10/06/2019
18:25

Castelo na Serra da Tapuia, agreste do Rio Grande do Norte. Zanone Fraissat/Folhapress/. (Veja mais fotos e vídeo com reportagem na íntegra por João Valadares aqui)

MUNICÍPIO DE SÍTIO NOVO (DISTANTE 99 KM DE NATAL). No meio do nada, no alto de uma rocha escondida na Serra da Tapuia, agreste do Rio Grande do Norte, um castelo com traços da arquitetura islâmica está sendo erguido há 35 anos.

A obra ainda inacabada, com 150 torres de tamanhos variados, 13 labirintos e quatro andares, é a missão de vida do sargento aposentado do Exército José Antônio Barreto, 87, o Zé dos Montes.

O projeto nunca foi colocado numa folha de papel. Não há planta arquitetônica, cálculo de engenharia e nem qualquer planejamento de construção.

“Só existe dentro da cabeça dele. Saiu tudo da imaginação. Ele sempre disse que não precisava de desenho. Nunca estudou nada sobre isso. Anotava apenas quanto tinha gasto de cimento e tijolo”, diz, com orgulho, o filho Joseildo Gomes de Oliveira Barreto, responsável hoje por administrar o local.

Por trás da construção que desperta a curiosidade de quem avista as torres furarem o céu, no meio de uma paisagem indescritível e um silêncio interrompido apenas pelo barulho dos bichos, há uma história mítica e religiosa.

Tudo começou quando seu Zé dos Montes era criança. Conta que, aos oito anos, no momento em que estava pegando lenha no meio do mato, no município de Pedro Avelino, no Rio Grande do Norte, teve uma visão.

Uma mulher havia aparecido na sua frente e dito que ele tinha que construir uma capela. Assustado, correu para casa, mas não contou nada aos pais.

“Ele diz que essa visão se repetiu por várias vezes e, sempre, no dia 13 de cada mês”, comenta Joseildo.

Antes de erguer a obra definitiva em Sítio Novo, tentou levantar as torres em outros 13 locais. “Mas só aqui, nesta serra, percebeu que era realmente o lugar ideal. Ele comprou o terreno com algumas economias e colocou a mão na massa.”

Em 1984, após algumas tentativas frustradas, começou a construção sozinho. Tijolo a tijolo. Com o dinheiro que juntava da aposentadoria, comprava pedras e cimento na região.

Depois, pela quantidade de serviço, precisou contratar alguns ajudantes. Por 11 anos seguidos, a obra não foi interrompida um mês sequer.

As torres ocupam 90% de uma rocha de 30 metros de altura. A construção está 400 metros acima do nível do mar.

Já com grande parte do castelo que carrega seu nome erguido, o aposentado, aos 65 anos, viajou para a Europa. Visitou Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Alemanha. Queria saber se o seu empreendimento devia alguma coisa às construções do “estrangeiro”.

“Ele foi duas vezes. Sempre viajou sozinho, mas era acompanhado por um guia lá. Visitou alguns templos. Na primeira vez, iria passar um mês. Voltou 11 dias depois porque não gostou da comida”, conta o filho.

Dentro do castelo, que apresenta uma nave principal, há algumas imagens de Nossa Senhora.

Existem também réplicas de cal, feitas por ele, de construções famosas mundialmente, a exemplo da Sagrada Família, em Barcelona, na Espanha, projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí.

No local, que serviu de moradia para ele e a família por uma década, não há energia elétrica e nem água encanada. Em um dos andares, há uma cama de cimento e três quartos sem nenhum móvel dentro.

O que mais tem é morcego. Estão por toda a parte. Pendurados na parede, assustam quando saem voando de repente.

Além de janelas de madeira, há algumas aberturas na rocha para entrada da luz do sol. O acesso pela parte da frente é feito por uma pequena trilha que corta o terreno de sete hectares.

(Veja mais fotos e vídeo com reportagem na íntegra por João Valadares aqui)

Depois de sofrer dois acidentes vasculares cerebrais, Zé dos Montes vive dentro de um quarto, na casa do filho, no município de Sítio Novo, distante poucos quilômetros do castelo. Alegra-se quando colocam vídeos na internet de trens antigos, sua grande paixão desde a infância.

A última vez que esteve no castelo faz quatro meses. Com dificuldades de locomoção, não desceu do carro. Apenas contemplou a construção por alguns minutos e foi embora.

Há duas semanas, ganhou um bolo com o formato do castelo para comemorar os 87 anos de vida.

