25/05/2017
07:46

“Absurdo! Michel Temer acaba de convoca as Forças Armadas em Brasília. Isto só aconteceu em 1964”, escreveu a senadora Fátima Bezerra, do PT, no Twitter. O post foi feito instantes após as tropas federais começarem a intervir em Brasília (DF).

O pedido para a intervenção, que fez a senadora lembrar do golpe militar de 64, partiu do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM carioca.

De acordo com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a medida foi necessária porque a marcha Ocupa Brasília, “prevista como pacífica, degringolou para a violência, desrespeito, ameaça às pessoas”.

Via  Agência Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
07:45

O Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público do Rio Grande do Norte, Rinaldo Reis Lima, ofereceu denúncia contra o ex-presidente da Assembleia Legislativa do RN, deputado Ricardo Motta, acusando-o de chefiar, entre 2011 e 2015, a organização criminosa que desviou recursos públicos do parlamento estadual mediante a inserção fraudulenta de “servidores fantasmas” na folha de pagamento do órgão legislativo.

A partir do compartilhamento de evidências probatórias originárias da Operação Dama de Espadas, deflagrada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da capital em agosto de 2015, e após a superação de obstáculos jurídicos para o início da investigação de autoridades com prerrogativa de foro implicadas nos fatos, foi instaurado, em abril de 2017, o devido Procedimento de Investigação Criminal no âmbito da Procuradoria-Geral de Justiça, o qual descortinou os crimes agora denunciados em desfavor do parlamentar.

Conforme a peça inicial acusatória, o deputado Ricardo Motta já era beneficiário do esquema de desvio de recursos públicos referido entre 2006 e 2011, mas foi a partir desse último ano, quando se torna Presidente da Casa Legislativa, que ele passa à condição de chefe do esquema anteriormente existente, comandando, doravante, os demais integrantes e executores das fraudes que beneficiaram a si e a terceiros.

A denúncia agora oferecida pelo Procurador-Geral de Justiça se refere especificamente à conduta de chefe da organização criminosa que desviou recursos da Assembleia Legislativa entre 2011 e 2015, bem como à conduta de ter desviado recursos públicos do Poder Legislativo em benefício de Rita das Mercês Reinaldo (ex-Procuradora-Geral da Assembleia Legislativa e integrante do esquema criminoso) no valor atualizado de R$ 1.108.704,85 tendo por referência apenas o exercício de 2011.

Conforme consta na peça encaminhada ao Poder Judiciário pelo Procurador-Geral de Justiça, o grupo criminoso – chefiado pelo Deputado Ricardo Motta durante o exercício de sua Presidência e integrado por Rita das Mercês Reinaldo, Marlúcia Maciel Ramos de Oliveira, Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes, Luiza de Marillac, Paulo de Tarso Fernandes, Oswaldo Ananias Pereira Júnior e Ana Paula de Macedo Moura – agia mediante a inserção de servidores “fantasmas” na folha de pagamento da Assembleia Legislativa, pelo saque em dinheiro dos valores correspondentes aos pagamentos, via cheque salário, desses “fantasmas”, tudo com a facilitação da agência do banco Santander instalada na sede do Poder Legislativo, e posterior apropriação do dinheiro subtraído pelos respectivos beneficiários, estando as condutas de cada um dos integrantes da organização criminosa minuciosamente descrita e comprovada.

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
07:35

Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) no Rio Grande do Norte, Max Fonseca, diz que setor espera paciente e esperançosamente por retomada na economia brasileira

Max Fonseca, presidente da Abrasel-RN

A crise econômica pela qual passa o Brasil desde 2015 atingiu todos os setores com força, obrigando-os a utilizar criatividade para driblar o momento ruim. O caso dos restaurantes e bares não é exceção. No Rio Grande do Norte, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) tem observado nos últimos anos empresas fecharem as portas e outras lutarem diariamente para não sofrerem o mesmo destino. Tudo acontece enquanto o setor espera paciente e esperançosamente por uma retomada na economia brasileira. Em entrevista ao Agora Jornal, Max Fonseca, presidente da Abrasel no estado potiguar, explicou que os números ideais para que essa recuperação seja possível remeteriam ao que era visto há cerca de cinco anos. Para ele, contudo, esta retomada ainda deve demorar mais um pouco.

