30/05/2017
16:39

O senador Aécio Neves foi afastado das atividades parlamentares por ordem do ministro Edson Fachin, do STF (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)

O senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) enviou documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de contestar recurso apresentado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para reforçar o pedido de prisão do parlamentar tucano. Na peça judicial, Aécio afirmou que a eventual prisão dele seria uma “aberração”.

O tucano ressaltou ao STF que a Constituição proíbe que parlamentar seja preso, salvo em flagrante. Ele também ponderou que, na visão dele, não há indícios concretos, mas apenas as palavras de delatores.

Aécio enviou contrarrazões ao agravo apresentado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no qual o chefe do Ministério Público pede que a Suprema Corte decrete a prisão do senador do PSDB.

Relator da Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin negou o pedido de prisão de Aécio Neves quando expediu os mandados judiciais da Operação Patmos. Entre outras medidas, o magistrado mandou afastar o senador mineiro das atividades parlamentares e prender a jornalista Andrea Neves, irmã e assessora de Aécio.

No momento em que Janot solicitou novamente ao Supremo a prisão do parlamentar tucano, Fachin pediu que Aécio se manifestasse. Com isso, Fachin poderá levar o recurso a julgamento no plenário do STF nos próximos dias.

No documento de 33 páginas, a defesa de Aécio afirma que não existe flagrante, que a Constituição proíbe a prisão, sustenta que não houve tentativa de obstrução da Lava Jato e diz que não houve nenhum ato irregular por parte do senador.

“Ainda que se superasse a insuperável proibição constitucional de decretar prisão preventiva contra um Senador da República, fato é que não existem no caso concreto os requisitos autorizadores da medida. A menos que rompamos de vez com os princípios constitucionais mais caros da nossa República, a decretação de prisão do Senador Aécio Neves é uma verdadeira aberração”, sustenta a defesa.

Para a defesa, a Procuradoria faz “ginástica” para tentar configurar um “estado de flagrância”, ou seja, atos contínuos de corrupção e tentativa de atrapalhar a Lava Jato. Segundo a defesa, o suposto pedido de propina teria ocorrido em março e, portanto, não há como se argumentar o flagrante.

“Faz-se, então e com todo o respeito, verdadeira ginástica interpretativa para dizer que seria possível, hoje, prender o Agravado em flagrante por uma conduta ocorrida há mais de um mês. A situação de flagrância do suposto crime de corrupção, portanto, só restaria configurada naquela data — 24.03.2017 —, dado que os mencionados recebimentos das ‘parcelas’ configuram mero exaurimento do crime, consumado com a suposta solicitação dos R$ 2 milhões”, diz a defesa.

O senador voltou a afirmar que os R$ 60 milhões de propina disfarçados de doação informados pela JBS foram doação de “forma absolutamente lícita e transparente”, declarada à Justiça Eleitoral. E que os R$ 40 milhões tratados pelo empresário Joesley Batista e pela irmã Andrea Neves se referiam à venda de um imóvel da mãe do parlamentar. Também negou que tenha pedido R$ 2 milhões em propina.

Os advogados afirmam ainda que insistir na prisão mesmo a Constituição proibindo demonstra um “autoritarismo preocupante”.

“Com todo o respeito, o argumento assusta e é de um autoritarismo preocupante, posto que dá margem a toda sorte de flexibilizações e abusos, ao critério subjetivo do intérprete de plantão. Isso sem dizer que Constituições de outros países democráticos, que não tiveram ditaduras militares recentes, também consagram idêntico instituto.”

A defesa lembra que a Constituição veda a prisão e que a “flexibilização que pretende o il. PGR é, em termos simples, inconstitucional e um precedente perigosíssimo para a forma democrática de governo vigente no país”.

Os advogados rejeitam que tenha havido tentativa de atrapalhar a Lava Jato e dizem que Aécio não pode ser punido por agir dentro das suas funções, uma vez que alteração legislativa é ato do parlamentar e o cargo foi conferido pelo voto popular com essa intenção.

