25/04/2020
08:01

Anaísa Silva de Castro tinha 42 anos e morreu de Covid-19 em Mossoró — Foto: Arquivo da família

Uma mulher de 42 anos de idade com síndrome de down morreu vítima da Covid-19 em Mossoró, Oeste potiguar. A mãe dela, de 84 anos, está internada na UTI com a doença e dois irmãos também foram infectados.

Anaísa Silva de Castro foi a óbito na terça-feira (21), mas a causa só foi confirmada nesta sexta (24) pela secretaria de saúde da cidade. Ela era diabética e hipertensa. Essa foi a 39ª morte provocada pelo novo coronavírus no Rio Grande do Norte.

 “Princesa. Era assim que a gente chamava Anaísa. Uma pessoa carinhosa, amorosa, brincalhona, o xodó da família”, diz um dos irmãos dela, Airton de Castro, que também contraiu Covid-19.

Curado da doença, está em casa com outra irmã também infectada, mas que se recupera em isolamento, sem agravamento do quadro de saúde. Ao todo, são 10 irmãos, porém somente eles dois e Anaísa moravam com a mãe na mesma casa.

Airton conta que Anaísa de Castro sentiu os sintomas da doença no fim de semana passado. No hospital, os exames indicaram que havia suspeita de novo coronavírus e ela ficou internada. Depois foi encaminhada à UTI. A situação se agravou e, na terça, ela morreu.

G1RN

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
07:48

O secretário de Meio Ambiente, Pesca e Recursos Hídricos de Coremas, José Albertino, informou que do dia de ontem (sexta, 24) para este sábado, 25, o Açude de Coremas, maior manancial da Paraíba, pegou 84 centímetros d’água.

O manancial, cuja capacidade de armazenamento é de 744.144.694 m³ d’água, já pegou 14,16 metros de recarga em 2020 e agora está agora com 366.932.713 m³, de acordo com a tabela da ANA e da AESA.

Folha Patoense 

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
09:35

O Procurador Geral de Justiça, Eudo Leite, desautorizou publicamente o promotor Wendell Bethoven, em entrevista ao telejornal Bom Dia RN, ao afirma que o promotor “não tem atribuição para impetrar habeas corpus coletivo”, como ocorreu na noite desta quinta-feira, 23. A peça vai de encontro ao Decreto Estadual do Governo do RN que impede carreatas e aglomerações, mas também a recomendação do MPRN do mesmo dia de que as Prefeituras devem seguir os Decretos estaduais em relação aos cuidados sanitários com a Covid-19.

“É uma opinião pessoal do colega, ele não tem atribuição para impetrar esse habeas corpus coletivo, O Ministério Público em sua posição institucional é que esse habeas corpus coletivo é indevido, inclusive a competência nesse caso seria do PGJ e nós vamos discutir isso hoje com o desembargador, o qual for distribuído. O MP não concorda com esse habeas corpus, não é questão de querer prender ninguém, mas do ponto de vista sanitário impedir a aglomeração de pessoas e a sociedade potiguar não pode ter prejuízos se esse ou aquele grupo deseja fazer aglomerações”, afirmou o chefe do MPRN ao vivo.

Confira trecho da entrevista:

O promotor entrou com um Habeas Corpus Coletivo no Tribunal de Justiça visando a garantia do direito de manifestação em forma de reuniões, carreatas, passeatas e congêneres que foram proibidas pela governo estadual em Decreto publicado no último dia 22.

Para ele, “Essas restrições, todavia, são claramente inconstitucionais”, diz o documento.

O Habeas Corpus com Pedido de Liminar assinado pelo procurador Wendell Beetoven também objetiva afastar o risco de que policiais militares sejam responsabilizados criminalmente caso não prendam quem venha a participar de alguma manifestação.

Justiça Potiguar

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
09:28

Brejo do Cruz (Foto: Erimar Baiano)

Foi informado nesta quinta-feira, 23, pela página oficial da Prefeitura Municipal de Brejo do Cruz, na região de Catolé do Rocha, o primeiro óbito causado pelo COVID-19 no município.

A vítima é um homem, de 69 anos. A secretaria de Saúde da cidade informou que a coleta do sexto caso suspeito de COVID-19 aconteceu no dia 20 de abril, e o resultado deu positivo. A Secretaria também informa a toda população brejocruzense que as medidas cabíveis estão sendo tomadas, e pede mais respeitos aos familiares da vítima.

O boletim informa 0 caso em investigação, 03 descartados, 02 com síndrome gripal, 01 caso confirmado e 01 uma morte.