“Desde o início, a palavra de ordem é encontrar métodos de diminuir os custos ou fazer uso de maquinário para reduzir mão de obra e sobreviver até a passagem do pior. Quem fez isso até agora sobreviveu, mas a retomada que se imaginava para a partir de março ainda não chegou; ainda nos encontramos em uma situação muito difícil”, explicou, mantendo o otimismo. “É claro que nosso mercado é de expansão e vai crescer no futuro. Nossa expectativa é de que retomemos para uma situação melhor, onde já estivemos, lá para o segundo semestre de 2019”.

Em rápida avaliação, Max citou que o mercado de bares e restaurantes passa atualmente por uma situação curiosa. “Nós temos um quadro interessante. Houve uma queda do números de frequentadores, mas houve aumento no ticket médio, menos gente consumindo, mas gastando um pouco mais; só que o número de vendas ainda é inferior à avaliação anterior”, comentou, fazendo referência ao indicador de eficiência utilizado para analisar o crescimento ou diminuição do valor bruto faturado no comércio.

Ainda de acordo com o presidente da Abrasel potiguar, o nível do desemprego gerado por essa necessidade de enxugar o quadro de funcionários das empresas tem prejudicado bastante o setor de bares e restaurantes. Ele aponta que, em virtude do número decrescente de pessoas no mercado, a quantidade de consumidores e frequentadores acaba caindo.

“Pelas perspectivas do que se via em crises anteriores, observações e pesquisas, a gente vê que agora há um nível de desemprego que chega a 13%. Em outras palavras, significa que menos gente fora do mercado equivale a menos gente consumindo. Segundo o que foi previsto nos levantamentos de analistas, ao final de 2019, a expectativa é que recuperemos os números que tínhamos em 2012 a 2014”, disse.

Para evidenciar ainda mais a queda em consumo no âmbito dos restaurantes e dos bares, Max Fonseca informou que um dos destaques no ramo, mesmo diante da crise, são os estabelecimentos que servem as chamadas “comidas da necessidade”, consumidas pelo trabalhador que tem dificuldades em se alimentar em casa, ou não possui estrutura financeira para arcar com uma alimentação mais cara.

“Veja o consumo nos estabelecimentos que trabalham com aquela ‘comida da necessidade’ e não do lazer. Falo do almoço do trabalhador; desde o que ganha mais ao que ganha menos – aqueles que não têm condições de ir até em casa, ou que não tem estrutura de alimento em casa. O indivíduo que gastava R$ 50 reais no almoço foi procurar outro restaurante cuja comida fosse mais barata e custasse R$ 40; já o que pagava R$ 40 procurou o restaurante que servia a R$ 30, e assim por diante. Mesmo diante dessa crise, vejo que o único nicho que cresceu no nosso mercado foi o da refeição da necessidade e do dia a dia, no ticket médio mais baixo”, ressaltou o presidente da Abrasel RN em conclusão.

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
07:31

JOSIAS DE SOUZA

Com uma capacidade cada vez mais limitada de fazer e acontecer, Michel Temer tornou-se presidente de prioridade única. Ele se dará por satisfeito se conseguir cumprir seu novo objetivo estratégico: não cair. Compartilhou com pessoas de sua confiança duas inquietações. Receia que o Tribunal Superior Eleitoral lhe casse o mandato. E teme que uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo Rocha Loures —o homem da mala— elimine sua margem de manobra antes mesmo do início do julgamento do TSE, marcado para 6 de junho.

Antes do pacote de delações da JBS, Temer havia apagado o TSE da sua lista de problemas. Estimava que teria uma vitória na Justiça Eleitoral pelo placar de pelo menos 4 a 3. As posições dos sete julgadores eram antecipadas no Planalto como se o jogo estivesse jogado. Salvariam Temer os ministros Gilmar Mendes, Tarcísio Vieira, Admar Gonzaga e Napoleão Nunes Maia. Votariam pela cassação o relator Herman Benjamin, Rosa Weber e, talvez, Luiz Fux.

