25/05/2016
07:08


Por: Redação – Estadão

 ADDO497   BSB -  02/04/2014  - STF / DOAÇÕES - POLITICA -    O  ministro Teori Zavascki  em Sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que retoma o julgamento que pode proibir doações de empresas privadas nas eleições. Uma decisão da Corte pode ter um impacto direto na disputa de outubro. A apreciação do processo, o primeiro item da pauta, foi interrompida em dezembro passado com o pedido de vista do ministro Teori Zavascki que foi o primeiro a se manifestar no plenario do STF  , em Brasilia. 
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, homologou nessa terça-feira, 24, a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, subsidiária da Petrobrás que também está na mira da operação, Sérgio Machado, pivô da queda do ministro do Planejamento nos primeiros 12 dias do governo interino de Michel Temer.

A homologação ocorre um dia após a reportagem do jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, revelar gravações de conversas de Machado com Jucá em março, antes de ser votado pelo Congresso a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff, nas quais eles falam em um “pacto nacional” para “estancar a sangria” da operação que avança também sobre as principais lideranças peemedebistas.

Alvo de inquérito, Machado vinha negociando o acordo de colaboração e também gravou conversas que manteve com o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL).

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2016
07:06

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que um preso se torne delator -procedimento central utilizado pela Operação Lava Jato.

Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia “negociar” com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) “a transição” de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada.

Machado e Renan são alvos da Lava Jato. Desde março, temendo ser preso, Machado gravou pelo menos duas conversas entre ambos. A reportagem obteve os áudios. Machado negocia um acordo de delação premiada.

Ele também gravou o senador Romero Jucá (PMDB-RR), empossado ministro do Planejamento no governo Michel Temer. A revelação das conversas pela Folha na segunda (23) levou à exoneração de Jucá.

Em um dos diálogos com Renan, Machado sugeriu “um pacto”, que seria “passar uma borracha no Brasil”. Renan responde: “antes de passar a borracha, precisa fazer três coisas, que alguns do Supremo [inaudível] fazer. Primeiro, não pode fazer delação premiada preso. Primeira coisa. Porque aí você regulamenta a delação”.

A mudança defendida pelo peemedebista, se efetivada, poderia beneficiar Machado. Ele procurou Jucá, Renan e o ex-presidente José Sarney (PMDB) porque temia ser preso e virar réu colaborador.

“Ele está querendo me seduzir, porra. […] Mandando recado”, disse Machado a Renan em referência ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Renan, na conversa, também ataca decisão do STF tomada ano passado, de manter uma pessoa presa após a sua segunda condenação.

O presidente do Senado também fala em negociar a transição com membros do STF, embora o áudio não permita estabelecer com precisão o que ele pretende.

Machado, para quem os ministros “têm que estar juntos”, quis saber por que Dilma não “negocia” com os membros do Supremo. Renan respondeu: “Porque todos estão putos com ela”.

Para Renan, os políticos todos “estão com medo” da Lava Jato. “Aécio [Neves, presidente do PSDB] está com medo. [me procurou] ‘Renan, queria que você visse para mim esse negócio do Delcídio, se tem mais alguma coisa’”, contou Renan, em referência à delação de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), que fazia citação ao tucano.

Renan disse que uma delação da empreiteira Odebrecht “vai mostrar as contas”, em provável referência à campanha eleitoral de Dilma. Machado respondeu que “não escapa ninguém de nenhum partido”. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum.”

O peemedebista manifestou contrariedade ao saber, pelo senador Jader Barbalho (PMDB-PA), que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve com Michel Temer em março.

Em dois pontos das conversas, Renan e Machado falam sobre contatos do senador e de Dilma com a mídia, citando o diretor de Redação da Folha, Otavio Frias Filho, e o vice-presidente Institucional e Editorial do Grupo Globo, João Roberto Marinho. Renan diz que Frias reconheceu “exageros” na cobertura da Lava Jato e diz que Marinho afirmou a Dilma que havia um “efeito manada” contra seu governo.

