247 – A ideia de se reestatizar a Vale, responsável pelo maior crime ambiental do País, acaba de ser lançada por uma importante voz da oposição. “Um Presidente altivo, estatizaria a Vale e a venderia daqui a um ano descontando todas as indenizações, multas e prejuízos, além de fechar todas as explorações que contivessem risco potencial ao ambiente e a comunidades. Basta!”, diz Ricardo Coutinho, que presidiu a Paraíba por dois mandatos e hoje preside a Fundação João Mangabeira, do PSB, um dos principais partidos de oposição ao bolsonarismo.
Reuters) – O número de vítimas fatais do rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho, Minas Gerais, subiu para 34, informou o Corpo de Bombeiros do Estado neste sábado.
Em nota sobre o andamento do trabalho de buscas, a corporação informou ainda que 81 pessoas estão desabrigadas. Também foram encaminhadas para o hospital outras 23 pessoas feridas, disse o Corpo de Bombeiros.
Uma barragem localizada no Sítio Jucurutu, zona rural de São Vicente, chegou ao seu volume máximo de água após as chuvas de mais de 100 mm na tarde de ontem no município. A barragem desagua no Açude Torrão, principal reservatório de São Vicente.
Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno
Agência Estado
Após reunião de duas horas no Palácio do Planalto com representantes dos ministérios envolvidos em ações governamentais referentes à tragédia em Brumadinho (MG), o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse a jornalistas que o governo tem a intenção de mudar o protocolo de licenciamento das barragens brasileiras.
O ministro informou que, no encontro, chegou-se à conclusão de que “é importante e urgente” que as barragens que ofereçam mais riscos sejam submetidas a uma nova vistoria para que eventuais desastres possam ser evitados. Sem entrar em detalhes, Heleno afirmou que, como existe uma qualificação de risco, o governo poderá fazer um escalonamento dessa nova vistoria.
O ministro disse ainda que o objetivo da reunião foi de que não haja a superposição de esforços e que cada ministério defina suas responsabilidades no desenvolvimento das ações de governo. De acordo com o general, as pastas especializadas no assunto atuarão para que o protocolo seja revisto. “Porque parece que há alguma coisa que está falhando nesse licenciamento”, disse.
Há um ano no comando do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em Minas Gerais, Julio Cesar Dutra Grillo lamenta em entrevista à BBC News Brasil ser sempre voto vencido na luta para não mais autorizar a expansão ou construção de novas barragens de rejeitos no Estado.
O superintendente do Ibama em Minas diz que já havia alertado, em dezembro do ano passado, que barragens de rejeitos em Brumadinho, entre elas a da Vale que se rompeu na sexta-feira, “não ofereciam risco zero”.
O aviso de Grillo foi feito durante reunião extraordinária da Câmara de Atividades Minerárias. A discussão acabou com a aprovação, de forma acelerada, da licença para a continuidade das Operações da Mina da Jangada e das operações da Mina de Córrego do Feijão, cujo rompimento matou pelo menos nove pessoas e mobilizou uma multidão em busca de pessoas desaparecidas em meio a um mar de lama.
Na reunião que aconteceu em 11 de dezembro de 2018 na sede da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, houve uma acalorada discussão com a participação de dezenas de moradores que se manifestaram contra as licenças por causa de possíveis abalos hídricos na região.
Mas o resultado foi pela aprovação, com folga, das licenças: 8 votos contra 1, com 1 abstenção. Grillo se absteve.
Ele explica que era favorável ao descomissionamento [eliminação] de uma barragem da região. Mas que esse descomissionamento estava atrelado à continuidade de produção de outras minas, e era justamente isso que colocava em risco a região.
“Optei pela abstenção, mas fiz questão de registrar os dois lados”, explica Grillo. Ele afirma que, na ocasião, ressaltou que projeto trazia algumas novidades positivas como a eliminação da barragem, mas que a região de Casa Branca tem algumas barragens sem risco zero e que os moradores tinham razão em se preocupar.
“Em uma negligência qualquer de quem está à frente de um sistema de gestão de risco, aquilo rompe. Se essa barragem ficar abandonada alguns anos, não for descomissionada, ela rompe, e isso são 10 milhões m³, é um quarto do que saiu de Fundão (em Mariana, que rompeu há três anos), inviabiliza Casa Branca e inviabiliza ao menos uma das captações do Paraopeba”, afirmou Grillo na região, conforme o registro da ata da reunião extraordinária.
