06/05/2020
07:00

Se do ponto de vista político as acusações de Sergio Moro angariavam pouca adesão, por causa de sua atuação na Lava Jato contra parlamentares e contra o ex-presidente Lula, o ex-ministro agora também é contestado do lado criminal. Ministros do STF, advogados, integrantes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República avaliam que o depoimento de Moro trouxe poucas novidades e carece de elementos para que, de fato, possa provar crimes de Jair Bolsonaro.

Os que não viram grandes novidades na oitiva de Moro a definiram com uma frase usada pelo ex-ministro: a montanha pariu um rato. O ex-juiz usou a expressão quando o The Intercept Brasil trouxe mensagens dele com procuradores da Lava Jato.

Em conversas com pessoas próximas, Augusto Aras, procurador-geral da República, tem dito que é impossível que o inquérito prospere para uma denúncia contra o presidente.

Apesar do desânimo geral, Moro levou à investigação mais uma demonstração incontestável do interesse de Bolsonaro pela Polícia Federal do Rio. O Painel revelou que o novo diretor-geral decidiu fazer a troca no comando do estado.

Para Ticiano Figueiredo, presidente do Instituto de Garantias Penais, o depoimento de Sergio Moro à PF mostrou que o ex-juiz tem percepção distorcida sobre o que são provas acusatórias. “No discurso de despedida, imputou uma série de crimes ao presidente. Quando chegou a hora de apresentar todas as provas, entregou um nada e depôs sobre um vazio”, diz o advogado.

PAINEL FOLHA

Publicado por: Chico Gregorio


06/05/2020
06:59

O número de casos confirmados por Covid-19 no Rio Grande do Norte cresceu 96,67% ao longo de dez dias. Entre 25 de abril e 5 de maio, o quantitativo saltou de 781 para 1.536 infecções confirmadas (aumento de 755 novos casos positivos). As mortes causadas pela doença no Estado, no mesmo período, aumentaram 70%.

No dia 25 de abril, conforme dados do Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap/RN), o número era de 40 vítimas fatais. No Boletim Epidemiológico mais recente, divulgado pela pasta nesta terça-feira, 5, o quantitativo havia subido para 68. Seis deles registrados em 24 horas. O número de óbitos ligados ao coronavírus, porém, pode ser ainda maior. A Sesap/RN investiga 23 mortes suspeitas em todo o Estado.

Mossoró, com 18 óbitos confirmados, e Natal, com 16 óbitos confirmados, continuam como epicentros da doença no Rio Grande do Norte. As demais cidades com mortes confirmadas pela Covid-19 no Estado, são: Açu: 2; Alexandria: 1; Alto do Rodrigues: 1; Apodi: 1; Canguaretama: 4; Carunaúba dos Dantas: 1; Ceará-Mirim: 2; Cerro Corá: 1; Encanto: 1; Ipanguaçu: 1; Lagoa de Pedras: 1; Macaíba: 2; Montanhas: 1; Nísia Floresta: 1; Parnamirim: 4; São Gonçalo do Amarante: 2; São José de Mipibu: 1; São Rafael: 1; Taipu: 1;  Tenente Ananias: 2;  e Touros: 1.

RICARDO ARAÚJO / TRIBUNA DO NORTE

Publicado por: Chico Gregorio


06/05/2020
06:57

Jair Bolsonaro saiu descontrolado do Palácio da Alvorada. Esbravejou contra a imprensa e disse que não interferia na Polícia Federal. “Não tenho nada contra o superintendente do Rio”, afirmou.

O presidente só não explicou por que, então, tentou forçar a substituição do chefe do órgão no estado quatro vezes em menos de um ano e meio. Segundo o ex-juiz Sergio Moro, o presidente fez pressões pela mudança em agosto de 2019 e em janeiro, março e abril deste ano.

Na quinta tentativa, seus desejos foram atendidos. Ele precisou atropelar o Ministro da Justiça e demitir o diretor-geral da Polícia Federal, mas finalmente conseguiu mexer no órgão em sua base política. A recusa do presidente em explicar os motivos desse lance é reveladora.

O depoimento de Moro sobre a intervenção de Bolsonaro na PF, tornado público nesta terça (5), foi considerado “fraquíssimo” por quem acompanha o inquérito. O ex-juiz se negou a imputar crimes ao presidente e apresentou poucas provas da intromissão do antigo chefe.

