05/07/2019
10:44

Na Veja

Uma das obsessões de Moro envolvia manter os casos da Lava-Jato em seu poder em Curitiba, a exemplo dos processos de Lula do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.

Nesse esforço, o magistrado mentiu a um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ou, na hipótese mais benigna, ocultou dele uma prova importante, conforme mostra um dos diálogos.

A conversa em questão se refere ao caso de Flávio David Barra, preso em 28 de julho de 2015, quando presidia a AG Energia, do grupo Andrade Gutierrez. Sua detenção ocorreu na Operação Radioatividade, relacionada a pagamentos de propina feitos por empreiteiras, entre elas a Andrade Gutierrez, a Othon Luiz Pinheiro da Silva, da Eletronuclear, responsável pela construção da usina nuclear Angra 3.

Em 25 de agosto, a defesa de Barra pede ao ministro do STF Teori Zavascki a suspensão do processo tocado pela 13ª Vara de Curitiba, alegando que Moro não tinha competência para julgar o caso por haver indício de envolvimento de parlamentares, entre eles o então senador Edison Lobão (MDB-MA).

Diante da reclamação, Zavascki cobra explicações de Moro, que diz não saber nada sobre o envolvimento de parlamentares. Mesmo assim, com base nas informações da defesa, o ministro do STF suspende em 2 de outubro as investigações, o que força o então juiz a remeter o caso de Curitiba para Brasília três dias depois.

Seu comportamento perante Zavascki foi impróprio, como evidencia um diálogo registrado no Telegram dezoito dias depois entre o procurador Athayde Ribeiro Costa e a delegada Erika Marena, da Polícia Federal. Costa diz precisar com urgência de uma “planilha/agenda” apreendida com Barra que descreve pagamentos a diversos políticos.

Marena responde que, por orientação de “russo” (Moro), não tinha tido pressa em “eprocar” a planilha (tradução: protocolar o documento no sistema eletrônico da Justiça). “Acabei esquecendo de eprocar”, disse. “Vou fazer isso logo”, completa.

Na pior das hipóteses, Moro já sabia da existência da planilha quando foi inquirido por Zavascki e mentiu ao ministro. Em um segundo possível cenário, igualmente comprometedor, Moro teria tomado conhecimento da planilha depois da inquirição de Zavascki e pediu à delegada para “não ter pressa” em protocolar o documento. Tudo indica que a manobra tinha como objetivo manter o caso em Curitiba.

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
10:35

As novas revelações do site Intercept Brasil, desta vez em parceria com a Revista Veja, apontam novos crimes de Sérgio Moro, quando julgava os processos da Lava Jato; a partidarização do Judiciário reforça uma condenação de Lula sem provas e que fere o Estado Democrático de Direito; Justiça brasileira se desmoraliza cada vez mais

(Foto: Lula Marques | Reuters)

 As novas revelações do site Intercept Brasil, desta vez em parceria com a Revista Veja, apontam novos crimes do atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, quando julgava os processos da Operação Lava Jato em primeira instância. A partidarização do Judiciário reforça uma condenação sem provas, questionada por vários juristas, e que fere o Estado Democrático de Direito. Justiça dentro da própria magistratura e punição a juristas dentro da lei, com as devidas garantias constitucionais, passa a ser mais que um imperativo com os escândalos que vêm sendo revelados pela Vaza Jato.

Um diálogo demonstra uma relação no mínimo estranha entre a força-tarefa e o Supremo Tribunal Federal em um diálogo de Sérgio Moro com o procurador Deltan Dallagnol faz uma referência ao ministro Edson Fachin, do Supremo: “Em 13 de julho de 2015, Dallagnol sai exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin e comenta com os colegas de MPF: ‘Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso'”, disse o procurador.

reportagem aponta novamente para um conluio entre Sérgio Moro e procuradores no intuito de orientar as investigações, o que fere o princípio da equidistância entre magistrado e a parte acusatória. Ou seja, Moro extrapolou as duas funções de juiz.