Mais de 300 barragens em risco
Grillo é categórico em dizer que há mais de 300 barragens de rejeitos em Minas Gerais que não seguras.
“Ou param de usar essa técnica ou há o risco de cair na cabeça das pessoas. Mesmo as que não estão mais recebendo rejeitos não são seguras e, ao longo do tempo, podem despencar na cabeça das pessoas”, diz, emendando que há outras técnicas mais eficientes e que, inclusive, já estão sendo testadas pela própria Vale.
Segundo Grillo, contudo, as técnicas alternativas são mais caras, e os órgãos de licenciamento têm autorizado projetos e novas intervenções “do jeito que as mineradoras querem”. “Essas votações têm sido atropeladas”, afirma Grillo.
De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad), o Estado tem 688 barragens, das quais 677 têm estabilidade garantida por auditorias. Em 4, o auditor não apresentou uma conclusão, e 7 tem estabilidade não garantida pelo auditor. “A quantidade de barragens com estabilidade garantida aumentou de 96,7% em 2017 para 98,4% em 2018”, afirmo a Semad.
Para o superintendente do Ibama em Minas, contudo, a melhor forma de evitar tragédias como a de Brumadinho é uma nova legislação. “Infelizmente, está parado na Assembleia de Minas onde prevalece os interesses das mineradoras. É muito melhor reduzir o lucro em alguns poucos porcentos e evitar tragédias se repitam”, afirma.
Questionado se a barragem em Brumadinho se rompeu porque, mesmo sem estar recebendo rejeitos, pode ter havido alguma intervenção no local depois do licenciamento, Grillo diz ainda não ser possível saber a causa.
Mas afirma que, “independente de qualquer ação no local, barragens como a que se rompeu não são estáveis”. “Ao longo do tempo, elas podem se romper. Só não acontece toda hora porque tem gente vigiando, e a Vale costuma ter atenção. Mas o risco não é zero”, diz Grillo.
BBC Brasil
Na madrugada deste sábado, 26, voltou a chover na cidade de Coremas, no Vale do Piancó. Segundo o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) a chuva foi de 28,3 mm.
O Município de Caicó, através do prefeito Marcos José de Araújo, se solidariza com a família e amigos pelo falecimento do empresário José Ribamar Leite, ocorrido neste sábado, 26 de janeiro. O empreendedorismo caicoense perde um importante protagonista. O senhor Jose Ribamar foi um grande gerador de emprego e renda, com perfil marcante e sempre voltado para inovação. Nossos votos de…
O Ministério Público Federal (MPF), que tem sua atuação por parte do Ministério Público Eleitoral (MPE), emitiu uma nota curta, mas esclarecendo que não houve qualquer pedido de cassação do mandato de Zenaide Maia, como senadora pelo Rio Grande do Norte. A informação começou a circular em aplicativos de mensagens de texto após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmar, em…
Os atos, assinados pelo desembargador João Rebouças que assumiu recentemente a presidência do Poder Judiciário, veem acompanhados de nomeações imediatas.
Nem todas as demissões estão relacionadas ao Gabinete da Presidência.
Há servidores antigos que desempenhavam atividades técnicas e foram surpreendidos com a demissão. Auxiliar Judiciário, Auxiliar Técnico, Chefe de Divisão, Chefe de Subseção, etc…
E dizem que as demissões não param por aí, vem mais atos nos próximos dias.
O ex-presidente da empreiteira OAS Léo Pinheiro, em delação à lava jato, afirmou que pagou R$ 1 milhão em propina para o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins. …
A TV Globo, sem citar o ministro Sérgio Moro, por questões óbvias, mostrou na noite desta sexta (25) o fiasco da intervenção do ex-juiz da lava jato no estado do Ceará. …
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou neste sábado (26) que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai multar a mineradora Vale em R$ 250 milhões por causa do rompimento da barragem em Brumadinho (MG), que aconteceu no início da tarde desta sexta-feira (25). …
O risco de rompimento de uma segunda barragem de água levou a Defesa Civil a suspender as buscas e evacuar as áreas atingidas pela lama e duas comunidades ribeirinhas. A decisão foi tomada de madrugada. Agora, novas equipes são esperadas, de acordo com equipes de resgate que trabalharam no local. Elas vão trabalhar na contenção. Um grupamento do exército de Juiz de Fora também é aguardado e deve assumir a tarefa de retirada dos corpos por decisão do governo. Na região, fala-se em até 500 mortos.
