17/04/2017
04:49

Resultado de imagem para fotos de fabio faria com henrique alvesO deputado Fábio Faria (PSD-RN) viu seu patrimônio crescer 1.222% entre 2006 e 2014. A primeira cifra milionária apareceu na declaração de 2010, quando o político afirmou ter um apartamento de R$ 1,2 milhão na Areia Preta, em Natal, além da participação em seis empresas de segmentos distintos, como comunicação, academia, e restaurante.

Em 2014, manteve o apartamento, fixou sua atuação em duas empresas e declarou guardar R$ 85 mil em espécie. O principal investimento, uma rede de academias, foi incorporado por uma gigante do setor, segundo Faria. Ainda de acordo com o deputado, parte do dinheiro vem da herança recebida após a morte de sua avó e das doações de seu pai, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD). “Tudo foi devidamente tributado e pago conforme a lei”, disse, por nota.

O Globo.

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2017
04:19

Associações citam uso de mais de R$ 83 mil

Por Dinarte Assunção

O procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, está sendo acusado em ação civil pública por associações de servidores do Ministério Público por ter, segundo a peça, utilizado recursos públicos para fins privados.

Distribuída à 17ª Vara Cível de Natal na quinta-feira passada, a denúncia narra que o chefe do Ministério Público do Rio Grande do Norte teve despesas de viagens custeadas pelo MPRN enquanto atuava na condição de presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, entidade de direito privado.

Ao todo, a denúncia aponta que foram utilizados R$ 83.220,12, contabilizados entre 2015 e o início de 2017. A ação civil pública ainda cita que outras pessoas acompanhavam o procurador, mas não deixa claro se também elas tiveram despesas custeadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

A ação é movida pela Associção Nacional dos Servidores do Ministério Público (Ansemp), Federação Nacional dos Servidores dos Ministérios Públicos Estaduais (Fenamp) e Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (Sindsemp).

A reportagem tenta repercutir o assunto com o Ministério Público para registrar o outro lado desta matéria.

Bloqueio

Na ação civil pública em que denunciou o procurador-geral de Justiça do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis, associações de servidores do Ministério Público pedem em caráter de urgência que o patrimônio do PGJ seja bloqueado.

Segundo a peça que tramita na 17ª Vara Cível de Natal, o PGJ utilizou mais de R$ 83 mil em diárias pagas pelo MPRN para fins privados, quando atuou em serviço do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União, entidade de direito privado, e da qual é presidente.

“O montante observado leva à urgência na adoção de medidas que impeçam a continuidade na utilização indevida das diárias e verbas indenizatórias, tanto pelo Procurador-Geral de Justiça Rinaldo Reis Lima, quanto pelo seu staff que sempre o acompanhou nas viagens para tratar dos assuntos da referida entidade privada”, diz o texto.

A reportagem tenta repercutir o assunto com o Ministério Público para registrar o outro lado desta matéria.

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2017
04:07

CBF divulga novo uniforme da seleçãoA Nike, que veste a seleção brasileira, está sendo pressionada por autoridades americanas a romper o contrato com a CBF. Como se sabe, o presidente da entidade Marco Polo Del Nero não sai do Brasil para evitar o FBI.

 

Radar On-Line

Publicado por: Chico Gregorio


17/04/2017
04:06

Delatores da Odebrecht entregaram à Procuradoria Geral da República e-mails que comprovariam a marcação de uma reunião para “compra do PMDB” no escritório do presidente Michel Temer, em São Paulo.

A mensagem foi trocada entre Rogério Araújo e Marcio Faria, ex-executivos da empresa. No-email, Rogerio cita o endereço do escritório político de Temer na capital paulista e avisa o hotel em que ficaria hospedado. Em outra correspondência eletrônica, aparece no assunto do e-mail EC e JA, novamente acompanhados do endereço da reunião.

Segundo o delator Marcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, Temer comandou, em 15 de julho de 2010, uma reunião para fechar um acordo que previa o pagamento de cerca de US$ 40 milhões de propina ao PMDB em troca de contratos da Diretor Internacional da Petrobras.

Na época, Temer era vice na chapa de Dilma Rousseff e teria delegado a Eduardo Cunha e a Henrique Eduardo Alves, então deputados, a tarefa de operacionalizar os repasses, que representavam uma taxa de 5% sobre o valor dos contratos.
Temer não falou de valores, segundo o delator, e Cunha foi o interlocutor do pedido. Aos procuradores, Marcio disse  que Rogério Araújo  o procurou após esse encontro dizendo que João Augusto tinha solicitado que 1% do tal contrato fosse destinado ao PT.