Chorou quando o filho mostrou pelo celular o incêndio na catedral de Notre-Dame, em Paris. “Ele se emocionou bastante porque já esteve lá”, disse. Não fala quase nada, mas o filho diz que o sonho dele é terminar o seu projeto de vida.

Faltam apenas revestir a parte de cima dos labirintos para que as pessoas possam caminhar pelo teto e fazer uma ponte que vai ligar a construção a uma pedra grande situada na lateral.

“Eu só sei porque ele me contou. Não temos uma planta para seguir”, comenta o filho.

Zé dos Montes tem a ideia de interligar os 13 labirintos, hoje independentes. Pelo caminho escuro de pedra, com altura de mais de dois metros, passa apenas uma pessoa por vez.

Alguns visitantes se perdem e são resgatados por Joseildo após alguns minutos gritando. “Eu deixo eles gritaram um pouco. Só depois chego lá e mostro a saída”, diverte-se.

Há apenas sete anos, o lugar foi aberto para visitação. “Ele não fez isso aqui para ser um ponto turístico. Nunca gostou disso. Nunca teve incentivo para nada”, diz o filho.

A Prefeitura de Sítio Novo fixou quatro placas indicativas na pequena cidade de pouco mais de cinco mil habitantes para orientar os visitantes chegarem ao local. “Mesmo assim, o nome na placa está errado. Colocaram Castelo Zé do Monte. É Zé dos Montes”, reclama Joseildo.

Ele relata que, há 20 anos, o pai, irritado com a curiosidade das pessoas, resolveu cobrar uma taxa para que o povo desistisse de ir até lá olhar a sua invenção.

“Dizia que, se cobrasse, ninguém iria lá e, assim, poderia trabalhar tranquilo. As pessoas pagavam e, quando saíam do castelo, ele devolvia o dinheiro”, lembra.

Hoje, para entrar no lugar é preciso pagar R$ 10. Não há dias certos e nem horários estabelecidos de visitação. É preciso marcar com antecedência. O filho administra um restaurante ao lado, que só funciona no fim de semana.

Folha de São Paulo/BG

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
11:47

 

f 458203 1024x722 - ‘Considero muito grave e estarrecedoras as revelações’, diz Mourão sobre supostos diálogos de Sérgio MoroO vice-presidente da República, Hamilton Mourão, se manifestou sobre a suposta troca de mensagens entre o então juiz Sérgio Moro e procuradores do Ministério Público Federal durante a Operação Lava Jato.

“Considero muito grave e estarrecedoras as revelações de possível conspiração do então Juiz Sergio Moro com procuradores da Lava Jato que levou à condenação de um ex-presidente da República. Estes supostos crimes devem ser apurados e, se comportados, seus autores punidos. Selva!”, disse Mourão.

As conversas divulgadas pelo site Intercept Brasil mostram que Moro teria orientado investigações da Lava Jato por meio de mensagens trocadas no aplicativo Telegram. De acordo com o site, há conversas escritas e gravadas nas quais Moro sugeriu mudança da ordem de fases da Lava Jato, além de dar conselhos fornecer pistas e antecipar uma decisão a Dallagnol.

Segundo Mônica Bergamo, colunista da BandNews FM, o Conselho Nacional do Ministério Público deve investigar os procuradores da República.

O órgão vai analisar, por exemplo, se houve relação indevida entre os acusadores (procuradores) e o julgador (Sérgio Moro) em processos da Lava Jato.

Fonte: UOL

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
11:30

A abertura oficial do Mossoró Cidade Junina (MCJ) 2019 nesse sábado (8) foi expressiva em termos de participação popular, organização, segurança e alegria.

Multidão ocupou espaço da festa no centro da cidade nesse último sábado (Foto: Mossoró Hoje)

O denominado “Pingo da Mei Dia” foi um sucesso animador para o restante da temporada junina.

O setor hoteleiro também é só exaltação à festa, que há mais de dez anos funciona como maior evento dentro do MCJ, tendo grande capacidade catalizadora de público.

Via  Blog Carlos Santos

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
11:23

“E se o maior escândalo de corrupção da história do país tivesse sido manipulado?” É essa pergunta que o tradicional jornal francês Le Monde faz a seus leitores nesta segunda-feira (10), um dia após a divulgação pelo portal “The Intercept Brasil” das mensagens trocadas entre os procuradores da força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro.

A repercussão do escândalo já batizado de #VazaJato é mundial. Jornais da América Latina, Europa e Ásia já noticiaram a farsa que revelou ao mundo que a operação Lava Jato é, na realidade, uma operação eleitoral.

