Mais de 100 médicos deixaram o programa Saúde da Família no Rio Grande do Norte para ingressar no Mais Médicos. A medida esvazia os serviços atenção básica em diversos municípios potiguares, segundo o Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde (Cosem).
Das 198 vagas abertas para o Mais Médicos em todo o Estado, segundo o Cosem, 98 delas foram preenchidas por profissionais que saíram das equipes de Saúde da Família. Além disso, outros 12 médicos deixaram a atenção básica nos municípios potiguares e partiram para o programa federal em outros estados.
Ainda segundo o Conselho Estadual de Secretarias Municipais de Saúde, a migração deixou os municípios em uma situação complicada, pois terão de suprir essa necessidade de forma individual.
Com a saída dos médicos cubanos do programa no Estado, 67 municípios ficaram desassistidos no Rio Grande do Norte. Até o momento, 70% dos médicos se apresentaram para iniciar as atividades, sendo que 17 vieram de outros estados e outros 25 nunca estiveram no Cadastro de Estabelecimentos de Saúde (CNES).
A alocação dos médicos nos municípios iniciou no último dia 23 de novembro e segue até 14 de dezembro de 2018.
De resto, cumpre concluir: se Moro tivesse adotado com Lula o padrão que já adotou com Jair Bolsonaro, o ex-presidente estaria andando por aí, sem processo. Ao petista teria bastado dizer: “Não fiz nada, e inexiste ato de ofício”. Ao que o então juiz emendaria:
“O sr. presidente eleito já esclareceu a parte que lhe cabe no episódio. O restante dos fatos deve ser esclarecido pelas demais pessoas envolvidas, especialmente o ex-assessor, ou por apuração.”
E Lula estaria solto e sem processo, quem sabe sendo diplomado hoje.
Nessas coisas, não é?, só resta às pessoas decentes da minha profissão exercer o jornalismo sem partido.
O segundo colocado na eleição presidencial de outubro, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira (11) que o governo Bolsonaro “tem um jogador do banco de reserva que está no aquecimento antes de começar o jogo”. …
A Câmara Municipal de Natal que atravessa a maior crise financeira da sua história, devendo a deus e ao mundo aprovou nesta quarta-feira em regime de urgência e sem divulgar o aumento da verba de gabinete dos vereadores de R$ 18 mil ao mês para R$ 22 mil.
O Vereadores de Natal por certo não estão vendo a situação que o Brasil, o estado e a capital está passando e a própria CMN que deve a fornecedores mais de 2 milhões em atrasados e vai ter que exonerar todos os seus cargos comissionados antecipadamente para poder cumprir a folha de pagamentos.
Com o aumento a casa passa a gastar por mês R$ 638 mil, aumentando o gasto com verba indenizatória (cota para exercício parlamentar) de gabinete a quantia de R$ 1,3 milhão no período de um ano.
Se ausentaram da sessão que aprovou o aumento os vereadores Eleika Bezerra, Julia Arruda, Cicero Martins, Ériko Jacome e Ary Gomes.
O Estado identificou que 15 depósitos em espécie na conta de Queiroz ocorreram nos mesmos dias de pagamento dos servidores da Alerj em 2016. Essas datas variaram a cada mês, por causa da crise do Rio, que levou a atraso nos salários, mas foram mapeadas através do cruzamento do relatório do Coaf com o cronograma de pagamentos da assembleia fluminense. Outros 19 depósitos na conta de Queiroz ocorreram em até três dias úteis após os funcionários receberem seus vencimentos.
Os valores depositados mensalmente também se repetem ou são aproximados. Investigadores analisam se há padrão nas ações, em valores ou periodicidade. O jornal Folha de S. Paulo mostrou nesta terça-feira que logo após receber os valores, Queiroz realizou saques em espécie em quantias aproximadas às que haviam entrado em sua conta.
A coincidência de datas ocorre logo nos primeiros depósitos feitos em 2016. Em 12 de janeiro, dia de pagamento na Alerj, por exemplo, o então assessor recebeu três depósitos em espécie, nos valores de R$ 4.400, R$ 5.566 e R$ R$1.771. Outra sequência é vista em 14 e 15 de abril, dia de pagamento na Alerj. No primeiro dia, Queiroz recebeu um depósito de R$ 7.400. No seguinte, foram feitos outros dois depósitos, de R$ 1.771 e R$ 4.300, na sua conta.