“Não se pode, pois, extrair de inovação legislativa como essa a intenção de obstaculizar o bom andamento de investigações. Aliás, mesmo que um Parlamentar pretendesse votar projeto de lei que anistiasse determinado tipo de crime (como aconteceu com a bigamia, aliás), não poderia, por óbvio, ser tachado de causar embaraços para aplicação da lei. O Parlamentar praticava ato inerente a sua função, de acordo com as suas convicções, conforme o poder que o povo lhe outorgou. (…) Arrepia imaginar que se está diante de uma nova roupagem do já roto ‘crime de lesa majestade’, atribuível a todo aquele que ousar discordar da ‘Lava Jato’ e de seus métodos.”

Irmã do senador, Andrea Neves também voltou a apresentar pedido ao Supremo para conversão da prisão em cautelares alternativas, como prisão domiciliar. Ela juntou ao processo uma avaliação do imóvel feito por uma corretora.

G1

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
16:37

A Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) resgatou, nos últimos dias, mais de 70 pássaros silvestres que estavam sendo comercializados na cidade de Currais Novos, região Seridó do Rio Grande do Norte.

As apreensões aconteceram através de denúncias anônimas e trabalho de inteligência do CIPAM. No dia 26, foram 41 canários da terra, quatro pegas, três golinhas, um papa capim e um galo de campina. Já nesta terça-feira (30), foram mais 21 canários da terra, um golinha e três galos de campina. Além dos animais, os policiais encontraram ninhos improvisados cheios de ovos, gaiolas e alçapões.

A multa para esse crime ambiental pode variar de R$ 500 a R$ 5 mil por animal apreendido, dependendo da espécie, além do processo criminal que pode gerar uma pena de seis meses a um ano de prisão.

Via Blog do BG

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
16:34

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o interrogatório de Michel Temer no inquérito em que o presidente é investigado com base nas delações premiadas dos donos da empresa JBS

O interrogatório, pedido pela Procuradoria Geral da República, poderá ser feito por escrito e respondido pelo presidente 24 horas após a entrega das perguntas pela Polícia Federal.

O ministro determinou o envio imediato do inquérito sobre Temer à Polícia Federal para conclusão das investigações. Isso deverá ser feito, segundo o ministro, no prazo de dez dias.

Nesta terça-feira (30), Fachin também decidiu separar a investigação do senador Aécio Neves (PSDB-MG) do inquérito de Temer, que também inclui o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Com isso, a investigação foi dividida em dois inquéritos diferentes. Aécio, Temer e Loures são investigados no STF por suspeita de corrupção, organização criminosa e obstrução de justiça.

A defesa de Temer já havia pedido na semana passada que um eventual interrogatório fosse feito por escrito. Com o interrogatório, a PGR quer esclarecimentos sobre um diálogo do presidente com o empresário Joesley Batista, registrado pelo dono da JBS com um gravador escondido.

O inquérito foi autorizado no último dia 18 por Fachin a fim de apurar se, no diálogo, o presidente deu aval a Joesley Batista para o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba pela Operação Lava Jato.

Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao confirmar o diálogo gravado por Joesley em março, Temer teria feito uma “confissão extrajudicial”. O procurador apontou “anuência” de Temer ao pagamento de propina.

“Em pronunciamentos recentes, o presidente da República não negou o encontro nem diálogo noturno e secreto com o colaborador Joesley Batista, tampouco nega que o colaborador tenha lhe confessado fatos criminosos graves, o que demandaria, no mínimo, comunicação de tais crimes as autoridade competentes”, diz Janot, em referência a outro trecho da conversa em que o empresário relatou manobras junto a juízes e um procurador numa investigação.

Via Plantão Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
11:17

cimentolj

A informação saiu na coluna de Lauro Jardim e fui atrás de maiores detalhes.

A venda de cimento no Brasil -e, óbvio, a atividade de construção civil – continua caindo em plena “retomada” econômica, tão saudada pelas autoridades e colunistas da economia.

Na comparação de abril de 2016 contra abril passado, a queda foi de 16%. Se a comparação retroceder um ano, para abril de 2015, a queda é de 23,5%.