A estimativa é que mais de 1500 pessoas tenham sido retiradas da área de risco. Na faculdade ASA de Brumadinho, definida como posto de comando, parentes de funcionários da Vale aguardam a divulgação das primeiras listas de mortos, prometida para às 8h
Os corpos estão sendo levados para um edifício próximo à UPA DE Brumadinho. Na UPA, estão também alguns dos feridos
O vendedor Gledson Alves aguarda notícias do primo Ramon Jr. Pinto, desaparecido. Ele próprio também teve que sair de casa porque há risco de que mais rejeitos desçam pelo Rio Paraopeba, que passa atrás de sua residência. Segundo ele, os rejeitos formaram uma barragem que impede a descida de água e mais lama, mas há risco de rompimento.
“A polícia passou de madrugada com ônibus e alto falantes pedindo para as pessoas saírem de casa, mas muita gente não quis sair”, conta. O desempregado Fernando NInes Araujo, irmão de Peterson Ribeiro também aguarda informações. O irmão, contratado de uma terceirizada da Vale, estava trabalhando justamente na área da represa. “Para piorar, a prefeitura criou uma barreira que não deixa ninguém chegar perto”, reclama. “Até para chegar no posto de atendimento está difícil”, diz.
Estadão Conteúdo
As ruas de Brumadinho – a pequena cidade ao lado de Belo Horizonte, mais conhecida por abrigar o Instituto Inhotim – foram tomadas pelo desespero. Parte dos moradores teve de deixar suas casas por causa do avanço da lama, vinda do rompimento da barragem da Vale; outros corriam atrás de notícias sobre parentes e amigos desaparecidos, em meio a boatos de todos os tipos. Uma pousada foi destruída pela onda de lama, segundo os bombeiros. E relatos indicam que as sirenes de alerta da mina não funcionaram na hora do acidente.
“Foi tudo muito rápido. Momento de pânico, pessoas assustadas. Parecia cena de filme. Se pudesse já teria ido embora daqui. Isso vai ser um inferno”, disse Maria Aparecida dos Santos, emocionada. “Há poucos meses, técnicos estiveram aqui na cidade para passar instruções da sirene. Falaram que, em caso de emergência, iria tocar. Mas não foi bem assim.” Presidente da Vale, Fabio Schvartsman disse à imprensa no Rio que não sabia “se sirene funcionou”.
No centro da cidade, a mineradora montou um gabinete de crise, que tinha filas por informações. “Estamos agoniados”, contou a dona de casa Márcia Oliveira, que esperava ontem à tarde informações sobre o irmão e sobrinhos. “Disseram pra gente vir para cá, mas não falam nada.” Equipes recolhiam nomes de desaparecidos.
Segundo o governo de Minas, haviam sido confirmados até ontem à noite 7 mortos e 150 desaparecidos. Outros 100 teriam sido resgatados com vida. Os dados da Vale são diferentes: das 300 pessoas trabalhando no local, cerca de 100 foram localizadas – a empresa não fala em desaparecidos. Boa parte desses trabalhadores estava no refeitório.
O município ficou inteiramente mobilizado. Gerilda Dalabrida, de 60 anos, cedeu espaço do seu restaurante para desabrigados. “A cidade está um pandemônio”, disse. “Estamos seguros porque não estamos perto do rio.” A lama não chegou ao centro – a área mais atingida foi o povoado da Vila Ferteco.
Segundo o tenente Pedro Aihara, dos Bombeiros, uma pousada com 38 pessoas – entre hóspedes e funcionários – desapareceu sob a lama. “A área da pousada, que costumava receber muitos hóspedes, incluindo famosos, foi varrida pela força dos rejeitos.” Ontem, a família não sabia o paradeiro doe Márcio Mascarenhas, dono do local. “Estamos em busca de informações do meu tio, mas ainda não há pistas. Um pesadelo”, disse o sobrinho Plínio.
