A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, afirmou que objetos pessoais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram furtados em Curitiba, na madrugada desta terça-feira. Gleisi disse que foram levados passaporte, roupas e talões de cheques do petista.
A senadora contou que o carro de um assessor do petista foi arrombado na Alameda Julia da Costa, no bairro de São Francisco, próximo das imediações do diretório da sigla, na região central da capital. Segundo Gleisi, dentro do veículo havia também outros itens pessoais de Lula, como cartas escritas por eleitores, roupas de cama já lavadas e uma pasta com documentos.
A Polícia Civil do Paraná confirmou o furto, mas não informou se os itens levados pertenciam a Lula. Segundo a Polícia, um assessor do ex-presidente, ainda não idenficado, deixou um Ford/Ka placa QNF-2068 estacionado e, ao retornar, notou o arrombamento. Em nota, a corporação acrescentou ainda que além dos outros documentos, que incluiam um passaporte, também foram levados um frigobar e um telefone celullar.
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que o “conflito” entre Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, que eletrifica o Supremo Tribunal Federal, teve reflexos no inquérito que apura se um decreto de Michel Temer beneficiou empresas do setor de portos em troca de propinas. Segundo Torquato, a Operaçao Skala, que resultou na prisão temporária de empresários e amigos do presidente em 29 março, foi decretada por Barroso em reação a uma liminar de Gilmar, que proibira no final de dezembro as chamadas conduções coercitivas.
“Para mim, houve muito mais um conflito entre ministros do Supremo do que a proteção da demanda jurisdicional”, declarou o ministro da Justiça, em entrevista ao blog, na tarde desta terça-feira. Entre os presos estavam o advogado José Yunes e o ex-coronel da PM paulista João Baptista Lima Filho, dois amigos de Temer acusados de atuar como operadores do presidente. Permaneceram na cadeia por três dias. Torquato considerou as prisões abusivas.
O PSDB vive uma crise. É a pior crise da história da legenda. A conversão de Aécio Neves em réu aprofunda a encrenca. Mas não é sua única causa. Em termos monetários há coisa até pior. Afora o que está por vir em outros oito processos, Aécio é acusado de extorquir R$ 2 milhões da JBS. Menos do que os R$ 10 milhões que a Odebrecht diz ter borrifado na caixa das campanhas de Geraldo Alckmin. Muito menos do que os R$ 23 milhões que a empreiteira de Emílio e Marcelo Odebrecht sustenta ter despejado nas arcas eleitorais de José Serra.
Com tudo isso e algo mais, o tucanato perdeu a aura de diferente. Ficou muito parecido com o PMDB, a legenda gelatinosa da qual Franco Montoro, Mario Covas e Fernando Henrique Cardoso bateram em retirada no ano de 1988 para fundar um partido limpo e arejado. Hoje, o que está estampado na vitrine do PSDB é algo que em linguagem aeronáutica seria chamado de cansaço de materiais. Nada que é associado ao ninho decola.
Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Lula, mesmo depois de ter sido preso, mantém a liderança e até ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro.
Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% consideram que a prisão de Lula foi injusta e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência da República, mesmo depois da prisão.
Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016).
Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB (eram 50% x 14% em dezembro), 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, (eram 52% x 21%) e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB (eram 52% x 21%).
Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário”.
A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula. “A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente”, avalia Coimbra.
Semana passada, o jornal Valor Econômico publicou uma reportagem onde revelou que em 2017 o número de pessoas em situação de pobreza extrema no Brasil havia crescido 11,2%, em relação ao ano anterior. Em 2016, os dados do IBGE apontavam para um contingente de 13,34 milhões de miseráveis no país, saltando para 14,83 milhões em 2017, um aumento de 1,8 milhão de pessoas.
Os alunos precisaram utilizar canoas para ir até as escolas, no município de Aguiar, no Sertão paraibano (Foto: Reprodução / Tv Paraíba)
Moradores da comunidade Lancha II, na cidade de Aguiar, no Sertão da Paraíba, ficaram ilhados neste fim de semana, após as grandes chuvas causarem a sangria no açude da região. De acordo com os moradores, cerca de dez famílias ficaram ilhadas e cinco delas foram desabrigadas contando apenas com a ajuda de parentes e familiares.
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julga nesta terça-feira (17) o pedido feito pelo PT, PCdoB e PSB para que Sérgio Moro seja punido em razão de ter autorizado a divulgação dos áudios referentes a interceptação telefônica entre a presidente deposta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; caso seja punido, Moro poderá sofrer desde uma advertência ou censura, até a remoção ou aposentadoria compulsória ou ser exonerado do cargo.
Pela primeira vez, o Nordeste poderá terminar a eleição de 2018 com cinco governadores do PT.
O partido cresce no Nordeste no momento em que seu líder, o ex-presidente Lula, está encarcerado. A legenda tem amargado um processo anêmico em todo o Brasil. Na região onde Lula nasceu, no entanto, o PT se anaboliza.
O Nordeste detêm três dos nove governos atuais: Bahia (Rui Costa), Ceará (Camilo Santana) e Piauí (Wellington Dias).
Nas três unidades, a oposição patina e os governadores caminham para ser reeleitos, especialmente na Bahia, onde a oposição se viu implodida depois que ACM Neto se recusou a deixar a prefeitura de Salvador para disputar o governo.
Em outro viés, Rio Grande do Norte e Pernambuco, especialmente o RN, projetam petistas para governar seus estados.
