
A senadora Zenaide Maia cumpriu, na última sexta-feira (12) e no sábado (13), uma agenda intensa no Oeste potiguar, marcada por participação em eventos culturais, cívicos e religiosos, reafirmando seu compromisso com o municipalismo e com o fortalecimento das parcerias institucionais nos municípios do Rio Grande do Norte.
Na noite da sexta-feira (12), a parlamentar seguiu até o município de Grossos, a convite da prefeita Cinthia Sonale, onde, ao lado do deputado federal Benes Leocádio, participou do Luau das Cores. O evento integrou a programação comemorativa pelos 72 anos de Emancipação Política do município e foi realizado na praia de Pernambuquinho, reunindo moradores, visitantes e lideranças locais. Para a senadora, celebrar a emancipação política é reconhecer a história, a identidade e a autonomia dos municípios, além de reafirmar a importância de políticas públicas que cheguem de forma efetiva à população.

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu o registro da Indicação Geográfica para a Castanha de Caju da Serra do Mel. A identidade geográfica reconhecida para a região é na modalidade Indicação de Procedência, um selo concedido a locais que alcançaram notória referência na produção de determinado produto.
A jornada para este reconhecimento começou em 2020, em meio aos desafios impostos pela pandemia. O Rio Grande do Norte é o estado brasileiro onde a cajucultura mais cresceu no período de 2020 a 2024, alcançando hoje uma produção estimada em 20,8 mil toneladas de castanha.

O prefeito Paulinho Freire sancionou a Lei que institui a Cota para o Exercício de Atividade Parlamentar Municipal (CEAPM). Trata-se de uma verba de natureza indenizatória destinada, exclusivamente, a ressarcir as despesas efetuadas pelo Gabinete do Vereador no desempenho da atividade parlamentar.
O limite máximo estabelecido para a cota é de R$ 22.000,00 mensais, sendo expressamente vedada a acumulação de valores não utilizados para os meses subsequentes.

A segunda-feira começou com mais uma polêmica nas redes sociais com polarização e divisão política.
Desta vez, através de um video postado pelo cantor sertanejo Zezé di Camargo, que criticou a postura o canal SBT depois de inaugurar seu novo canal de notícias, com tapete vermelho para o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.
O deputado federal General Girão (PL) , maior representação do bolsonarismo-raiz do RN, elogiou a atitude do sertanejo:
O cantor Zezé Di Camargo deu uma verdadeira lição de coerência e respeito aos seus valores!
Após o evento no SBT que contou com a presença de Lula, Janja e o Ministro Alexandre de Moraes, o cantor não hesitou em se posicionar:
Crítica Direta: Repudiou o alinhamento político da emissora, criticando as filhas de Silvio Santos por supostamente desonrarem a postura do pai.
Honra ao Fundador: Fez questão de honrar a memória de Silvio Santos.
Atitude Forte: Pediu que o SBT NÃO EXIBA seu especial de Natal (“É Amor”) já gravado, recusando-se a ter sua imagem associada ao novo direcionamento da emissora.
Coragem em tempos difíceis! Zezé Di Camargo mostra que não há preço que pague a fidelidade aos seus princípios e ao lado do povo brasileiro!
DO TL
Na fala de Zezé di Camargo, o retrato incontestável e inquestionável sobre o “Brasil de hoje”, reforçando a ideia do radicalismo primitivo em que pensar diferente, votar diferente implica em não poder conviver com harmonia.

Jair Sampaio*
Caicó viveu um domingo marcado pelo luto e pela comoção com a perda de três filhos queridos da cidade. Na madrugada, a população recebeu com tristeza a notícia do falecimento do empresário Hudson Batista, conhecido por sua atuação no comércio local e pelas amizades construídas ao longo da vida.
No decorrer do dia, outra perda abalou o município: o falecimento do sargento Francisco Canindé, presidente do Clube de Cabos e Soldados do Exército (ACASSEC). Respeitado pela trajetória militar e pelo trabalho em defesa da categoria, Canindé deixa um legado de dedicação e compromisso.
Já no final da noite de domingo, Caicó foi surpreendida com a notícia da morte de Soraya Gentil, filha do odontólogo Dr. Gentil Homem filho e dona Marly Medeiros, de família tradiconal da cidade de Caicó . A partida de Soraya ampliou ainda mais o sentimento de dor e solidariedade entre amigos e familiares.