Faria disse que a propina só seria paga se saísse do mesmo dinheiro, não haveria recurso novo. O PMDB então aceitou dividir, ficando com com 4% do valor do contrato e 1% repassado ao PT.

Faria contou que 50% ficou com Eduardo Cunha e a parcela do PT teria sido dividida entre o senador Humberto Costa (PT-PE) e o ex-senador Delcídio do Amaral (Ex-PT-MS).

Faria falou ainda aos procuradores sobre o e-mail. “Aí num belo dia eu recebo um e-mail do Rogério, “o Márcio”, convocando pra uma reunião que ele chamou de “compra do PMDB”. Eu não tinha a menor ideia. “O Márcio, essa reunião vai ser dia 15 de julho de 2010”, o e-mail é de um ou dois dias antes, nós temos ele anexado como corroboração. E falou “olha, o local da reunião é num escritório político, na Rua Antônio Bacuíra, 470, bem próximo da praça Panamericana”. Quem conhece ali São Paulo, em Alto dos Pinheiros. Falei vamos, vamos lá.”

O procurador pergunta ao delator de quem era o escritório. “Doutor, chegando lá eu soube que se tratava do escritório político do senhor Michel Temer, à época candidato a vice presidente da República na chapa com a Dilma.”

“Doutor, chegamos, nos anunciaram, nos colocaram numa sala, numa salinha de espera por muito pouco tempo. Chegando na sala, cumprimentei o ex-deputado Eduardo Cunha, que estava também já na sala de espera. A gente cumprimentou e logo, logo, fomos anunciados. Fomos anunciados, entramos numa sala maior e que nessa sala estava presente o Michel Temer, ele sentou na cabeceira, como se fosse aqui. Eu sentei aqui. Rogério aqui. Do lado de lá, Eduardo Cunha, o deputado Henrique Eduardo Alves e o João Augusto mais atrás. Foi assim que nós chegamos e ficamos na reunião”, completou.

Segue o delator: “E para minha surpresa, até com intimidade para quem nunca o tinha visto, falou “não, se acontecer qualquer coisa aí, desses rapazes aqui”, ele apontou pros dois deputados, Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha, falou pode deixar que ela vem e fica aqui” [apontando pro colo dele]. Esses jovens, esses rapazes resolvem para mim lá. Não estou preocupado“.

Em nota, o Planalto afirmou que Temer “jamais tratou de valores com o senhor Márcio Faria”, e afirmou que a narrativa “baseada em uma mentira absoluta”. Os outros políticos citados também negam envolvimento com irregularidades.

Jota

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
14:06

Explicado porque os ex-deputados Geddel Vieira Lima e Henrique Alves, ambos do PMDB, serão investigados pela Justiça Federal do Piauí.

Os dois, sem foro privilegiados, foram remetidos à Justiça piauiense pelo relator da lava-jato, ministro Edson Fachin.

Com base na delação premiada dos ex-executivos Ariel Parente Costa, João Antônio Pacífico Ferreira, Cláudio Melo Filho e Paulo Falcão Corrêa Lima Filho, os dois teriam recebido suposto pagamento indevido de vantagens para a obra dos Tabuleiros Litorâneos, em Parnaíba, no ano de 2008.

Geddel, que era ministro da Integração Nacional entre 2007 e 2010, teria recebido R$ 210 mil.

Já Henrique, que presidia a Câmara dos Deputados entre 2013 e 2015 e foi ministro do Turismo no ano passado, teria ganho R$ 112 mil.

Documentos que atestariam a troca de e-mails entre as empresas e os políticos são mencionados como provas.

O projeto de irrigação teve concorrência vencida pelo consórcio formado entre a Odebrecht e a construtora Queiroz Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
14:04

Da Folha:

Lava Jato prioriza mapear repasses de dinheiro vivo em propina

CAMILA MATTOSO

BELA MEGALE

DE BRASÍLIA

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal já têm a primeira etapa de investigação traçada para tentar comprovar os relatos de delatores da Odebrecht de que houve pagamentos de caixa dois e propina em dinheiro vivo a políticos.