Vale ressaltar que outra matéria já havia apontado que procurador Deltan Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina.

Outro detalhe é que o empresário Léo Pinheiro, da OAS, só passou a ter credibilidade para a Lava Jato depois que mudou sua versão e passou a acusar o ex-presidente Lula de ter recebido o triplex em Guarujá (SP) como propina.

O ex-presidente, no entanto, nunca dormiu, nem tinha a chave do apartamento. E o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia “prova cabal” de que Lula era o proprietário do apartamento que estava em nome da construtora. Com a violação do Estado Democrático de Direito para tirar a maior liderança popular do País da eleição de 2018, a sua liberdade seria um sinônimo do que se chama de democracia. Por enquanto, o Judiciário brasileiro se desmoraliza no mundo.

Via 247-Brasil.

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
10:17

Em conversa com seus colegas do Ministério Público Federal, o procurador Deltan Dallagnol saiu exultante de um encontro com o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em 13 de julho de 2015. “Caros, conversei 45 m com o Fachin. Aha uhu o Fachin é nosso”, vibrou.

A reportagem realizou o mais completo mergulho já feito nesse conteúdo. Foram analisadas 649.551 mensagens. Palavra por palavra, as comunicações examinadas pela equipe são verdadeiras e a apuração mostra que o caso é ainda mais grave. Moro cometeu, sim, irregularidades. Fora dos autos (e dentro do Telegram), o atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem. Além disso, revelam os diálogos, comportou-se como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado. Na privacidade dos chats, Moro revisou peças dos procuradores e até dava broncas neles.

A relação entre Moro e Dalla­gnol era tão próxima que abre espaço para que eles comemorem nas conversas o sucesso de algumas etapas da Lava­-Jato, como se fossem companheiros de trabalho festejando metas alcançadas. Em 14 de dezembro de 2016, Dallagnol escreve ao parceiro para contar que a denúncia de Lula seria protocolada em breve, enquanto a de Sérgio Cabral já seria registrada no dia seguinte (o que de fato ocorreu). Moro responde com um emoticon de felicidade, ao lado da frase: “ um bom dia afinal”.

VEJA

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
10:16

O ex-juiz Sergio Moro combinou com o Ministério Público Federal (MPF) as datas em que deveriam ser marcadas operações realizadas no âmbito da Operação Lava-Jato.

 (./.)

A revelação consta em diálogos inéditos que fazem parte do material analisado por VEJA em parceria com o site The Intercept Brasil. Só uma pequena parte do material havia sido divulgada até agora — e ela foi suficiente para causar uma enorme polêmica. A reportagem realizou o mais completo mergulho já feito nesse conteúdo.

Foram analisadas 649.551 mensagens. Palavra por palavra, as comunicações examinadas pela equipe são verdadeiras e a apuração mostra que o caso é ainda mais grave. Moro cometeu, sim, irregularidades. Fora dos autos (e dentro do Telegram), o atual ministro pediu à acusação que incluísse provas nos processos que chegariam depois às suas mãos, mandou acelerar ou retardar operações e fez pressão para que determinadas delações não andassem. Além disso, revelam os diálogos, comportou-se como chefe do Ministério Público Federal, posição incompatível com a neutralidade exigida de um magistrado. Na privacidade dos chats, Moro revisou peças dos procuradores e até dava broncas neles.

Uma conversa no grupo “PF-MPF Lava Jato 2”, datada de 7 de julho de 2015, mostra um interlocutor não identificado, e que a reportagem concluiu ser o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, avisando outro interlocutor não identificado, que VEJA apurou ser o delegado da Polícia Federal Igor Romário, sobre uma sugestão dada por Moro, apelidado nas conversas de Russo. “Igor. O Russo sugeriu a operação do professor para a semana do dia 20.”, diz o texto literal da mensagem enviada por Santos Lima. “Opa… beleza… Vou começar a me organizar”, responde o delegado. Segundo a apuração da revista, o “professor” era o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, da Eletronuclear. Ele acabou sendo preso no dia 28.