No RN, a senadora Fátima Bezerra detém a liderança isolada das pesquisas. Em Pernambuco, a neta de Miguel Arraes e prima de Eduardo Campos, a vereadora Marília Arraes, está marcando 20% nas pesquisas e está apenas atrás do atual governador Paulo Câmara.
Racha
No momento de forte repulsa ao nome do PT e com o país dividido, a sinalização do Nordeste tende a aprofundar os preconceitos regionais que marcam as eleições, desta vez com o componente da centralização.
Se em 2014, a região foi alvejada pelos habitantes do Sul por ter sido decisiva para a reeleição de Dilma Rousseff, agora, em 2018, tenderá a ser fustigada por frustrar o plano de quem defende que um Brasil livre de corrupção passa por eliminar o PT.
São os falsos liberais, essa gente que defende a flexibilização das normas econômicas, mas que não porta o verdadeiro espírito da liberalidade, pois qualquer um que se autoproclame assim tem, por princípio, ideais de democracia.
Vídeo cedido abaixo mostra cheia de rio no município de Campo Grande, no interior do Rio Grande do Norte, distante 265 km da capital potiguar. Belas imagens. Via BG.
“Sinto-me indignado. Viola o princípio ético e o da moralidade pública o encaminhamento à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, bem como a aprovação por ela, de projeto de lei que prevê a criação de vantagens retroativas a vinte anos em benefício de servidores e magistrados daquele Estado, que se encontra em completa situação de inadimplemento das obrigações mais elementares, como as de saúde, segurança pública e combate à pobreza”, disse Noronha.
Após a Coluna do Estadão revelar o caso, o TJ-RN cancelou o benefício concedido na última quarta-feira. A estimativa era que juízes que atuam no tribunal nos últimos 22 anos teriam direito a receber R$ 300 mil de uma só vez.
A medida alcançava também juízes aposentados e familiares de magistrados que faleceram. Noronha também determinou a abertura de procedimento para apurar a constitucionalidade de lei estadual que permitiu o pagamento.
O trabalho de revisão de benefícios vai continuar até o fim do ano.
Após um trabalho de revisão de benefícios sociais concedidos pelo governo federal, 422 mil serão cancelados, sendo 228 mil auxílios-doença, 43 mil aposentadorias por invalidez e 151 mil benefícios de Prestação Continuada (BPC). O trabalho de revisão de benefícios vai continuar até o fim do ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16), em Brasília, pelos ministros do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do Planejamento, Esteves Colnago.
Diversos benefícios de programas sociais estão sendo revisados pelo governo federal, para verificar se os beneficiários ainda cumprem os requisitos apresentados no momento da concessão do auxílio. Segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, o objetivo é revisar 1,8 milhão de benefícios, entre auxílio-doença e aposentadoria por invalidez. Após o pente fino, a expectativa do governo é chegar a 1,1 milhão de benefícios mensais. A economia total com as medidas pode chegar a R$ 20 bilhões.
Auxílio-doença
No caso do auxílio-doença, os beneficiários foram convocados para novas perícias. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, na primeira fase, entre 2016 e fevereiro de 2018, foram realizadas 252 mil revisões de um universo de 553 mil previstas. Destas, 228 mil foram canceladas, seja por indicação da perícia ou por não comparecimento, um índice de cerca de 82%.
Desde agosto de 2016, a revisão de auxílio-doença gerou economia de R$ 7,6 bilhões.
Aposentadoria por invalidez
Quarenta e três mil benefícios de aposentadoria por invalidez serão cancelados. Neste caso, como há um processo de transição para o cancelamento total, que se estende por um ano e meio, a economia em 2018 será de R$ 500 milhões mas pode chegar a R$ 5 bilhões em 2019.
Prestação Continuada
O Benefício de Prestação Continuada é oferecido a 4,4 milhões de beneficiários de baixa renda, sendo 2,4 milhões de idosos e 2 milhões de pessoas com deficiência.
O governo vai cancelar 151 mil benefícios de pessoas que não atendem mais os requisitos mínimos para receber o auxílio. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social, a economia com os cancelamentos pode chegar a R$ 1 bilhão por ano.
O secretário de Meio Ambiente, Pesca e Recursos Hídricos de Coremas José Albertino esteve no Açude Estevam Marinho (Açude de Coremas) por volta das 05h30 desta terça-feira, 17/04, e informou que de ontem (segunda, 16) para hoje o açude pegou mais 21 centímetros d’água e agora está com 105.248.657 milhões de metros cúbicos d’água, segundo a tabela da Agência Nacional das Águas e do DNOCS. “Toda a recarga de 2018 agora é de 9,88 metros”, disse Albertino.
O supervisor de obras Josemar de Oliveira, 50 anos, saiu de Brasília
Na tarde deste domingo (15) chegou ao distrito de São Gonçalo, no município de Sousa, o supervisor de obras Josemar de Oliveira, junto com o cavalo que o acompanhou durante os 2 mil quilômetros e 29 dias entre Brasília e a Paraíba. Ele cumpriu a promessa que fez à filha cerca de cinco anos atrás: cavalgar até o interior paraibano para participar da festa de formatura dela em medicina veterinária, pelo Instituto Federal da Paraíba (IFPB), no campus de Sousa.
Mas Josemar não fez essa viagem sozinho, planejada há dois anos. A esposa dele, a dona de casa Lucimar Dantas, 51 anos, seguiu com ele, além de um casal de amigos, o produtor rural Cícero Duarte, 41 anos, e a dona de casa Maria das Graças, 36 anos. O casal é de Poço de José de Moura, também no Sertão da Paraíba, e conheceu os pais de Beatriz durante o planejamento da viagem.