Os investigadores querem mapear onde, quando e como ocorreram as entregas de dinheiro em espécie informadas pelos executivos. Um dos maiores desafios agora será comprovar os pagamentos realizados em moeda.

A PF vai solicitar, por exemplo, o registro de controle de entrada no dia 28 de maio de 2014 no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, onde vive o hoje presidente Michel Temer.

O pedido faz parte de diligências autorizadas pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, na investigação sobre os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), acusados de receber propina.

Naquele data de maio de 2014, ocorreu jantar em que Temer e Padilha teriam discutido com Marcelo Odebrecht doação ao PMDB em 2014 –o valor entregue teria sido de R$ 10 milhões, em espécie.

A polícia, a pedido da Procuradoria-Geral da República, vai atrás de informações sobre possíveis encontros do ex-executivo da Odebrecht Henrique Valladares com Edison Lobão (PMDB-MA), senador e ex-ministro de Minas e Energia, outro apontado como destinatário de propina em dinheiro vivo. A PF vai pedir registros dos acessos ao ministério e ao Senado.

Também receberam recursos desta maneira, por meio de intermediários, segundo os delatores, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB), entre outros.

Ao menos 166 citados nos depoimentos serão intimados a depor a partir da próxima semana. A lista inclui políticos alvo de inquéritos, autoridades não investigadas, além de empresários, operadores, entre outros que vão falar como testemunhas.

O advogado José Yunes, ex-assessor de Temer e personagem do episódio dos R$ 10 milhões da Odebrecht ao PMDB, será chamado a depor.

Levantamento da Folha aponta que a PF terá de cumprir mais de 240 medidas neste primeiro momento, excluindo as que se referem a dados telefônicos, fiscais e bancários, mantidos sob sigilo.

A polícia tem reforçado seu efetivo em Brasília, sobretudo em razão da possibilidade de novas operações decorrentes desses inquéritos.

A polícia vai rastrear ações parlamentares em tramitações de medidas provisórias que interessavam à empreiteira –nas delações, os executivos apontam esquema de contrapartidas em troca da aprovação de projetos de interesse do grupo.

Os investigadores querem ainda obter informações sobre voos, hospedagens e registros de entradas e saídas em órgãos públicos, como Congresso, Ministério da Integração Nacional e Secretaria de Aviação Civil.

Outra medida autorizada por Fachin trata da obtenção de registros de presença do ex-diretor da Odebrecht Sérgio Neves, hoje delator, e de outros funcionários da empreiteira na concessionária Minas Máquinas, em Belo Horizonte, ligada a Oswaldo Borges. Ele é apontado como operador financeiro do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em obras da Cidade Administrativa, que abriga a sede do governo mineiro.

Na lista de políticos investigados no Supremo, há 8 ministros, 3 governadores, 24 senadores e 39 deputados.

Do total de pessoas que serão intimadas pela PF, cerca de 100 são políticos.

Ex-funcionários da Odebrecht também serão chamados para novos depoimentos em que detalharão os casos delatados por eles. O patriarca do grupo, Emílio Odebrecht, e seu filho Marcelo estão na lista.

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
14:00

Esquema foi descrito por Cláudio Melo Filho, responsável pelo lobby da construtora em Brasília

Foto: Divulgação

Reuters

Cunha, ex-deputado

Parece enredo de filme sobre a máfia italiana. O ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) combinava com executivos da Odebrecht de receber propina em dinheiro vivo.

Acertavam o valor e marcavam o lugar da entrega. No dia e local combinados o deputado ou algum emissário seu ia ao encontro de um desconhecido que esperava com um pacote de dinheiro.

Para sair de lá com a propina, porém, Cunha (ou seu emissário) deveria dizer uma senha, fornecida previamente pelo lobista da empreiteira. Esse esquema foi descrito por Cláudio Melo Filho, responsável pelo lobby da Odebrecht em Brasília.

Em seu depoimento a investigadores da Lava Jato, ele detalhou como a empresa entregava dinheiro a Cunha. “Íamos até ele e dizíamos: senhor Eduardo Cunha, o Benedicto Júnior e a empresa pediram para comunicar o senhor que deve haver um pagamento em valor aproximado de tanto em determinada data.”

Benedicto Júnior era o diretor de Infraestrutura da Odebrecht, que mantinha relações com Cunha. “Esse pagamento, pelo o que me foi dito na empresa, era em espécie. Então através dessa senha, acredito eu, a pessoa dizia a senha. Portanto aquela senha identificava que ia ser entregue algum valor”, disse Melo Filho.

A procuradora que tomava o depoimento de Cláudio Melo Filho pediu para o lobista explicar melhor o que a senha significava. “A senha identificava um valor, né? Certamente ele ia em algum lugar, era recebido por alguma pessoa, dizia a senha e automaticamente aquela senha, conforme a área de operações estruturadas já tinha programado, equivalia a um valor específico”, explicou o delator.

Cunha era identificado na planilha da Odebrecht como Caranguejo.Melo Filho deu exemplo de como o esquema funcionava. “A área de operações estruturadas gerava a programação financeira dela. (Vou) pegar um exemplo qualquer aqui. Trinta do sete de 2010. Consta aqui um valor de R$ 500 mil. Avisava a gente sobre qual era a senha para esse pagamento. E a gente transmitia, solicitava a reunião, e aí transmitia. Ele já sabia porque já tinha combinado isso com a empresa. Então ele já sabia que ocorreria isso. E a mim, pelo menos, nunca transmitiu nenhum local porque eu acho que ele já tinha combinado isso previamente coma empresa.”

A reportagem tentou contato com o advogado de Cunha e deixou recado, mas ainda não obteve uma resposta.

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
13:53

Temer narrou a operação com riqueza de detalhes

Em entrevista ao vivo na Band na noite deste sábado (15), Michel Temer admitiu que o impeachment de Dilma Rousseff aconteceu porque ela e o PT se recusaram a participar de um pacto para salvar a pele do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB).

Com frieza e demonstrando tranquilidade, deixando claro que considera o episódio absolutamente normal, Temer narrou a operação com riqueza de detalhes:

Em uma ocasião, ele [Eduardo Cunha] foi me procurar.

Ele me disse ‘vou arquivar todos os pedidos de impeachment da presidente, porque prometeram-me os três votos do PT no conselho de ética’. Eu disse que era muito bom, porque assim acabava com essa história de que ele estava na oposição. (…) naquele dia eu disse a ela [Dima] ‘presidente, pode ficar tranquila, o Eduardo Cunha me disse que vai arquivar todos os processos d impedimento’. Ela ficou muito contente e foi bem tranquila para a reunião.

No dia seguinte, eu vejo logo o noticiário dizendo que o presidente do PT e os três membros do partido se insurgiam contra aquela fala e votariam contra [Cunha no Conselho de Ética]. Mais tarde, ele me ligou e disse ‘tudo aquilo que eu disse, não vale, vou chamar a imprensa e vou dar início ao processo de impedimento ’

Que coisa curiosa! Se o PT tivesse votado nele naquele comitê de ética, seria muito provável que a senhora presidente continuasse.

E quando eu conto isso eu conto para revelar, primeiro, que ele não fez o impedimento por minha causa. E, segundo, que eu não militei para derrubar a presidente.”

Na prática, Temer confessou que houve desvio de finalidade no golpe parlamentar de 2016 e que o impeachment nada teve a ver com as tais pedaladas fiscais.

Confira a fala de Temer no vídeo.

Brasil 247

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
13:44

Carla Jiménez e Gil Alessi, El País

Com arquitetura assinada por Oscar Niemeyer, o prédio do moderno centro administrativo foi construído por um grupo de nove construtoras – entre elas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão, todas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. Segundo os delatores, com o apoio de Aécio, recém-empossado no Governo, foi acertado durante reunião no Palácio das Mangabeiras um esquema fraudulento de licitações envolvendo várias empresas para que a obra fosse partilhada entre elas. “Aécio me informou que iria dar início ao processo de licitação (…), e me disse que procurasse Oswaldo Borges, presidente da Codemig [Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais]”, afirma Benedicto.

A participação da Odebrecht na obra foi confirmada antes mesmo do início da licitação. De acordo com o delator, após as conversas “Oswaldo disse que nos preparássemos para pagar 3% sobre o valor relativo ao nosso contrato a título de contribuição para futuras eleições do PSDB”. O pagamento, parcelado entre 2007 e 2009, foi feito em espécie pelo departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, conhecido como setor de propinas, via caixa 2. Nas listas da empreiteira Aécio foi apelidado de Mineirinho. Procuradores ligados à investigação afirmam que este tipo de acerto, que inclui porcentagem sobre obras, é um dos tipos mais evidentes de corrupção, não podendo ser justificado como apenas doação eleitoral não declarada.

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
13:34

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, enviou à presidente Dilma Rousseff, por meio do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), documentos que demonstravam o caixa dois em sua campanha de 2014. O objetivo seria demonstrar que a petista não estava blindada na crise de corrupção que se instalou em seu governo e pressioná-la a tomar providências quanto ao avanço da Lava Jato.

O relato foi feito pelo ex-diretor de Crédito à Exportação da Odebrecht Engenharia e Construção João Nogueira em depoimentos à Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele descreveu uma série de encontros com Pimentel no fim de 2014 para tratar de estratégias para evitar que as investigações levassem o governo petista e a empreiteira a uma debacle. Na época, o petista havia acabado de se eleger governador, após um período de pouco mais de três anos como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo Nogueira, Marcelo Odebrecht viajou a Belo Horizonte em 17 de dezembro de 2014 a lá se encontrou com Pimentel. Naquela ocasião, teria apresentado ao petista o material sobre os repasses ilegais à chapa Dilma-Michel Temer. A questão é hoje objeto de uma ação de cassação por abuso de poder econômico e político no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“O que o Marcelo disse foi que tinha passado uma mensagem à presidente Dilma, porque o Pimentel era muito próximo dela: a comprovação, por meio de documentos, de que contribuições com recursos não contabilizados tinham sido feitas à campanha”, afirmou o colaborador, explicando que o chefe visava a “catalisar uma atitude” do governo. “Eram tempos já desesperadores”, acrescentou.

 

VEJA

Blog do BG: http://blogdobg.com.br/#ixzz4eQkQt4En

Publicado por: Chico Gregorio


16/04/2017
13:21

Todos estão notando o espaço desproporcionalmente maior dado aos ex-presidentes Lula e Dilma no noticiário do Jornal Nacional no âmbito das matérias sobre delações de ex-funcionários e controladores da empreiteira Odebrecht. O caso de Lula, porém, é escandaloso. Apesar de não haver nada que justifique, o tempo gasto para acusá-lo é GIGANTESCO

Leitores, inclusive, estão vendo similaridade entre o que está acontecendo e matéria que esta página publicou em fevereiro último, na qual foi relatado que haveria um plano da Globo justamente para dar maior destaque a Lula e Dilma quando o ministro Fachin liberasse as delações da Odebrecht.

Difícil dizer ser as informações passadas a esta página estão se materializando, mas um fato é inegável: Lula e Dilma estão ganhando muito mais espaço do que os outros delatados, apesar de, no caso de Dilma, pesar muito menos contra ela do que contra qualquer outro, e, no caso de Lula, no máximo pesar contra si a mesma coisa que pesa contra políticos do mesmo calibre.

Na verdade, contra Lula pesa menos do que contra um Aécio Neves, um José Serra ou um Michel Temer, como veremos adiante.

Como fazer para dar mais destaque aos dois ex-presidentes petistas? Eis que, na locução de William Bonner, a fórmula encontrada foi divulgada – até porque, a diferença de destaque para Lula e Dilma vinha provocando cobranças e estranheza.

Diz Bonner:

“(…) Na terça-feira, o JN anunciou um compromisso com você. Nos dias seguintes, nós detalharíamos as denúncias dos [sic] políticos com maior destaque na vida nacional pelos cargos que ocupam ou que ocuparam (…)”.

O critério é falho, para dizer o mínimo. Explico: onde entra a GRAVIDADE das acusações? Um político contra o qual pesa somente citação sem que o delator tenha afirmado ter sido feito por esse político algum pedido direto de “vantagem indevida” está na mesma situação que um político acusado de ser “chato” ao pedir propinas reiteradamente?

Mas mesmo se o critério alegado pelo JN fosse justo, Lula, o campeão de tempo de reportagens do JN sobre si, não deveria ter maior destaque que Michel Temer, que é nada mais, nada menos do que o PRESIDENTE DA REPÚBLICA em exercício do cargo.

Ainda assim, o espaço dado a Lula e Dilma é desproporcional. Basta olhar a relação de reportagens do JN

As matérias do JN dos dias 12, 13 e 14 (sobre os políticos citados por delatores, conforme consta na página do telejornal – link no parágrafo anterior), atribuem o seguinte tempo de reportagem dedicado pelo telejornal a cada um.

Fernando Henrique Cardoso – 2 minutos, 14 segundos – Foi citado nas delações da Odebrecht. O ministro Edson Fachin decidiu enviar à Procuradoria da República em São Paulo as citações sobre Fernando Henrique feitas pelo dono da Odebrecht. De acordo com o Ministério Público, Emílio Odebrecht relatou o pagamento de dinheiro para campanhas eleitorais do tucano via caixa 2, sem declaração à Justiça Eleitoral

Geraldo Alckmin – 4 minutos, 44 segundos – Três executivos da Odebrecht citaram o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, nas delações. Os delatores do Grupo Odebrecht disseram que a empresa teria repassado ao então candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, a pretexto de contribuição eleitoral, R$ 2 milhões em 2010 e R$ 8,3 milhões na eleição de 2014, dinheiro que não teria sido declarado na prestação de contas de campanha. Os delatores dizem ainda que Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin, recebeu pessoalmente esses valores.

José Serra – 4 minutos, 55 segundos – O senador é investigado por suspeita de corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações e formação de cartel. Aos procuradores da República, sete delatores disseram que o esquema de corrupção começou em 2007 quando José Serra era governador de São Paulo. Segundo eles, as irregularidades foram na obra do trecho sul do Rodoanel, via que liga as principais estradas que passam por São Paulo.

Michel Temer – 5 minutos, 28 segundos – Ex-executivos da Odebrecht relataram um acordo entre o PMDB e a empresa para pagamento de propina ao partido em troca do fechamento de um contrato com a Petrobras. O delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Engenharia Industrial, disse que além dele participaram dessas negociações outro executivo da Odebrecht, Rogério Araújo, e o lobista João Augusto Henriques, que era uma espécie de intermediário entre a construtora e o partido. O contrato era de US$ 825 milhões. A propina, 5% desse valor: US$ 40 milhões. Temer é acusado de estar presente a essas tratativas. De saber delas.

Dilma Rousseff – 12 minutos, 28 segundos – A ex-presidente Dilma Rousseff também foi citada por delatores da Odebrecht. O ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Alexandrino Alencar disse que dinheiro do esquema de corrupção abasteceu a campanha da ex-presidente de 2014. Segundo ele, o tesoureiro da campanha, Edinho Silva, pediu dinheiro de caixa dois e o repasse foi feito para o assessor Manoel Sobrinho.

Aécio Neves – 16 minutos, 27 segundos – O senador e presidente do PSBD, Aécio Neves, aparece em cinco inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Nas planilhas de propina da empresa, Aécio, identificado como “Mineirinho”, é acusado por esquema de fraude em processos licitatórios na construção da Cidade Administrativa, sede do governo de Minas, também é investigado por ter pedido dinheiro de caixa 2 para a campanha dele à Presidência em 2014 e doações eleitorais da Odebrecht em 2009 e em 2010 para campanhas de aliados.

Lula – 30 minutos, 31 segundos – Foi citado pelos delatores da Odebrecht em seis episódios. Os executivos contaram ao Ministério Público que a Odebrecht pagava uma espécie de mesada a José da Silva, o Frei Chico, irmão do ex-presidente Lula. Também foi relatado que Odebrecht teria pago despesas do ex-presidente Lula. Eles falam em aquisição de imóveis para uso pessoal, instalação do Instituto Lula e pagamentos de palestras. Citam ainda o pagamento de reformas em um sítio em Atibaia/SP.

Como se vê, não tem ninguém mais ou menos enrolado. Todos sofrem acusações graves. O que poderia mudar, entre os supracitados, é o grau de relevância política. Mas nada muda porque todos têm importância similar. Todos já foram candidatos a presidente da República.

Na verdade, aliás, Michel Temer, Geraldo Alckmin, José Serra e Aécio Neves deveriam ganhar mais tempo porque estão no exercício de seus mandatos e, portanto, são mais relevantes.

O tempo destinado pelo JN para acusar Lula e Dilma não tem explicação aceitável. É jogada política. Como avisava post que esta página publicou em fevereiro último, a Globo está manipulando as delações da Odebrecht para prejudicar mais Lula e Dilma. Está comprovada a denúncia que este blog fez dois meses atrás.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
11:10

O Padre Djacy Brasileiro registrou a abundância de águas que estão indo para o Açude de Coremas.

O padre que defende sempre as causas do povo sertanejo registrou nessa sexta (14) o que é a verdadeira riqueza do sertão: água. O Rio Gravatá, que ajuda a abastecer Core

mas, está com grande volume de água.

Fonte: Polêmica Paraíba

 

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
11:01

Segundo voto da sessão de segunda-feira será de Juiz Substituto como ex-testemunha da Acusação

Nomeação de Márcio Maranhão no Governo Cássiomarcio

O mundo político e jurídico da Paraíba se volta nesta segunda-feira, 17, para a votação de AIJE – Ação de Investigação Judicial e Eleitoral – de número 1954-70 de autoria da Coligação “A Vontade do Povo” contra o então candidato Ricardo Coutinho por uso de benefícios na PBPREV. Advogados de Defesa alegam inexistir irregularidade, em caso semelhante à outra ação da Polícia na quinta o Tribunal Regional Eleitoral mandou arquivar.

Na votação da próxima segunda-feira, conforme os autos, consta que o segundo voto a ser proferido será do Juiz Substituto, Dr. Márcio Maranhão Brasilino da Silva, por ele acumular a condição judicante ao mesmo tempo de ex-assessor é testemunha do senador Cássio Cunha Lima.

DOCUMENTOS COMPROBATÓRIOS – De acordo com dados, o atual Juiz Substituto atuou como advogado em 2016 se apresentando na condição de Testemunha contra o governador Ricardo Coutinho, como atesta documento da AIJE DA POLICIA.

Maranhão é testemunha de Cássio

Nesse processo anterior, como advogado, ele foi elencado como testemunha de acusação contra o chefe do executivo contestando a instituição do Prêmio Paraíba Unida pela Paz, as nomeações e promoções de policiais civis e militares no ano de 2014, bem como questionando a atuação da PM durante as eleições.

De acordo com os autos, em fevereiro de 2016 o TRE/PB julgou improcedente as acusações e mandou arquivar o processo. A coligação recorreu ao TSE e esse Tribunal também decidiu pelo arquivamento.

ASSESSOR NOMEADO – Documentos existentes no Diário Oficial do Estado provam que em 4 de dezembro de 2007, o advogado Márcio Maranhão Brasilino da Silva foi nomeado Assessor Técnico da Gerência Executiva de Desenvolvimento do Comércio e Serviços da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Economico, em ato assinado pelo então governador Cássio Cunha Lima.

Ele ainda foi nomeado assessor jurídico da CINEP, em 5 de Dezembro de 2007, em ato do presidente Raimundo Tadeu Farias Couto.

Via Wscom

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
10:19

Por Dinarte Assunção

 

Os senadores José Agripino e Garibaldi Filho e o deputado federal Felipe Maia não tiveram contra si inquéritos abertos na lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Os delatores da empreiteira indicaram repasses de R$ 200 mil para Garibaldi, R$ 100 mil para José Agripino e R$ 50 mil para Felipe Maia como caixa dois, na eleição de 2010.

O relator Edson Fachin, contudo, determinou a remessa dos documentos de volta à PGR. Ele levou em consideração que a Procuradoria Geral da República deve se manifestar sobre a extinção da punibilidade para Agripino e Garibaldi em razão da idade. Não é pedido para Felipe Maia extinção de punibilidade.

A legislação prevê extinção de punibilidade para maiores de 70 anos. Agripino tem 72 e Garibaldi completou 70 em fevereiro deste ano.

Publicado por: Chico Gregorio


15/04/2017
10:09

O que pode ter gerado alívio momentâneo para os senadores, José Agripino (DEM) e Garibaldi Alves Filho (PMDB), deve virar, provavelmente, motivo de dor de cabeça, caso os dois tentem renovar o mandato ano que vem.

Uma pergunta incômoda vem sendo feita nas rodas de política da cidade e eles, certamente, terão de se explicar nesse aspecto quando a eleição de 2018 chegar: se eles não querem, valendo-se da lei, responder a inquérito resultante da delação de Marcelo Odebrecht à Lava Jato, podem querer ser senadores por mais oito anos?

Garibaldi e Agripino, apesar de inicialmente serem citados na lista dos investigados do ministro Edson Fachin, não sofrerão mais com o escrutínio da Procuradoria Geral da República em decorrência da extinção da punibilidade.

A legislação prevê extinção de punibilidade para maiores de 70 anos. Agripino tem 72 e Garibaldi Alves 70. Conforme o noticiário local, existe a possibilidade de ambos competirem pela reeleição ao senado em 2018.

Publicado por: Chico Gregorio