O presidente Michel Temer (MDB) é investigado em inquérito que apura se o grupo político dele recebeu 10 milhões de reais em propina da Odebrecht (Evaristo Sá/AFP) A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer (MDB) e dos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha (MDB), e de Minas e Energia, Moreira Franco (MDB). O pedido foi no âmbito do inquérito aberto a partir das delações premiadas da Odebrechtpara apurar um suposto repasse de 10 milhões de reais da empreiteira ao grupo político do presidente, em 2014. Segundo os delatores, o valor foi combinado em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente da República, naquele ano. O ministro Edson Fachin, relator do inquérito que tramita no STF, será responsável por decidir se acolhe ou não a solicitação da PF. O pedido do sigilo abrange o período em que teriam ocorrido a reunião e os repasses por meio de operadores da empreiteira. Caso Fachin atenda ao pedido dos investigadores, não seria possível recuperar o conteúdo das conversas do presidente e de seus aliados, mas apenas mapear em qual horário e para quem foram feitas ligações. A PF também pediu a quebra do sigilo telefônico de operadores da empreiteira que dizem ter realizado as supostas entregas do dinheiro. No caso dos 10 milhões de reais supostamente repassados ao grupo político do presidente, delatores da Odebrecht citaram que as entregas foram feitas por um emissário, no Rio Grande do Sul, e no escritório do amigo e ex-assessor de Temer, o advogado José Yunes, em São Paulo.
A vereadora Júlia Arruda, do PDT, não é mais integrante da base aliada do prefeito de Natal, Álvaro Dias, do MDB. Na tarde desta quarta-feira, 6, a parlamentar anunciou, por meio de nota, seu rompimento oficial com a gestão, após uma tentativa do chefe do Executivo Municipal de dar uma “chave de roda”, conforme afirmou Júlia.
“Convicta de que nunca aceitei, não aceito e jamais aceitarei abrir mão de exercer meu mandato de acordo com o que acredito, de que pressão nenhuma foi ou será capaz de violar meus princípios e de que minha autonomia é inegociável. E após ser surpreendida por um movimento claramente articulado e rasteiro, uma verdadeira ‘chave de roda’ apelidada pela gestão de ‘realinhamento da bancada’, que levou vereadores das mais diversas matizes políticas para um constrangedor confessionário com o Sr. Prefeito, anuncio meu rompimento com a administração Álvaro Dias”, afirmou Júlia Arruda.

Caminhoneiros paralisaram atividades por 11 dias e tabela de preço mínimo do transporte rodoviário foi uma das promessas do governo para interromper a greve (Miguel Schincariol/AFP)

A redução de 46 centavos nas refinarias foi viabilizada por meio de subvenção do governo à Petrobras e redução de impostos (Luciano Claudino/Codigo19/Folhapress)
Trecho do Diário Oficial do Ministério Público do Amazonas que chama coronel da PM de ‘pau mole’ – Reprodução