Depois que vieram à luz os resultados da colaboração judicial da JBS, o que o Planalto considerava um grande trunfo voltou-se contra Temer. Dizia-se que a maioria dos ministros faria uma leitura atenuatória dos fatos relacionados ao presidente para não conturbar uma administração que começava a exibir resultados na economia.

Agora, o feitiço do julgamento político começa a se voltar contra o feiticeiro, cuja permanência no cargo passou a ser vista como ameaça à tímida recuperação dos indicadores econômicos. O Planalto ainda contabiliza um placar de 4 a 3, só que contra a permanência de Temer.

Ironicamente, uma adesão do TSE ao ‘fora, Temer’, levaria a um resultado mais técnico. O veredicto não precisaria comprar a fábula segundo a qual Temer assumiu a cadeira de presidente por ser beneficiário dos 54 milhões de votos que os brasileiros deram a Dilma, mas não tem nada a ver com a dinheirama suja que financiou a campanha que produziu esse resultado.

A esperança de Temer de se salvar no TSE diminui na proporção direta do agravamento da crise. À procura de uma porta de incêndio, caciques do Congresso assediam a Justiça Eleitoral com pouca cerimônia. Para complicar, os operadores do presidente estão inseguros em relação aos humores de Rocha Loures, o personagem filmado recebendo a mala com propina de R$ 500 mil da JBS, dias depois de ter sido credenciado por Temer como sua ponte de ligação com o delator Joesley Batista.

Num primeiro momento, o ex-assessor de Temer, hoje deputado federal afastado do exercício do mandato pelo STF, mandara recados tranquilizadores para o Planalto. Sinalizara a intenção de matar a encrenca no peito, como se diz. Distanciaria a mala de dinheiro da figura de Temer, assumindo todas as culpas. Nos últimos dias, porém, Rocha Loures passou a sofrer pressão de sua família para tornar-se um colaborador da Justiça, negociando uma redução de castigo. De repente, fecharam-se os dutos de comunicação com emissários do governo.

Em viagem à Itália, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) comentou com um amigo, pelo telefone: “O Rocha Loures foi meu chefe de gabinete no governo do Paraná. É moço de família rica, um rapaz de ouro. Não vai suportar essa pressão. Vai entregar.”

Um auxiliar de Temer sustenta que não há o que “entregar”. A declaração não combina com o medo que se espraia pelo Planalto. Contrasta também com o relato do delator Ricardo Saud, executivo da J&F, a holding que controla a JBS. Ele contou aos procuradores que o interrogaram que Rocha Loures era um mero intermediário. A negociação da propina era feita, segundo Saud, diretamente com o presidente Temer.

“Eu tenho certeza absoluta que nós tratamos propina com o Temer, nós nunca tratamos propina com o Rodrigo [Rocha Loures]”, declarou o delator. “O Rodrigo foi um mensageiro que Michel Temer mandou para conversar com a gente, para resolver os nossos problemas e para receber o dinheiro dele.”

O interrogador indagou: “Essa é a visão também que o Joesley [Batista] passou pra você. Quem teve pessoalmente contato com o Temer para esse assunto foi o Joesley, né?” E Saud: “Foi o Joesley. Eu tô afirmando para o senhor porque não tratamos de propina com Rodrigo Rocha Loures.”

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
07:26

Linha de produção do frigorífico JBS na cidade de Lins, São Paulo

A Caixa Econômica Federal e o BNDES perderam este ano R$ 3,45 bilhões com a queda nas ações da JBS. O levantamento é da consultoria Economática. Juntos, os dois têm participação de 26,24% na JBS.

A Petrobras, por sua vez, amarga prejuízo de R$ 3,18 bilhões.

O BNDES tem participação em 28 empresas listadas na bolsa.

A maior perda na carteira do banco é na JBS, com queda de R$ 2,8 bilhões.

Em seguida, na Petrobras, onde o prejuízo do banco foi da ordem de R$ 2,5 bilhões,  e na terceira posição, na, Eletrobrás com perda de R$ 1,5 bilhões.

