
RIO – Apontado na Operação Lava-Jato como operador de propinas do PSDB, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, deixou a penitenciária de Tremembé, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo pouco depois das 22h desta sexta-feira, acompanhado da filha. A ordem de soltura partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes. Ele estava preso desde 6 de abril pela 5ª Vara Criminal Federal em São Paulo.
Paulo Preto foi diretor da Dersa, estatal paulista responsável pelas rodovias, e, segundo acusações do Ministério Público Federal, incluiu 1,8 mil falsos beneficiários de desapropriações em função das obras do trecho Sul do Rodoanel, da Avenida Jacu-Pêssego e das obras de ampliação da Marginal Tietê.






IG
A presidente da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, a procuradora regional da República Eugênia Gonzaga, disse hoje (11) que o Brasil ainda não “passou a limpo” o período da ditadura militar no país, que vigorou entre 1964 e 1985. Ao comentar o documento confidencial da CIA (Serviço de Inteligência dos Estados Unidos) que revela que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) autorizou a execução sumária de militantes opositores ao regime, ela disse também que o país ainda vive em “total negação” do período. “Tudo isso é dolorido e ao mesmo tempo vergonhoso, porque demonstra que o país não passou a limpo esse período. A gente ainda vive em uma situação de total negação desse período, de ocultação”, disse Eugênia.