Baixa na atividade da construção é desemprego na veia, pois o setor responde por cerca de 8% da mão-de-obra do país, mais até  que o emprego doméstico.

Tanto Lauro quanto o Sindicato das Indústrias cimenteiras usam expressões semelhantes, tragicômicas. Lauro fala em “recuperação pouco concreta” e o Sindicato em “desaceleração da queda”.

Só faltou o “subiu pra baixo”.

Via Fernando Brito

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
09:59

CARRO DE EMERGÊNCIA

Um carro de emergência é um armário que contém os equipamentos usados por médicos e contém os equipamentos usados por médicos e enfermeiros quando acontece uma parada cardíaca. Esta é uma situação que exige procedimentos de socorro imediatos.

.JUNTO AO CARRINHO:
.Tábua de compressão torácica
.Desfibrilador
.Monitor

A prefeita do município  de Ouro Branco Drª Fátima Silva acabou de adquirir esse  equipamentos para melhor a atendimento médico em casos de urgência no Hospital e Maternidade Mãe Paula. 

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
09:29

Resultado de imagem para fotos de ricardo mota com henrique alves

O Ministério Público Estadual solicitou o afastamento do deputado estadual Ricardo Motta (PSB), denunciado na Operação Candeeiro e Dama de Espadas, que apuram respectivamente, desvios no IDEMA e Assembleia Legislativa.

A decisão caberá ao desembargador Glauber Rêgo, que já negou o pedido do MP para uma condução coercitiva do parlamentar.

O advogado Thiago Cortez, responsável pela defesa de Motta, não vê motivos para o afastamento.

Via Heitor Gregorio

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
09:06

Com a crise, mercado já espera inflação mais alta e PIB menor

Da Reuters:

Economistas cravaram suas projeções na pesquisa Focus de que o Banco Central vai manter o ritmo de afrouxamento monetário nesta semana e cortar a Selic em 1 ponto percentual, o que a levará a 10,25 por cento ao ano, em meio à crise política que atinge o governo Michel Temer.

Neste cenário, mostrou ainda a pesquisa nesta segunda-feira, o Top 5 –grupo que mais acerta as projeções– passou a ver que a taxa básica de juros vai fechar este ano maior, a 8,63 por cento no cenário de médio prazo. Na semana anterior, era esperado que ela iria a 8,13 por cento.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne nos próximos dias 30 e 31, na primeira reunião depois que eclodiu a crise política que atingiu em cheio o presidente Temer, que é alvo de inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Selic está em 11,25 por cento ao ano, após dois cortes de 0,25 ponto cada, dois de 0,75 ponto e um de 1 ponto. Com a inflação perdendo força, boa parte dos agentes econômicos apostava que o BC aceleraria o passo e cortaria os juros em 1,25 ponto.

Mas esse cenário foi varrido com os temores de que os problemas envolvendo o governo possam atrasar as reformas, sobretudo a da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

A pesquisa Focus mostrou ainda que as projeções são de que o IPCA fechará este ano com alta de 3,95 por cento, frente a 3,92 por cento na semana anterior.

Para 2018, as contas são de alta de 4,40 por cento, sobre 4,34 por cento. Em ambos os casos, o indicador ficaria abaixo do centro da meta oficial, de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Sobre o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas são de crescimento de 0,49 por cento neste ano, sobre 0,50 por cento antes, e de 2,48 por cento em 2018, também ligeiramente abaixo dos 2,50 por cento esperados até então.

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
09:00

caritas
Representantes da Cáritas Diocesanas dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Pernambuco participaram do Encontro do GT de Comunicação, realizado em Caruaru (PE), no último sábado (27).
O encontro teve como objetivo fortalecer a comunicação da Rede Cáritas Brasileira Regional Nordeste 2 e articular iniciativas que contribuam para a visibilidade institucional, mobilizações sociais e de recursos.
Na reunião, foi discutida a política de comunicação da Cáritas Brasileira e feito um planejamento integrado com os membros dos estados representados. O trabalho desenvolvido na Cáritas Diocesana dos municípios de Caicó (RN), Patos (PB) e Palmeira dos Índios (AL) foi apresentado durante o encontro.
De Caicó, estiveram presentes Fabiana Silva e Gilvânia Medeiros, da Cáritas Diocesana; e Cristiano Manoel e Raildon Lucena, da agência Referência, que está à frente da comunicação da Cáritas em Caicó.
Segundo Fabiana Silva, a reunião foi proveitosa tanto pela troca de experiência entre os quatro estados como pelo planejamento em conjunto desenvolvido durante o encontro.

