O presidente Michel Temer foi à casa do ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE, Gilmar Mendes, no escurinho da noite, na véspera da escolha de Raquel Dodge para o cargo de procuradora geral da República.
Temer foi acompanhado de seus ministro-amigos Moreira Franco e Eliseu Padilha.
O presidente não aprende.
Moreira e Padilha estão na fila da lava jato.
E se ali na frente a fila andar e eles forem presos?
Podem delatar e dizerem que o presidente foi combinar com Gilmar Mendes a escolha da substituta do procurador Rodrigo Janot e como a lava jato deverá andar com a Procuradoria “nas suas mãos”.
Temer não aprende.
A conversa com Joesley Batista no escurinho do Jaburu terminou como todo mundo está vendo…
A classe política tem todos os motivos para se apavorar com a Lava Jato, alguma figuras mais do que outras. O conhecidíssimo Jader Barbalho estava ensandecido ontem no Senado.
Dentro do plenário, ele vociferou à vontade. Depois, numa conversa reservada ao fim da sessão sobre o afastamento de Aécio Neves, Jader desancou o Supremo, criticou Eunício Oliveira e deixou aparamente o pavor que assola a ele e seus pares: ser o próximo.
“Que autoridade o Supremo tem para afastar (o Aécio)? E isso vai um por um, vai um por um, rapaz. Que autoridade o Edson Fachin tem para afastar um senador? Se eu fosse presidente do Senado, eu receberia a representação (que determinava o afastamento) e mandaria devolvê-la”, esbravejou.
Jader deixou para o final do desabafo a verdadeira razão de sua ira: “Na marcha que vai, não sobra um”.
O país assistirá, nos próximos dias, novos capítulos (desta vez, com contornos ainda mais emocionantes) da crise política, com a votação, na Câmara, da abertura de processo contra o presidente Michel Temer. Essa etapa é obrigatória para que a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal seja transformada realmente em uma ação penal. E, assim, Temer seria afastado do cargo por no máximo seis meses para que o seu julgamento pelo crime de corrupção seja realizado no Supremo Tribunal Federal. Para que isso aconteça, frise-se, é preciso autorização do Poder Legislativo. É aí que veremos até que ponto vai a lealdade da bancada governista na Câmara. Os deputados vão mesmo botar suas mãos no fogo para defender a continuidade do cambaleante governo Temer, em nome das reformas? O próprio Temer, que disse no início do ano que demitiria ministros ‘investigados’ – quiçá denunciados – resistirá à pressão de ser acusado pelo procurador-geral da República? Neste momento, o que os parlamentares estão mensurando, certamente, é o tamanho do impacto eleitoral com o apoio ao presidente. A postura terá um preço, e para alguns poderá ser caro demais.
A reportagem do Portal Agora RN/Agora Jornal tentou entrar em contato com representantes da bancada federal potiguar para repercutir a denúncia contra o presidente. Apenas Rogério Marinho (PSDB) e Walter Alves (PMDB) se pronunciaram. E se limitaram a dizer que vão aguardar novos desdobramentos antes de decidirem seus votos.
Governo sancionou projeto para frear alta de desemprego; setor produtivo do Rio Grande do Norte comemora ação e considera medida positiva sobretudo no atual momento de dificuldades
Tiago Rebolo
O presidente Michel Temer (PMDB) sancionou nesta terça-feira, 27, a Lei n° 13.456, que institui o Programa Seguro-Emprego (PSE) no país. O projeto, que consiste em uma ação para frear a alta do desemprego, substituirá programa similar criado em 2015, ainda durante a gestão de Dilma Rousseff (PT).
No PSE, para preservar as vagas, empresas em situação de dificuldade econômico-financeira poderão celebrar acordos coletivos de trabalho para reduzir jornadas e salários de seus funcionários.
O presidente Michel Temer escolheu nesta quarta-feira (28) a procuradora Raquel Dodge para o comando da Procuradoria Geral da República, em substituição ao atual procurador-geral, Rodrigo Janot. O mandato de Janot à frente da PGR termina em setembro.
O nome de Raquel Dodge foi anunciado pelo porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, em pronunciamento que durou poucos segundos.
Na fala, Parola destacou que Raquel Dodge é a primeira mulher a ser nomeada para o comando da PGR.
A antecipação da indicação de Raquel Dodge para procuradora-geral da República faz parte da estratégia ofensiva do Palácio do Planalto após a denúncia contra Michel Temer. Aliados do presidente na Câmara vinham sugerindo que ele antecipasse a escolha, como forma de mostrar, ao menos politicamente, que o mandato do atual procurador-geral, Rodrigo Janot, está no fim. Na avaliação dos aliados, o recado seria que as acusações já perderiam força porque ele está saindo da chefia da PGR em setembro.