Folha Patoense.

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
09:24

Foto: José Albertino (arquivo Folha Patoense)

O secretário de Meio Ambiente, Pesca e Recursos Hídricos de Coremas, José Albertino, informou que do dia de ontem (quinta, 23/04) para esta sexta-feira, 24, a Barragem de Mãe D’água, em Coremas, pegou 48 centímetros d’água.

O manancial, cuja capacidade de armazenamento é de 545.017.499 m³ d’água, já pegou 11,06 metros de recarga em 2020 e agora está agora com 222.709.350 m³, de acordo com a tabela da ANA e da AESA.

Folha Patoense 

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
09:14

O deputado estadual Francisco do PT apresentou, nesta quarta-feira (22), um requerimento onde solicita que o Governo do Estado direcione recursos do programa Nota Potiguar, para as ações de combate ao coronavírus. O documento direcionado à governadora Fátima Bezerra, ao secretário de Planejamento e Finanças, José Aldemir Freire e ao secretário da Tributação, Carlos…

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
09:04

O ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro pretende anunciar nesta sexta-feira, 24, sua saída do governo Jair Bolsonaro. A intenção do ministro foi confirmada por fontes ouvidas por VEJA. Moro convocou um pronunciamento para as 11 horas no Ministério da Justiça. Será nesta fala que ele vai oficializar seu desembarque do governo.

Acossado por teorias de que pode ser traído a qualquer momento por seus auxiliares, Jair Bolsonaro costuma dizer que nenhum ministro é insubstituível. No início do mês, no auge do esgarçamento da relação com o então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente afirmou que usaria a caneta para assinar a demissão de subordinados que estavam “se achando” e tinham “virado estrelas”. O recado da ocasião tinha destinatário certeiro, mas não perdeu a validade. Pela lógica da ala ideológica bolsonarista, se o governo sobreviveu à queda de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, também poderia dar seguimento a um antigo desejo do presidente, o de trocar o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo

Sergio Moro reúne-se com o presidente Bolsonaro todas as quintas-feiras. Na última delas, 23, recebeu do presidente a informação de que Valeixo seria substituído. Mais popular ministro do governo, Moro, a quem a PF é subordinada, não gostou do que ouviu e, conforme revelou VEJA, afirmou que “se Valeixo sair, eu saio”. Diante da reação do chefe da Justiça, Bolsonaro não recuou da intenção de trocar o comando da PF. Horas depois, a exoneração de Valeixo foi publicada no Diário Oficial da União.

O comunicado sobre a troca de comando na PF não foi a primeira vez que Bolsonaro tentou se livrar do braço direito do ministro – no ano passado, dois delegados, o atual chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem e o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal Anderson Torres, deflagraram uma guerra de bastidores para ocupar nacos do arco de influência de Moro. Com o apoio de deputados da chamada bancada da bala, Torres chegou a se reunir individualmente com Bolsonaro para tentar convencê-lo a cindir a pasta de Moro em duas: a da Justiça de cunho eminentemente administrativo e que poderia ficar com o ex-juiz da Lava-Jato, e a da Segurança Pública, o braço operacional do ministério responsável por operações policiais, investigações e recuperação de dinheiro desviado, todas áreas de atuação de Moro quando magistrado, mas que não deveriam ficar com o ex-juiz. O atual chefe da Abin conta com o apoio irrestrito do vereador Carlos Bolsonaro, o filho Zero Dois e o mais influente da primeira-família em processos de convencimento do pai.

Veja/Laryssa Borges,

 

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:52

Açude de Santa Luzia (PB) já acumula quase 40% do seu volume total ...

Mesmo com as forte chuvas caídas na estado da Paraíba, o Açude de Santa Luzia, que fica localizado na cidade do mesmo nome, está com apenas 1.670.225 milhões de metros cúbicos de água, o que corresponde a 13,96% de sua capacidade que é de 11.960.250 milhões de metros cúbicos. Existe  sempre uma esperanças dos caicoenses, de que quando o reservatório  da Paraíba sangrava, o açude Itans em Caicó, também sangrava.

 

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:41

Açude do Jatobá transbordando nesta sexta-feira, 24. (Foto: Marconi Palmeira)

Demorou 11 anos, mas nesta sexta-feira 24/04/20 a beleza exuberante do transbordamento do Açude Jatobá em Patos fez valer a pena toda espera.

Foi um momento inesquecível vivido pelo técnico da EMPAER Marconi Palmeira Filho e que agora dividimos com todos os patoenses e sertanejos.

Em apenas 32 horas o manancial encheu 18% de sua capacidade e voltou a transbordar, atingindo 8 centímetros de lâmina no sangradouro no momento da visita.

Todos, sem exceção, agradecemos a Deus por esse presente tão significante.

A felicidade é palavra e o sentimento que contagiou toda população.

Folha Patoense.

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:31

A imagem pode conter: céu, nuvem, atividades ao ar livre, natureza e água
Com as fortes chuvas caídas na noite de ontem, madrugada de hoje na região de Pombal-PB, o rio Piranhas , segundo relato feito e registrado na zona urbana da cidade de Jardim de Piranhas, pelo nosso  amigo  Nilson Jorge Games, com a maior cheia dos últimos dez anos.

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:21

O ex-juiz federal Sergio Moro deve morrer de saudade do seu tempo de magistrado.

Tinha autonomia, voz e poder.

Prendeu até o ex-presidente da república mais popular da história da política brasileira.

Agora, mais uma vez, se vê às voltas com a novela da Polícia Federal e não admite que bolsonaro demita o superintendente que foi escolhido por ele.

Bolsonaro tem usado a frase mais frequente de sua gestão, “quem manda sou eu”, para desqualificar auxiliares.

Foi assim com o ex-da Saúde, Henrique Mandetta, sempre foi assim com Moro.

Sempre, porque não é a primeira vez que Bolsonaro desmoraliza Moro.

Moro já pode até trocar seu nome para desMOROlizado.

Veja o que disse Bolsonaro no dia que conversou com o ainda juiz federal Sergio Moro, e prometeu a ele, para que aceitasse o cargo de ministro, liberdade total e 100% de autonomia para nomear todos os escalões do Ministério da Justiça.

Lembrando que ‘todos os escalões’, inclui a Polícia Federal.

Desde que assumiu o Ministério da Justiça, o ex-respeitado juiz da lava-jato só perdeu.

Perdeu o Coaf já foi para o Ministério da Economia, perdendo aí força para combater a corrupção como queria e lhe foi garantido…

Perdeu moral quando o governo começou a anunciar que iria criar o Ministério da Segurança, desidratando a pasta da Justiça.

A Segurança permanece na pasta, mas a segurança de Moro estar na pasta vai se acabando aos poucos.

Com 100% de garantia para nomear em todos os escalões, Moro não teve poder para impedir a queda do superintendente da PF do Rio de Janeiro.

Não teve poder para manter o pacote anticrime que desenhou para combater a corrução no Brasil.

Não teve poder para imprimir sua marca na questão do porte de armas.

Não teve poder para impedir que os filhos de bolsonaro o destratassem nas redes sociais.

Não teve poder, apesar de ter a promessa de 100% de liberdade, de nomear uma cientista política de sua confiança como suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Desde que assumiu o Ministério foi criticado um tantão de vezes nas redes sociais dos 3 presidentes de fato e sem direito.

Moro segue, se não deixar o cargo, ainda mais desMOROlizado.

Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:18

 

Do blog de Vicente Nunes, no Correio Braziliense:

Não é à toa que o presidente Jair Bolsonaro está tão irritado com o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo. A equipe que investiga as Fake News contra o Supremo Tribunal Federal (STF) chegou ao Gabinete do Ódio, comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro, o 02.

Policiais que trabalham na operação garantem que o filho do presidente é o mentor de todos os ataques que foram disparados contra o Supremo e contra o Congresso. Há um processo aberto pelo STF para investigar esse movimento de notícias falsas.

Bolsonaro sabe que não tem controle sobre a Polícia Federal. Portanto, teme que, quando todas as provas contra Carlos forem reunidas, muita coisa vazará para a imprensa, abrindo uma crise monumental que ficará difícil de ser administrada.

Por coincidência, a equipe que trabalha na investigação aberta pelo Supremo para apurar Fake News é a mesma que deverá tocar o inquérito que apurará os responsáveis pelas manifestações pró-ditadura, nas quais Bolsonaro foi a grande estrela.

Saída de Moro

Suspeita-se que Carlos Bolsonaro também esteja por trás do movimento que defende o fechamento do STF e do Congresso e a volta do AI-5. Os policiais federais dizem que não vão economizar nas investigações.

Se conseguir demitir Valeixo, Bolsonaro terá que aceitar a demissão de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Entre escolher ficar com um ministro pelo qual já não tem tanto apreço e proteger o filho, o presidente optará pela segunda opção.

