26/04/2020
07:04

Imagem: Pete Linforth/Pixabay

A Região Metropolitana de Patos já tem 14 casos confirmados de coronavírus, com 3 mortes. Até ontem (sexta-feira, 24), a Grande Patos tinha 11 casos, porém boletins divulgados neste sábado, 25, informaram 3 novos casos que surgiram em Patos.

Conforme levantamento realizado com base no boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES) neste sábado, 25, dois municípios apresentam casos confirmados na Grande Patos: Patos (11 confirmações, com 2 mortes) e Junco do Seridó (3 confirmações, com 1 morte).

Ranking na Paraíba

A Grande Patos ocupa a terceira posição no estado em quantidade de casos confirmados (anteriormente era a segunda). A Região Metropolitana de Campina Grande é a segunda na Paraíba, com 41 casos confirmados, sendo 39 em Campina Grande, 1 em Queimadas e 1 em Boqueirão.

Publicado por: Chico Gregorio


26/04/2020
07:02

Foto: Borja Puig de la Bellacasa/La Moncloa/AFP

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou na noite deste sábado (25) que a partir de 2 de maio os cidadãos, há seis semanas submetidos a um confinamento rigoroso, poderão sair de casa para praticar esportes ou passear, se a epidemia continuar desacelerando.

Além disso, Sánchez anunciou que apresentará na terça-feira o plano de suspensão do confinamento que seu governo espera colocar em andamento a partir de meados de maio.

“Gostaria de anunciar que, se a evolução da pandemia continuar em um sentido positivo, […] a partir de 2 de maio será permitido sair para praticar atividades físicas individuais e passeios com as pessoas com as quais convivemos”, declarou durante um discurso na televisão.

A Espanha está desde 14 de março em um confinamento mais rígido do que o restante dos países europeus, que foi inclusive prolongado até 9 de maio.

Os adultos podem sair somente para trabalhar – no caso de não poderem trabalhar remotamente -, comprar comida, ir à farmácia, ao médico ou passear com o cachorro.

Sánchez, que mencionou nesta semana que a suspensão das medidas poderia ocorrer a partir de meados de maio e de forma progressiva, anunciou que na terça-feira apresentará o plano de ‘desconfinamento’.

O processo “será gradual, pois não vamos recuperar toda a mobilidade de uma só vez”, insistiu.

“Todas as atividades [econômicas] serão recuperadas em etapas e com limitações que vão mudando a cada avanço” no combate à epidemia, acrescentou, destacando que o desconfinamento será diferente dependendo da região.

A Espanha é o terceiro país do mundo mais afetado pela pandemia em número de mortes, atrás dos Estados Unidos e da Itália, com 22.902 mortos.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


26/04/2020
07:01

O revés na economia provocado pela pandemia do novo coronavírus pode ser dimensionado, em Estados e Municípios, pela queda na arrecadação de impostos. Do dia 1º ao dia 20 de abril, a frustração de receitas oriundas do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), recolhido pelo Governo do Estado, supera os R$ 53 milhões. No Município do Natal, a apuração do Imposto Sobre Serviços (ISS) acumula queda de R$ 2,47 milhões. Com isso, os entes enfrentarão ainda mais problemas para quitar folhas de pagamento de pessoal e dívidas com fornecedores. A situação, que já é difícil, tende a piorar ainda mais em maio.

“O recolhimento de abril de 2020 representa, na verdade, a atividade do mês de março, uma vez que o pagamento dos tributos sempre é feito no mês subsequente ao da prestação dos serviços. Dessa forma, temos a primeira quinzena no mês de março com atividades normais para o período. Já a arrecadação do mês de maio de 2020 terá o impacto real do isolamento social e da redução da atividade econômica”, destaca nota da Associação dos Auditores do Tesouro Municipal de Natal (ASAN) enviada com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE.

Para continuar lendo é só clicar aqui: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/queda-na-arrecadaa-a-o-de-impostos-no-rn-supera-r-55-milha-es/478397

TRIBUNA DO NORTE

Publicado por: Chico Gregorio


26/04/2020
07:01

Com seis minutos de atraso, abatido e cabisbaixo, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro entrou pelo acesso direito do Auditório Tancredo Neves do Palácio da Justiça para encerrar 478 dias de sua participação no governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contados a partir do ato de sua nomeação, em 2 de janeiro de 2019.

A cena contrasta com a euforia do dia 1º de novembro de 2018, quando o então juiz da Lava Jato desembarcou no condomínio de Bolsonaro na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, para largar 22 anos de magistratura —cinco deles à frente da maior investigação de corrupção do país— e aceitar emprestar seu nome e sua imagem ao governo recém-eleito.

declaração de despedida, na última sexta-feira (24), durou 37 minutos e 55 segundos e foi seguida por uma salva de palmas de 44 segundos —mas não foi construída na véspera.

A decisão de sair do governo caso o presidente insistisse em interferir na Polícia Federal já estava tomada por Moro desde o fim de semana.

O ex-ministro da Justiça já havia avisado assessores e subordinados próximos, entre eles o próprio Maurício Valeixo, então diretor-geral da PF, que a interferência no órgão era uma linha intransponível e não aceitaria que o presidente a cruzasse.

No entanto, Moro já esperava que isso fosse acontecer.

Nas últimas semanas, em reação ao apoio do ex-juiz às medidas de isolamento social defendidas pelo então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Bolsonaro havia voltado a cobrar insistentemente a saída de Valeixo.

A cobrança se tornou assunto monotemático do presidente nas reuniões semanais entre ele e Moro às quintas-feiras no Palácio do Planalto.

O último encontro ocorreu às 9h de quinta (23), no gabinete da Presidência da República. Bolsonaro comunicou que trocaria Valeixo até o final da semana e avisou que definiria o substituto.

Moro tentou indicar o nome do delegado Disney Rosseti, da Diretoria Executiva, cadeira número 2 na hierarquia da corporação. Bolsonaro rejeitou. A conversa durou menos de dez minutos e, ao final, Moro pediu demissão.

No caminho do Planalto para o Palácio da Justiça, onde comunicou aos auxiliares que estava fora do governo, o ministro avisou a esposa, a advogada Rosangela Moro, da decisão. Ela ficou em Curitiba na semana passada. De longe, tentou monitorar, dar forças e consolar o marido nas últimas horas no cargo.

Em texto publicado nas redes sociais da advogada —enviado pessoalmente ao ex-ministro por WhatsAp—, Rosângela recorreu ao poema “Ausências”, de Vinícius de Moraes, para confortar Moro.

Os versos falam sobre o fim de um relacionamento. “Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces. Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto”, começa o poema.

Em outro trecho, Moraes diz: “Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados. Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada”.

O poema foi apagado das redes sociais de Rosângela logo após Moro fazer o pronunciamento em que anunciou os motivos da demissão. E foi justamente ao falar da família que o ministro embargou a voz uma única vez na saída do governo.

A última semana de Moro à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo autoisolamento.

O ex-ministro veio sozinho para Brasília. Nos últimos dias, andou mais calado e fechado do que de costume desde que entrou no governo.

Para alguns aliados, o comportamento dele nesses dias lembrou o do ex-juiz da Operação Lava Jato.
Um dos assessores que era da equipe da PF na época afirmou à Folha que Moro estava tão tenso quanto no dia da condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em março de 2016.

Na terça-feira (21), já em Brasília, Moro foi informado de que Bolsonaro iria colocá-lo contra a parede sobre a mudança na PF. Ele voltou a avisar a equipe que, ocorrendo isso, estaria fora.

Nos dias seguintes, o ministro recorreu a aliados, amigos e assessores para avaliar os prós e contras de um pedido de demissão e os impactos a sua imagem.

Moro tinha a preocupação de não passar a mensagem errada e a impressão de que estava abandonando o barco em meio à pandemia do novo coronavírus.

O ex-ministro queria ainda passar um recado sobre o seu futuro, deixando em aberto que poderia voltar a trabalhar pelo Brasil. Moro é, a todo momento, lembrado como um possível presidenciável em 2022, apesar de sempre negar a intenção de ser candidato.

Antes mesmo de formalizar a saída, na quinta-feira, o ex-ministro foi sondado por governadores e também pela iniciativa privada. Moro disse a interlocutores que, por ora, só queria voltar para casa em Curitiba e descansar ouvindo Fagner, seu cantor favorito.

Na véspera da demissão, o ex-ministro orientou assessores próximos que copiassem arquivos pessoais em seus computadores e em seus celulares funcionais. E deixou o prédio por volta das 19h após receber ministros militares do governo que tentaram dissuadi-lo da decisão.

Moro passou a noite de quinta-feira sozinho em casa acompanhando o noticiário e trocando impressões com assessores por telefone.

Ele também recebeu uma ligação de Maurício Valeixo confirmando que a sua exoneração sairia no dia seguinte.

A decisão de Bolsonaro pôs fim a uma relação marcada por altos e baixos.

O primeiro encontro entre os dois ocorreu em 2017 e, na verdade, foi um desencontro. Em março daquele ano, o então juiz ignorou Bolsonaro no aeroporto de Brasília.

O presidente, então deputado federal, bateu continência e tentou cumprimentá-lo. Moro acenou com a cabeça, falou “tudo bem” e virou as costas.

Em 2018, após a ida do juiz ao Rio de Janeiro, Bolsonaro por mais de uma vez declarou que o futuro ministro teria “total liberdade” para escolher o primeiro, o segundo e o terceiro escalões da pasta.

A promessa durou pouco. Em fevereiro de 2019 veio o primeiro veto de Bolsonaro ao ex-ministro.

Moro foi obrigado a revogar a nomeação da especialista em segurança pública Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária após repercussão negativa entre bolsonaristas.
Alguns meses depois, em agosto, sem o conhecimento da cúpula da PF, Bolsonaro anunciou a troca do superintendente do órgão no Rio de Janeiro e houve reação na cúpula da corporação.

Diante da resposta negativa, o presidente recuou momentaneamente, mas começou a pedir a cabeça de Valeixo.

Bolsonaro também transferiu o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O órgão produziu relatório que levou a investigações sobre a “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), senador e filho do presidente, quando era deputado estadual no Rio.

Em janeiro deste ano, o presidente tentou novamente tirar o diretor-geral da PF e diminuir o poder de Moro.

Bolsonaro afirmou que pensava em dividir as atribuições do Ministério da Justiça, recriando a pasta da Segurança Pública. Porém, recuou após repercussão negativa.

O último capítulo da aliança aconteceu na sexta-feira.

Após ser chamado de mentiroso por Bolsonaro, Moro divulgou troca de mensagens entre os dois na qual mostra a tentativa do presidente de interferir na PF.​

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
09:36

Registro feito na manhã deste sábado (25) da sangria da Barragem do Sabugi, às margens da BR-427, na Zona Rural de Caicó, Região do Seridó do Rio Grande do Norte. As chuvas dos últimos dias possibilitaram o momento tão aguardado da sangria.

Vídeo: Eugênio Gois/BG

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
09:19

O empresário Adriano Azevedo Dantas, 41 anos, que faleceu no Hospital Regional do Seridó, na cidade de Caicó, vítima da covid-19, residia no Povoado Ermo, comunidade do município de Carnaúba dos Dantas (no RN), e tinha negócios com cidades do Curimataú paraibano.

A notícia da morte do empresário pegou a todos da comunidade Ermo de surpresa, e foi um enorme choque para a família, que disse ter notícias que ele estava se recuperando. A esposa da vítima manteve contato com o repórter Jukinha JCN nesta sexta feira e falava em recuperação, o que não aconteceu.

Jukinha (repórter carnaubense) informou ao blog Jair Sampaio que Adriano tinha alguns possíveis problemas de saúde, sendo o mais grave deles o Diabetes, além de obesidade, problemas de fígado e pressão alta. A morte do empresário chocou a comunidade carnaubense, assim como o Seridó.

Jair Sampaio.

 

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:59

Rio Piranhas

O Rio Piranhas, que percorre municípios da Paraíba e do Rio Grande do Norte, está em grande cheia na manhã deste sábado, 25/04, a maior do ano até agora, depois das últimas chuvas caídas na região.

A cheia já invadiu algumas estradas dos sítios de Jardim de Piranhas-RN e de outros municípios, impossibilitando o acesso a muitas comunidades.

Folha Patoense

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:51

Precisamos proteger os profissionais do Hospital Regional do Seridó.
O uso dos aventais já ultrapassa os 100 por dia.
Avental de TNT gramatura 40.

Estou disponibilizando minha conta para doação em dinheiro.

Ana Patricia Batista de Souza
CPF.: 008.820.754-46
Banco do Brasil
Ag.: 0128-7
Conta Corrente: 35.446-5

A prestação de contas será rigorosa aos doadores.
Whatsapp: 84 98137-6919

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25/04/2020
08:45

48418393512-4ebe5b7915-bPor Fernando Rodrigues no Poder 360 

O abraço da fotografia não seria possível hoje.  E não pelas normas de distanciamento social, mas por divergências agudas entre os ministros Paulo Guedes e o potiguar Rogério Marinho.

O detalhe é que Marinho chegou a Bolsonaro pelas mãos de Guedes.

Não é novidade que o ministro Paulo Guedes (Economia) acha 1 erro despejar dinheiro público para obras de infraestrutura pelo país. A novidade é que ele vocalizou em reunião recente isso de forma muito explícita para Jair Bolsonaro e para os ministros Braga Netto (Casa Civil) e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional).

Guedes expressou de maneira muito dura a Bolsonaro, Braga Netto e Marinho seu juízo a respeito do plano Pró-Brasil, elaborado pela Casa Civil para a retomada da economia pós-pandemia:

“Querem cavar mais fundo para ver se saímos do buraco”.

Em reuniões com o presidente e outros ministros, Paulo Guedes apresentou sua avaliação sobre o que acha do Pró-Brasil:

“Isso aí é o PAC. Isso aí é a Dilma[Rousseff]. Voltou a Dilma! Nós vamos querer nos levantar segurando os próprios suspensórios. O Brasil afundou por causa dessas obras que não terminaram, ficaram todas quebradas, jogaram dinheiro fora. Quer dizer: nós vamos então sair do buraco cavando mais fundo?”.

Rogério Marinho foi o mastermind do projeto. Telefonou para vários ministros militares e disse ser necessário fazer imediatamente 1 programa de investimentos públicos para alavancar o crescimento.

Saudosos do período em que essa era a regra no Brasil (no início da década de 1970), os generais abraçaram a proposta na hora. Braga Netto tomou a dianteira.

Poder360 apurou no Planalto que Paulo Guedes demonstrou grande irritação com Rogério Marinho. Enviou nesta semana uma mensagem de 3 palavras para o ministro do Desenvolvimento Regional, que até 2019 era 1 de seus maiores protegidos:

“Você é desleal”.

Laurita Arruda.

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:37

 

O advogado Erick Wilson Pereira, do Rio Grande do Norte, foi um dos juristas ouvidos pelo portal UOL que traçou um retrato de como a interferência do presidente da república na polícia federal afeta a democracia.

Além do doutor em direito constitucional Erick Wilson Pereira, foram ouvidos Claudio Couto, professor de gestão pública da Fundação Getúlio Vargas, Rodrigo Brandão, professor de direito constitucional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Thiago Bottino, professor de direito penal da FGV-RJ, o cientista político Gilberto Palma, e diretor do Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia.

Segue trecho da reportagem:

O jurista Erick Wilson Pereira, doutor em direito constitucional, defende a necessidade de investigação das denúncias feitas por Moro contra o presidente.

“Se ele tinha alguma informação, ele explique o porquê de não ter investigado. O que ele diz é de uma gravidade enorme, precisa ser apurado, tanto em relação ao Bolsonaro, quanto ao Moro que é o autor dessas denúncias. Infelizmente, isso já devia ter sido debatido.”

Pereira discordou de Claudio Couto sobre possíveis usos políticos da PF por parte de Bolsonaro.

“Não acredito que a PF se torne uma polícia política do Bolsonaro. Me parece um juízo subjetivo e individual do Moro. A corporação é muito maior do que um diretor. Ela sobrevive um elemento. Pode haver tentativas, sim, de interferência. Mas, a própria Polícia Federal pode expurgá-lo por não ser orgânico”, avalia.

CLIQUE AQUI e confira a íntegra da reportagem

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:30

O ex-ministro da Justiça Sergio Moro exibiu nesta sexta-feira (24) à TV Globo uma troca de mensagens entre ele e o presidente Jair Bolsonaro, ocorrida nesta quinta (23), na qual Bolsonaro cobrou mudança no comando da Polícia Federal.

Mais cedo, nesta sexta, ao anunciar que havia decidido deixar o cargo, Moro afirmou que Bolsonaro tentou interferir politicamente na PF ao decidir demitir o agora ex-diretor-geral da corporação Maurício Valeixo.

Depois, também em pronunciamento, Bolsonaro afirmou que as declarações de Moro eram infundadas e que ele não havia tentado interferir na Polícia Federal.

Após o pronunciamento de Bolsonaro, a TV Globo cobrou de Moro provas de que as declarações tinham fundamento. O ex-ministro mostrou, então, a imagem de uma troca de mensagens entre ele e o presidente, ocorrida nesta quinta.

O contato é identificado por “presidente novíssimo”, indicando ser o número mais recente de Bolsonaro. A imagem mostra que o presidente enviou a Moro o link de uma reportagem do site “O Antagonista” segundo a qual a PF está “na cola” de dez a 12 deputados bolsonaristas.

Imagem: reprodução/TV Globo

O presidente, então, escreveu: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à mudança na direção da Polícia Federal.

Imagem: reprodução/TV Globo

Sergio Moro respondeu ao presidente explicando que a investigação não tinha sido pedida pelo então diretor da PF, Maurício Valeixo. Moro enviou a mensagem: “Esse inquérito é conduzido pelo ministro Alexandre, no STF”, se referindo ao ministro Alexandre de Moraes.

Imagem: reprodução/TV Globo

Moro prossegue: “Diligências por ele determinadas, quebras por ele determinadas, buscas por ele determinadas”. E finaliza: “Conversamos em seguida, às 0900”, referindo-se ao encontro que os dois teriam.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:28

Imagem: reprodução/TV Globo

O ex-ministro Sérgio Moro mostrou ao Jornal Nacional imagens de uma troca de mensagens com a deputada federal Carla Zambelli (PSL), aliada de primeira hora de Bolsonaro. Ela, inclusive, estava nesta sexta ao lado do presidente durante o pronunciamento.

A deputada Carla Zambelli afirmou que não vai comentar a troca de mensagens.

Na troca de mensagens, Carla Zambelli diz: “Por favor, ministro, aceite o Ramage”, numa referência a Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Ramagem é um dos candidatos de Jair Bolsonaro para a Direção-Geral da Polícia Federal.

Imagem: reprodução/TV Globo

Parte da deputada a proposta para que Sergio Moro aceite a mudança na PF em troca da nomeação dele para o Supremo Tribunal Federal.

“E vá em setembro pro STF”, enviou a deputada. “Eu me comprometo a ajudar”, acrescentou. “A fazer JB prometer”, completou.

Imagem: reprodução/TV Globo

Sergio Moro, então, rechaça a proposta: “Prezada, não estou à venda”.

Carla Zambelli, então, continua a argumentar: “Ministro, por favor, milhões de brasileiros vão se desfazer”

Em seguida, ela responde à mensagem de Moro de que não estaria à venda. “Eu sei”, diz. “Por Deus, eu sei”, acrescenta.

“Se existe alguém que não está à verba é o senhor”. A palavra “verba”, neste caso, parece ser “venda”, com erro de digitação.

Moro finaliza a conversa dizendo: “Vamos aguardar, já há pessoas conversando lá”. Segundo o ex-ministro, era uma referência à tentativa de aliados de convencer o presidente a mudar de ideia.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:23

O ex-ministro Sergio Moro (Justiça) mostrou troca de mensagens com o presidente Jair Bolsonaro que indicam que o mandatário queria substituir a direção-geral da Polícia Federal, entre outros motivos, devido ao inquérito das fake news que corre no STF (Supremo Tribunal Federal) e que teria como alvo deputados bolsonaristas.

As mensagens foram apresentadas por Moro ao Jornal Nacional, da TV Globo. A Folha também obteve acesso às mensagens após a divulgação pela emissora.

Moro mostrou ao telejornal uma troca de mensagens por aplicativo em que Bolsonaro lhe envia uma matéria do site O Antagonista intitulada “PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas”.

Em seguida, o mandatário escreve: “Mais um motivo para a troca”, se referindo à sua intenção de tirar Maurício Valeixo do comando da corporação.

O inquérito citado pela reportagem do site foi aberto para apurar fake news e ameaças contra integrantes da corte.

A instauração do inquérito foi muito criticada pelo fato de a corte ter agido de ofício, ou seja, ter iniciado uma investigação sem ser provocada pela Procuradoria-Geral da República, que nem sequer participa das apurações.

Ainda segundo as mensagens mostradas no JN, Moro responde a Bolsonaro argumentando que a investigação não tinha sido pedida por Valeixo.

Reprodução da conversa entre Moro e Bolsonaro no WhatsApp

Procurado após a veiculação da reportagem na TV, o Palácio do Planalto não respondeu a questionamentos enviados pela Folha.

Na noite desta sexta, Moraes determinou à Polícia Federal que mantenha à frente dos casos os delegados que apuram a propagação de notícias falsas contra a corte e investigam os protestos a favor da ditadura militar.

Além do inquérito das fake news, a decisão de Moraes alcança outro inquérito, aberto na terça (21) e que faz referência às manifestações do último domingo (19) que pediram a intervenção militar e a volta do AI-5.

Moro também encaminhou ao telejornal mensagens trocadas com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), uma das mais fiéis aliadas de Bolsonaro no Congresso Nacional.

As mensagens, segundo o ex-ministro, provam que ele não condicionou aceitar a troca na PF a uma futura indicação para o STF —acusação feita por Bolsonaro.

Print da conversa entre Sergio Moro e Carla Zambelli, do Jornal Nacional

A deputada foi procurada pelo Jornal Nacional, mas disse que não comentaria as mensagens.

FOLHAPRESS

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:15

Presidente do Instituto Brasil 200, Gabriel Kanner diz que a saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça é “o começo do fim de Bolsonaro”.  O instituto reúne cerca de 300 empresários em todo o Brasil que apoiaram o presidente Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao Estado, Kanner afirma que, com as acusações “gravíssimas” de Moro, o apoio fica “completamente abalado”. “Se perde”, disse. “Hoje, qualquer tipo de esperança que a gente pudesse ter no Bolsonaro veio por água abaixo”. Kanner disse ainda que é possível que o ministro da Economia, Paulo Guedes, saia do governo em breve.

Qual o impacto da saída do ministro Sergio Moro?

É impressionante. Todo mundo acreditou que Bolsonaro pudesse fazer uma transformação na política brasileira, uma limpa, combater a corrupção, esses pilares que o elegeram em 2018, representavam que ninguém aguentava mais o que tinha acontecido no Brasil. Hoje, qualquer tipo de esperança que a gente pudesse ter no Bolsonaro veio por água abaixo. Não só pela saída do Sérgio Moro, gravíssima, que abala fortemente a base de sustentação do governo, mas as acusações são extremamente graves. Essa interferência, que ele queria ter na Polícia Federal, não vimos nem na época do PT quando começou a Lava Jato. Mostra outra faceta do Bolsonaro que até agora não havia sido exposta. Faz a gente perder qualquer tipo de confiança que a gente podia ter no presidente. Vai ser a palavra de um de outro. Mas eu acredito no ministro Moro de que o presidente queria ter alguém na PF.

O sr. representa um grupo de empresários que apoiou o presidente. Como ficará o apoio desses empresários a partir de agora?

O apoio fica completamente abalado. Hoje, contamos com cerca de 300 empresários pelo Brasil inteiro. E apoio se perde. Não tem como manter apoio a um presidente que vai tão de desencontro aos valores que o elegeram. Ele está fazendo o contrário. A gente elegeu o Bolsonaro para combater a corrupção e ele está fazendo o contrário. O apoio fica completamente abalado.

Todos os empresários do grupo vão retirar o apoio?

Não posso falar por todos. Mas, sem dúvida, é o começo do fim do Bolsonaro. Dificilmente, ele vai conseguir uma base de apoio dos empresários. Até por causa do isolamento do Paulo Guedes.

Como o sr. vê a fritura do Paulo Guedes, que é o alvo da vez dos bolsonaristas?

Esse plano Pró-Brasil sem a participação de Paulo Guedes imagino que o ministro deva sair em breve do governo. Isso realmente destrói qualquer esperança que a gente possa ter. Do ponto de vista econômica, é muito grave. A gente vinha de uma mudança de rota da economia, buscando uma recuperação econômica. Vai ser muito difícil a retomada da economia. É muito incerto. Não temos como saber se o Paulo Guedes vai permanecer ou sair. A forma como foi abalada a confiança nos deixa muito inseguros.

Qual a expectativa do sr. em relação à permanência do ministro?

Ele já entrou em rota de colisão. Se a gente acompanha todos os casos. Eles sempre acabaram em demissão. É possível que o Paulo Guedes saia do governo em breve.

ESTADÃO CONTEÚDO

Publicado por: Chico Gregorio


25/04/2020
08:10

A refutação a acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro era o objetivo do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro no fim da tarde, rodeado de ministros, do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e de deputados como o filho Eduardo Bolsonaro e Hélio Lopes. Mas o tempo que levou, inusual para um político conhecido por declarações curtas e diretas, as digressões a que se prestou, e as versões que apresentou sobre sua tentativa de se relacionar com a Polícia Federal acabaram por reforçar as suspeitas do ex-auxiliar.

O presidente voltou a se apresentar como uma vítima, ao dizer-se perseguido pelo establishment e pela imprensa, lembrando do atentado que sofreu na campanha eleitoral e estabelecendo um paralelo da tentativa de assassinato com a morte da vereadora Marielle Franco. Desceu a detalhes como a intervenção no Inmetro para defender taxistas, os gastos com o cartão de crédito e a piscina aquecida do Palácio da Alvorada. Enquanto revisitava temas maiores e menores, Bolsonaro admitiu que pediu a Moro relatórios da Polícia Federal para, segundo ele, poder tomar decisões de governo. E que pediu à PF para ouvir um dos acusados pela morte da vereadora do PSOL, o PM aposentado Ronnie Lessa. O motivo teria sido a notícia de que a filha de Lessa, que morava no mesmo condomínio do presidente no Rio de Janeiro, teria namorado Jair Renan, o “filho 04” de Bolsonaro.

Bolsonaro contou que determinou que os agentes da PF fossem ouvir o ex-PM, quando já estava preso em Mossoró, no Rio Grande do Norte, porque o ministro da Justiça não se mexeu. O presidente acrescentou que tem em suas mãos o conteúdo deste inquérito e que o acusado de assassinar Marielle e o motorista Anderson Gomes negou a relação da filha com Jair Renan.

As implicações legais destas admissões pelo presidente ainda vão ser esquadrinhadas. Mas ao relatar esse fato, assim como os pedidos de relatórios, Bolsonaro reforça a visão de que não separa interesses públicos e privados. Até por talvez desconhecer a diferença, como indicou ao contar que pensou em escolher o novo diretor da Polícia Federal por sorteio entre os nomes sugeridos por ele e por Moro.

GUSTAVO ALVES – O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio