Botijão de 13 quilos custa, em média, 94,80 reais em Mato Grosso. O mesmo produto na Bahia sai por 59,24 reais (Pedro Ventura/Agência Brasília/Divulgação) O preço do botijão de gás, um dos custos domésticos que mais aumentaram em 2017, mais do que dobra de Salvador, na Bahia (45 reais), para Alta Floresta, em Mato Grosso (115 reais) – um salto de 155% do menor preço encontrado no Estado mais barato ao maior do mais caro. Entre os fatores que interferem na composição do custo final está o valor de venda do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP, popularmente conhecido como gás de cozinha) da Petrobras na refinaria. Mesmo assim, o valor do gás que sai da refinaria representa menos da metade (46%) do total que o consumidor paga antes de levar o botijão para casa, segundo Fábio Gallo, professor de finanças na Fundação Getúlio Vargas (FGV). As outras parcelas são compostas, basicamente, por impostos, margem de distribuição e de revenda.
Por Mônica Bergamo
O ex-senador Demóstenes Torres (PTB-GO) recebeu do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) um salário bruto de R$ 218.547,17 em novembro. Como procurador de Justiça, ele tem um salário mensal de cerca de R$ 30 mil.
O valor total foi atingido devido à adição da remuneração natalina (R$ 15 mil) e do “abono de permanência” (R$ 172 mil) – a soma de todas as contribuições previdenciárias feitas por ele desde agosto de 2014, quando o ex-senador teria o direito de entrar com pedido de aposentadoria. O valor foi solicitado por ele à Justiça em outubro de 2017.
Demóstenes estava afastado desde 2012 e respondia a um processo por corrupção passiva e advocacia privilegiada em favor do empresário Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, mas seguia recebendo o salário com os descontos previdenciários.
As provas foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2016 e o Tribunal de Justiça de Goiás extinguiu a ação em junho de 2017, quando ele voltou ao cargo de procurador e solicitou a devolução da contribuição previdenciária.