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
08:55

O vereador João Dantas quer revogar o título de Cidadão Campinense e a Medalha de Honra ao Mérito que a Câmara Municipal de Campina Grande entregou para o presidente Michel Temer, através de uma propositura do vereador Márcio Melo.

A motivação seria a crise institucional que se instalou no governo federal depois da delação do dono da JBS.

Foto: Paraibaonline

Foto: Paraibaonline

Dantas disse ser a favor da renúncia de Temer e da eleição direta até o pleito de 2018.

– Eu sou partidário de que o presidente Temer renuncie, pois é o caminho mais curto para que a Constituição seja cumprida e haja uma eleição direta em 90 dias. É preciso um nome que dê continuidade e leve os destinos do Brasil até 2018 – disse.

O parlamentar ressaltou que desconsiderar a conclusão das obras do São Francisco pelo atual presidente seria uma grande injustiça, mas não se pode calar diante de mais de 10 pedidos de impeachment contra Temer.

– Da mesma forma como a Câmara entregou, ela pode revogar o título através de uma propositura, um projeto de resolução. Entendemos que o momento não é esse ainda, mas teremos que esperar a consagração dos resultados punitivos constitucionais para a partir daí, a Câmara cumprir com o ritual e se posicionar – disse.

*As informações repercutiram na Rádio Campina FM.

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30/05/2017
08:51

 

O juiz Sergio Moro será julgado pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça na manhã desta terça-feira 29, por vazamentos praticados contra o ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato; Moro é responsável por entregar à imprensa um grampo em que Lula conversa com Dilma Rousseff sobre termo de posse na Casa Civil; sessão será transmitida ao vivo pela internet
Jornal GGN – O juiz Sergio Moro será julgado pelo plenário do Conselho Nacional de Justiça na manhã desta terça (29), por vazamentos praticados contra o ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato. Moro é responsável por entregar à imprensa um grampo em que Lula conversa com Dilma Rousseff sobre termo de posse na Casa Civil.

O episódio aconteceu às vésperas da votação do impeachment na Câmara, criando o clima ideal para o início da queda da petista. Segundo informações do UOL, a sessão do CNJ será transmitida ao vivo, a partir das 9h, através desse link aqui.

Quem representou no Conselho contra Moro foram deputados e senadores que hoje fazem oposição a Michel Temer, após Moro divulgar áudio de pessoas que, à época, tinham foro privilegiado, sendo que o caso de Dilma, que era presidente da República, era ainda mais complexo. O vazamento fez Moro ser repreendido pelo ex-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, que invalidou seu uso. Ainda assim, parlamentares questionam a juntada nos autos do processo das gravações realizadas pela Polícia Federal.

No mesmo episódio, Moro ainda se envolveu em mais duas polêmicas: permitiu que conversas de Lula fossem interceptadas fora do prazo que ele mesmo estipulou e também deixou que o escritório de advocacia que defende o ex-presidente fosse alvo de grampos, comprometendo o direito ao sigilo de advogado e cliente.

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Pela Lei Orgânica da Magistratura, Moro pode receber uma advertência, sofrer remoção compulsória, aposentadoria compulsória ou ser demitido.

Assinam as reclamações ao CNJ os deputados Henrique Fontana (PT-RS), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Wadih Damous (PT-RJ), Afonso Florence (PT-BA), Paulo Pimenta (PT-RS), Pepe Vargas (PT-RS), Paulo Teixeira (PT-SP) e os senadores Ângela Portela (PT-RR), Donizeti Nogueira (PT-RR), Fátima Bezerra (PT-PB), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Jorge Viana (PT-AC), José Barroso Pimentel (PT-CE), Lídice da Mata (PSB-BA), Lindbergh Farias (PT-RJ), Regina Sousa (PT-PI), Paulo Rocha (PT-PA), Humberto Costa (PT-PE) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM).