Com a indicação, Temer dá início ao debate sobre a sabatina de Raquel no Senado, por exemplo, mudando foco. Além disso, reduz os ataques ao escolher, pela primeira vez, uma mulher para o cargo.
Até mesmo críticas de que não escolheu o primeiro da lista começaram a ser contornadas pelo fato de o candidato mais votado, Nicolao Dino, ser irmão do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que em 2016 escolheu também o segundo da lista tríplice do MP estadual.
Deputados estavam incentivando Temer a tomar essa decisão.
— Michel faria muito bem indicando antes e o fez — disse um deputado aliado.
O ex-procurador Marcelo Miller, que foi braço direito de Rodrigo Janot na Operação Lava Jato, revelou a interlocutores os valores de sua remuneração na advocacia particular para rebater a acusação de Michel Temer de que ganhou “milhões de honorários”. Ele disse que recebe salário de cerca de R$ 25 mil. Com bônus, os vencimentos chegariam a R$ 110 mil mensais.
OUTRO LADO
Neste ano, Miller migrou da equipe de Janot para um escritório de advocacia contratado pelo grupo JBS. Pouco depois, a empresa fechou acordo de delação premiada com o procurador-geral.
DESTINO
No discurso que fez na terça (27), Temer chegou a insinuar que os supostos “milhões” recebidos por Miller da banca de advocacia contratada pela JBS “talvez não fossem unicamente para o assessor de confiança [de Janot]”. Tanto o Ministério Público Federal quanto o próprio Miller já disseram que o ex-procurador não participou das negociações.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, serviu um jantar em sua casa para o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha na noite desta terça-feira, 27. Oficialmente, o Planalto diz que o encontro já estava marcado há muito tempo e era para tratar de reforma política. Mas o jantar não foi informado na agenda oficial do presidente nem dos ministros. Um dia após o encontro, porém, Temer decidiu escolher a subprocuradora Raquel Dodge para suceder Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República. A escolha dela tem o aval de Gilmar Mendes.
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato no Paraná, criticou o governo de Michel Temer, um dia após a suspensão pela Polícia Federal da emissão de passaportes. Lima criticou, ainda, a redução da equipe responsável pela operação e sugeriu que isso pudesse prejudicar as investigações pelo País.
“O governo Temer sufoca a Polícia Federal. Nem dinheiro para a emissão de um documento necessário como o passaporte”, escreveu o procurador em sua página no Facebook. “Imagine como está a continuidade das diversas investigações pelo País.”
Segundo Lima, na operação Lava Jato “a equipe da polícia foi significativamente reduzida”. O procurador ainda questionou: “A quem isso interessa?”
A Polícia Federal informou nesta terça-feira, 27, que está suspensa a confecção de novas cadernetas de passaportes solicitadas a partir de então, devido à insuficiência de orçamento.
“A medida decorre da insuficiência do orçamento destinado às atividades de controle migratório e emissão de documentos de viagem”, informou a PF, que disse, ainda, que o agendamento online do serviço e o atendimento nos postos da instituição continuarão funcionando normalmente.
A Capital paraibana está na relação do Alet-AS (Foto: Walla Santos)
Oitenta e três municípios da Paraíba, entre as quais a Capital, estão na zona de perigo potencial por causa das chuvas que atingem o estado. A alerta é do Centro Virtual para Avisos de Eventos Meteorológicos Severos para o Sul da América do Sul (Alert-AS).
Conforme o Centro, há perigo nas cidades de Solânea, São José dos Ramos, São Miguel de Taipu, São Sebastião de Lagoa de Roça, Tacima, Umbuzeiro, Santa Cecília, Santa Rita, Sapé, Serra da Raiz, Serra Redonda, Serraria, Sertãozinho, Sobrado, Pitimbu, Queimadas, Remígio, Riachão, Riachão do Bacamarte, Riachão do Poço, Rio Tinto, Salgado de São Félix, Mulungu, Natuba, Pedras de Fogo, Pedro Régis, Pilar, Pilões, Pilõezinhos, Pirpirituba, Lucena, Mamanguape, Marcação, Mari, Massaranduba, Mataraca, Matinhas, Mogeiro, Itatuba, Jacaraú, João Pessoa, Juarez Távora, Juripiranga, Lagoa de Dentro, Lagoa Seca, Logradouro, Esperança, Fagundes, Gado Bravo, Guarabira, Gurinhém, Ingá, Itabaiana, Itapororoca, Casserengue, Conde, Cruz do Espírito Santo, Cuitegi, Cuité de Mamanguape, Curral de Cima, Dona Inês, Duas Estradas, Belém , Borborema, Caaporã, Cacimba de Dentro, Caiçara, Caldas Brandão, Campina Grande, Capim, Araruna, Araçagi, Areia, Aroeiras, Bananeiras, Barra de Santana, Bayeux, Baía da Traição, Alagoa Grande, Alagoa Nova, Alagoinha, Alhandra, Arara.