VEJA

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
07:10

Relatado pelo deputado estadual Francisco do PT, o Projeto de Lei enviado pelo Governo do Estado que trata da “Prorrogação da contratação temporária de professores para atender a necessidade de excepcional interesse público decorrente da efetivação da Educação Profissional na Rede Estadual de Ensino”, foi aprovado durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa do RN. Segundo Francisco do PT, o Projeto…

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
07:09

No sábado (06), na VI Feira do Agronegócio de Jardim do Seridó, a Emparn vai promover, entre 9 e 17 horas, o Leilão da Urna, onde serão comercializados dois animais bovinos, sendo um tourinho da raça Pardo-Suiço e um tourinho Sindi. Os interessados farão o depósito das propostas em uma urna ao longo do dia. Os animais serão leiloados…

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
07:05

1 img20190704103011122 11899554 - 'Os policiais estão em luto com a traição do Bolsonaro e do PSL', diz delegado da PF

Após a derrota sofrida pelas carreiras de Segurança Pública na votação da Reforma da Previdência na Comissão Especial, nesta quinta-feira, os policiais federais e outras categorias correlatas estenderam as críticas que faziam ao presidente Jair Bolsonaro aos parlamentares do PSL. Os deputados votaram contra os destaques que suavizavam as regras para a aposentadoria dos agentes.

“Os policiais do Brasil estão em luto hoje com essa traição do Bolsonaro e do PSL. Eles foram eleitos com a nossa bandeira, a da Segurança Pública, e nos traíram”, declarou ao DIA o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva.

Ele e outros representantes das carreiras de Segurança Pública acompanharam a votação do texto básico da reforma, elaborado pelo relator Samuel Moreira (PSDB-SP) e os destaques do Podemos e do PSD que abrandavam os itens relativos aos agentes.

A ideia agora é continuar a articulação com o Legislativo para que o tema volte como destaque no plenário da Câmara. “Vamos continuar nos mobilizando e correndo atrás de votos”, disse Paiva.

Os policiais federais, rodoviários federais, agentes da Abin, inspetores penitenciários e outros pedem as mesmas regras que o governo propôs aos militares das Forças Armadas em projeto de lei à parte.

Reivindicam direito à integralidade e paridade e uma regra de transição equivalente à dos militares — um pedágio de 17% sobre o tempo que falta para a aposentadoria.

Como são as regras hoje

Atualmente, para os agentes se aposentarem com benefício integral, não é exigida idade mínima, mas 30 anos de contribuição e 20 anos, no mínimo, na função policial. E a PEC 6 (da Reforma da Previdência) prevê a integralidade às carreiras, desde que os profissionais tenham, no mínimo, 55 anos de idade e 40 de contribuição, além de 25 anos no cargo.

Fonte: O Dia

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
07:00


Em ‘live’ nesta quinta-feira (4), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) defendeu o trabalho infantil e na transmissão “lembrou que com 10 anos de idade “quebrava milho” na fazenda em que o pai trabalhava. “E não me faz mal nenhum. E era trabalho pesado”, disse. A declaração do presidente fere as políticas públicas de proteção da criança e da adolescência vigentes no país.

Bolsonaro ainda arremeteu aos que são contra a permissão para crianças trabalharem, mas que “não falam nada quando a criança tem um ‘paralelepípedo’ de crack na mão”. “Mas fiquem tranquilos. Não vou apresentar nenhum projeto sobre isso porque eu seria massacrado”, afirmou.

Ele também disse que aprendeu a dirigir com esta idade, em tratores da fazenda e ainda a atirar caçando no mato.