As oito horas de declarações do ex-ministro evidenciaram apenas a fixação de Bolsonaro com um único posto. Embora a PF tenha 27 superintendências regionais, Moro afirmou que o presidente dizia querer “apenas uma, a do Rio de Janeiro”.

Em agosto, Bolsonaro disse que a justificativa era a baixa produtividade do órgão. Moro disse que aquele era um “motivo inverídico”. Depois, o presidente citou como causas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco que só ocorreram meses depois de suas primeiras investidas pela troca.
Quando a mudança se concretizou, Bolsonaro se enfureceu com jornalistas que perguntavam sobre a interferência. Pela manhã, mandou os repórteres calarem a boca. No fim da tarde, deu uma resposta pela metade: “O Rio é o meu estado”.

Moro disse dez vezes à PF que os motivos da pressão de Bolsonaro “devem ser indagados ao presidente”. Dessa vez, ele não poderá mandar os investigadores se calarem.

Bruno Boghossian

Jornalista, foi repórter da Sucursal de Brasília. É mestre em ciência política pela Universidade Columbia (EUA).

Publicado por: Chico Gregorio


06/05/2020
06:56

O inquérito que apura as supostas tentativas de interferências indevidas do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF) entra nesta quarta-feira em uma nova fase, a partir da autorização de diversas diligências que buscam comprovar as acusações feitas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Apesar de ter dado indicações do caminho a ser seguido, o depoimento de Moro deixa perguntas a que os investigadores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da PF terão que responder para que o caso avance.

Por que Bolsonaro tinha tanto interesse na superintendência da da pf no Rio de Janeiro?

O real motivo pelo qual Bolsonaro tem se esforçado para indicar uma pessoa de sua confiança para a Superintendência da PF no Rio é um dos principais pontos a ser elucidado. A expectativa dos investigadores era que a questão pudesse ser respondida por Moro, o que não aconteceu. O ex-ministro se limitou a dizer que Bolsonaro deveria ser questionado sobre o tema.

Nesta terça-feira, ao conversar com jornalistas, o presidente justificou: “O Rio é meu estado”. Ele citou, na sequência, a menção ao próprio nome feita por um porteiro na investigação sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e cobrou da PF apurações sobre o episódio. A corporação, no entanto, não atua diretamente no caso, apenas o tangencia. O mesmo ocorre em outra investigação que interessa a Bolsonaro, sobre suspeitas de “rachadinha” no gabinete de Flávio Bolsonaro no Legislativo fluminense.

Que pedidos feitos a Moro constam na gravação em vídeo mencionada pelo ex-ministro? Algum deles foi indevido?

Uma das provas a ser obtida pela investigação é a gravação, em vídeo, de uma reunião do conselho de ministros do governo federal que ocorreu em 22 de abril e foi relatada por Moro no depoimento.

Nela, segundo o relato do ex-ministro, Bolsonaro disse que faria interferências em todos os ministérios e que, no caso específico do Ministério da Justiça, trocaria o diretor-geral da PF e o próprio ministro, caso não pudesse trocar o superintendente do Rio de Janeiro. O presidente teria ainda cobrado acesso a relatórios de inteligência da PF.

Moro afirma que todas essas reuniões eram registradas em vídeo e que as imagens comprovariam suas acusações. Em encontro posterior, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, teria afirmado que o tipo de relatório solicitado por Bolsonaro não tinha como ser fornecido. Heleno deve depor sobre o assunto.

Quais provas a perícia no celular de moro ainda pode revelar? Há mais provas nas conversas com Bolsonaro?

Moro disse aos investigadores que tinha o costume de apagar suas mensagens mais antigas depois de ter sido alvo de ataques de hackers no ano passado. Por isso, o conteúdo das conversas entre ele e o presidente entregues à PF abrange apenas um período de aproximadamente 15 dias.

Dessa maneira, diálogos mais antigos — como o que incluiria a frase em que Bolsonaro teria dito “Moro, você tem 27 superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro” — ainda não foram recuperados pela perícia.

Segundo fontes com acesso ao trabalho pericial, há no celular do ex-ministro mensagens do presidente que indicam pressão para troca da Superintendência da PF em Pernambuco e preocupação com inquéritos no STF. Os investigadores também analisam mensagens trocadas pelo ex-ministro com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

Os ministros militares citados no depoimento de moro confirmam as acusações?