Em Bayeux, a Defesa Civil do município está em estado de alerta desde a madrugada desta quarta-feira (28), trabalhando no monitoramento das áreas de risco e de alagamentos, além de acompanhar o nível do Rio Paraíba.
Em Bayeux, o volume de chuvas registradas nas últimas 24 horas foi de 38 mm, sendo 13 mm apenas na manhã de hoje.
Santos afirma que o presidente é ‘incapaz’ de se defender dos fatos’ e defende que a Câmara dê o aval para a abertura do processo contra Temer no STF
Marlene Bergamo / Folhapress
Agência Estado
Após o discurso do presidente Michel Temer (PMDB) classificando a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como uma “peça de ficção”, os dois principais procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba se manifestaram nas redes sociais afirmando que Temer não tem mais condições de ficar no cargo.
Depois de afirmar que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) “sufoca” a Polícia Federal ao suspender a emissão de passaportes, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima subiu o tom das críticas ao presidente. Em seu perfil no Facebook, o investigador disse que Temer foi “leviano, inconsequente e calunioso ao insinuar recebimento de valores por parte do PGR” no pronunciamento feito na terça para se defender da denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
O investigador comparou Temer ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), réu na Lava Jato, e disse que o peemedebista não têm mais condições de ficar no cargo. “Já vi muitas vezes a tática de ‘acusar o acusador’. Lula faz isso direto conosco. Entretanto, nunca vi falta de coragem tamanha, usando de subterfúgios para dizer que não queria dizer o que quis dizer efetivamente. Isso é covardia e só mostra que não tem qualificação para continuar no cargo”, escreveu Santos.
Presidente do Partido e líder, senadores da legenda, são os porta-vozes
Foto: Lula Marques/Agência PT
Em nota assinada pela presidente do Partido dos Trabalhadores e ré na Operação Lava Jato, Gleisi Hoffmann (PT-PR), o PT afirma que “sem Lula, as eleições presidenciais não terão legitimidade”.
Na última segunda-feira, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do partido na Casa Alta, já gritara ao microfone no plenário que “eleição sem Lula não é eleição, é fraude”.
O senador Renan Calheiros (AL) anunciou nesta quarta-feira (28) em plenário que decidiu deixar a liderança do PMDB no Senado.
Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, o líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), articula para o senador Garibaldi Alves (RN) assumir o posto. Garibaldi, porém, nega interesse na vaga e defende que Raimundo Lira (PB) substitua Renan.
Ex-presidente do Congresso Nacional, Renan passou a ocupar a função no início deste ano e, desde então, tem adotado postura contrária ao governo do presidente Michel Temer, criticando, principalmente, as reformas da Previdência Social e trabalhista.
Na sequência do discurso, Renan fez duras críticas ao governo e afirmou que não serve para ser “marionete”.
Ao plenário, o senador acrescentou que, se permanecesse na função, isso significaria que ele havia decidido ceder às exigências de um governo que trata o PMDB como um “departamento” do Poder Executivo.
Amazan Silva, poderá ocupar a vaga que será deixada por Raimundo Honório Lisboa (PSD), que foi eleito para Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e agora condenado pelo Ministério Público.
Depois que o Ministério Público do Rio Grande do Norte, por intermédio da Promotoria de Justiça de Goianinha, requereu ao Juízo de Direito da Vara Única daquela comarca que promova de imediato as providências necessárias para o início da execução provisória da pena imposta ao deputado estadual Rudson Raimundo Honório Lisboa (PSD), condenado a pena de cinco anos de reclusão, por apropriar-se de bens ou rendas públicas, ou desviá-los em proveito próprio ou alheio.
Procurado pelo Blog Seridó no Ar, a assessoria de imprensa de Amazan Silva, chegou a dizer que Amazan ainda não tinha sido comunicado oficialmente sobre algo sequer, para que o prefeito tome posse, mas que irá acompanhar o processo eleitoral de perto.
Suplente do partido, Amazan Silva, ainda também não se pronunciou sobre uma carta que chegará do TJRN que exalta em que o mesmo será convocado para assumir a vaga na Assembleia.