Em maio de 2016, os funcionários da Alerj receberam no dia 11. Nessa data, Queiroz ganhou três depósitos, novamente no valor de R$ 1.771, outro de R$ 3.071 e um último de R$ 1.000. Um dia depois, em 12 de maio, foi feito na conta outro depósito, de R$ 6.300, e no dia 16 caiu o último valor do mês, de R$ 1.160. Os padrões se repetem em junho e em novembro. O relatório, no entanto, não diz quem realizou os depósitos.
No relatório preliminar da operação Furna da Onça, a delegada Xênia Ribeiro Soares chegou a citar a suposta existência de esquema de funcionários fantasmas e auxílio alimentação que seriam repassados pelos servidores dos gabinetes aos deputados. De acordo com a delegada, o procedimento foi mapeado no gabinete do deputado estadual Paulo Melo, preso pela operação, mas já foi “identificada em outros gabinetes e que se afigura como uma prática criminosa disseminada na Alerj”.
“As informações apresentadas são de máxima gravidade e demandam uma enérgica resposta da Justiça”, diz o texto.
Depoimento. O ex-motorista deve depor na semana que vem no Ministério Público do Rio, que investiga o caso. O Estado apurou que as transações entre funcionários do Legislativo estão entre os motivos que levaram os bancos a classificar as movimentações como atípicas e a advertir o Coaf a seu respeito. O relatório indicou que pelo menos nove funcionários e ex-funcionários do gabinete de Flávio fizeram operações (depósitos ou recebimentos) na conta do ex-motorista e ex-segurança do deputado. Entre elas, estão as filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn Melo de Queiroz, e a sua mulher, Marcia Oliveira de Aguiar.
O próprio Coaf, em seu relatório anexado à operação Furna da Onça, que investiga corrupção no Legislativo do Rio, classificou o fluxo financeiro como atípico. O dinheiro depositado na conta de Queiroz, às vezes, superava o valor do salário do então assessor. Houve casos nos quais a maior parte do que o funcionário recebeu foi parar na conta do então motorista e segurança de Flávio Bolsonaro.
Em nota, a assessoria do senador eleito ressaltou que não é investigado “no assunto relacionado ao ex-assessor (Fabrício) Queiroz, visto que não praticou qualquer ilícito em sua atividade parlamentar”. O texto afirma ainda que o deputado “segue à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades, se instado for” e “espera ver, dentro dos trâmites legais, a completa resolução do caso pelas autoridades competentes o mais rápido possível, pois é o principal interessado em que tudo se esclareça o quanto antes.”
Nem mesmo assumiu o cargo, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, já enfrenta uma rebelião dos procuradores da Fazenda Nacional. Eles ameaçam entregar todos os cargos de chefia e parar o funcionamento do órgão se Guedes nomear o atual diretor do BNDES, Marcelo de Siqueira, para comandar a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, a PGFN é responsável por atuar na cobrança judicial das dívidas que as empresas e pessoas físicas têm com a União.
A PGFN também dá pareceres jurídicos sobre as decisões do Ministério da Fazenda, que será incorporado à nova pasta da Economia. Os procuradores alegam que Siqueira não é funcionário da PGFN e, portanto, não teria nenhum conhecimento da área para comandar o órgão. A categoria compara a escolha de Siqueira como a indicação de um “general do Exercito comandar a Marinha”.
Segundo o Estadão/Broadcast apurou, pelo menos 80 procuradores já anunciaram à equipe de transição que vão deixar o cargo, assim que Guedes confirmar a indicação de Siqueira. O presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), Achiles Frias, disse, porém, que são quase 300 procuradores com cargos em comissão que vão entregar os cargos. Eles prometem partir para o confronto e boicote de Siqueira. No total, são 2100 procuradores em todo o País.