Na Suíça, o Le Temps fala em “reviravolta no Caso Lula” em sua manchete, com um texto que conta como “autoridades das investigações anti corrupção da Lava Jato manobraram para impedir o retorno do ex-presidente Lula ao poder no ano passado, em reportagem baseada em vazamentos potencialmente explosivos”.

A edição espanhola do El País coloca como principal notícia de sua seção Internacional a repercussão da reportagem de Glen Greenwald e sua equipe, afirmando na manchete que o escândalo “coloca em dúvida a imparcialidade da Operação Lava Jato”. No texto, o jornal diz que “Moro recomendou ao procurador que ele mudasse a ordem de uma das etapas da investigação, cobrou mais agilidade nas operações, deu conselhos estratégicos e pistas informais de investigação, e antecipou ao menos uma de suas sentenças, criticou e sugeriu recursos ao Ministério Público, além de reclamar de Dallagnol, como se fosse seu superior hierárquico”.

Outro meio que colocou o escândalo em destaque em sua página principal foi o portal russo RT, em sua página em espanhol (voltada para América Latina e Península Ibérica). O periódico relata as “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da equipe de trabalho de Lava Jato”.

Entre os meios asiáticos, destaque para o canal Al Jazeera, do Qatar, que relata que “o hoje ministro da Justiça do Brasil, quando era juiz, colaborou com os procuradores ara condenar o líder esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva por acusações de corrupção, e assim impedi-lo de concorrer à eleição de 2018, segundo informou uma agência de notícias investigativa”.

Já o canal iraniano HispanTV traz uma manchete que fala abertamente na Lava Jato como “pretexto para afastar Lula da política”, e explica que Moro e os procuradores “utilizaram a Operação Lava Jato para obstaculizar uma eventual vitória do Partido dos Trabalhadores (PT), fundado por Luis Inácio Lula da Silva, nas presidenciais do ano passado”.

Via Agência SaibaMais.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
11:11

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ex-juiz federal, disse nesta segunda-feira (10) que Sérgio Moro deve ser afastado do Ministério da Justiça.

“Quem instrumentalizou a Justiça Federal para fins eleitorais e partidários pode tentar fazer o mesmo com a Polícia Federal, agora sob seu comando direto”, argumenta.

A declaração de Dino se deu após reportagens do site The Intercept publicar conversas secretas de Moro com procuradores do Ministério Público Federal (MPF) com o fim de combinar estratégias para ferrar Lula e o PT.

O governador maranhense sintetiza seu posicionamento em quatro tuítes:

1- Membros do Ministério Público não podem ter militância partidária. Resultados de eleições, bem como preferência ou antipatia por partidos políticos, não podem ser determinantes para suas atuações processuais. Reportagens mostram que vários de Curitiba não cumpriram as regras.

2- Um juiz que orienta uma das partes no curso do processo é parcial e suspeito. Seus atos são nulos. Está na lei. E como repetiam nos processos de Curitiba: “a lei é para todos”. Agora saberemos se “as instituições estão funcionando”. Elas vivem a partir de hoje seu maior teste.

3- Lembro que o Brasil é submetido à jurisdição de Tribunais Internacionais, por força de atos legislativos aprovados pelo Congresso Nacional. Será péssimo se as instituições brasileiras nada fizerem. Pois é óbvio que sobrevirão condenações dos Tribunais internacionais.

4- Sergio Moro deve se afastar ou ser afastado do Ministério da Justiça. Quem instrumentalizou a Justiça Federal para fins eleitorais e partidários pode tentar fazer o mesmo com a Polícia Federal, agora sob seu comando direto.

Via Esmael Morias.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:39

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta segunda-feira (10) a operação Infiltrados, que investiga um grupo de pessoas que negociou uma decisão no âmbito do Tribunal de Justiça potiguar. A ação foi realizada em conjunto com as Polícias Militar e Civil, através do Núcleo Especial de Investigação Criminal (Neic).
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em quatro locais de Natal e Parnamirim, além de um mandado de prisão preventiva de um advogado.
Segundo a investigação do MPRN, um advogado com vínculo de parentesco com autoridades do Judiciário e um servidor da Assembleia Legislativa que já foi servidor do Tribunal de Justiça prometeram a um advogado ligado a uma organização criminosa o resultado de um processo que seria relatado pelo desembargador Glauber Rego.
Em virtude de a decisão prometida não ter se concretizado, o advogado passou a extorquir os agenciadores da decisão, exigindo a devolução do dinheiro, prometendo risco à vida deles e ameaçando revelar o ocorrido e outros fatos supostamente ilícitos atribuídos a autoridades do Tribunal de Justiça.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:32