De qualquer forma, com ou sem Valeixo no comando da Polícia Federal, os agentes estão amontoados de provas contra os ataques ao Supremo e à democracia. E isso poderá se tornar público rapidamente, sobretudo dependendo do nome que o presidente da República escolher para o comando da corporação.

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:01

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, fez uma crítica dura à atuação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e disse que seu secretário de segurança no DF, Anderson Torres, que é amigo do presidente Jair Bolsonaro, seria um “ministro 100 vezes melhor” do que o ex-juiz da Lava Jato.

Em entrevista ao Estado, Ibaneis disse que “Moro nunca fez nada” desde que chegou ao ministério e que seria melhor que voltasse para as investigações de corrupção.

“Ele nunca fez nada. Como ministro, não fez nada. Foi um grande erro do presidente. Moro está fazendo um péssimo trabalho”, disse o governador, que se aproximou mais do que nunca do Palácio do Planalto, tendo sido o único governador em todo País a ter participado, a convite de Bolsonaro, da coletiva sobre o avanço da pandemia do coronavírus, na última quarta-feira, 22.

Segundo Ibaneis, o secretário de segurança no DF, Anderson Torres, lhe disse que não recebeu nenhum convite até agora para assumir qualquer posto no governo, mas a chefia da Polícia Federal, segundo o ministro, “seria pouca coisa” para o seu secretário.

“Anderson é fiel a mim e muito próximo do presidente. Ele me disse que, até o momento, não recebeu nenhum convite, então não recebeu. Se for para ele ir para a Polícia Federal, vou ter alguma divergência. Mas se para o Ministério da Justiça, aí ele tem que ir”, disse Ibaneis.

Sobre a postura do governo, que correu para aplacar os ânimos e manter Sergio Moro no governo, Ibaneis disse que “já passou da hora” de demitir o ministro da Justiça e que Bolsonaro “precisa parar de usar uma Bic”, e passar a usar uma “Montblanc”, em referência à grife de canetas mais caras do mundo.

“O presidente tem que exonerar essa turma, tem que usar logo uma Montblanc, e não uma Bic. Nomeado cumpre ordem. Cadê o Moro? Ele sumiu, ficou escondido, esperando a crise para aparecer depois como estrela”, disse o governador.

Procurado, o Ministério da Justiça disse que Moro não comentaria as declarações.

FAUSTO MACEDO / ESTADÃO

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
08:00

novo coronavírus já provocou mais de 50 mil mortos nos Estados Unidos, depois que 3.176 óbitos foram registrados em um dos dias mais mortais da pandemia, segundo a contagem da universidade Johns Hopkins.

As mortes, registradas nas últimas 24 horas, elevam o saldo nos Estados Unidos para 50.300, segundo a universidade.

Nesse mesmo período, foram registrados 26.971 novos casos de coronavírus no país, elevando o total para 866.646 pacientes identificados desde o início da epidemia.

Devido à falta de testes de detecção, o número de casos reais provavelmente está bem acima desse número.

No final da semana passada, os Estados Unidos registraram dois altos balanços diários de vítimas (mais de 3.800 e 4.500 mortos), mas esses dados se deviam em parte à soma das mortes “provavelmente ligadas” ao covid-19, que nunca haviam sido levadas em consideração até o momento.

Além desses dois balanços, o número de mortos em 3.716 na noite de quinta-feira é o mais alto registrado em um país em um dia desde o início da pandemia, que deixou quase 190 mil mortos em todo o mundo.

Apesar desses dados alarmantes, vários estados do país, incluindo Texas, Vermont e Geórgia, decidiram abrir caminho para o desconfinamento, autorizando a reabertura de algumas empresas.

Nesta quinta-feira,  o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que talvez seja preciso estender as diretrizes de distanciamento social, impostas pelo governo em março para tentar conter o avanço do coronavírus. As atuais orientações de isolamento têm validade até 30 de abril. “Manteremos as diretrizes até nos sentirmos seguros”, afirmou o republicano em coletiva de imprensa.

O líder da Casa Branca criticou, ainda, o governador da Geórgia, Brian Kemp, que decidiu abrir alguns setores econômicos a partir desta sexta-feira, 24. Para Trump, ainda é cedo para reduzir a quarentena no Estado. “Eu poderia ter impedido ele”, declarou o republicano, acrescentando que o governo federal “observará atentamente” a Geórgia.