“Assim que Siqueira for nomeado, ninguém vai trabalhar com ele. Não vai ter ninguém para trabalhar com ele”, disse Frias. Segundo ele, todos os procuradores vão entregar os cargos de chefia. “Eles não se sentirão confortáveis para trabalhar com uma pessoa que não sabe o trabalho que nós fazemos”, disse Frias. A categoria não tem restrições a nomes desde que seja um procurador da PGFN, disse.
Frias lembra que depois de um período de crise em 2015, quando dois procuradores caíram em menos de seis meses, a procuradoria entrou numa fase de tranquilidade. O órgão nesse período conseguiu evitar perda de R$ 2 trilhões para a União, segundo o sindicato.
Há praticamente duas décadas, a chefia da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional é ocupada por um procurador da Fazenda Nacional (PFN). A categoria vê como um retrocesso uma mudança nessa tradição.
Procurada, a equipe de Guedes não quis comentar. Os procuradores votaram para definir a entrega dos cargos; 86% foram favoráveis ao movimento.
Receita
Além dos problemas com PGFN, o time de Guedes enfrenta resistências também naReceita Federal. Uma das categorias com maior poder de pressão do governo federal, com mobilizações históricas que impactaram a arrecadação e os despachos aduaneiros em portos e aeroportos, os auditores da Receita não gostaram da decisão de Guedes de colocar o órgão no terceiro escalão, sob o comando de Marcos Cintra, futuro secretario especial de Arrecadação. Há uma preocupação também de perda de influencia na formulação da política tributária, movimento que já foi admitido nos bastidores por integrantes da equipe de Guedes.
O futuro ministro ainda não anunciou o nome do novo secretário da Receita. O atual comandante da Receita, Jorge Rachid, teve reuniões com a equipe de Guedes. Ele foi cotado a permanecer no cargo, mas Guedes avalia outros nomes. Um dos cotados é o secretário adjunto, Paulo Ricardo Cardoso.
Em Crusoé, Caio Junqueira revela que Fabrício Queiroz e sua filha Nathalia pediram exoneração dos gabinetes de Flávio e Jair Bolsonaro dois dias antes de o MP solicitar à Justiça autorização para a Operação Furna da Onça.
A exoneração de ambos ocorreu em 15 de outubro, e o pedido do MP foi apresentado à Justiça em 17 de outubro.
Fátima Bezerra (PT), governadora eleita do Rio Grande do Norte
Duas das medalhas de maior honraria da Assembleia Legislativa serão entregues à governadora eleita, Fátima Bezerra (PT), na quinta-feira, 13, às 9h, em sessão solene que acontece na Casa: a Medalha do Mérito Social “Maria do Céu Fernandes”, que reconhece a mulher que tenha se dedicado à causa social; e a Medalha do Mérito Educacional “Noilde Ramalho”, oferecida pelo trabalho ligado à educação no Estado.
De acordo com o presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), “a Assembleia entrega todos os anos esta importante honraria para agradecer a essas pessoas pelo trabalho e dedicação delas. Se a governadora recebe duas homenagens, é por sua trajetória pública e por seus relevantes serviços prestados ao Estado do Rio Grande do Norte”.
Além da futura Chefe do Executivo, mais 22 pessoas serão homenageadas com medalhas de Mérito Legislativo, Social, Educacional e Cultural em reconhecimento à contribuição dada por elas ao desenvolvimento do Estado no ano de 2018.
“Implementaremos uma política eficiente na gestão dos recursos humanos e materiais, como também patrimoniais e tecnológicos do estado. Precisamos trabalhar com inteligência, sagacidade e determinação para que o governo possa prestar um serviço público de qualidade, valorizar e qualificar permanentemente o servidor, aproximá-los da gestão, otimizar os gastos públicos e retomar a credibilidade do Governo do Estado”, disse Virgínia Ferreira.