Confira a matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1774719-em-conversa-gravada-renan-defende-mudar-lei-da-delacao-premiada.shtml

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
18:39

As ações do BB afundaram imediatamente após Michel Temer falar em extinção do Fundo Soberano e foram para a mínima do dia. Neste momento, os papéis operam como a maior queda do Ibovespa. Entre o conjunto de medidas para reequilibrar as contas públicas, o presidente interino adiantou que o governo vai sacar os recursos existentes no Fundo Soberano. Esse dinheiro voltará ao Tesouro para também reduzir o endividamento público.

 

 

“Outra coisa que vamos fazer é que há um Fundo Soberano criado na época do pré-sal e que visava a constituir um fundo muito significativo. Em fato das mais variadas circunstâncias, hoje o patrimônio do fundo está paralisado em R$ 2 bilhões. Vamos extinguir e trazer esses R$ 2 bilhões para cobrir o endividamento público”, disse Temer.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
18:03

notaO ex-assessor do vereador caicoense Ivanildo dos Santos, Felipe Costa, usou as redes sociais para acusar o parlamentar por patrocinar a abertura de uma empresa de fachada em nome da própria noiva. Felipe chegou a dizer que a noiva de Ivanildo não queria aceitar a prática, que supostamente se configurou como suposta lavagem de dinheiro. O ex-assessor postou uma nota fiscal da empresa, no valor de R$ 2.800,00, mas segundo Felipe o valor final acabava sendo embolsado por Ivanildo do Hospital.
“Não passa de uma lavagem de dinheiro, a referida empresa ou prestador de serviço é da noiva do vereador, e também digo e afirmo, que a mesma nunca foi de acordo com a criação dessa empresa. O endereço da empresa, é o endereço residencial dela, localizada no bairro Alto da Boa Vista de Caicó. Pode sair em praça pública perguntando se população e vizinhos tem conhecimento dessa empresa? Uma coisa eu afirmo, Eu Felipe Costa, não estou e nunca disse INVERDADES a cerca desse assunto”, escreveu. A denúncia foi apresentada ao Ministério Público.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
17:37

Do Zero Hora Notícias – O presidente interino Michel Temer (PMDB) perdeu o prazo para recorrer da condenação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por doação irregular de campanha e está tecnicamente inelegível para as eleições de 2018. O limite para que a defesa entrasse com recurso se encerrou na terça-feira da semana passada.

Temer terá de pagar multa de R$ 80 mil e fica impedido de se candidatar por oito anos. Isso porque, nas últimas eleições, o peemedebista fez uma doação acima do valor permitido por lei.

Ele repassou R$ 100 mil para os candidatos a deputado federal Alceu Moreira e Darcísio Perondi, ambos do PMDB do Rio Grande do Sul, montante que equivale a 11,9% do rendimento declarado por Temer em 2013. A lei eleitoral estabelece que as contribuições não ultrapassem 10% dos ganhos do ano anterior.

A decisão em segunda instância do TRE, que rejeitou recurso da Procuradoria Regional Eleitoral no Estado de São Paulo (PRE-SP) para inflacionar o valor da multa, é do último dia 3. À época, a PRE-SP emitiu nota afirmando que a Lei da Ficha Limpa estabelece a impugnação de candidatos condenados por doações acima do limite em ação proferida por órgão colegiado ou transitado em julgado (leia a íntegra abaixo). Trata-se de um texto genérico, mas no qual se enquadra o caso de Temer.

— Hoje, ele não poderia se candidatar — avalia Ricardo Costa de Oliveira, professor de Sociologia Política da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

O professor de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) Claudio Preza concorda com a interpretação. No entanto, ele pondera que a inelegibilidade poderá ser discutida na Justiça Eleitoral em uma eventual inscrição de candidatura:

— Transitou em julgada a questão em si e, hoje, na hipótese de ele se candidatar para qualquer cargo, a inscrição seria indeferida. Mas, desse indeferimento, ele poderia recorrer.

Preza esclarece que a lei não tem impacto sobre mandatos atuais, mas para eleições futuras. “A discussão sobre a potencial inelegibilidade de doador pessoa física ou de dirigentes de pessoas jurídicas condenados nessas ações de doação acima do limite somente será realizada em eventual ação de impugnação de registro de candidatura”, acrescenta a nota da PRE-SP.

A competência para impugnar candidaturas, no caso de presidente da República, cabe ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no momento do registro da chapa. Procurado por Zero Hora, o órgão informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o mérito do caso.

A assessoria de imprensa disse que Temer reconheceu o débito com a Justiça Eleitoral quando condenado ainda em primeira instância e que a condenação não o torna inelegível em uma eventual candidatura porque, caso decida se candidatar, poderá questionar a punição na Justiça.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
17:28

A Secretaria Municipal de Saúde do município de Timbaúba dos Batistas, foi agraciada com novos equipamentos modernos para serem implantados num curto espaço de tempo. O Prefeito Chilon Batista de Araújo Neto, com zelo, transparência e esforço, vem a todo custo a cada dia mostrando exímios serviços em todos os setores, dessa vez dando ênfase especial á saúde dos seus munícipes. Uma das metas principais do seu governo consiste na compra de equipamentos para reestruturar e ampliar a saúde da população . Os equipamentos foram frutos de duas importantes emendas parlamentares, num valor geral de R$ 554.000.00 e os mesmos terão como objetivos contemplar toda comunidade de saúde Timbaubense com atendimentos diferenciados, de Baixa e Média Complexidades. São dezenas de equipamentos modernos e eficazes entre eles: De multimídia e Informática, Autoclave, Eletrocardiógrafo, Desfibrilador, Cadeiras Odontológicas, Oxímetro de Pulso, Bomba a Vácuo e outros.
“Estes equipamentos visam reestruturar a nossa rede de serviços qualificando a assistência prestada a nossa população”, disse Mirelly Mártir, Secretária Municipal de Saúde.


Fotos: Arysson Soares & Jéssica Clemente

Foto de Arysson Soares.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
11:25

asfaltamentoO serviço de asfaltamento em Caicó será retomado na próxima quinta-feira (26) pelo centro. A empresa Potiguar preferiu trabalhar no feriado, já que o fluxo de veículos será menor, dando a oportunidade do serviço ganhar maior celeridade. De acordo com o projeto, dezenas de ruas do município receberão  recapeamento  asfáltico,  feita com um material de boa qualidade, o que garantirá por um bom tempo a sua durabilidade.

 

O obra estava suspensa há alguns meses,   por falta de repasse do governo Federal, pois sua execução  só está

sendo possível,  graças a essa nova liberação dos  recursos Federais.

Fonte Wllana Dantas

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
11:05

Henrique-Alves-e-Michel-Temer

A divulgação das gravações em que o ex-ministro do Planejamento do governo Temer, Romero Juca (PMDB), aparece falando em pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato descortinou “o enredo do golpe”, na opinião do deputado estadual Fernando Mineiro (PT). Diante da situação, para Mineiro o governo Michel Temer fica a cada dia mais frágil e com isso também se complica a vida do ministro do Turismo, o potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB).

“Quem estava achando que o golpe não era golpe ou que estavam tratando de combater a corrupção, ficou claro que o golpe ficou contra o combate a corrupção. O governo Dilma estava dando andamento a ações contra a corrupção e esse governo deixando claro que tinha que tirar Dilma. A situação do governo Temer, ilegítimo, fica cada vez mais frágil, e no meio disso a do Henrique Alves e todos os outros”, analisa Mineiro.

Ainda segundo o parlamentar, diante desse novo cenário que se desenha a favor de Dilma, a estratégia do Partido dos Trabalhadores será continuar conversando com a população, esclarecendo sobre o que ele chama de “golpe” e fazendo a disputa política.

Ele espera ainda que os senadores que votaram pela admissibilidade do impeachment revejam seu posicionamento quando forem votar pelo afastamento definitivo ou não da presidente Dilma.

“Henrique é uma peça nesse jogo de interesses. Mais do que Henrique não se sustentar, eu espero que o governo Temer não se sustente”.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
11:00

Ver.-Fernando-Lucena-Foto-ELPÍDIO-JÚNIOR-750x495

O vereador Fernando Lucena (PT) comentou na manhã desta terça-feira (24) o vazamento de áudios do senador Romero Jucá (PMDB). No diálogo, o peemedebista sugere um pacto para deter a Operação Lava Jato com o impeachment da presidente Dilma Rousseff em uma conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado.Para Lucena, os áudios do agora ex-ministro do Planejamento são mais graves que as denúncias envolvendo o ex-senador petista Delcídio do Amaral (PT). “Esses áudios são muito mais graves do que o Delcídio disse. Nós temos aí a prova, eles mandaram prender ele e cassaram. Daí o outro faz pior e não acontece nada”, questionou.

O parlamentar também comentou sua insatisfação com a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). “O Supremo está partidarizado, como cidadão eu não aceito esse tipo de proteção com determinados partidos. Acredito que os magistrados honestos, que são a maioria em nosso país, estão envergonhados”, ressaltou.

Quando questionado sobre a possibilidade de vestígios destas ligações com o Ministro do Turismo, o potiguar Henrique Eduardo Alves, o petista foi direto em sua resposta. “Henrique já era para estar preso, ou no mínimo não ter assumido o ministério. Porém assume e não acontece nada, ele já é réu no processo”, finalizou.

Fonte Agora RN

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24/05/2016
09:56

O Presidente da Câmara Municipal de Caicó, o vereador Nildson Dantas PSD, poderá inviabilizar o projeto político do seu aliado ou ex aliado Vivaldo Costa. Nildson vinha trabalhando seu pre-candidatura dentro do sistema comandado pelo Papa,
conseguindo a simpatia dos demais vereadores do sistema, Leleu, Alisson, Mara, Ivanildo, imaginando que com essses apoios,
seria o candidato apioado pelo sistema. Por motivos ainda não revelados, Vivaldo Costa lança uma chapa de jovens desconehcidos da população e da classe política de Caicó, gerando com isso, um desconforto entre seus vereadores, inclusive
com alguns dando declarações a imprensa, que o nome de Nildson Dantas seria bem mais fácil de ser trabalhado,  do que
dos jovens estudantes desconhecidos.
Segundo os vereadores , Nildons Dantas foi leal em todas as veses que Vivaldo Costa foi candidato, inclusive declarou que
se o Papa fosse novamente candidato, abriria mão de sua postulação. Na visão de análista políticos Vivaldo Costa insistindo
com seu projeto político dividido entre ele e o grupo de Nildson Dantas, poderá repetir o fracasso de 2014, quando seu sobrinho
ficou em terceiro lugar na disputa municipal.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
09:05

henrique_eduardo_alves_2André Coelho | Agência O Globo

A Procuradoria-Geral da República pediu a Teori Zavascki a inclusão de Henrique Alves no inquérito mãe da Lava-Jato no STF, que procura apurar a base de apoio político às indicações dos diretores que operacionalizaram as fraudes na estatal.

Lauro Jardim, O Globo

 

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24/05/2016
08:52

O Procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Norte, no exercício de suas atribuições e com objetivo de dar plena eficácia aos comandos normativos contidos no art 118 da lei complementar 464/2012, decidiu executar o ressarcimento de débito ao erário a ser cobrado do ex-prefeito Nilton Medeiros, no valor de R$ 88.963,41 mil reais aos cofres públicos do município de Ouro Branco.

Além da decisão da corte de contas do estado provocar mais um processo de Improbidade Administrativa, o não pagamento da multa deixará o ex-prefeito na lista dos devedores da dívida ativa do município, não podendo contratar com o poder público municipal.

O processo teve origem em 2009, mas só agora, em 2016, foi executado pelo O Procurador-geral do Ministério Público de Contas do Estado do Rio Grande do Norte.
Fonte Marcos Costa

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
08:46

Por: Redação – Folha de S.Paulo

Dilma reprodução NBRReprodução / NBR

A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou nessa segunda-feira (23) que as declarações do ministro Romero Jucá (Planejamento) “escancararam” o que chama de “caráter golpista” de seu impeachment e diz que o processo tinha o “real objetivo” de interromper a Operação Lava Jato.

“A gravação mostra o ministro do Planejamento interino, Romero Jucá, defendendo o meu afastamento como parte integrante e fundamental de um pacto que tinha como objetivo interromper as investigações”, disse Dilma durante evento em Brasília com trabalhadores da agricultura familiar.

“Se alguém ainda não tinha certeza de que há um golpe em curso, baseado no desvio de poder e na fraude, as declarações fortemente incriminatórias de Jucá sobre os reais objetivos do impeachment e sobre quem está por trás dele eliminam qualquer dúvida. A gravação escancara o desvio de poder e a fraude do processo de impeachment praticados contra uma pessoa inocente. Revelam o modus operandi do consórcio golpista”, completou.

Nesta segunda-feira (23), a Folha divulgou gravações em que Jucá fala em um pacto para deter o avanço da Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras.

Em conversas ocorridas em março deste ano, o ministro do Planejamento sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ligado ao PMDB, que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Lava Jato, que investiga os dois.

Em discurso de cerca de meia hora diante de uma plateia de 700 pessoas simpáticas a seu governo, Dilma disse que o impeachment “era a melhor estratégia de paralisação da Lava Jato” e, sem citar nomes, disse que “eles diziam que era para continuar [as investigações], mas por trás tomavam todas as medidas para paralisar”.

“A frase mais sintética [das gravações] é: ‘tem que mudar o governo para estancar a sangria [da Lava Jato]”, disse Dilma sob os gritos de “não vai ter golpe” e “fora, Temer”.

Sem citar o nome do presidente interino, Michel Temer, Dilma disse que “continuará lutando” para voltar ao cargo e, numa crítica à montagem do ministério do peemedebista, disse que os brasileiros “não elegeram um governo só de homens, brancos, ricos e velhos”.

Para Dilma, há uma “grande temor” de que o “governo ilegítimo” cerceie movimentos sociais, por exemplo, para poder “executar suas ações”.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2016
08:42

jogos de azar

Em editorial intitulado ‘ideia errada na hora errada’ o jornal O Estado de São Paulo criticou a proposta de legalização dos jogos de azar, defendida recentemente pelo ministro Henrique Alves (PMDB-RN).

Segundo o texto, o tema deve, no mínimo, ser objeto de grande discursão. Além disso, a proposta mostraria que “parte da equipe de Michel Temer não se compenetrou de que sua função é oferecer soluções para sanear a crise”.

Confira o editorial na íntegra:

Menos de uma semana após assumirem seus postos, integrantes da equipe ministerial de Michel Temer já falam em propor a liberação do jogo de azar como caminho para o aumento das receitas da União e a criação de novos empregos. A proposta não poderia vir em pior hora. A liberação do jogo produz não pequenos efeitos colaterais perversos e, portanto, a prudência aconselha, no mínimo, que a discussão sobre o tema seja precedida de estudo e reflexão, condições que dificilmente poderão ser cumpridas com o País e o governo atravessando grave crise econômica e social.

Falar nesse momento da liberação do jogo não é apenas uma imprudência. Mostra que parte da equipe de Michel Temer não se compenetrou de que sua função é oferecer soluções para sanear a crise, que também é moral, e não remendos que, afinal, agravarão essa mesma crise. É hora de focalizar energias nas áreas prioritárias, que podem contribuir decisivamente para a saída da crise – e certamente o jogo não é uma delas.

Mais do que uma prioridade do País, a liberação do jogo é um desses temas que muito interessam a alguns agentes privados, que, de tempos em tempos, fazem ressurgir velhas pressões políticas para sua institucionalização. Para essa empreitada se servem de um belo discurso, mas que, em confronto com os fatos, não permanece de pé. Seus ares de preocupação econômica e social rapidamente evaporam-se.

Exemplo desse discurso aparentemente repleto de interesse público é alegar que, diante do atual desequilíbrio fiscal, a liberação do jogo pode ser uma excelente contribuição para o esforço arrecadatório do governo. Foi essa, inclusive, a justificativa do Projeto de Lei do Senado 186/2014, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI) e que contou, em sua época, com o apoio do governo Dilma Rousseff. O texto proposto pretendia ser um marco regulatório para várias modalidades de jogos de azar, entre elas o jogo do bicho, o jogo do bingo, os jogos de cassino em resorts, além de jogos eletrônicos (videoloteria e videobingo) e jogos pela internet, como as apostas esportivas online. O projeto está em discussão no Senado e, em março deste ano, recebeu parecer favorável do atual ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi (PP-MT).

Não restam dúvidas de que há outras áreas a necessitar com muito mais urgência de um marco regulatório, como, por exemplo, as agências reguladoras. Os jogos de azar já recebem hoje em dia um tratamento jurídico adequado – a sua proibição.

Apelar para a arrecadação de impostos ou para a geração de empregos como argumento a favor da liberação do jogo é um perigoso equívoco. Dá ares de legitimidade para a legalização de qualquer atividade, ignorando o fato de que existem atividades que, por seus daninhos efeitos sociais, não merecem o abrigo do Estado – e esse é comprovadamente o caso dos jogos de azar.

Não é segredo para ninguém que jogos de azar não geram riqueza para a sociedade nem proporcionam bem-estar para as famílias. É exatamente o contrário disso que ocorre. A experiência dos países que liberaram essa atividade indica a face predatória do jogo. Por exemplo, os empregos gerados pelos jogos de azar eliminam outras vagas de trabalho. Também é conhecida a correlação entre a abertura de cassinos e o aumento da criminalidade.

Também não se sustenta o argumento de que a regulamentação dos jogos de azar permitiria um maior controle do Estado sobre uma atividade que atualmente é clandestina. Ora, a liberação de determinada atividade é sempre um incentivo a essa atividade por parte do Estado. E não é boa coisa o Estado incentivar os jogos de azar.

Além dos perversos efeitos sociais – basta lembrar do grave problema que são as dívidas de jogo –, a liberação do jogo do bicho, do bingo, dos cassinos e das apostas oferece amplos caminhos para a lavagem de dinheiro. Não é preciso muita reflexão para se dar conta de que não é desse tipo de coisa que o Brasil precisa no momento.

Fonte Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


23/05/2016
18:46

O Globo – BRASÍLIA — O afastamento do ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), fragiliza, na avaliação de peemedebistas, a situação de outro ministro do partido que também está sendo investigado na Lava-Jato: o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Na avaliação feita por peemedebistas, o presidente interino Michel Temer pode aproveitar o desgaste envolvendo Jucá e também já tomar providências em relação a Henrique Alves.

No início de maio deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a inclusão do nome de Henrique Alves e outros políticos, entre ele o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no maior inquérito em curso da Lava-Jato. As evidências contra Alves apareceram em trocas de mensagens com executivas da OAS.

Publicado por: Chico Gregorio