Nas redes sociais, se espalhavam publicações sobre desaparecidos – principalmente os cerca de 300 funcionários, que estavam na mina e no refeitório da Vale na hora da tragédia. Em Brumadinho, havia relatos de dificuldade de comunicação. “Estamos aflitas. Escuto o rádio e não sabemos da minha irmã”, disse ao Estado ontem à noite a jovem Pâmela Silva.
A prefeitura pediu aos moradores que evitassem o leito do Paraopeba, rio que passa pela região e ameaçado pelo fluxo de lama. Até o início da noite de ontem, os Bombeiros não confirmavam que os rejeitos tivessem atingido o curso de água.
A seis km do local, o campo de futebol de uma faculdade foi usado por helicópteros dos Bombeiros e da polícia. Em um galpão ao lado, foi montada estrutura para atendimento médico de emergência. “No local (do acidente) teremos só uma estrutura emergencial, já que lá falta água, energia e o acesso é complicado”, diz o major Santiago, da PM.
Imagens da TV mostraram resgatados com vida, cobertos de lama. Cinco feridos foram para o Hospital João XXIII, unidade de referência da capital e mais oito hospitais da Grande BH foram acionadas em caráter de emergência. Na quadra onde estavam as famílias será montado um abrigo temporário.
Na cidade vizinha, Mário Campos, PMs orientaram moradores de três bairros a deixarem suas casas, pela proximidade com o Paraopeba. Ao menos outros quatro municípios – Juatuba, Betim, Pará de Minas e São Joaquim de Bicas – estão em alerta. A Companhia de Saneamento de Minas (Copasa) assegurou que o abastecimento de água na Grande BH. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Estadão Conteúdo
Em tempos de ajuste fiscal e corte de gastos, o Supremo Tribunal Federal (STF) elevou em 24,4% as despesas com passagens aéreas de ministros, considerando a emissão de bilhetes nos últimos dois anos, segundo levantamento feito pelo Estado. Além das passagens dos ministros do tribunal, a Corte também custeia bilhetes de auxiliares, juízes e até mesmo de colaboradores eventuais. As despesas do STF com passagens aéreas do universo total de beneficiados cresceram 49% no mesmo período, chegando a R$ 1,2 milhão.
Como o STF ainda não tornou disponíveis as informações de dezembro de 2018, o Estado considerou o intervalo de janeiro a novembro dos últimos dois anos. Os gastos envolvem voos realizados, bilhetes cancelados e remarcados e multas. O custo com as viagens (nacionais e internacionais) dos magistrados saltou de R$ 272.979,18 para R$ 339.637,24 comparando os dados de 2018 (de janeiro a novembro) com os números do mesmo período do ano anterior.
De acordo com o IBGE, de janeiro a novembro de 2018, o preço das passagens aéreas teve uma redução de 9,45%. Por uma determinação interna de 2015, todos os ministros da Corte viajam de primeira classe em voos internacionais.
Os bilhetes foram custeados com recursos públicos do próprio Supremo – no caso dos ministros, eles dispõem de uma cota anual, reajustada este ano para R$ 53.835,56, que serve para bancar apenas deslocamentos dentro do Brasil. Entre os destinos mais visitados aos fins de semana estão Rio e São Paulo, onde alguns ministros possuem residência, lecionam, participam de palestras ou comparecem a outros eventos.
De acordo com a Corte, os ministros “têm jurisdição em todo o território nacional e praticam atos judiciais independentemente de a viagem ser oficial ou não”.
Morte de Marcelle (foto) foi confirmada pela irmã, Juliane
Agência Estado
A médica do trabalho Marcelle Porto Cangussu é a primeira vítima fatal confirmada da tragédia do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, MG, que aconteceu na última sexta-feira.
A informação foi confirmada por telefone pela própria irmã da vítima, Juliane Porto, que estava chorando no momento da ligação. Muito abalada, ela não quis dar entrevista.
Marcelle se formou pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e trabalhava desde 2015 na empresa Vale.
Minutos após a confirmação da morte, amigos e familiares de Marcelle lamentaram a morte de Marcelle em suas redes sociais.