 

Fonte: br247

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30/05/2017
08:46

Informações são de reportagem de Jailton de Carvalho em O Globo

Os advogados do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) procuraram investigadores da Operação Lava-Jato.

Em encontro na semana passada, um emissário de Loures quis saber quais seriam as chances de uma delação premiada do deputado ser aceita. A abordagem surpreendeu os investigadores. Esse não era o objeto declarado da reunião.

Depois de confabular com outros colegas, os investigadores responderam que, àquela altura dos acontecimentos, um eventual acordo de colaboração dependeria da disposição do parlamentar.

As informações são de reportagem de Jailton de Carvalho em O Globo.

“As duas partes ficaram de voltar a conversar sobre o assunto. Uma eventual delação de deputado é bem vista na força-tarefa da Lava-Jato. Mas as eventuais confissões do deputado não são consideradas imprescindíveis para os desdobramentos do inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Para eles, as delações dos executivos da JBS, que atingem o presidente Michel Temer, as ações controladas que já resultaram na recuperação de parte da propina paga recentemente e a análise do material apreendido até o momento já contêm indícios veementes de crimes.

Investigadores da Lava-Jato informaram a um emissário de Rocha Loures que, se ele realmente está interessado num acordo de delação premiada, terá que entregar todos os cúmplices da organização criminosa acusada de receber suborno dos donos da JBS e tentar obstruir as investigações sobre as supostas fraudes. Para investigadores, não bastaria uma admissão de culpa e a revelação de crimes já investigados pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal. Com base nos dados já obtidos até momento, o STF já abriu inquérito contra Temer, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), contra o próprio Loures, entre outros envolvidos.”

Brasil 247

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30/05/2017
08:44

Humorista Helio de la Peña enviou mensagem a ministro dizendo que organização acionará advogados

Créditos: Reprodução Veja

Após comparar o Brasil às Organizações Tabajara, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes publicou mensagem no Twitter na noite desta segunda-feira (29) na qual disse que “não queria ofender” a organização.

As Organizações Tabajara são fictícias, criadas pelo programa humorístico “Casseta e Planeta”. A empresa vendia produtos de qualidade duvidosa.

Ao fazer um discurso nesta segunda, em São Paulo, Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse que “o Brasil parece que se transformou numa grande Organização Tabajara” (reveja no vídeo mais abaixo).

O humorista Helio de la Peña, um dos integrantes do “Casseta e Planeta”, enviou uma mensagem a Gilmar Mendes, em tom de brincadeira: “As Organizações Tabajara protestam contra comparações chulas e fantasiosas. Nossos advogados serão acionados”.

Gilmar, então, respondeu: “Me desculpem as Organizações Tabajara, não queria ofender”.

Globo

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30/05/2017
08:30

De acordo com Ricardo Saud, contribuição ilícita foi transmitida às empresas, que por sua vez emitiram notas frias para justificar os pagamentos, direcionados aos políticos

Ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) seria um dos beneficiados

O diretor de Relações Institucionais da J&F, Ricardo Saud, entregou, como parte do acordo de colaboração assinado com o Ministério Público Federal (MPF), documentos que indicam que grupos empresariais do Rio Grande do Norte foram utilizados em 2014 para lavar dinheiro que seriam, na verdade, propinas pagas aos candidatos ao Governo do Estado na época Robinson Faria (PSD) e Henrique Alves (PMDB) e ao deputado federal Fábio Faria (PSD), este candidato à reeleição.

Segundo Ricardo, além dos pagamentos feitos aos candidatos de forma dissimulada por meio de contribuições registradas oficialmente às campanhas, despesas de Robinson, Henrique e Fábio junto a essas empresas, que funcionaram como lavanderias de dinheiro, foram pagas diretamente pela JBS.

Delator Ricardo Saud, diretor da J&F – Foto: Reprodução

É o caso, por exemplo, da Consult Pesquisa (Consultoria e Pesquisa Técnica LTDA – EPP), que executou diversas sondagens de intenção de voto durante a campanha para o Governo do Estado de 2014. Pelos documentos entregues por Ricardo ao MPF, a empresa forneceu uma nota fiscal no valor de R$ 176 mil por serviços que teriam sido prestados diretamente à JBS S/A.

Este valor, no caso, seria propina paga indiretamente a Henrique Alves; e a nota, fria, pois não houve serviços prestados diretamente à JBS, segundo o delator. Para fundamentar a acusação de contribuição ilícita, o executivo disponibilizou cópia de uma transferência bancária no valor de R$ 161.656,00 realizada no dia 27 de agosto daquele ano.

De acordo com Saud, a Consult também teria recebido mais R$ 380 mil. Para justificar o pagamento, o executivo relata o fornecimento de uma nota fiscal emitida em 15 de outubro de 2014.

Ainda envolvendo pagamentos ao peemedebista, Ricardo Saud cita a empresa Alves Andrade e Oliveira Advogados Associados. O escritório de advocacia teria recebido R$ 888.500,00, também via transferência bancária. Em contrapartida, uma nota fiscal avulsa no valor de R$ 1 milhão foi fornecida pelo escritório.

No caso da Alves Andrade e Oliveira Advogados Associados, o executivo da J&F também apresentou um contrato de prestação de serviços que teria sido assinado pela empresa e a JBS. No documento, o escritório potiguar deveria prestar assessoria jurídica à JBS entre junho de 2014 e maio de 2015.

Empresas teriam recebido valores que seriam destinados a Henrique – Foto: Reprodução

Nota fiscal da Alves Andrade e Oliveira Advogados Associados – Foto: Reprodução

Leia mais…

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
08:25

POR JOSIAS DE SOUZA

A reação do tucanato à crise que engolfa Michel Temer transformou o ninho em motivo de piada. Uma das principais lideranças governistas no Congresso diverte deputados e senadores traçando uma analogia entre os tucanos e um português de anedota. Sorriso nos lábios, o apologista da administração Temer conta assim a piada luso-tucana:

“Os bombeiros entraram num prédio incendiado, para verificar os destroços. Encontraram um português morto. Estava de cabeça para baixo, com o dedo indicador apontando para um dos cantos do cômodo. Ao lado da vítima, um extintor e uma placa com a seguinte instrução: ‘Em caso de incêndio, vire para baixo e aponte para a chama’. Atordoado com as labaredas que consomem a gestão Temer, o PSDB imita o português. O partido já virou de ponta-cabeça. Só falta decidir para que lado vai apontar o bico.”

Logo que explodiu a delação do Grupo JBS, de Joesley Batista, a cúpula do PSDB ensaia um rompimento com o governo. Viria depois das explicações de Temer. Foi adiado para depois da decisão do STF sobre a integridade do áudio com a voz do presidente. Foi protelado para depois da decisão do TSE sobre o pedido de cassação da chapa Dilma-Temer…

Na noite desta segunda-feira, os grão-tucanos Fernando Henrique Cardoso e Tasso Jereissati reuniram-se com Michel Temer e o ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) num hotel de luxo em São Paulo. O encontro irritou parte da bancada do PSDB na Câmara.

Os deputados tucanos estavam a ponto de explodir na semana passada. Foram contidos pelo senador Tasso Jereissati (CE), que assumiu a presidência da legenda depois que Aécio Neves foi fisgado pelo autogrampo do delator Joesley. Dias depois de pedir calma aos deputados, Tasso abusou da paciência dos correligionários ao tomar parte do conciliábulo paulista. “Além de não romper, estamos fazendo novos acordos com Temer”, queixou-se um deputado tucano.

A bancada do PSDB na Câmara voltou a ferver. E o tucanato flerta com a divisão interna. Depois de escalar o muro, seu habitat natural, os tucanos flertam com o risco de descer de lados diferentes.

Paradoxalmente, o PSDB frequenta a crise como autor das ações que podem levar à cassação de Temer e como principal fiador do governo do primeiro presidente da história a ser investigado no cargo pelos crimes de corrupção, obstrução da Justiça e formação de organização criminosa.

Temer tira proveito do desentendimento do PSDB consigo mesmo e com o DEM, para esticar um governo em estado terminal. Com Temer no Planalto, o tucanato é força auxiliar do PMDB. Sem ele, pode virar coadjuvante do DEM, pois o ‘demo’ Rodrigo Maia, presidente da Câmara é, no momento, o favorito numa eventual eleição indireta para a escolha do substituto de Temer.

Num dos trechos da gravação que registra a conversa desqualificada que manteve com o dono da JBS, o senador Aécio Neves disse que o PSDB representou no TSE contra a chapa Dilma-Temer apenas para “encher o saco do PT.” Dilma foi enviada mais cedo para casa. E Aécio, depois de se tornar o fiador da aliança do PSDB com Temer, apodrece junto com o aliado em praça pública.

Com suas principais lideranças tisnadas pela Lava Jato —além de Aécio, ardem no caldeirão Geraldo Alckmin e José Serra— o PSDB perdeu a hora do rompimento com Temer e o discurso da moralidade. A distância entre as ameaças de desembarque e sua concretização impõe à situação uma certa ponderabilidade cômica. De ponta-cabeça, o tucanato não sabe em que direção deve apontar. Perdeu o senso de ridículo.

Publicado por: Chico Gregorio


30/05/2017
08:24

O GLOBO

Em artigo publicado em 2015, o novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, defendeu que não é possível separar as contas de Dilma Rousseff e Michel Temer na ação que pede a cassação da chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A separação das contas é o ponto central da defesa de Temer no TSE, que começa a julgar a Ação de Impugnação de Mandato Eleitoral (AIME) no próximo dia 6 de junho.

Uma das maiores autoridades em direito eleitoral do Brasil, Jardim considera, no entanto, que, mesmo cassado, o vice poderia manter seus direitos políticos. “Se e quando julgada procedente a AIME, e, assim, desconstituído o diploma da presidente Dilma, cassado estará o do vice Michel, visto que a eleição do vice é mera decorrência da eleição do titular. No que não seja réu na AIME, embora perca o diploma, o vice, contudo, não fica inelegível”, escreveu o jurista em 2015.

No artigo, ele pondera que, mesmo que o TSE decida cassar a chapa, a defesa de Michel Temer ainda pode apresentar recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática, portanto, dificilmente o presidente perderia o cargo antes do fim do mandato.

“Em termos pragmáticos, sopesado o tempo usual do trâmite de ações dessa natureza, muito difícil – se não impossível mesmo, imaginar que a decisão judicial se torne definitiva a tempo de trazer consequência de troca de presidente”, avaliou.

Sobre o processo de sucessão de Temer, caso ele perca o mandato, Torquato Jardim alertou para o risco de “haver controvérsia de compreensão constitucional”, mas lembrou que a Constituição prevê a convocação de eleições indiretas.

“Se a vacância dos dois cargos se der na segunda metade do mandato (…) o substituto – presidente em exercício, seja ele o presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do STF, convocará, em noventa dias, eleição pelo Congresso Nacional, para os dois cargos vagos e para completar o restante do período de seus antecessores”, diz o artigo.

No artigo escrito em 2015, o jurista ressaltou ainda a ausência de regulamentação da lei que trata de eleições indiretas: “Do ângulo jurídico, falta lei especial para o processo eleitoral sumaríssimo de sorte a habilitar o Juiz a dar resposta rápida às contestações do voto popular”, registrou.

ATAQUES À LAVA-JATO

O novo ministro afirmou em entrevista ao GLOBO no início do mês que as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre tempo excessivo de prisões provisórias, como a de José Dirceu, abririam brecha para que fosse questionada a validade das delações premiadas. Torquato fez a afirmação quando ainda respondia pelo Ministério da Transparência

Publicado por: Chico Gregorio