A legislação brasileira atual proíbe trabalho para menores de 16 anos no país, exceto na condição de aprendiz, que só pode ser exercida a partir dos 14 anos.

As declarações, além de infelizes, revelam um presidente despreparado e primário.

Assista ao vídeo:

Via Esmael Morais.

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:53

O diretor-presidente da Associação Norte Riograndense de Criadores (Anorc), Marcelo Passos, disse que a iniciativa do governo em isentar o abate de bovinos do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), pode, a longo prazo, modificar totalmente a atual situação dos pequenos criadores.

“Essa medida do governo se enquadra numa estratégia desenvolvimentista que vai possibilitar novos caminhos de sustentabilidade. Com o governo ajudando o produtor rural a reaver sua produção e a conseguir sair do abate feito na clandestinidade, logo mais o mercado local e o de fora do RN ganharão força”, destacou o representante da Anorc em entrevista concedida ao Jornal Agora, apresentado na Rádio 97,9 FM.

Ainda de acordo com Passos, o incentivo possibilitado pela isenção do ICMS poderá mudar a atual situação de vários produtores em todo o RN.

“Só pra se ter uma ideia, o RN tem hoje 18 mil propriedades rurais abandonadas por falta de uma política desenvolvimentista. No caso dos criadores, praticamente todos faliram por não suportarem as falhas da cadeia da carne no nosso estado”, afirmou.

No início do mês passado, a governadora Fátima Bezerra anunciou a assinatura do decreto que isenta o abate de bovinos no Rio Grande do Norte do ICMS.

A expectativa, segundo Marcelo Passos, é de que com o decreto posto em prática, as liberações de créditos aos pequenos produtores sejam facilitadas, bem como a geração de novos empregos no setor.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:51

O senador Styvenson Valentim (Podemos) recebeu, durante três meses, salários incorretos do Governo do Rio Grande do Norte. De acordo com memorando da Secretaria de Estado da Administração (Sead), o erro de cálculo provocou um dano equivalente a R$ 18.474,29 aos cofres públicos, que já está sendo ressarcido pelo ex-policial nas próximas folhas.

Após ser eleito para o Senado no ano passado, Styvenson passou a fazer parte do quadro da reserva da Polícia Militar. Com isso, deveria ter sido atribuído a ele um salário proporcional ao tempo em que exerceu a função (15 anos). Ou seja, cabia-lhe receber 15/30 avos do valor que ganhava quando estava em atividade.

Segundo a Sead, o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do RN (Ipern) atribuiu indevidamente o pagamento da remuneração integral ao senador no meses de janeiro, fevereiro e março, mas ao ser alertado pelo equívoco, efetuou a correção na folha de pagamentos e Styvenson passou a receber os valores certos a partir do mês de abril.

Diante do cenário, a Secretaria de Administração informou que comunicou à PM sobre o ocorrido, e Styvenson já está sofrendo descontos nos seus salários como forma de ressarcimento dos valores que foram pagos a maior nos três primeiros meses de 2019.

Valores pagos a Styvenson de janeiro e junho deste ano. (Foto: Reprodução)

Outro lado
Procurada pelo Agora RN, a assessoria de imprensa de Styvenson informou que a ida do parlamentar para a reserva só foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 8 de fevereiro, e que este foi o motivo pelo qual ele foi remunerado como PM em atividade nos primeiros meses deste ano.

Ainda segundo a assessoria, Styvenson não teria sido oficiado, em nenhum momento, do possível erro cometido pelo Executivo. Ao saber do problema, ele determinou à sua assessoria jurídica que verifique se a remuneração foi paga indevidamente para que as providências sejam tomadas.

Via Agora RN

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:41

O presidente Jair Bolsonaro indicou Carlos Mário Velloso Filho a uma das vagas abertas de ministro substituto do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O advogado tem 56 anos de idade é filho do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso. Ele também é subprocurador-geral da Procuradoria-Geral do Distrito Federal. A indicação foi confirmada pelo Palácio do Planalto e deverá ser publicada na edição desta sexta-feira (5) do Diário Oficial da União.

