
O pesquisador Rafael Chaves, do Instituto Internacional de Física da UFRN, é um dos contemplados com bolsa de R$ 1 milhão do Instituto Serrapilheira. Também foram selecionados para receber o investimento os físicos Bruno Mota e Mario Leandro Aolita, da UFRJ. Eles vão receber R$ 700 mil, mais um bônus de R$ 300 mil destinado à integração e à formação de grupos sub-representados na ciência.
O trabalho de Rafael Chaves busca compreender as implicações de se processar informação em computadores de forma quântica – uma delas é, por exemplo, a impossibilidade de copiar essa informação. Ele investiga, ainda, como se dão as relações de causa e efeito na mecânica quântica. Para isso, aplica a teoria matemática da causalidade, a aprendizagem de máquinas e a inteligência artificial de modo a entender os limites da física clássica e reavaliar seus conceitos básicos. Leia mais sobre o físico.
Os três cientistas contemplados já haviam recebido bolsa de R$ 100 mil por um ano, na 1ª Chamada Pública de Apoio à Ciência do instituto. O apoio de até R$ 1 milhão reitera o princípio do instituto de concentrar recursos em projetos com forte potencial. “Embora seja uma coincidência, já que o apoio do Serrapilheira não é focado especialmente na física, esse resultado mostra que esta é uma área de excelência e promissora no Brasil”, aponta o diretor-presidente do Serrapilheira, Hugo Aguilaniu. Incluindo este novo aporte, o Serrapilheira já investiu R$ 25,6 milhões em pesquisa científica, desde 2017, quando foi fundado.
“Embora jovens, eles já estão inseridos em redes internacionais, contribuindo com ideias inovadoras”, afirma a diretora de Ciência do Serrapilheira, Cristina Caldas. “É um reflexo de, entre outros fatores, anos de investimento da academia brasileira nesses cientistas: UFRJ, IIF/UFRN, UFMG, CBPF e outras foram responsáveis tanto por formá-los quanto por recebê-los como pesquisadores. É uma bela evidência do esforço dessas instituições em colocar a física brasileira em um padrão de competição internacional.”
As pesquisas apoiadas pelo Serrapilheira buscam responder a questões fundamentais da ciência, ainda que envolvam estratégias de risco. Para isso, contam com a liberdade e flexibilidade demandadas pela atividade científica, de modo que os cientistas possam desenvolver seus projetos em longo prazo.







José Aldenir / Agora RN
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