Ocorreu neste domingo (09), a IV Cavalgada de Santo Antônio da Palma. Muitos cavaleiros e amazonas participaram do evento que já entrou para o calendário festivo da comunidade. Após a chegada, o Diác. Manoel Cassiano proferiu a benção aos animais e aos cavaleiros e amazonas.
A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas em pé, multidão e atividades ao ar livre
Logo após a cavalgada foi realizada a feirinha da festa, com vendas de comidas típicas, música ao vivo, com grande participação popular, superando o público do anto anterior,
Via Portal Palma com acréscimos.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:24

20190608 rd1 najila trindade 1 - APARELHO COM VÍDEO BOMBA: Najila decide entregar o celular com as provas contra Neymar à polícia

Após dizer que teve o tablet com o vídeo completo das supostas agressões de Neymar furtado de seu apartamento, Najila Trindade resolveu se comprometer em entregar o seu celular à polícia.

De acordo com o “UOL Esporte”, no depoimento prestado na última sexta-feira (7), ela revelou o motivo de não ter disponibilizado o aparelho depois de prestar declarações à 6ª Delegacia de Defesa da Mulher.

A declarante [Najila] afirma que no momento prefere não entregar seu telefone celular pois gostaria de primeiro fazer um ‘backup’ de todos os seus dados e arquivos“, diz o documento em questão.

Contudo [Najila] se compromete a entregá-lo através do seu advogado, que também não possui tais dados e arquivos, na data de 10/06/2019[segunda-feira]”, conclui o documento. O celular deve ser entregue à delegada Juliana Bussacos.

Cabe lembrar que o advogado Danilo Garcia de Andrade declarou ao portal “G1” que poderá se afastar caso sua cliente não apresente as provas que diz ter contra o jogador, a quem acusa de agressão e estupro.

Foi ele quem a carregou nos braços após o depoimento em São Paulo, na última sexta-feira (7); na ocasião, Najila afirmou que o vídeo completo com as imagens estava no tablet que foi furtado do seu apartamento, em São Paulo.

Apesar disso, os policiais não encontraram impressões digitais no local além das dela e da empregada. A moça disse que não sabe o que mais foi levado, além do tablet, do relógio e de uma quantia em dinheiro que estava na bolsa.

No único vídeo divulgado por ela até o momento, Neymar aparece apanhando; a modelo garante que possui registros da agressão dele. Já o advogado dela assegura que ainda não teve acesso ao vídeo que ela cita.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:20

247 – O jornalista Glenn Greenwald, editor responsável pelo site The Intercept, comentou no Twitter a nota publicada pela força-tarefa da Lava Jatono site do Ministério Público Federal a respeito das mensagens divulgadas neste domingo 9 que desmascaram a estratégia da operação para condenar, prender e tirar Lula das eleições, além de impedi-lo de dar entrevista e ainda a atuação ilegal do ex-juiz Sergio Moro com os procuradores.

“1/ MPF/Lava Jato emitiu uma longa declaração sobre nossa reportagem que (a) não negou nada que nós publicamos, incluindo os piores atos deles e (b) confirmou que o material no nosso arquivo é autêntico, o que nós já sabíamos”, publicou Glenn em sua conta no Twitter.

Ele também se referiu ao trecho em que a Lava Jato critica a divulgação de mensagens privadas e lembra que Moro fez o mesmo, de forma ilegal, com Lula e Dilma. “2/ Ironicamente, as mesmas pessoas que divulgaram as conversas privadas de Lula – incluindo muitas que não tinham nada a ver com assuntos de interesse público – agora estão tentando se colocar como vítimas de uma terrível invasão de privacidade. Lembra?”.

“3/ Ao contrário da horrível invasão de privacidade que perpetraram, já dissemos que somos jornalistas e, portanto, só publicaremos material relacionado a assuntos públicos, não informações pessoais. Os promotores da LJ não são vítimas; esta reportagem mostra: eles são o oposto”.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:15

Trabalhadores são resgatados de trabalho escravo na Paraíba (Foto: Reprodução)

Uma operação resgatou oito trabalhadores que atuavam na extração de caulim na cidade do Junco do Seridó, no Sertão da Paraíba. De acordo com o Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), os trabalhadores estavam em condições análogas à escravidão.