Velloso era o terceiro mais votado na lista tríplice encaminhada pelos ministros do STF. Ele obteve oito votos. A relação era encabeçada pela advogada Daniela Teixeira, que recebeu o apoio de 10 ministros do STF em votação secreta ocorrida na semana passada. Completava a lista o advogado Marçal Justen Filho, que obteve 9 votos.

A vaga no TSE surgiu em decorrência da posse do ministro Sergio Banhos, então substituto, como ministro efetivo, em maio deste ano. De acordo com o artigo 119 da Constituição Federal, o TSE deve ter pelo menos sete juízes, sendo três vagas dos ministros do STF, duas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e duas a serem preenchidas por advogados indicados pelo chefe do Poder Executivo. Neste último caso, quando houver vacância, o presidente da República recebe uma lista tríplice elaborada pela Suprema Corte com a indicação de nomes de advogados ao cargo.

Agência Brasil

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:38

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por 30 votos a 18, a comissão especial da reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara dos Deputados rejeitou, há pouco, mudança nas regras de aposentadoria de professores. A proposta buscava manter as atuais regras de aposentadoria para professores, com 25 anos de contribuição para mulheres e 30 anos para homens, sem exigência de idade mínima.

Pelo texto do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), aprovado nesta quinta-feira (4) na comissão, as professoras poderão se aposentar com 57 anos de idade e 25 de contribuição; e os professores, com 60 de idade e 30 de contribuição. Os profissionais do magistério terão de comprovar efetivo exercício na educação infantil ou nos ensinos médio e fundamental.

Para o relator, a Câmara já suavizou o texto vindo do Executivo e evitará situações em que profissionais se aposentam aos 45 anos. Pelo texto enviado pelo governo federal seria exigida idade mínima de 60 anos e 30 anos de contribuição para profissionais dos dois sexos.

“A questão do professor é ganhar melhor, é carga horária diferenciada, sala com menos de 30 alunos. Não adianta fazer ‘puxadinho’, não vai resolver a questão do professor, do aluno e do país dessa forma”, disse Moreira.

Neste momento, parlamentares continuam com a apreciação das sugestões de modificação ao texto de Moreira. Ao todo, foram propostos 17 destaques de bancada e 88 individuais com sugestões de mudanças ao texto-base. A comissão, no entanto, não apreciará as propostas individuais. Já as propostas de bancadas serão analisadas uma por uma.

Policiais

Mais cedo, o colegiado rejeitou dois destaques que alteravam as regras para aposentadoria de agentes de segurança. As propostas previam uma regra de transição para policiais federais, policiais rodoviários federais, policiais civis, guardas municipais, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e agentes de trânsito.

O texto previa a cobrança um pedágio de 17% sobre o tempo de contribuição que faltaria para a aposentadoria. Além disso, definia uma idade mínima inferior para essas categorias, de 55 anos para homens e 52 para mulheres.

Com a rejeição das propostas, fica mantido o texto que inclui profissionais que exercem atividades ligadas à segurança pública, entre eles policiais federais, policiais rodoviários federais, servidores da Abin, policiais legislativos, policiais civis, policiais militares e bombeiros, agentes de trânsito, agentes penitenciários, agentes socioeducativos, oficiais de justiça e guardas municipais.

Via BG

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:37

Um dos principais aliados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Jaques Wagner (PT-BA) sugeriu nesta quinta-feira (4) que o empreiteiro Léo Pinheiro sofreu ameaças para escrever carta enviada com exclusividade à Folha na qual o ex-executivo da OAS reitera acusações contra o petista.

No texto, Léo Pinheiro rechaça a possibilidade de ter adaptado suas declarações sobre o apartamento tríplex em Guarujá (SP) para que seu acordo de delação premiada fosse aceito pela Lava Jato.

Reportagem da Folha produzida a partir de mensagens obtidas pelo site The Intercept Brasil mostrou que o empreiteiro só passou a ser considerado merecedor de crédito na Lava Jato após mudar diversas vezes sua versão sobre o apartamento que a empresa afirmou ter reformado para Lula. Seu testemunho foi peça chave para a condenação do petista por corrupção e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta, Wagner lamentou ter participado da aprovação da lei que instituiu a delação premiada, sancionada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

“Hoje, sou obrigado a dizer que me arrependo de ter contribuído, porque nós não fomos, na minha opinião, no detalhe”, afirmou, sem especificar o que poderia ter sido aprimorado.

Para ele, Pinheiro escreveu o documento sob ameaça. “A carta, para mim, chega a ser risível. Porque a carta alguém deve ter dito ‘ou você escreve a carta, ou você não terá o benefício de eventual redução de pena’.”

“Na verdade, eu não tenho provas, mas imagino…eu conheço o Léo Pinheiro. O que ele deve ter passado lá dentro. Não sei que tipo de ameaças que ele recebeu”, continuou o senador e ex-governador da Bahia. “É impossível você falar de uma contribuição livre e espontânea de alguém que está preso.”

Outros petistas também apoiaram Lula. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), vice-presidente nacional do partido, chamou a carta de “recurso desesperado de quem não teve a delação premiada.” A colaboração do empreiteiro ainda aguarda homologação pela Procuradoria-Geral da República.

Colegas de Wagner no Senado, no entanto, saíram em defesa do instituto da delação.

“Não podemos, a despeito de excessos que tenham havido, criminalizar o que a Lava Jato avançou no Brasil”, disse o líder da minoria na Casa, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

“O grande erro da Lava Jato foi o juiz da operação servir a um governo que tem caso de corrupção. A delação premiada é um instituto que melhorou o sistema penal brasileiro e deve, sendo utilizado como vem sendo pelo Ministério Público, aprimorar os mecanismos anticorrupção”, afirmou Randolfe.

O líder do PSL no Senado, Major Olímpio (SP), disse que a carta de Léo Pinheiro demonstra a intenção de dizer a verdade depois que “a casa caiu”.

“Acho que ele não foi coagido a mandar uma carta dizendo que não foi coagido”, afirmou Olímpio.

Folhapress

Publicado por: Chico Gregorio


05/07/2019
06:32

Foto: Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão Especial da reforma da Previdência encerrou a votação da proposta, depois de 16 horas de debates, devolvendo ao setor rural um benefício tributário que retira R$ 83,9 bilhões da economia esperada de R$ 1,071 trilhão.

Passava de 2h da madrugada desta sexta-feira, quando os deputados aprovaram requerimento (sugestão de mudança de um ponto específico) apresentado pelo bloco formado pelos partidos PP, MDB e PTB. O texto mantém a isenção da alíquota de 2,6% sobre a comercialização de produção agrícola como contribuição previdenciária, desde que parte seja exportada.

O destaque também retira a trava que impedia o perdão da dívida do Funrural, a contribuição paga pelo produtor rural para ajudar a custear a aposentadoria dos trabalhadores.

A aprovação por 23 a 19 do destaque significa um recuo de quase R$ 84 bilhões na economia prevista com a reforma da Previdência, que perdeu a marca de R$ 1 trilhão tão perseguida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Agora, em dez anos, a proposta, se aprovada, economiza R$ 987,5 bilhões.

A medida atendeu ao lobby dos ruralistas que fizeram uma grande mobilização com a bancada na Câmara e com Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) junto ao presidente Jair Bolsonaro.