Três ministros do núcleo militar foram citados por Moro como testemunhas das pressões do presidente na PF: Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo). Os depoimentos deles devem ser tomados nos próximos dias. Como serão ouvidos apenas no papel de testemunhas, todos têm a obrigação de falar a verdade e não podem ficar calados. Ainda não é possível saber se eles confirmarão as acusações do ex-ministro.

Há uma recomendação do Palácio do Planalto para que Heleno, Braga Netto e Ramos não façam declarações públicas sobre as declarações de Moro. Procurados pelo GLOBO, nenhum deles respondeu sobre a investigação. A pasta de Ramos informou que ainda não havia sido notificada sobre a investigação, e a de Heleno justificou que, devido ao andamento da apuração, “não cabe comentário no momento”.

O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio


06/05/2020
06:55

Ilustração publicada pela ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro Rogeria Bolsonaro em redes sociais

A imagem mostra Jair Bolsonaro acompanhado por dois integrantes de seu governo e dois militares. Eles encaram os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Acima do senhor, a frase: “Viemos aqui para lhes informar: acabou a farra”. Abaixo, o recado: “Muitos brasileiros estão sonhando com este dia”.

O desenho foi publicado em uma rede social por Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente e mãe de seus filhos Flávio, Carlos e Eduardo.

Prestes a retornar para a vida pública como vice de Marcelo Crivella à prefeitura do Rio ou como candidata à vereadora, Rogéria foi questionada pela coluna se a postagem era um apoio a um golpe militar. Ela respondeu que não e que sua família “sempre lutou e continuará lutando pela democracia”. O presidente Bolsonaro já participou de dois atos pró-intervenção no último mês. Um deles é alvo de investigação da Procuradoria-Geral da República.

Para continuar lendo é só clicar aqui: https://blogs.oglobo.globo.com/bela-megale/post/ex-mulher-de-bolsonaro-publica-charge-com-presidente-e-militares-encarando-o-stf-acabou-farra.html

BELLA MEGALE – O GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
08:23

Desde o dia 16 de fevereiro último o nível de água da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no Vale do Açu subiu 08 metros e 38 centímetros. Nesse período o reforço foi de 811 milhões 940 mil 843 metros cúbicos. A reserva hídrica atual poderá garantir o abastecimento de cerca de 480 mil potiguares residentes no Vale do Açu, Região Central, e partes do Oeste Potiguar e do Seridó por mais três anos a depender do uso da água.

Para o reservatório atingir a cota de sangria é preciso elevar seu nível hídrico em mais 06 metros e 80 centímetros. O Boletim Informativo Diário divulgado nesta segunda-feira, 04 de maio pela unidade do Departamento Nacional de Obra Contra as Secas (Dnocs) em Assú mostra que o volume atual e de 1 bilhão 327 milhões 157 mil 853 metros cúbicos o que corresponde a 55,93% da sua capacidade total que é de 2,4 bilhões de metros cúbicos.

Mostra ainda, que a vazão liberada pelas comportas para assegurar a perenização do rio Piranhas-Açu é de 02 metros cúbicos por segundo com base em aferição feita no último dia 03. O Boletim é finalizado observando que “o volume, bem como a reserva hídrica estão de acordo com a nova curva” de cota, área e volume da Agência Nacional das Águas “conforme nota técnica 73/2018” da Gestão da Rede Hidrometeorológica (SGH).

Assú Todo Dia

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
08:20

Editorial do jornal, que teve um jornalista agredido no último domingo, diz que apoiadores de Jair Bolsonaro são selvagens, que envergonham a Nação

Fotógrafo Dida Sampaio deixa manifestação após agressões
Fotógrafo Dida Sampaio deixa manifestação após agressões (Foto: Reprodução/Twitter)

247 – “Os camisas pardas do bolsonarismo vestem verde e amarelo. As cenas de selvageria protagonizadas por esses delinquentes travestidos de patriotas durante manifestação com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, ao agredir o repórter fotográfico do Estado Dida Sampaio e outros profissionais de imprensa, envergonham a Nação”, aponta editorial do jornal Estado de S. Paulo, nesta terça-feira.

