“O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, tem muito mais sorte do que o ex-governador Sérgio Cabral, o ex-deputado Eduardo Cunha, os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Renato Duque e os marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Está perdido no cipoal de nomes? Todos eles foram presos pela Lava Jato porque tinham contas no exterior que receberam recursos de propina ou de caixa dois”, ironiza o jornalista Mario Cesar Carvalho, em reportagem sobre os personagens com dinheiro na Suíça, pegos na operação; a “sorte”, no entanto, se deve ao fato de Paulo Preto ser tido como operador do PSDB, mais precisamente de José Serra e Aloysio Nunes, além de nomeado por Geraldo Alckmin; em suas contas apareceram nada menos que R$ 120 milhões
As reações abertamente fascistas ao assassinato de Marielle Franco, aliadas a manutenção de Jair Bolsonaro como líder isolado nas pesquisas de intenção de voto, sempre que Lula é tirado do páreo, confirmam a análise de Fernando Brito, editor do Tijolaço.
Bolsonaro, claro está, é apenas um derivado do fascismo. Não é a causa, e sim o efeito de uma opinião pública bestializada por anos de campanhas judiciais e midiáticas contra a esquerda organizada.
No período que antecedeu a ascensão do nazismo ao poder, as instâncias judiciais não precisaram se engajar nas campanhas de Hitler: coube-lhes a tarefa de criminalizar as forças de esquerda, as únicas com capacidade e organização de barrar o avanço do autoritarismo fascista.
Ao afastar Lula, através de um processo explicitamente antidemocrático e implicitamente fascista, o partido judicial (ou seria mais preciso dizer partido lavajateiro), prepara o Brasil para o que seja talvez o período mais sombrio da nossa história.