Na quinta-feira, 4, Bolsonaro reforçou sua “lealdade” à bancada ruralista, em café da manhã com deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). “Como deputado, em 100 % das vezes votei acompanhando a bancada ruralista. E vocês sabem que votar com bancada ruralista é quase como parto de rinoceronte, recebendo críticas da imprensa de organizações não governamentais e de governos de outros países”, afirmou. “Eu e Ramos (presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência) devemos lealdade a vocês que nos colocaram no Palácio. Continuamos juntos”, concluiu ao fim do discurso.

O benefício ao setor rural foi o último destaque que precisava ser avaliado pela comissão. O relatório da reforma da Previdência foi aprovado no começo da tarde de quinta, por 36 votos a 13 na Comissão Especial.

Após ser aprovada na comissão, a proposta de emenda à Constituição (PEC) segue para o plenário da Câmara, onde terá de passar por dois turnos de votação e necessitará do apoio de ao menos 308 dos 513 deputados. Depois, se aprovada, vai para o Senado.

Considerada a principal aposta da equipe econômica do governo para o equilíbrio das contas públicas, a reforma da Previdência modifica as regras de aposentadoria para funcionários do setor privado e servidores públicos da União.

O texto propõe que os homens só poderão se aposentar aos 65 anos e as mulheres, aos 62 anos, com um tempo mínimo de contribuição, de 20 anos (homens) e 15 anos (mulheres). A modalidade da aposentadoria por tempo de contribuição – que exige tempo mínimo de 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) vai acabar, caso a reforma seja aprovada da forma como está.

Os novos critérios valerão para quem ainda não começou a trabalhar. Quem já está trabalhando e contribuindo para o INSS ou o setor público terá regras de transição.

Além do fim da taxação sobre as exportações agrícolas (que caiu depois com a aprovação do destaque), o relator incluiu o aumento de impostos sobre bancos para aumentar o valor da economia esperada em dez anos.

Houve uma tentativa de incluir a previsão de que a reforma também valesse para servidores estaduais e municipais, mas não houve acordo.

“Nós esperávamos um resultado maiúsculo. Foi um pouco maior até do que os cálculos que nós tínhamos. Pensávamos em 34 e [tivemos] 36 votos, o que demonstra aí, eu acredito, uma possibilidade de que isso possa ser replicado no plenário da Câmara. Há um ambiente favorável”, afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o ex-deputado Rogério Marinho.

Depois da votação, o relator Samuel Moreira (PSDB-SP) defendeu a necessidade de inclusão dos Estados e municípios na reforma da Previdência. “A meu ver, nós precisamos lutar para que eles [Estados e municípios] entrem na reforma ainda”, disse.

O relator também mencionou a atuação de categorias de servidores públicos, que buscavam, nessa reta final de votação na Comissão Especial, alterar seus regimes de aposentadoria.

“As corporações têm legitimidade, mas sempre à luz da sociedade”, declarou. “Quem não gostaria de dar novos benefícios? Todos. Mas o momento é de reajustar a Previdência”.

Estadão

Publicado por: Chico Gregorio


04/07/2019
11:38

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), usou o Twitter na noite de ontem (3) para responder a crítica que recebeu do general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva, membro da Comissão de Anistia do governo federal, que o classificou como “imaturo, irresponsável e mal-educado”.

Ao comentar uma reportagem sobre o ataque de Paiva, Carlos afirmou que o general faz parte da ala de “militares que não suportam armas” e que “nunca lideraram nem guerra de travesseiros”.

O vereador disse ainda que, “quando xingado”, tem o direito de responder, “ainda mais vindo de um ‘recruta’ que jamais abriu significativamente a boca quando o PT assaltava o país”.

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Militares que não suportam armas. Nunca lideraram nem guerra de travesseiros! O país dos absurdos!

Ver imagem no Twitter

Carlos Bolsonaro

@CarlosBolsonaro

Quando xingado, ainda tenho o direito de responder! Ainda mais vindo de um “recruta” que jamais abriu significativamente a boca quando o PT assaltava o país! Simples!

Publicado por: Chico Gregorio