“O Brasil civilizado demanda que as autoridades façam uma investigação independente, rigorosa e célere dos fatos, sem se deixarem constranger pela truculência e pelo despudor característicos dos bolsonaristas. O presidente Bolsonaro deveria ser o primeiro a exigir ampla apuração. Mas Bolsonaro quer fazer o País acreditar que ele nem sabe se houve alguma agressão, fartamente registrada”, aponta ainda o texto. “Mais uma vez, o sr. Jair Bolsonaro trata os brasileiros como tolos. Tenta minimizar os múltiplos crimes e transgressões cometidos em comício que ele próprio estimulou – a começar pela aglomeração em plena pandemia de covid-19, passando pelas palavras de ordem golpistas e culminando com a covarde agressão a jornalistas.”

O editorial responsabiliza Bolsonaro diretamente pela violência. “A esta altura, não é mais possível dissociar a violência bolsonarista daqueles que a inspiram. Mas só há um responsável direto pela espiral de afronta à democracia por parte dos desordeiros com camisas da seleção brasileira – este é o sr. Jair Bolsonaro, de quem se esperam desculpas não em privado, transmitidas por assessores, mas sim públicas, tal como foram as agressões, e essas desculpas devem ser dadas aos jornalistas atacados, a este jornal e ao País. Mas já não há mais esperança de que o presidente venha a desencorajar os boçais que agem em seu nome”, prossegue o texto.

“A escalada golpista coincide com o avanço de investigações sobre o clã Bolsonaro. E também coincide com a redução significativa do apoio popular ao presidente: a mais recente pesquisa da XP/Ipespe mostrou que em uma semana cresceu sete pontos porcentuais, para 49%, a fatia de brasileiros que consideram o governo Bolsonaro ‘ruim’ ou ‘péssimo’. O recado a Bolsonaro vai ficando assim claríssimo: cada vez menos brasileiros toleram um presidente que, eleito para governar para todos, escolheu agir como condutor de pandilha”, finaliza o editorial.

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
08:16

 

Pelo jeito…na luta entre Regina Duarte e Olavo de Carvalho…tá um a zero para o astrólogo.

E se Regina Duarte não pedir para sair, estará secretada a ministra mais sem autoridade do governo bolsonaro.

Semana passada o presidente criticou o fato da ex-global estar em quarentena na sua casa no Rio de Janeiro quando deveria estar em Brasília trabalhando.

É que ele mesmo disse que prefere o contato presencial…

Aí hoje bolsonaro nomeia para comandar a Funarte…o cara que Regina Duarte exonerou.

Precisa desenhar a saída de Regina Duarte do governo?

Leia notícia de Eduardo Lucizano, do Uol Entretenimento

Demitido há dois meses da presidência da Funarte (Fundação Nacional de Artes), Dante Henrique Mantovani foi nomeado hoje novamente para o cargo em publicação do Diário Oficial da União. Mantovani havia sido designado para o cargo em dezembro, mas foi demitido por Regina Duarte assim que a atriz assumiu a secretária nacional de cultura.

Na época, Mantovani foi criticado por um vídeo publicado em outubro de 2019.

Ele disse que “o rock ativa a droga, que ativa o sexo, que ativa a indústria do aborto, que, por sua vez, alimenta uma coisa muito mais pesada, que é o satanismo. O próprio John Lennon disse abertamente, mais de uma vez, que ele fez um pacto com o diabo para fazer sucesso”.

Mantovani tinha sido indicado ao cargo pelo antecessor de Regina Duarte, Roberto Alvim, que foi demitido após anunciar o lançamento de um prêmio cultural com um discurso aparentemente inspirado em Joseph Goebbels, ministro de Propaganda da Alemanha nazista.

Alvim, assim como os outros dirigentes demitidos por Regina Duarte, são discípulos de Olavo de Carvalho, que vive nos Estados Unidos e tinha declarado que Regina Duarte estava no cargo por indicação sua. “Se a Regina Duarte quer mesmo se livrar de indicados do Olavo de Carvalho, a pessoa principal que ela teria de botar para fora do ministério seria ela mesma”, escreveu no Twitter.

Em vídeos antigos, Mantovani diz que soviéticos se infiltraram na CIA (departamento de inteligência dos EUA), para distribuir drogas no festival de Woodstock, em 1969.

Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
08:04

 

o presidente jair bolsonaro 1585016707722 v2 450x337 - Covid-19: Estudo liga comportamento de Bolsonaro a 10% das mortes no Brasil

Atos e discursos do presidente Jair Bolsonaro contra o isolamento social como forma de combate à pandemia do novo coronavírus podem estar por trás de pelo menos 10% dos casos e até mesmo de mortes pela Covid-19 registrados no Brasil até ontem. A insistente defesa de Bolsonaro do fim do distanciamento teria afetado o comportamento dos brasileiros, sobretudo nos municípios onde seus seguidores são mais numerosos.

A conta é do economista Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, e um dos autores do estudo “Mais do que palavras: discurso de líderes e comportamento de risco durante a pandemia”, divulgado nesta segunda-feira, em parceria com Nicolás Ajzenman e Daniel Da Mata, da Fundação Getúlio Vargas-SP.

Dois eventos em especial teriam provocado um movimento adicional de nada menos que um milhão de pessoas nas ruas pelo país, diariamente, pelo período de 10 dias: a manifestação de 15 de março em Brasília, depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia recomendado o afastamento social, e o pronunciamento, em cadeia nacional, de 24 de março, quando o presidente minimizou a doença, tratando-a de “gripezinha”.

Considerando-se o potencial de infecção de cada indivíduo portador do vírus, estes dois atos podem ter sido responsáveis, sozinhos, por pelo menos 500 novos casos por dia. Trata-se de 10 mil infectados num horizonte de apenas 10 dias. Ou seja, cerca de 10% do número de brasileiros oficialmente registrados como portadores da Covid-19 até ontem (domingo).

Cavalcanti reconhece que a conta pode estar subestimada. Isso porque os cálculos levam em consideração apenas os 10 dias subsequentes aos dois eventos e têm por base os casos registrados oficialmente no país. A mesma equação aplicada aos dados de óbitos indica que as manifestações podem estar por trás de pelo menos 700 mortes.

— Não é preciso muita gente para espalhar o vírus. Se esses eventos e discursos não tivessem acontecido, talvez tivéssemos 10 mil casos e 700 óbitos a menos — disse Cavalcanti ao GLOBO

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
08:00

STF rejeita embargos e decide por suspensão de pensões a ex ...Após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) pediu a suspensão do pagamento das pensões aos ex-governadores da Paraíba. Na decisão (acesse aqui), em que o Portal ClickPB teve acesso, o MPC-PB destaca que a determinação está pronta para ser cumprida de forma imediata.

“É de ser destacado que não cabe mais nenhum recurso com efeito suspensivo no âmbito do STF acerca da matéria, de modo que a decisão do STF está pronta para ser cumprida de forma imediata”.

O maior valor pago de R$ 23.500 era destinado a cinco ex-governadores: Antônio Paulino, Ricardo Coutinho, Cícero Lucena, Wilson Braga e Cássio Cunha Lima.

O MPC-PB pede urgência na suspensão das pensões vitalícias. “À gestão da Secretaria de Administração do Estado no sentido de que dê fiel cumprimento ao que restou decidido pelo STF no bojo da ADI 4562, suspendendo o pagamento de todas as pensões vitalícias já concedidas aos ex-governadores e respectivas dependentes, no Estado da Paraíba, sob pena de aplicação de multa e imputação e débito em caso de descumprimento”.

Confira os valores pagos em pensão a cada ex-governador da Paraíba, de acordo com a o sistema de transparência do Tribunal de Contas, Sagres:

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
07:53

Contraproducente

É bom avisar aos fanáticos que bradam contra o ministro Alexandre de Moraes, que vão dar com os burros (com o perdão do trocadilho) n’água. Nem seria preciso mostrar o ilustrado currículo do ministro, mas vejamos um pouco. Formado nas Arcadas do Largo S. Francisco, Academia onde também ganhou o título de doutor em Direito; obteve o 1º lugar no concurso de ingresso no MP/SP, tendo chegado ao cargo de procurador de Justiça; foi o mais jovem secretário de Justiça de SP, depois conselheiro do CNJ; foi também secretário de Transportes da maior cidade da América Latina; e, mais tarde, aí onde queremos chegar, foi secretário de Segurança de SP e ministro da Justiça. Com esse currículo, a horda bolsonarista acha mesmo que irá intimidá-lo? Caso não tenha dado para entender, o homem é forjado no bom combate. E, nestes casos, os desafios e adversidades alimentam a alma.

Mexendo com fogo

Se formos pegar um a um os ministros que integram o Supremo Tribunal Federal, iremos encontrar em cada um deles este mesmo liame: trabalho honrado e dedicação extremada. Embora diferentes, os ministros provêm do caldo comum que os criou, e todos foram alçados ao sobranceiro do Judiciário por suas próprias qualidades. Por isso, afirmamos categoricamente, nenhum deles se intimidará com gritos ou ameaças. É da natureza deles combater as injustiças.

Causa e efeito

Iremos assistir, nas próximas semanas, a um circunstancial aumento na popularidade do presidente da República. Diz-se circunstancial porque ele será fruto dos R$ 600 que estão sendo dados a mais de 40 milhões de almas. É preciso que isso fique bem claro, não se podendo creditar a um real “apoio popular”, sobretudo concordância com os despautérios. O perigo, no caso, é o próprio presidente cair na fantasia de que é amado, e que tem o povo a seu lado, para fazer o que quiser.

Militarismo

“Os militares estão ao meu lado”, disse ontem o presidente da República, em evidente tom de ameaça. Estão mesmo? Quer dizer que os militares apoiam um indisciplinado que foi para a reserva para não perder o soldo? Quer dizer que os militares, patriotas por excelência, estão com um presidente que desfila diante do palácio com bandeiras de Israel e dos EUA? Seria bom que os militares revissem seus conceitos, e olhassem o tamanho do buraco em que estão se metendo.

Militares

Aliás, o bom nome das Forças Armadas já está tisnado nessa pandemia. Com efeito, os militares vão ao Haiti, à África, aos confins do mundo para lutar e ajudar. Mas no Amazonas, que está enfrentando um clima de guerra por conta do coronavírus, eles estão aquartelados. Cadê as Forças Armadas para ajudar? E justo naquela região, onde está o Comando Militar do Amazonas, cujas raízes datam de quatro séculos atrás. E sabe por que estão quietos e inertes? Estão assim porque o commander-in-chief (oh!) diz que tudo não passa de uma gripezinha. E la nave va…

fonte:Migalhas

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
07:37

José Aldenir/Agora RN
Hospital está instalado na Via Costeira

O Hospital de Campanha montado pela Prefeitura de Natal para receber exclusivamente pacientes com a Covid-19 começou a funcionar nesta segunda-feira (4). A unidade vai funcionar inicialmente com 100 leitos clínicos, além de duas unidades semi-intensivas. Outros 20 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) estão sendo preparados para funcionar nos próximos dias. Nenhum paciente está internado no local ainda.O prefeito Álvaro Dias destacou a ampliação da capacidade de atendimento para casos de Covid-19 em Natal. “Estamos entregando um Hospital de alta qualidade e ampliando a capacidade de atendimento da rede pública municipal. Quero deixar a mensagem para a população de que siga atendendo às recomendações para ficar em casa, saindo só em casos de extrema necessidade”, disse.

Para o secretário municipal de Saúde, George Antunes, o momento é de não relaxar, mesmo com a ampliação dos leitos exclusivos para atendimento dos pacientes com Covid-19. O titular da SMS informou que a Prefeitura já conseguiu consertar dois respiradores que estavam sem funcionar e está comprando peças para viabilizar o funcionamento dos outros oito.

O gestor da Saúde em Natal explicou ainda como vai se dar a dinâmica de recebimentos dos pacientes. “Essa é uma unidade de porta fechada, ou seja, não é para o cidadão que está com os sintomas se dirigir direto para cá. Ele deve buscar primeiramente as Unidades Básicas de Saúde ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que irão fazer a avaliação dos casos e a posterior regulação do paciente para o Hospital de Campanha”, encerrou.

Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
07:31


Comércio da Saara fechado, no Rio. Foto: Hermes de Paula / Agência O Globo

No segundo balanço de casos divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, o número de infectados pelo novo coronavírus chegou a 107.780, com 7.321 mortes, além de Além de 45.815 recuperados. Mais cedo, na primeira divulgação, eram 105.222 casos confirmados e 7.288 óbitos.

