Pressentindo que será derrotado por Fernando Haddad, que já aparece em primeiro lugar na pesquisa Vox Populi, candidato do PSL à presidência diz que ex-presidente Lula trama ‘fraude’ nas eleições presidenciais; “Se coloquem no lugar do presidiário que está em Curitiba, com toda sua popularidade, com toda sua possível riqueza…você aceitaria passivamente, bovinamente, ir para a cadeia?”
247 com Reuters – O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, fez neste domingo (16) uma transmissão ao vivo do hospital onde está internado e aproveitou para atacar o PT e reforçar sua tese de uma possível fraude na eleição de outubro. O candidato chegou a chorar durante a transmissão, a primeira feita após a divulgação da pesquisa DataFolha na última sexta-feira (14), que coloca Fernando Haddad (PT) na segunda colocação.
Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, e à tarde fez a transmissão do vídeo em suas redes sociais, na qual apareceu falando lentamente, e declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem se refere como “presidiário que está em Curitiba”, não fugiu antes de ser preso porque tem um plano B, que seria o de fraudar as eleições.
“Se coloquem no lugar do presidiário que está em Curitiba, com toda sua popularidade, com toda sua possível riqueza…você aceitaria passivamente, bovinamente, ir para a cadeia? Você não tentaria uma fuga? Se você não tentou fugir, é porque tem um plano B… Não consigo pensar em outra coisa a não ser um plano B se materializar numa fraude”, disse Bolsonaro no vídeo com transmissão ao vivo em sua página do Facebook.
De acordo com o candidato do PSL, há possibilidade de fraude também na eleição parlamentar. As críticas de Bolsonaro ao PT ocorrem em um momento em que o substituto de Lula na corrida presidencial, Fernando Haddad, cresceu nas pesquisas de intenção de voto. Bolsonaro lidera com folga a disputa. “O Haddad sendo eleito presidente, ele assina, no mesmo minuto da posse, o indulto do Lula e depois o nomeia chefe da Casa Civil”, afirmou Bolsonaro, tossindo em certos momentos.
No vídeo, o presidenciável pelo PSL repetiu a crítica ao fato de não haver voto impresso no pleito, afirmando que “não temos qualquer garantia nas eleições”.
O prefeito interino da cidade de Patos, Bonifácio Rocha (PPS), continua fazendo exonerações de cargos comissionados, servidores com determinações judiciais de impedimento de exercer as funções e contratados na tentativa de equilibrar os gastos públicos com pessoal.
Nesta sexta-feira, dia 14, o Diário Oficial trouxe exonerações de três funcionários que estavam na Prefeitura Municipal de Patos como fiscais de tributos, no entanto, existiam determinações do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ/PB) para exoneração, porém, o prefeito afastado não havia cumprido a determinação.
Os fiscais de tributos Davi Sousa dos Santos, Robson Soares de Sousa e Adilson da Silva Santos estavam na folha de pagamento recebendo os vencimentos que são inerentes aos demais servidores do cargo, ou seja, mais de R$ 16.000,00. Ocorre que eles haviam ingressado nos cargos através de decisões judiciais conquistados em primeira instância, mas que foram revistas pelo TJ/PB determinando a exoneração.
De acordo com levantamento do Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região (SINFEMP), as exonerações na gestão do prefeito interino Bonifácio Rocha já ultrapassam 145 pessoas. Em contrapartida foram nomeados 42 servidores
Em 15 de setembro de 2014, Marina Silva tinha 27% de intenção de voto. Ela era tida como certa no 2º turno contra Dilma Rousseff.
A hoje candidata da Rede desceu naquela eleição para 22% no dia 23 de setembro, subiu para 24% dia 29 de setembro, mas terminou com 21%.
No mesmo pleito de 2014, Aécio Neves (PSDB) era considerado um morto-vivo. Ele tinha 15% no dia 15 de setembro, foi para 17% dia 23 de setembro, pontuou 18% no dia 29 de setembro, mas encerrou com 33%.
Aécio disputou o 2º turno contra Dilma. Bem, o resto da história o leitor já sabe…
A produção de petróleo em terras potiguares que já chegou a 90 mil barris por dia no início dos anos 2000 atingiu seu pior desempenho este ano.
No ano de 2000 produzimos aqui no estado quase 33 milhões de barris. Em 2008 a produção já vinha despencando e foram extraídos 23 milhões de barris já representando uma queda de 30% em relação a 2000.
No primeiro semestre de 2018 o que já era ruim ficou dramático, a produção diária foi de apenas 41 mil barris, representando uma queda de 16% em relação a 2017, de quase 40% em relação a 2008 e de impressionantes 55% ao início do século 21.
Haddad no desafio de “ser” Lula (Foto: RICARDO STUCKERT AFP)
FLÁVIO GAITÁN E FABIANO SANTOS*
EL PAÍS
A questão da transferência de votos tem, por justas razões, merecido espaço no Observatório das Eleições. Até o momento, a possibilidade de se ter nas eleições de outubro massiva transferência de votos de eleitores de Lula para a candidatura por ele indicado em sua substituição dada o virtual impedimento de sua própria tem sido examinada a luz da experiência brasileira, tanto recente, quanto mais remota. Não obstante, ao que tudo indica, a inspiração de onde o Lula extraiu a ideia de competir “através de sua ausência”, em nome do seu legado, não reside no Brasil, mas sim em nossos vizinhos, mais especificamente na Argentina, em inícios dos anos 70 do século passado.
Por ocasião das eleições de 1958 pela primeira vez ocorre uma espécie de transferência de votos do líder impedido de participar nas eleições, Juan Perón, para outro candidato, Arturo Frondizi, da Unión Cívica Radical Intransigente, um intelectual nacionalista representante dos setores mais moderados e abertos à possibilidade de acabar com a proscrição até então vigente ao peronismo. Há divergências sobre se houve ou não um pacto formal entre Perón e Frondizi, mas os fatos históricos indicam que os peronistas votaram no candidato da UCRI com a esperança de que, uma vez chegado ao poder, aquele legalizaria os sindicatos e acabaria com o veto à participação dos peronistas no jogo eleitoral. Essa aliança, real ou não, possibilitou a vitória de Frondizi sobre Ricardo Balbin, do setor radical menos propenso ao diálogo. O triunfo de Frondizi surpreendeu aos setores antiperonistas e mostrou que, apesar dos intentos do governo autoritário precedente, o peronismo continuava vivo.
A proscrição do peronismo, não obstante, perdurou até 1973, embora medidas de relaxamento da proibição tenham sido levadas a cabo por Arturo Frondizi (presidente entre 1958 e 1962), mediante a aprovação das leis de anistia e de liberdade sindical e a permissão para o movimento peronista disputar eleições através de nomes alternativos, o mesmo ocorrendo durante a presidência de Arturo Illía (entre 1963 e 1966). Para todos os efeitos práticos, contudo, o Partido Justicialista continuava impedido de participar do jogo eleitoral e Juan Perón, proibido de entrar no país.
Depois de novo período turbulento, eleições foram convocadas para 11 de março de 1973. Novo Estatuto Fundamental, embora temporário, foi aprovado em de 1972, estabelecendo o voto direto, período de governo de quatro anos com possibilidade de reeleição e segundo turno caso nenhum candidato obtivesse 50 por cento mais um dos votos válidos. Em teoria, o processo eleitoral representava o final de um longo ciclo de proscrição peronista. No entanto, o Estatuto, datado de 27 de julho, rezava que em 25 de agosto, menos de um mês depois, todos os candidatos deveriam ter seu domicílio consagrado na cidade de Buenos Aires. Perón, residente na Espanha àquela altura, obviamente ficara impedido de ser candidatar.
Agora sim, o fenômeno da transferência de votos ocorre em sua plenitude. De fato, em torno da figura de Perón se configura enorme coalizão eleitoral ao incluir a Frente de Esquerda Popular, o Movimento de Integração e Desenvolvimento, o Partido Conservador Popular e o Partido Democrata Cristão, coalizão denominada de Frente Justicialista de Libertação (FREJULI), com Hector Cámpora-Vicente Solano Lima como candidatos “nominais”.
Na campanha, utilizando-se do lema “Cámpora no governo, Perón no poder”, o peronismo buscou deixar bem claro que Cámpora no governo era, na verdade, um estratagema para que Perón retornasse ao governo. Mesmo em um contexto de grande hostilidade de vastos setores conservadores, de partidos políticos, do poder judiciário, parte do exército e do ex-ditador Lanusse, o FREJULI ganhou em todo o país, com pouco menos de 50 % dos votos, resultado que levou o segundo colocado, Ricardo Balbin, a abrir mão de participar no segundo turno. Em 25 de maio de 1973 Cámpora tomou posse, mas convoca novas eleições. Em setembro de 1973, 62% dos argentinos puderam, finalmente, votar em quem achavam a melhor opção para conduizir o país. Juan Perón foi eleito presidente pela terceira vez.
O que a experiência argentina nos ensina? Condições muito específicas permitiram que o fenômeno ocorresse. Mesmo assim, os desdobramentos não foram nem um pouco alvissareiros. Claro está que a morte de Perón e a assunção de sua então esposa, Isabel Perón, que havia concorrido em sua chapa como vice, foram ingredientes inesperados e importantes para o desastroso desenlace de 1976. De toda forma, ao se pensar no caso argentino e sua transplantação para a experiência brasileira contemporânea, com o provável deslocamento de votos de Lula para o candidato do PT, Fernando Haddad, não é possível esperar que um triunfo da estratégia cancele os elementos mais permanentes de resistência a um governo de perfil mais popular. Em uma palavra, não modificará o quadro de casuísmo judicial, ameaças autoritárias de setores militares, nem convencerá a grande mídia de seu óbvio viés.
Flávio Gaitán é professor na UNILA e Fabio Santos, do IESP e UERJ.
O Banco do Nordeste (BNB) lançou edital para concurso público que oferece vagas para todo o Nordeste, contemplando a Paraíba. São 8 vagas imediatas, divididas entre analistas bancários e analistas de sistemas, com salários que vão de R$ 2,8 mil a R$ 4,9 mil. Há ainda cadastro de reserva, somando, ao todo, 700 oportunidades. Os interessados podem se inscrever a partir das 10h do próximo dia 24 no site do Cebraspe, que organiza o certame. Veja o edital.
Os candidatos aprovados no concurso poderão ser lotados, a exclusivo critério do BNB, nas cidades que contam com unidades operadoras e administrativas do BNB. Na Paraíba, as cidades contempladas pelo cargo 2 (Analista Bancário), com 4 vagas, são Alagoa Grande, Bayeux, Campina Grande, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Guarabira, Itaporanga, João Pessoa, Liberdade, Patos, Pombal, Santa Rita, Sapé, Solânea, Sousa e Sumé. As provas serão realizadas na Capital, em Campina Grande e em Patos. A remuneração inicial atual é de R$ 2.854,68, com jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Inscrições
As inscrições tem taxas de R$ 67 (nível superior) e de R$ 59 (nível médio) e seguem até às 18h do dia 15 de outubro. As provas devem ser realizadas em 25 de novembro, o que deve permitir a divulgação dos aprovados ainda neste ano. Segundo o edital, a data provável para a publicação dos resultados é 5 de dezembro. A convocação dos candidatos, porém, vai depender da “necessidade de provimento” e das “disposições normativas internas” do banco.
Faltando apenas três semanas para as eleições, “a consolidação de Jair Bolsonaro e o avanço de Fernando Haddad projetam a chegada da extrema direita ou a volta do PT ao poder”, diz a jornalista Eliane Catanhêde; segundo ela, com Jair Bolsonaro (PSL) internado e sem poder fazer campanha de rua e com o crescimento de Fernando Haddad (PT) nas pesquisas, “todos os demais candidatos que batiam em Geraldo Alckmin (PSDB)” agora desviam suas baterias para Haddad”, visando chegar ao segundo turno
Uma bem informada fonte do Blog garantiu que o ex-prefeito e candidato a governador Carlos Eduardo Alves não apoiará à reeleição do seu sucessor na Prefeitura de Natal, o atual prefeito Álvaro Dias..
Carlos Eduardo Alves já assumiu o compromisso com o senador José Agripino Maia de apoiar o seu filho e deputado federal Felipe Maia.
O apoio de Carlos Eduardo Alves ao deputado Felipe Maia fez parte de um acordo com José Agripino articulado pela mulher do ex-prefeito de Natal, Andreia Ramalho..
Carlos Eduardo Alves perdendo a eleição para governador, também já tem projeto pronto, será candidato a prefeito de Parnamirim..
Durante mobilização do governador e candidato à reeleição Robinson Faria (PSD) em Caicó, um eleitor chamou o deputado federal Fábio Faria (PSD) de corrupto. O parlamentar ainda tentou ir pra cima do provocador, mas foi contido por seguranças.
O deputado estadual Vivaldo Costa que era o recepcionista não esboçou a menor reação. Aliás, a programação elaborada pela assessoria de Vivaldo não foi cumprida.
Robinson e Fábio passaram por constrangimentos desnecessários. Ou seja, os FARIAS não deviam ter caído na onda de Vivaldo.
A assessoria de campanha de Robinson mais uma vez errou. E Robinson não gostou do que viu. Este blogue do Xerife já vinha alertando.
A presença de Robinson com Vivaldo seria um fiasco. Pra todos.
Deste número, 1218 tiroteios ocorreram em áreas de UPPs, além de 90 mortos e 104 feridos (Foto: Reprodução)
O número de tiroteios registrados no Rio de Janeiro aumentou 62% nos últimos sete meses sob intervenção federal na Segurança Pública, comparado com o mesmo período do ano passado. Os números foram coletados pelo laboratório sobre violência armada Fogo Cruzado, até as 9h deste sábado, 15.
Foram registrados 5.857 tiroteios na Região Metropolitana. No mesmo período do ano passado, foram 3.617. O município que apresentou o maior aumento foi o de Belford Roxo, na Baixada Fluminense (428%).
Nos sete meses de intervenção, os municípios mais afetados por registros de tiroteios/disparos de arma de fogo foram Rio de Janeiro (3454), São Gonçalo (602) e Belford Roxo (433). A capital foi também a que registrou a maior quantidade de mortos (304) e feridos (407) por armas de fogo.
Os bairros que lideraram o ranking de incidência de tiroteios foram Vila Kennedy (217), Praça Seca (181), Complexo do Alemão (150), Cidade de Deus (140) e Tijuca (134), todos na capital.
Deste número, 1218 tiroteios ocorreram em áreas de UPPs, além de 90 mortos e 104 feridos. No período da intervenção, 14 crianças foram baleadas, todas vítimas de balas perdidas – duas delas morreram e 12 ficaram feridas. No mesmo período, foram ao menos 41 adolescentes baleados – 19 faleceram e 22 ficaram feridos.
Segundo o balanço, no período da intervenção, 50 agentes de segurança morreram vítimas de armas de fogo e 122 ficaram feridos, mais da metade deles na capital – 29 e 75 respectivamente. Foram registradas 229 horas e 20 minutos de tiroteios contínuos – casos que perduram 02 ou mais horas – distribuídas por 49 eventos.
Em ato de campanha em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, o candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, recorreu ao nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para pedir o apoio dos baianos, como parte do esforço do para garantir os votos do Nordeste.
“O Lula pode estar preso, mas o projeto dele não, a militância dele não. O que ele encarna como futuro para esse país está mais solto do que nunca, está na memória do povo”, disse na manhã deste sábado, 15, o ex-prefeito de São Paulo, que assumiu a candidatura do PT após Lula ter sido impedido pela Justiça Eleitoral de se candidatar, em razão da Lei da Ficha Limpa. Condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-presidente está preso desde abril.
Em um discurso de apenas três minutos, transmitido ao vivo pelo Twitter do candidato, Haddad gastou metade do tempo apenas para falar de Lula. “Eles já devem ter percebido que prenderam o cara errado. Desde que o prenderam, ele só cresce nas pesquisas e, se tivesse sua candidatura confirmada, como queria a ONU, seria eleito no primeiro turno”, disse Haddad, em cima de um carro de som, ao lado da sua vice, Manuela D’Ávila (PCdoB), do governador do Estado, Rui Costa (PT), candidato a reeleição, e do ex-governador Jaques Wagner (PT), candidato ao Senado.
No tempo restante, o presidenciável do PT disse que conta com os baianos para ter uma vitória expressiva na disputa ao Palácio do Planalto. “O povo está livre para, até o dia 7 de outubro dia do primeiro turno, tomar a decisão de retomar esse país nas mãos”, afirmou Haddad.
Sem citar a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito de São Paulo pediu aos eleitores que deem uma “resposta ao golpe”, numa referência ao processo de impeachment. “A Bahia vai dizer em alto e bom som: o golpe acabou, o Brasil é nosso”, afirmou.
O ministro Carlos Marun aposta num segundo turno entre Haddad e Bolsonaro — e vai defender que Temer e o partido subam no palanque do capitão. No MDB, ao que tudo indica, ele será minoria.
Carlos Marun acredita que o segundo turno será entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro e, segundo a Veja, o ministro vai defender que Michel Temer e o MDB apoie o candidato do PSL.
A cada dia sua agonia e a cada uma das campanhas seu desafio, faltando apenas três semanas para as eleições mais tensas, agressivas e incertas desde a redemocratização de 1985. A consolidação de Jair Bolsonaro e o avanço de Fernando Haddad projetam a chegada da extrema direita ou a volta do PT ao poder e isso mexe com a alma e os escrúpulos dos demais candidatos, principalmente dos que estão embolados na disputa por uma vaga no segundo turno.
Bolsonaro (PSL) está confortável nas pesquisas, mas tem o desafio de fazer campanha depois de esfaqueado e de duas grandes cirurgias. Não pode se atirar nos “braços do povo” como faz há tempos em aeroportos e centros de cidades, não pode nem ao menos gravar vídeos para a propaganda eleitoral e não tem prazo para voltar à atividade política. Pior: sem o comandante, a tropa bate cabeça e seu vice, general Hamilton Mourão, já quer assumir o controle.
No lado oposto, Haddad (PT) vira o novo fenômeno de 2018 e enfrenta dois problemas. Um é ter de falar no ex-presidente Lula de manhã, de tarde, de noite e de madrugada, aumentando a percepção de que seria uma marionete de Lula, uma escada para a volta do próprio Lula à Presidência. O outro problema é que todos os candidatos batiam em Geraldo Alckmin (PSDB), mas agora desviam suas baterias para Haddad. E a artilharia mais pesada é justamente a forte rejeição ao PT em boa parte da sociedade.
Atropelado por Haddad, Ciro Gomes (PDT) deve recuar para o terceiro lugar já na próxima rodada. Seu desafio é bater em Haddad – para manter sua posição, sobretudo no Nordeste –, sem atingir Lula, de quem pretende herdar votos de esquerda em todas as regiões. Ou seja, tem de bater em Haddad, mas endeusando Lula. O segundo problema de Ciro é… ele mesmo. Como pretende negociar reformas, programas e o bem do País com Congresso, opinião pública, empresários, trabalhadores e mídia, com seu temperamento explosivo? Numa hora, simpatia; na outra, destempero.
Alckmin precisa reverter a postura autodestrutiva dos tucanos, que persegue sua candidatura dia a dia, mês a mês, há mais de um ano, e acaba de gerar a entrevista do ex-presidente do PSDB Tasso Jereissati, criticando o passado, o presente e o futuro do PSDB. Numa hora dessas? Com aliados assim, e com um MP que manda prender e devassar governadores tucanos no auge da eleição, Alckmin não precisa de adversários. Mas ele conta com um efeito que ocorre em todas as eleições: a definição de voto de na reta final, nos últimos dias, até nas últimas horas. Esse movimento tende a ser pragmático, movido pela rejeição aos extremos e a favor do centro.
Marina Silva (Rede) reclama que, quando estava em segundo lugar, ninguém considerava um feito, mas bastou cair para o terceiro para já darem a sua candidatura como perdida, o que só intensifica a queda. O fato, porém, é que Marina tem um discurso poderoso, mas tem uma articulação política e partidária frágil e passa a sensação de que seria uma presidente fraca. Candidata forte, presidente fraca. Isso, que pesou decisivamente contra ela em 2010 (pelo PV) e 2014 (PSB), se repete em 2018. Com uma curiosidade (ou injustiça): ela tem a segunda maior rejeição. Por quê?
Há aflição e angústia também nas campanhas de Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e João Amoedo (Novo), que têm juntos 9% e, sem condições de virar o jogo e de vencer, cumprem o papel de derrotar um nome de centro e ajudar a polarização entre a extrema direita e a volta do PT. O mais prejudicado foi Alckmin, mas uma desistência dos três agora tenderia a favorecer Jair Bolsonaro, que, por ironia, é a melhor garantia de vitória de Haddad no segundo turno. Os ventos, portanto, sopram a favor do PT. Quem diria?
Se só os 14 presidenciáveis pretende gastar R$ 2,68 milhões em publicidade no Facebook, no Instragram e no Twitter, imagine quanto esses aplicativos não irão faturar nas eleições de governadores, senadores e deputados. …