Perfil
Maria Virgínia Ferreira Lopes é formada em Economia pela UFRN. Especialista em Planejamento e Orçamento e na área de Projetos Econômicos e Sociais, trabalhou no Dieese, onde ocupou a função de supervisora técnica. É funcionária de carreira da administração indireta – Datanorte – do Estado do Rio Grande do Norte. Foi presidente do Conselho Regional de Economia e do Sindicato dos Economistas do RN. Secretária de Planejamento da Prefeitura de Natal de 2005 a 2008 e de 2013 a 2016, comandou também a pasta de Meio Ambiente e Urbanismo do município e atualmente ocupa o cargo de Secretária de Planejamento da Prefeitura do Natal. Foi Coordenadora do Observatório do Trabalho do Rio Grande do Norte de 2009 a 2012.
Jair Bolsonaro deixou claro a quem desejou agradar com o anúncio do nome de Ricardo Salles para a pasta do Meio Ambiente; durante almoço esta terça com ruralistas e cantores sertanejos, no Clube do Exército em Brasília, ele declarou num vídeo para o Instagram do locutor de rodeios Cuiabano Lima, dirigindo-se aos ruralistas: “Vocês gostaram do ministro do Meio Ambiente agora, né? Com toda certeza”; Salles ficou conhecido por fazer campanha a deputado federal pelo Partido Novo em São Paulo tendo como número o calibre de balas de um fuzil, 3006, e ameaçando explicitamente matar os sem terra
O ministro José Múcio Monteiro agradeceu a Lula durante o discurso da sua posse como presidente do Tribunal de Contas da União nesta terça-feira (11). Na plateia estavam futuros ministros Paulo Guedes, Sérgio Moro, Fernando Azevedo e Silva e Wagner Rosário. …
A Polícia Federal afirma que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) liderou uma organização criminosa com o objetivo de comprar apoio político de outros partidos para sua candidatura presidencial em 2014. Para isso, captou doações legais e repasses ilícitos do grupo empresarial J&F , dono da JBS, no valor total de R$ 110 milhões, destinadas a ele mesmo e a legendas como DEM, Solidariedade e PTB, diz a PF. O tucano, sua irmã Andréa Neves e o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) foram alvos de mandados de busca e apreensão da Operação Ross, na manhã desta terça-feira .
Com base nesses fatos, os investigadores pediram ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma série de mandados de busca e apreensão e outras medidas contra Aécio e demais parlamentares envolvidos. A PF classifica os fatos investigados de “gravíssimos” e cita a “captação de recursos para campanha presidencial, no valor de quase R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais) a partir das práticas de atos de corrupção passiva para a ‘compra’ de apoios políticos de partidos”.
“O grupo criminoso liderado pelo senador Aécio Neves teria agido de forma a ‘comprar’ o apoio de diversos partidos e candidatos para a campanha presidencial do PSDB nas eleições de 2014, como o PTB, com a interlocução dos deputados federais Cristiane Brasil e Benito Gama, além do tesoureiro do partido Teixeira Magalhães Filho, o Solidariedade, com o envolvimento do deputado federal Paulo Pereira da Silva (Paulinho da Força), além do DEM, em que houve a interlocução com o Senador Agripino Maia, e outros já referidos”, afirmou a PF.
Na representação enviada ao STF, assinada pelo delegado Bernardo Guidali Amaral, são detalhados os valores repassados a cada um. Sobre Aécio, a PF afirma que ele “solicitou e recebeu direta e indiretamente o valor indevido de pelo menos R$ 128.049.063,00 do grupo J&F, sendo R$ 109.344.238,00 no contexto das eleições de 2014”. Segundo a PF, o tucano usou parte desse valor total para viabilizar a compra de outras legendas sob a seguinte divisão: R$ 20 milhões para o PTB, R$ 15 milhões para o Solidariedade e R$ 2 milhões para o DEM, além de R$ 9 milhões para “diversos candidatos e partidos menores”.
“Como contrapartida pelos pagamentos, prometeu a Joesley Batista influência no futuro governo federal, que seria viabilizada pelo grupo político ‘comprado’, além de ter atuado para a restituição de créditos de ICMS junto ao governo de Minas Gerais”, diz a PF.
O nome da operação remete à plataforma de gelo situada na Antártida Ross, que é a maior do mundo, com extensão equivalente ao território da França. Os investigadores que batizaram a operação fazem alusão desta plataforma à plataforma eleitoral de Aécio Neves na disputa pela Presidência em 2014, supostamente abastecida com recursos ilícitos da J&F.
