa ou em outro órgão.

A deputada Isolda Dantas (PT), agredida nas últimas semanas, chamou a atenção para alto grau de desequilíbrio entre os deputados, todos homens:

– Já vi gente botar o dedo na cara do outro aqui, dar murro em bancada… mas não são as mulheres que fazem isso ? Isso é desequilíbrio emocional. No dia que fui violentada nesta Casa poderia ter dado a resposta em outro tom, mas preferi ficar calada. Todos somos seres da razão e da emoção”, disse.  

Francisco do PT demonstrou preocupação com a qualidade do nível do debate na Casa:

– O que nós não podemos é diminuir a imagem desta Casa. Esta Casa representa o povo do Rio Grande do Norte. Precisamos fazer o debate qualificado, uns acusando e outros defendendo. Quem deve brigar são as ideias, e não as pessoas”, destacou.

A Assembleia Legislativa vem pagando pela frequência com que vem aparecendo, nos últimos anos, nas páginas policiais da imprensa do Estado e do país, seja por denúncias de desvio de dinheiro, contratação de funcionários fantasmas, afastamento de deputados pela Justiça acusados de corrupção e preconceito.

Os embates político entre oposição e governo fazem, por óbvio, parte da democracia. Mas as agressões mútuas e os ataques pessoais não podem fazer parte de um parlamento eleito pelo voto popular.

O cidadão comum olha para o legislativo estadual e lembra que até o ano passado havia um deputado condenado pela Justiça exercendo o mandato usando uma tornozeleira eletrônica.

Não há sociedade que respeite um parlamento que não se dá o respeito, que seja afeito à baixarias e completamente desequilibrado.

Ou os deputados fazem um exame de consciência ou o cidadão vai naturalizar o caos e nada mais vai espantar ninguém.

Nem a exibição em plenário de um filme pornô.

Via Agência Saiba Mais.

Publicado por: Chico Gregorio