Na semana passada, o governo de Trump divulgou um plano de reabertura da economia americana em três fases, com orientações para os governadores, que envolve diversos pré-requisitos, como capacidade de testagem em massa.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


24/04/2020
07:58

Desde que assumiu o cargo, o presidente Jair Bolsonaro ensaiou em mais de uma oportunidade mudar o comando da Polícia Federal, minando a influência do ministro da Justiça, Sergio Moro, sobre a cúpula da corporação. Tentativas de ingerência se deram com a abertura e o avanço de investigações contra pessoas do entorno do mandatário.

O incômodo de Bolsonaro com o trabalho da PF aumentou recentemente por causa dos inquéritos que apuram um suposto esquema de fake news para atacar autoridades, entre elas alguns de seus adversários políticos, e as manifestações pró-golpe militar promovidas por grupos bolsonaristas — no domingo (19), o presidente participou de uma delas, em Brasília.

Os dois casos, sob relatoria do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, devem ser tocados por uma mesma equipe de policiais, o que desagrada ao presidente.

Conforme adiantou a Folha, Moro pediu demissão a Bolsonaro ao ser informado pelo presidente da decisão de trocar a diretoria-geral da PF, hoje ocupada por Maurício Valeixo. Bolsonaro acionou ministros militares para tentar demovê-lo da decisão. Uma solução tem sido negociada para que o ministro fique no cargo.

 A apuração sobre fake news, aberta pelo próprio STF, envolve a suspeita de que filhos de Bolsonaro, entre eles o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), estejam por trás de um gabinete do ódio supostamente mantido pelo Palácio do Planalto para atacar desafetos políticos.

Essa hipótese também foi levantada em Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o caso no Congresso.

A investigação sobre os atos antidemocráticos, proibidos pela Constituição e a Lei de Segurança Nacional, foi aberta a pedido do procurador-geral da República, Augusto Aras. Ela mira empresários e ao menos dois deputados federais bolsonaristas por, possivelmente, terem organizado e financiado os eventos. Os nomes são mantidos em sigilo pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

Um dos primeiros incômodos do presidente com a PF na gestão Moro se deu no início do mandato, com a instauração de inquérito contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, para apurar esquema de candidaturas laranjas do PSL em Minas Gerais, caso revelado pela Folha.

Em outubro, o ministro foi denunciado à Justiça sob acusação de falsidade ideológica eleitoral, apropriação indébita de recurso eleitoral e associação criminosa.

Apesar do constrangimento gerado pela situação, o presidente manteve o aliado no cargo. Em mais de uma oportunidade, demonstrou irritação com as conclusões sobre o caso.

Ainda em outubro, ele disse que o responsável pela investigação na PF “agiu de má-fé”, que houve “exagero” no inquérito e que a intenção não foi atingir o ministro, mas o presidente da República.

A reação se deu após a Folha noticiar que um depoimento e uma planilha obtidos pela Superintendência da PF em Minas sugerem que recursos do laranjal foram desviados para abastecer, por meio de caixa dois, a campanha presidencial de Bolsonaro.

Dois meses antes, o presidente havia gerado instabilidade na PF ao anunciar que trocaria o superintendente do órgão no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, por questões de gestão e produtividade.

Foi rebatido por uma nota da própria corporação, que informou que a mudança de comando já vinha sendo debatida internamente e havia sido solicitada pelo próprio policial, não tendo relação com seu desempenho.

Bolsonaro subiu o tom e declarou que quem dava as ordens na polícia era ele próprio. “Se ele resolveu mudar, vai ter que falar comigo. Quem manda sou eu, vou deixar bem claro. Eu dou liberdade para os ministros todos, mas quem manda sou eu”, declarou.

Na ocasião, Moro estava enfraquecido pela divulgação de mensagens que mostraram sua atuação em parceria com os procuradores em diferentes processos da Lava Jato e que colocaram em xeque sua atuação como juiz federal.

A crise aberta pela investida do presidente quase resultou na saída do diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, mas amainou depois que Bolsonaro recuou e Moro manteve tanto o diretor quanto outras pessoas de sua confiança em cargos-chave da corporação.

A PF do Rio passava por momento delicado na ocasião, especialmente após vir à toda o caso Fabrício Queiroz, PM aposentado e ex-assessor de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) na Assembleia do Rio. Ele é o pivô da investigação do Ministério Público do Estado que atingiu o senador, primogênito do presidente.

A apuração começou após um relatório do extinto Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), então ligado ao Ministério da Economia, apontar movimentação de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

A suspeita do MP do Rio é de que o dinheiro seja de um esquema de “rachadinha” —quando funcionários são coagidos a devolver parte de seus salários aos deputados.

Esse caso, especificamente, não está com a PF, mas o órgão tocava na época investigações envolvendo personagens em comum.

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio