Em meio às articulações para manter o PMDB no governo, a presidente Dilma Rousseff voltou a se reunir nesta quarta-feira (23) com ministros do partido em seu gabinete no Palácio do Planalto. Encontro semelhante já havia ocorrido na semana passada, quando ela recebeu os auxiliares mais próximos indicados pela legenda.
Está marcada para o próximo dia 29 reunião do Diretório Nacional do partido no qual será definido se o PMDB romperá ou não com o Palácio do Planalto. Parte dos diretórios estaduais defende que a legenda desembarque do governo e entregue os cargos no Executivo.
tualmente, a legenda comanda, além da vice-presidência da República, sete pastas: Minas e Energia, Saúde, Turismo, Agricultura, Aviação Civil, Portos, e Ciência e Tecnologia.
Segundo dois ministros presentes no encontro com Dilma nesta quarta ouvidos pelo G1, o tom da reunião foi de apoio à presidente e de manifestação contrária ao rompimento do partido com o Planalto.
“Nós somos ministros do governo. Nós defendemos a presidenta Dilma e não achamos que num momento de crise como este o PMDB pode agir sem responsabilidade e contribuir para agravar a crise. Evidentemente que fomos ao Planalto dar apoio a ela. Somos contra o rompimento, nós somos, sim, do governo”, declarou ao G1 um dos ministros, sob a condição de anonimato.
“Eu já venho dizendo desde o ano passado que sou contra o impeachment e reafirmo que também sou contra o PMDB deixar o governo. Fomos ao Planalto dar o apoio a ela e dizer que nós somos contra essa tese de rompimento”, acrescentou outro ministro, também sem se identificar.
Mais cedo, após visitar uma instalação militar em Brasília, a presidente Dilma falou sobre a reunião do PMDB marcada para o dia 29. A jornalistas, ela disse estar “bastante interessada” na permanência do partido no governo e afirmou ter “muita certeza” de que os ministros estão comprometidos com isso.

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Em mais um forte discurso de defesa de seu mandato, a presidente Dilma Rousseff comparou o momento atual, que classifica de tentativa de golpe, com a ditadura militar. Nesta terça-feira em encontro com juristas, voltou a dizer que não renunciará e condenou a divulgação de suas gravações, afirmando que foi “rasgar a constituição”. Dilma pediu imparcialidade da Justiça e, sem citar o juiz Sérgio Moro, disse que um membro do Judiciário não pode guiar suas decisões por convicções partidárias. Bem como na época da ditadura, afirmou, agora há uma negação da realidade.