Publicado por: Chico Gregorio


25/05/2017
07:23

O comandante do Exército, general Eduardo da Costa Villas Bôas, assegurou nesta quarta-feira 24 que as Forças Armadas iriam agir respeitando a Constituição e garantindo a democracia após o decreto assinado por Michel Temer que determina o uso das Forças Armadas para garantir a lei e a ordem no Distrito Federal

O decreto foi anunciado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, e pelo general Sergio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, que também o assinaram, durante manifestação em Brasília que pedia a rejeição das reformas trabalhista e da previdência, propostas pelo governo federal, e defendia eleições diretas para presidente. Um grupo de mascarados jogou pedras e colocou fogo nos prédios de alguns ministérios e atacaram policiais.

Villas Bôas avaliou que a polícia tem capacidade de garantir a ordem. “Acredito que a polícia deva ter ainda a capacidade de preservar a ordem. Ficamos em uma situação de expectativa caso algo fuja ao controle”, declarou a jornalistas após uma palestra sobre defesa nacional na Fundação Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

Diante de uma série de críticas sobre o decreto – senadores já entraram com um pedido para suspendê-lo -, Temer já cogita revogá-lo se as manifestações contra suas reformas em Brasília estiverem mais calmas até o fim da noite.

O general também reafirmou o compromisso com a democracia. “Tanto as forças de segurança pública quanto as Forças Armadas estão empenhadas na preservação da democracia, na observância da Constituição e no perfeito funcionamento das instituições nacionais, a quem cabe encontrar o caminho para a solução dessa crise. Mas a nossa democracia não corre risco”, afirmou.

Villas Bôas afirmou ainda que o clima no comando da instituição e no Palácio do Planalto é de “choque” e “muita insegurança” após as denúncias do empresário Joesley Batista, da JBS, envolvendo Temer.

Via Plantão Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
14:55

Ato que leva cerca de 150 mil pessoas a protestarem por eleições diretas, pelo Fora Temer e contra as reformas propostas pelo governo federal vem sofrendo repressão da Polícia Militar em Brasília; agentes jogaram bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, que atingiram inclusive parlamentares, e usaram spray de pimenta contra os manifestantes, que caminhavam pacificamente pela capital federal; caravanas de todas as regiões do País, convocadas pelas principais centrais sindicais, marcham até o Congresso Nacional para pressionar os parlamentares pela suspensão da tramitação das reformas da Previdência e Trabalhista; confira a ação violenta da PM nos vídeos

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
10:38

Diante das citações ao governador Robinson Faria pelo delator da JBS, Ricardo Saud, o Blog entrou em contato com o advogado Fábio Senna, especialista em Direito Eleitoral, e que assinou como advogado do PSD Estadual do Rio Grande do Norte nas eleições de 2014.
O advogado respondeu questionamentos feitos pelo Blog.
TG – Como você analisa essas delações publicadas pela empresa JBS? 

Fábio Senna – Me preocupou a generalização das acusações, a ironia nas narrativas com o intuito de salvação. Os delatores deixaram muito claro que queriam o perdão judicial a todo custo.
TG – E isso é possível? Não seria um crime perfeito? 

Fábio Senna – Se o que eles disseram não vier a se comprovar, eles perderão todo o benefício. Inclusive, com essa prática de se aproveitar do mercado, tudo leva a crer que eles praticaram grave crime financeiro, devendo ser rediscutida se cabe ou não a delação.
TG – Por que você acha que eles citaram o governador Robinson Faria? 

Fábio Senna – Eles citaram todo mundo que teve contato com eles e misturaram para os procuradores e a mídia, obviamente com o intuito de robustecer a delação, doações lícitas e oficiais com doações ilegais. Para ganhar impacto, eles ainda abusaram do deboche e do termo “propina”. E não se pode confundir doação permitida pela lei em propina como quer o delator.
TG – E como você acha que pode ser provada a inocência do governador?

Fábio Senna – Será fácil porque o mesmo delator diz que não houve contrapartida. Isso por si só já resolve, já que tem apoio nas palavras do próprio delator.
TG – E a citação do jantar na casa do empresário Joesley Batista com presença das esposas do governador, Julianne Faria e do deputado Fábio Faria, a apresentadora Patrícia Abravanel?

Fábio Senna – Trata-se de uma calúnia, uma triste afronta àquelas pessoas que sequer conheciam o delator, pois sabemos que o jantar aconteceu após a eleição, como vários outros jantares sociais que ocorrem na vida de uma pessoa pública. Ele devia estar com raiva ou frustração em relação ao deputado Fábio para dizer um absurdo desse.
TG – Você foi o advogado do PSD nas eleições de 2014? 

Fábio Senna – Participei sim do pleito de 2014 com uma equipe de advogados muito atuante e vi que nada disso que ele disse do governador aconteceu.
TG – O advogado Erick Pereira participou dessa equipe como disse o delator? 

Fábio Senna – O doutor Erick não fez parte da nossa equipe e nem atuou em nenhum processo da nossa campanha majoritária em 2014. Acho essa outra inverdade também muito grave e, se conhecemos o advogado ele deverá contestar essa ridícula afirmação.
TG – Como advogado do então candidato em 2014 e hoje governador Robinson Faria, o que pode pesar contra ele nessas delações da JBS? 

Fábio Senna – Nada. Porque as afirmações não se comprovam. É sabido mais que o governador Robinson exige ética e honestidade em tudo que ele faz. Agora o fato de ter recebido doações que na época eram permitidas por lei, só reforça que tudo será esclarecido.
TG – Tudo que foi recebido foi declarado? 

Fábio Senna – Tudo. Basta qualquer cidadão entrar no site do TRE-RN e ver que os valores que o delator fala estão declarados à justiça eleitoral. Agora o país vive uma clima que todo mundo é desonesto até que surja outro escândalo para esquecer o anterior. Isso é muito ruim para a democracia.

Via Thaisa Galvão

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
10:15

Moreira Franco e Eliseu Padilha foram ‘escalados’ para tentar transmitir mensagem de normalidade e dizer que “governo continua trabalhando”

Marcos Corrêa/ PR

Presidente Michel Temer reunido com aliados

Em mais um dia de fatos negativos para o Palácio do Planalto, com a prisão de um assessor especial do presidente Michel Temer, e em meio à crise política provocada pela delação de executivos da JBS, ministros saíram em defesa do governo. Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil) foram escalados para tentar passar mensagem de normalidade e dizer que o “governo continua trabalhando”.

Sem citar a operação desta terça-feira, 23, Moreira postou um vídeo nas redes sociais e afirmou que é preciso “independência e autonomia dos Poderes”. “Que o Poder Judiciário, apoiado por todos nós, continue o seu trabalho. Que o Executivo permaneça firme, com compromisso de levar até o fim o que está escrito na ‘Ponte para o Futuro’, que é a trajetória para tirarmos o país da mais grave crise da história”, afirmou.

O ministro citou ainda a importância de que parlamentares continuem votando a agenda de reformas do governo, como quer o presidente Temer, para mostrar que seu governo não está paralisado.

Padilha foi na mesma linha e voltou a falar da reforma da Previdência. “A reforma não saiu de pauta e serão cumpridos os prazos definidos pelo Congresso”, completou.

Dificuldades

Temer está convencido que a luta política e jurídica será longa. A interlocutores, apesar de reconhecer o período mais difícil vivido por seu governo, o presidente tem repetido que terá disposição para “resistir, enfrentar e ganhar cada batalha”.

Logo no início do dia, por mais que assessores se apressassem para tentar dissociar a imagem de Tadeu Filippelli, preso na operação ontem, da de Temer, nos bastidores, auxiliares reconheceram que a notícia amplia o desgaste já sofrido pelo governo. Assessores do presidente tentaram explicar que o motivo da prisão de Filippelli está relacionado a fatos anteriores ao Planalto. Auxiliares destacam que na “hierarquia” dos assessores especiais, Filippelli era o que menos tinha relação pessoal com o presidente, ao contrario de José Yunes e Rodrigo Rocha Loures que também acabaram afetados por denúncias.

Agenda

Durante o dia, Temer se dividiu entre o Palácio do Planalto e o Jaburu, em reuniões com advogados e telefonemas a parlamentares. Temer também passou o dia acompanhando as votações na Câmara e no Senado. O presidente sabe que precisa mostrar força política no Congresso e testar sua base, que faz ameaças de rupturas.

O governo também acompanha – via Gabinete de Segurança Institucional e por meio da equipe de mídia social – a organização dos protestos marcados para amanhã.

A avaliação preliminar é que a baixa adesão de domingo, que foi considerada positiva, não deve se repetir. Apesar disso, auxiliares minimizam a força de mobilização e dizem que mesmo no auge das polêmicas envolvendo Temer a oposição não conseguiu mostrar força e a ordem é evitar o tema até quinta-feira, 25.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
10:06

Com saída de Mabel, já chega a quatro o número de auxiliares diretos de Temer que deixaram o governo recentemente

O ex-deputado do PMDB Sandro Mabel relatou disse na manhã desta quarta-feira, 24, que avisou na véspera ao presidente Michel Temer que deixaria de atuar como assessor no Palácio do Planalto. “Acertei ontem (terça-feira) com o presidente saída do governo”, disse. O Palácio do Planalto também já confirmou que Mabel está deixando suas funções no Palácio.

Mabel explicou que atuava como uma espécie de auxiliar do governo Temer, sem receber salário por isso. Ele também disse que já tinha combinado sua saída desde dezembro do ano passado. Agora, declarou, a cobrança da família pesou na decisão de deixar o governo.

Questionado se a citação dele na delação da Odebrecht na Operação Lava Jato e possíveis implicações em novas delações motivaram seu desligamento, Mabel afirmou que sua decisão não tem ligação com essas questões. “Eu estava no Planalto para ajudar o presidente. Eu sei que quem está na chuva é para se molhar, mas essas coisas não tiveram ligação alguma com minha decisão”, afirmou. “Estou voltando para casa”, disse Mabel, que é do Estado do Goiás e não tem mais mandato parlamentar.

Sobre a crise pela qual passa Temer em decorrência da delação da JBS, Mabel comentou: “Acho que o presidente vai conseguir superar este momento”. E acrescentou: “Quanto a mim, estou me aposentando. Vou sentir saudades do trabalho na política”.

Ao falar de sua atuação no Planalto, Mabel relatou que foi um colaborador. “Eu estive com o presidente em setembro e pedi para sair. Voltei a pedir em novembro e depois em dezembro. Agora mandei uma carta”, disse. “Na conversa de ontem, não teve nenhuma dificuldade, pois estava pedindo para sair fazia tempo e estava lá só para ajudar mesmo. Meu prazo no governo já tinha vencido”, concluiu.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
09:57

São esperadas 100 mil pessoas nesta quarta-feira (24), no Distrito Federal, no #OcupaBrasília cuja palavra de ordem é “Eu Quero Votar Para Presidente da República”.

Os movimentos sociais e sindicais que organizam o protesto desta quarta sabem que o ilegítimo governo Michel Temer acabou, por isso clamam por Diretas Já.

Aliás, Temer disse que não renunciaria e desafiou o povo que o derrubasse do cargo ao qual se apegou tanto em tão pouco tempo.

Note o ilustríssimo leitor que houve uma mudança qualitativa na luta dos trabalhadores e do povo brasileiro ao exigir mais do que a manutenção de direitos, como trabalhista e previdenciário. Agora se reivindica o voto direto para eleger o novo presidente e restabelecer a democracia no país.

Portanto, que caiam todos — #ForaTemer #ForaMaia #ForaEunício — porque #OPovoDecide.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
09:50

prefeito de apanguassu

Enquanto o Governo do Estado alega falta de recursos para prestar um atendimento de qualidade nos hospitais dos municípios do interior, o prefeito de Ipanguaçu, Valderedo Bertoldo, do PSDB, está sendo acusado de estar desfalcando a Secretaria Estadual de Saúde do Rio Grande do Norte.

seara

Apesar de ilegal, Valderedo vem acumulando o cargo de prefeito de Ipanguaçu e de técnico da SESAP. Nessa brincadeira de acumulação Ilícita, Bertoldo recebe mais de R$ 17 mil mensal como chefe do executivo e embolsa quase R$ 6 mil por mês como técnico da SESAP, desfalcando o caixa da saúde estadual numa flagrante manobra para subtrair dinheiro público.

seara

Até agora, foi descoberto que já foram pagos os meses de janeiro e fevereiro de 2017 ao prefeito de Ipanguaçu, totalizando a soma de quase R$ 12 mil do suposto desfalque dos cofres da Secretaria Estadual de Saúde praticada com o recebimento ilícito pelo prefeito Valderedo Bertoldo.

Blogue do VT (com modificações de Robson Pires)

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
09:19

boaindole

O Globo noticia que, ontem à noite, depois do escândalo do “sumiço” da mala com R$ 500 mil recebidos da JBS, o deputado Rodrigo Rocha Loures (que é do Paraná) devolveu na sede da Polícia Federal em São Paulo, a “bufunfa” criminosa.

Note-se que Loures recebeu o dinheiro em São Paulo, foi para Brasília e 36 horas depois tomou o avião presidencial para, junto com Michel Temer viajar para a capital paulista.

Como será que foi essa devolução?

Foi só passar e entregar, ninguém lhe tomou um depoimento?

Pasra perguntar, por exemplo:

1- O dinheiro permaneceu em São Paulo e, se sim, onde a grana ficou “hospedada” em São Paulo?

2- Por que não foi levado ao Paraná, se era para ele, Loures?

3- Por que só foi devolvido ontem à noite, depois que se noticiou o sumiço e que a Polícia não tinha ideia de onde estava?

Ou será que Loures, descrito por Michel Temer como um “homem de boa-índole”, estava só guardando o dinheiro para alguém não carregar peso?

Via 

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
09:06

Resultado de imagem para fotos senador jose maranhao com cássio cunha lima

O senador José Maranhão (PMDB) é contra a realização de eleição direta em caso de afastamento do presidente Michel Temer (PMDB). Para Maranhão, é preciso respeitar o texto da Constituição, que prevê a realização de eleições indiretas em caso de afastamento a partir da segunda metade do mandato. O presidente do PMDB na Paraíba também defendeu cautela no julgamento das acusações contra Michel Temer e retorno na tramitação das reformas.

O Artigo 81 da Constituição prega que, ocorrendo a vacância dos cargos nos últimos dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional, ou seja, deputados e senadores elegem os novos presidente e vice. “Acho que a gente tem que se ater ao texto da Constituição. É o rito que nós temos que seguir”, defendeu Maranhão.

O senador reconheceu que o momento político atual é difícil, mas pediu prudência. “Vivemos um momento de muita dificuldade, indiscutivelmente, mas temos que ter prudência para aguardar o resultado das apurações para não cometer injustiças ou tomar posições equivocadas”, disse.

Publicado por: Chico Gregorio


24/05/2017
09:02

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), fará um discurso na Marcha das Centrais sindicais nesta quarta-feira, 24, em Brasília, contra as medidas econômicas do governo Michel Temer. O pronunciamento será às 10 horas, no Parque da Cidade.

Depois do discurso do peemedebista, por volta das 11 horas, os manifestantes seguirão em direção ao Congresso, onde será realizado ato contra as reformas trabalhista e previdenciária.

A participação de Renan no protesto foi acertada nesta terça-feira, 23, durante mais uma reunião do alagoano com sindicalistas. Também participaram do encontro os senadores Kátia Abreu (PMDB-TO) e Eduardo Braga (PMDB-AM), além do deputado Paulinho da Força (SD-SP).

Renúncia

Em mais um embate com Temer, Renan defende a saída do presidente da República para a realização de eleições indiretas. Mais cedo, durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), ele disse que “o ideal seria conversar com o presidente para fazer uma transição rápida e negociada”.
Ele também afirmou que teria demitido o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na segunda-feira, 22, após a declaração de que tocaria as reformas, “com Michel (Temer) ou sem Michel”. “O grau de complexidade do Brasil não comporta essa ingênua declaração”, completou Renan.

Veja

Publicado por: Chico Gregorio