Os grupo inspecionava minas no Sítio do Galo Branco, cujas banquetas são abertas e exploradas por empresas de beneficiamentos do produto. No local a equipe encontrou duas equipes de quatro trabalhadores, uma equipe estava extraindo o minério de forma manual, com auxílio de ferramentas manuais e precário sistema de içamento composto por carretel, corda e manivela, montado sob cavalete improvisado de galhos, em banqueta cujas medidas era de aproximadamente 1m² de área de acesso e 12,5m de profundidade. Já a outra equipe estava extraindo o minério de forma manual, com auxílio de ferramentas manuais e de um guincho improvisado, em banqueta de aproximada 1m² de área de acesso e 14m de profundidade.

A fiscalização informou que as pessoas estavam em condições de trabalho extremamente perigosas, utilizando equipamentos montados de forma precária, com risco iminente de quedas e de soterramento, em locais confinados em exposição a riscos atmosféricos.

Ainda de acordo com a fiscalização as banquetas eram escavadas e exploradas sem qualquer precaução do ponto de vista técnico e sem fornecimento de equipamentos de proteção que garantissem a mínima segurança.

Os trabalhadores recebiam menos de um salário mínimo por mês para passarem pelo menos seis horas por dia no local. Os trabalhadores não tinha acesso a instalações sanitárias nas frentes de trabalho e não tinham fornecimento de água fresca e limpa.

Os demais direitos trabalhistas, como a carteira de trabalho assinada, também não faziam parte do acerto com as empresas que adquiriam todo o minério que eles retiravam do local.

O caulim retirado das minas era negociado pelas empresas responsáveis pelas atividades do beneficiamento, com indústrias nacionais que trabalham com o produto na indústria de tintas, alpargatas e cerâmicas.

Via ClickPB

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:08

Resultado de imagem para fotos Começa a montagem da FENECITI com 100% dos estandes já comercializados

Caicó-RN vive a expectativa de sediar nos próximos dias a 1ª edição da FENECITI – Feira Regional de Negócios, Ciência, Tecnologia e Inovação. A feira, além do conceito inovador que envolverá pesquisadores de diversas instituições de ensino, traz uma programação diversificada que já desperta a curiosidade de pessoas de todo o estado.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado, “a receptividade tem sido muito grande, tanto por quem produz, como dos compradores e a expectativa da sociedade. A juventude participará apresentando as novidades do campo da ciência, da tecnologia e inovação. Tenho certeza que muita gente vai se surpreender positivamente com o que o Rio Grande do Norte está produzindo em todos os sentidos”.

O presidente da CDL-Caicó, João Batista, diz que um dos indicativos de que a feira será um sucesso é o fato da FENECITI, a poucos dias de ser realizada, já tem 100% dos estandes comercializados, confirmando a presença de expositores de comércio, indústria e serviços. A Feira Regional de Negócios acontecerá nos próximos dias 14 e 15 de junho, no Complexo Ilha de Sant’Ana.

A FENECITI é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, FCDL RN e CDL-Caicó. Apoio: Sebrae, IFRN, UFRN, UnP e ITEP. Patrocínio: Governo Federal, Banco do Nordeste, Município de Caicó, Sistema FIERN, Fecomércio RN, Potigás, IPEM, CAERN, JUCERN, Cimentos Mizu, Coca-Cola e Café Santa Clara.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
07:02

 

O senador Jean-Paul Prates (PT) se pronunciou sobre as publicações do site Intercept Brasil, que relatam conversas vazadas entre o então juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça, e procuradores da força-tarefa da Lava Jato

“É muito grave a revelação do Intercept Brasil de que Procuradores da Lava Jato tramaram em segredo para condenar Lula, tirando-o das eleições de 2018. Tudo registrado em mensagens, áudios e vídeos. Fica cada vez mais difícil, diante dos fatos, negar a tese da perseguição jurídica contra Lula”, criticou Jean-Paul.

“As conversas evidenciam a atuação orquestrada entre o procurador da República Deltan Dalagnol e o então juiz Sérgio Moro com o objetivo de prender Lula. É ‘lawfare’ claro e o fim do mito da imparcialidade da Lava Jato. Vamos aguardar para ver se a grande mídia vai dar visibilidade ou se irá esconder o caso”, cobrou o senador que é vice-líder da Minoria no Congresso.

“Precisamos agora cobrar um posicionamento da Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público e do Supremo Tribunal Federal. Pelo bem da democracia, não podemos aceitar nenhum processo de exceção com fins políticos”, concluiu o parlamentar.

Via Thaisa Galvão.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
06:54

O vazamento de conversas por WhatsApp entre o advogado José Edgard Bueno e a modelo Najila Trindade, que acusa o jogador Neymar Jr. de estupro, complicou ainda mais a vida do jornalista Mauro Naves na Globo. A cúpula da emissora suspeita que o repórter atuou para abafar o escândalo, e por isso o afastou da cobertura esportiva em anúncio em pleno Jornal Nacional, na última quarta-feira (5).