Essa é a primeira vez que a pasta divulga duas atualizações da doença no mesmo dia. De acordo com o ministério, a partir de hoje isso deve se tornar praxe, com uma primeira divulgação no começo da tarde, informando dados preliminares por Unidade Federativa e estimativa de recuperados; e uma segunda à noite, trazendo dados finais por UF e estimativa de recuperados.

Em um período de cinco horas, entre as 15h e as 20h desta segunda-feira (4), foram mais 33 mortes e 2.558 casos do novo coronavírus confirmados.

Em comparação com os dados de ontem, o número de casos cresceu 7%, com 6.633 novos registros, enquanto os óbitos avançaram 4%, com 296 mortes notificadas. Mais cedo, o número de novos infectados era 4.075 e de novas mortes era 263.

Número de casos e de óbitos por UF | 2ª divulgação Foto: Ministério da Saúde

Normalmente, os dados divulgados às segundas-feiras são inferiores àqueles que são disponibilizados ao longo da semana útil porque as equipes que fazem a atualização dos dados da doença nos estados trabalham em ritmo reduzido nos finais de semana e feriados. Mortes e casos registrados ao longo do final de semana ainda podem entrar na contabilização do Ministério da Saúde ao longo dos próximos dias.

De acordo com os dados consolidados, São Paulo é o estado com mais casos da Covid-19, com 32.187 infectados. Em seguida vem Rio de Janeiro (11.721), Ceará (11.040), Pernambuco (8.863) e Amazonas (7.242).

Em relação ao número de óbitos, São Paulo também aparece na frente: são 2.654 até o momento, seguido por Rio de Janeiro (1.065), Ceará (712), Pernambuco (691) e Amazonas (584).

O ministério informou também que 42,5% dos infectados até o momento, ou seja, 45.815 pessoas, estão recuperados. Há ainda 54.644 em acompanhamento (42,5%), além dos 7.321 óbitos (6,8%). A pasta investiga ainda 1.427 óbitos suspeitos de Covid-19.

O Globo

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
07:27

Em despacho deferido na noite desta segunda-feira (4), o juiz José Vidal Silva Neto, a 4ª Vara Federal do Ceará, deu prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro se manifeste sobre supostas provas que sustentem sua denúncia de que houve fraude nas eleições de 2018. A decisão é decorrente de um processo apresentado pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE).

Em março, durante viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro disse que “brevemente” iria apresentar provas de que o pleito havia sido fraudada. O presidente já alegou em diversas ocasiões ter vencido as eleições no primeiro turno e questiona a segurança das urnas eletrônicas.

“Minha campanha, eu acredito que, pelas provas que tenho em minhas mãos, que vou mostrar brevemente, eu tinha sido, eu fui eleito no primeiro turno, mas no meu entender teve fraude. E nós temos não apenas palavra, nós temos comprovado, brevemente eu quero mostrar, porque nós precisamos aprovar no Brasil um sistema seguro de apuração de votos. Caso contrário, passível de manipulação e de fraudes.”, disse o presidente, em Miami, no dia 9 de março.

Passados quase dois meses, Bolsonaro não apresentou nenhuma prova que sustente a denúncia. Na última semana, o presidente voltou a insinuar fraudes nas eleições e disse que comprovaria sua versão no momento em que apresentasse um projeto de lei sobre o tema – sem estipular datas.

CNN BRASIL

Publicado por: Chico Gregorio


05/05/2020
07:25

Um levantamento feito pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) indica alto índice de contágio entre os profissionais do setor. Os dados revelam que 8.996 profissionais de enfermagem já foram afastados por suspeita ou confirmação da COVID-19. Para o órgão, o aumento destes números se deve a escassez de equipamentos de proteção.

Do número total, 2.017 tiveram o diagnóstico confirmado da doença, outros 202 estão internados em hospitais. O estado de São Paulo é o que tem mais profissionais internados, com 76 casos. Em segundo lugar está o estado do Rio, com 40 internações.

No Brasil, já são 56 profissionais de enfermagem mortos em decorrência da COVID-19, letalidade de 2,78% e outras 17 mortes estão em investigação. São Paulo também lidera o ranking de óbitos com 16 mortes confirmadas e 7 em suspeita. O Rio de Janeiro vem em segundo, com 14 mortes por coronavírus confirmadas e outras 6 em investigação.

CNN BRASIL

Publicado por: Chico Gregorio