Além dos repasses às legendas, os pagamentos a Aécio também foram feitos por meio de empresas que tinham relações com ele, dentre elas entregas em espécie realizadas por supermercados de Belo Horizonte
“Os elementos existentes nas investigações indicam a manutenção de uma estrutura estável e organizada mantida para viabilizar a captação de recursos para as eleições presidenciais do PSDB em 2014, mediante a ‘compra’ de apoio político de outros partidos e candidatos. O recebimento dos recursos indevidos pelos membros da associação criminosa foi embasado na prática de crime de corrupção e viabilizados por intermédio da lavagem dos recursos financeiros, seja pela realização de doações eleitorais oficiais, por meio da simulação da prestação de serviços e emissão de notas fiscais fraudulentas, pela utilização de doleiros para a realização de entregas em espécie e depósitos em contas correntes de pessoas físicas, ou ainda pelo emprego de supermercados para a realização de entregas em espécie”, escreveu a PF.
O padre Amauri Ribeiro Thomazzi foi o celebrante da missa que terminou com ao menos quatro mortos na Catedral Metropolitana de Campinas , no interior de São Paulo, nesta terça-feira. Um homem ainda não identificado atirou contra os fiéis no fim da celebração, e se suicidou depois. Em seu perfil numa rede social, Thomazzi, muito assutado, gravou um vídeo relatando o que aconteceu.
“Eu rezei a missa de 12h15 e no final uma pessoa entrou atirando e fez algumas vítimas. Ninguém pôde fazer nada, ajudar de forma nenhuma. Mas eu peço apenas que rezem pela pessoa. Ele se matou após essa situação. Rezemos também por aqueles que foram feridos, temos aqui vítimas fatais”.
O padre diz ainda no vídeo que ouviu pelo menos 20 disparos na catedral e que ainda não poderia informar como ficaria a programação da Catedral nos próximos dias. As imagens foram gravadas logo após o atentado, ainda dentro da igreja.
Segundo o Corpo de Bombeiros de Campinas, depois de atirar, o atirador se matou em frente ao altar da igreja. Antes disso, ele, que ainda não teve a identidade revelada, chegou a ser atingido pela polícia. Ainda conforme informações da corporação, o homem, estava com um pistola e um revólver calibre 38, não portava documentos.
A catedral fica localizada em uma área de grande circulação em Campinas, na região central da cidade. O tiroteio causou correria nas ruas . Quem passava pela região se abrigou em lojas próximas, ainda sem saber o que estava acontecendo.
Reprodução da carteira de habilitação do atirador que matou quatro pessoas na Catedral de Campinas Foto: Reprodução
A polícia informou nesta terça-feira que, aparentemente, não há qualquer relação de parentesco ou de amizade entre o atirador Euler Fernando Grandolpho, 49 anos, e as pessoas que estavam na Catedral Metropolitana de Campinas quando ele abriu fogo e matou quatro. Uma das mochilas recolhidas no local do atentado seria do atirador, e nela constava uma carteira de habilitação registrada em Valinhos (SP). Ainda não se sabe a motivação do crime.
Ainda segundo a polícia, ele trabalhava como analista de sistema. Grandolpho não tem antecedentes criminais, segundo o delegado responsável pelo caso, José Henrique Ventura.
– Pesquisamos os antecedentes dele e não contatamos nada contra ele, exceto um ou dois boletins de ocorrência, que ele fez como vítima. Não há nada contra ele. A profissão dele ao que parece era analista de sistemas. Agora, com a identificação dele, vamos investigar a motivação – declarou o delegado em coletiva em frente à igreja.
Ainda segundo Ventura, das quatro vítimas que foram internadas, três foram liberadas e uma ainda demanda atendimento médico.
– Graças a Deus as quatro estão vivas. Ele tinha uma pistola e quatro carregadores. Utilizou dois e tinha dois carregadores cheios com 22 capsulas – ressaltou o delegado.
Ainda na coletiva, o comandante do 8º batalhão da PM em Campinas, major Augusto, informou que Euler não falou nada no momento em que os policiais entraram na igreja.