Um trecho dos diálogos vazados fortalece essa suspeita e pode ser o que faltava para a demissão de Naves. No último dia 28, uma semana depois de ter chegado de Paris e de ter feito o primeiro contato com o advogado, Najila recebeu a seguinte mensagem de Bueno, conforme reportagem do Jornal da Record na sexta (7).

“Naj, estou em Teresópolis conversando com a pessoa que, eventualmente, poderá ajudar no encaminhamento do acordo. O laudo médico ficou pronto, está excelente. Preciso que você me mande agora aquela foto de como ficou roxo e bem feio. Mande também a mensagem do babaca mandando a foto pra você. Quero sair daqui com uma solução encaminhada”.

Na direção da Globo, há a convicção de que a pessoa que poderia ajudar o advogado era Mauro Naves. O jornalista, que admitiu à emissora que é amigo de José Edgard Bueno, estava em Teresópolis naquele dia, acompanhando o preparo da Seleção Brasileira para a Copa América. Entrou ao vivo da cidade fluminense no Globo Esporte, com a notícia de que Neymar tinha perdido a braçadeira de capitão.

Segundo a nota lida por William Bonner no Jornal Nacional de quarta-feira (5), Naves foi afastado da cobertura porque forneceu o telefone de Neymar da Silva Santos, pai de Neymar, ao advogado José Edgard Bueno, em troca de uma posterior entrevista exclusiva. A Globo viu “evidências de que suas atitudes [as de Naves] neste caso contrariaram a expectativa da empresa sobre a conduta de seus jornalistas”.

O afastamento causou espanto e apreensão nos bastidores da Globo. Afinal, é comum jornalistas em busca de furos de reportagem trocarem informações, principalmente agenda, com suas fontes.

Na última sexta, o Notícias da TV revelou que a nota de Bonner no Jornal Nacional não disse tudo, para poupar o jornalista. De acordo com fontes na emissora, Naves foi além de um pacto entre fonte e repórter. O advogado teria ido até Petrópolis para negociar com o staff de Neymar e procurou o amigo Naves. O jornalista teria ouvido o pedido para intermediar um acordo e teria telefonado para o pai de Neymar para que ele aceitasse conversar.

A sua justificativa, de que forneceu o contato de Neymar pai em troca de um furo, não cola, porque, se houvesse acordo entre o jogador e o então advogado de Najila, não haveria denúncia, não haveria escândalo, não haveria notícia.

Além disso, Naves não reportou seus superiores sobre sua participação no caso no dia 1º, quando o UOL trouxe o escândalo à tona, e não contou detalhes que poderiam ajudar na cobertura. Só se manifestou na quarta (5), quando o pai do jogador o denunciou.

De acordo com fontes, a cúpula da Globo está convicta de que Naves soube antes de todo mundo de que o camisa 10 da seleção estava sendo acusado de agressão, mas não divulgou –“abafou”, como se fala no meio jornalístico. Houve uma falha grave, na avaliação interna.

Notícias da TV

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
06:52

O Blog reproduz aqui o material da The Intercept que supostamente mostra a motivação política dos procuradores em atuarem contra Lula:

Um extenso lote de arquivos secretos revela que os procuradores da Lava Jato, que passaram anos insistindo que são apolíticos, tramaram para impedir que o Partido dos Trabalhadores, o PT, ganhasse a eleição presidencial de 2018, bloqueando ou enfraquecendo uma entrevista pré-eleitoral com Lula com o objetivo explícito de afetar o resultado da eleição.

Os arquivos, a que o Intercept teve acesso com exclusividade, contêm, entre outras coisas, mensagens privadas e de grupos da força-tarefa no aplicativo Telegram. Neles, os procuradores da força-tarefa em Curitiba, liderados por Deltan Dallagnol, discutiram formas de inviabilizar uma entrevista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo,autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski porque, em suas palavras, ela “pode eleger o Haddad” ou permitir a “volta do PT” ao poder.

Essas discussões ocorreram no mesmo dia em que o STF acatou o pedido de entrevista da Folha de S.Paulo. Conforme noticiado no Consultor Jurídico: “Na decisão, o ministro [Ricardo Lewandowski] citou que o Plenário do STF garantiu ‘a ‘plena’ liberdade de imprensa como categoria jurídica proibitiva de qualquer tipo de censura prévia’”.

Os diálogos demonstram que os procuradores não são atores apartidários e apolíticos, mas, sim, parecem motivados por convicções ideológicas e preocupados em evitar o retorno do PT ao poder. As conversas fazem parte de um lote de arquivos secretos enviados ao Intercept por uma fonte anônima há algumas semanas (bem antes da notícia da invasão do celular do ministro Moro, divulgada nesta semana, na qual o ministro afirmou que não houve “captação de conteúdo”). O único papel do Intercept foi receber o material da fonte, que nos informou que já havia obtido todas as informações e estava ansioso para repassá-las a jornalistas. A declaração conjunta dos editores do The Intercept e do Intercept Brasil (clique para ler o texto completo) explica os critérios editoriais usados para publicar esses materiais, incluindo nosso método para trabalhar com a fonte anônima.

Aquele dia, a comoção teve início às 10h da manhã, assim que o grupo soube da decisão de Lewandowski. O ministro ressaltou que os argumentos usados para impedir a entrevista de Lula na prisão eram claramente inválidos, uma vez que com frequência entrevistas são “concedidas por condenados por crimes de tráfico, homicídio ou criminosos internacionais, sendo este um argumento inidôneo para fundamentar o indeferimento do pedido de entrevista”. Assim, levando em conta que Lula “não [se encontra] em estabelecimento prisional, em que pode existir eventual risco de rebelião” e tampouco “se encontra sob o regime de incomunicabilidade”, o ministro decidiu em favor da entrevista.

Um clima de revolta e pânico se espalhou entre os procuradores. Acreditando se tratar de uma conversa privada que jamais seria divulgada, eles deixaram explícitas suas motivações políticas.

A procuradora Laura Tessler logo exclamou: “Que piada!!! Revoltante!!! Lá vai o cara fazer palanque na cadeia. Um verdadeiro circo. E depois de Mônica Bergamo, pela isonomia, devem vir tantos outros jornalistas… e a gente aqui fica só fazendo papel de palhaço com um Supremo desse… ”.

Uma outra procuradora, Isabel Groba, respondeu com apenas uma palavra e várias exclamações: “Mafiosos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”.

Após uma hora, Tessler deixou explícito o que deixava os procuradores tão preocupados: “sei lá…mas uma coletiva antes do segundo turno pode eleger o Haddad”.

Enquanto essas mensagens eram trocadas no grupo dos procuradores da Lava Jato, Dallagnol estava conversando em paralelo com uma amiga e confidente identificada no seu Telegram apenas como ‘Carol PGR’ (cuja identidade não foi confirmada pelo Intercept). Lamentando a possibilidade de Lula ser entrevistado antes das eleições, os dois estavam expressamente de acordo que o objetivo principal era impedir o retorno do PT à presidência e concordaram que rezariam para que isso não ocorresse.

Não se trata de uma confissão isolada. Toda a discussão, que se estendeu por várias horas, parece mais uma reunião entre estrategistas e operadores anti-PT do que uma conversa entre procuradores supostamente imparciais.

Descartada a possibilidade de impedir a entrevista, eles passaram a debater qual formato traria menos benefícios políticos para Lula: uma entrevista a sós com Mônica Bergamo, ou uma coletiva de imprensa com vários jornalistas. Januário Paludo, por exemplo, propôs as seguintes medidas: “Plano a: tentar recurso no próprio stf, possibilidade Zero. Plano b: abrir para todos fazerem a entrevista no mesmo dia. Vai ser uma zona mas diminui a chance da entrevista ser direcionada.”

Outro procurador, Athayde Ribeiro Costa, sugeriu expressamente que a Polícia Federal manobrasse para que a entrevista fosse feita depois das eleições, já que não havia indicação explícita da data em que ela deveria ocorrer. Dessa forma, seria possível evitar a entrevista sem descumprir a decisão.

Uma coletiva de imprensa, além de diluir o foco da entrevista, ainda traria a vantagem de possivelmente inviabilizá-la operacionalmente, como pontuou o procurador Julio Noronha horas depois. Ele também sugeriu abrir a entrevista a outros presos para reduzir a repercussão:

 

(Quando a entrevista foi finalmente autorizada, em abril passado, a Polícia Federal, agora sob o comando do ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, Sergio Moro, o ex-juiz que havia condenado Lula à prisão, tentou transformá-la numa coletiva de imprensa. Um pedido do El País acatado por Lewandowski finalmente pôs o plano por terra.)

Em nenhum trecho da conversa Dallagnol, que participou de forma ativa das discussões, ou qualquer outro procurador, indicou desconforto com as motivações políticas explícitas das estratégias da acusação. Mais do que isso, esse grupo de Telegram, ativo por meses, sugere que esse tipo de cálculo político era rotineiro nas decisões da força-tarefa.

Em um momento, um dos procuradores citou um artigo publicado no site O Antagonista informando que a Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge, não pretendia recorrer da decisão autorizando a entrevista. Os procuradores especularam imediatamente sobre as causas da escolha de Dodge:

 

Parte das discussões tratava também de vazar uma eventual petição para veículos de imprensa.

Os procuradores da força-tarefa estavam tão alarmados com a possibilidade de uma entrevista de Lula levar o PT à vitória que compartilharam um artigo irônico do Antagonista. Publicado naquele dia, o texto sugeria que, num eventual governo Haddad, “Lula sai da cadeia e os procuradores da Lava Jato entram no lugar dele”.
Os receios dos procuradores, porém, foram logo acalmados. Às 22h49 do mesmo dia, o procurador Julio Noronha compartilhou mais uma reportagem do Antagonista, dessa vez com uma boa notícia: “Partido Novo Recorre ao STF Contra Entrevista de Lula”. Uma hora depois, o clima era de comemoração. O ministro do STF Luiz Fux concedeu uma liminar contra a entrevista, atendendo ao pedido do Partido Novo. Na decisão, o ministro diz que “se faz necessária a relativização excepcional da liberdade de imprensa”. Januário Paludo foi taxativo: “Devemos agradecer à nossa PGR: Partido Novo!!!”.

Os procuradores não demonstraram preocupação com o fato de um ministro do STF ter poder para suspender a liberdade de imprensa – ou de que um partido que se diz liberal entrou com um pedido nesse sentido. Pelo contrário, os procuradores comemoraram a proibição.

Por anos, a Lava Jato foi acusada de operar com motivações políticas, partidárias e ideológicas, e não jurídicas. A força-tarefa vem negando isso de forma veemente. Agora que suas conversas estão se tornando públicas, a população terá a oportunidade de decidir por si mesma. As discussões do dia 28 de setembro trazem indícios significativos de que a força-tarefa não é o grupo apolítico e apartidário de luta anticorrupção que os procuradores e seus aliados na mídia tentam pintar.

Ao contrário do que tem como regra, o Intercept não solicitou comentários de procuradores e outros envolvidos nas reportagens, para evitar que eles atuassem para impedir sua publicação e porque os documentos falam por si. Entramos em contato com as partes mencionadas imediatamente após publicarmos as matérias, que atualizaremos com os comentários assim que eles sejam recebidos.

Via BG.

Publicado por: Chico Gregorio


10/06/2019
06:38

Após os vazamentos de conversas entre integrantes da Jala Jato, a defesa do ex-presidente Lula se manifestou e aproveitou para procurar brechas que, legalmente, possam vir a beneficiar o cliente com a extinção do processo afirmando que todos estão corrompidos

“Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos”, diz um trecho.

Confira nota na íntegra

NOTA

Em diversos recursos e em comunicado formalizado perante o Comitê de Direitos Humanos da ONU em julho de 2016 demonstramos, com inúmeras provas, que na Operação Lava Jato houve uma atuação combinada entre os procuradores e o ex-juiz Sérgio Moro com o objetivo pré-estabelecido e com clara motivação política, de processar, condenar e retirar a liberdade do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reportagem publicada hoje (09/06/2019) pelo portal “The Intercept” revela detalhes dessa trama que foi afirmada em todas as peças que subscrevemos na condição de advogados de Lula a partir dos elementos que coletamos nos inquéritos, nos processos e na conduta extraprocessual dos procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Sergio Moro.

A atuação ajustada dos procuradores e do ex-juiz da causa, com objetivos políticos, sujeitou Lula e sua família às mais diversas arbitrariedades. A esse cenário devem ser somadas diversas outras grosseiras ilegalidades, como a interceptação do principal ramal do nosso escritório de advocacia para que fosse acompanhada em tempo real a estratégia da defesa de Lula, além da prática de outros atos de intimidação e com o claro objetivo de inviabilizar a defesa do ex-Presidente.

Ninguém pode ter dúvida de que os processos contra o ex-Presidente Lula estão corrompidos pelo que há de mais grave em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos. O restabelecimento da liberdade plena de Lula é urgente, assim como o reconhecimento mais pleno e cabal de que ele não praticou qualquer crime e que é vítima de “lawfare”, que é a manipulação das leis e dos procedimentos jurídicos para fins de perseguição política.

Publicado por: Chico Gregorio