247 – A Polícia Federal aprofundou a investigação sobre o uso de um aparelho de gravações telefônicas pela força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Paraná, ampliando o cerco jurídico em torno de seus principais expoentes, entre eles o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador Deltan Dallagnol. A apuração busca esclarecer se o equipamento foi utilizado para realizar grampos ilegais, sem autorização judicial, atingindo advogados, investigados, testemunhas e até autoridades com foro privilegiado.
As informações foram reveladas em reportagem de Aguirre Talento, no jornal Estado de S. Paulo, que teve acesso exclusivo aos detalhes do inquérito conduzido sob sigilo. A perícia foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), após decisão do ministro Luís Felipe Salomão, que reverteu um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável ao arquivamento do pedido.
O equipamento periciado é o modelo Vocale R3, utilizado nos ramais telefônicos da força-tarefa entre 2016 e 2020. De acordo com dados preliminares da investigação, o sistema realizou aproximadamente 30 mil gravações telefônicas, das quais ao menos 341 foram efetivamente acessadas pelos usuários. A Polícia Federal também trabalha com a suspeita de que houve escutas ativas realizadas à revelia dos titulares das linhas.
Por determinação do STJ, os peritos estão autorizados a analisar apenas os logs e metadados do sistema, sem acesso ao conteúdo das conversas. A perícia técnica busca identificar quem operou o equipamento, quem teve acesso às gravações, se arquivos foram apagados e se houve armazenamento ou cópia de dados em nuvem.
247 – O cantor e militante bolsonarista Zezé Di Camargo anunciou em suas redes que rompeu com o SBT após a emissora convidar o presidente Lula e o ministro do STF Alexandre de Moraes para um especial e para o lançamento do SBT News. Ele ainda reivindicou que a emissora cancele sua participação no especial de Natal.]
“Eu vi o que aconteceu no SBT nos últimos dias, na inauguração do SBT News. E juro por Deus que isso não faz parte do meu pensamento. Não tenho nada contra ninguém, eu peço que o Brasil se saia da melhor forma possível. Torço pelo povo brasileiro porque eu vivo e dependo do povo brasileiro. Mas, diante da situação que eu vi, das pessoas mudando totalmente a maneira de pensar, principalmente das filhas do Silvio Santos, pensando totalmente diferente do que o pai pensava…”, iniciou o sertanejo.
Uma coisa que eu sempre disse na minha vida: filho que não honra pai e mãe, pra mim não existe”, disparou o artista contra as filhas de Silvio Santos, que seguem à frente da emissora após a morte do pai.
Zezé pediu que o SBT não transmita o especial de Natal “É Amor”. “Eu só queria dizer uma coisa pra vocês, SBT: custou caro pra mim, tempo, serviço, mas, se puderem, não precisa pôr no ar o meu especial. Não quero participar disso”, avisou.
Por Ricardo Valentim
Professor Associado da UFRN
A política brasileira tem testemunhado uma profunda e preocupante transformação, a ascensão do Poder Legislativo sobre o Poder Executivo através do domínio do Orçamento da União. O que se convencionou chamar de "sequestro" ou "Parlamentarismo Orçamentário" não é um fenômeno recente, mas atingiu um patamar crítico que impacta diretamente a governabilidade, o desenvolvimento socioeconômico e a própria integridade eleitoral do país.
1. O Crescimento Exponencial e a Imposição Orçamentária
O ponto de inflexão ocorreu com a Emenda Constitucional 86/2015, que instituiu as emendas individuais impositivas (obrigatórias). Embora o Executivo ainda seja o principal proponente orçamentário, a capacidade de veto e direcionamento de recursos foi drasticamente reduzida.
O ápice desse domínio foi o uso das extintas Emendas de Relator (RP9) – operadas sem transparência e sob intenso escrutínio – e, mais recentemente, o crescimento contínuo do volume
total de recursos sob controle dos parlamentares:
1) Em 2014, o total de emendas empenhadas girava em torno de R$ 6,14 bilhões.
2) Em 2024, o montante autorizado para emendas (individuais, de bancada e de comissão)
ultrapassa R$ 50 bilhões, representando uma fatia significativa das despesas discricionárias da União. Essa alocação massiva de recursos retira do Executivo a capacidade de traçar uma agenda nacional coerente e, em seu lugar, impõe uma agenda baseada em interesses localizados e regionais de cada parlamentar. O Brasil perde coerência na condução de políticas públicas estruturantes, — assistimos inertes a indução do empobrecimento da execução técnica e qualificada das políticas públicas.
2. O Financiamento Eleitoral "Oculto" e a Vantagem dos Incumbentes O problema das emendas transcende a mera disputa de poder; ele se torna um mecanismo de financiamento político extremamente poderoso e opaco. A grande questão é: qual o real impacto dessas emendas nas eleições brasileiras?
O direcionamento de verbas (seja para obras, equipamentos ou as chamadas "Emendas PIX" de transferência especial) permite ao parlamentar, ou incumbente, construir uma base eleitoral sólida e “devedora de favores —, é velho toma lá, dá cá”, em seus redutos. Uma obra financiada com emenda, por exemplo, é capitalizada politicamente pelo seu autor junto aos eleitores e prefeitos, funcionando como uma doação de campanha indireta e bilionária paga com o dinheiro público. Não estou incluindo nesta consideração a corrupção direta, quando o legislador obtém dinheiro ou vantagem pessoal com o envio das emendas, uma espécie de “comissão” pela
concessão.
Esse mecanismo cria um desequilíbrio eleitoral inaceitável:
1) Os candidatos que já detêm mandato e acesso a esses bilhões gozam de uma vantagem competitiva brutal nas urnas, pois podem "comprar" o apoio das lideranças locais com
recursos federais.
2) Em contrapartida, os "outsiders", ou candidatos sem mandato, têm dificuldade imensa de competir com o volume de entregas e visibilidade que o acesso às emendas proporciona. Essa dinâmica perpetua as mesmas figuras no Congresso, minando a renovação e a fiscalização.
3. Emendas vs. Fundos: O Custo do Sistema Político
Antigamente, parte da imprensa atacava o financiamento privado, que passou de lícito a imoral, por fim, foi criminalizado e hoje é considerado ilegal. O modelo atual de financiamento público é composto pelo Fundo Partidário (FP) e pelo Fundo Eleitoral (FEFC):
Em 28 de novembro de 2024, a Prefeitura de Natal divulgou nota oficial negando a existência de dívida previdenciária e contestando informações inicialmente publicadas pelo blog O Potiguar, com base em relatório técnico do TCE. À época, a gestão municipal afirmou que não devia à Previdência, classificou os números como equivocados e tentou descredibilizar a apuração jornalística. A narrativa oficial era clara: não havia rombo, tampouco necessidade de medidas extraordinárias para lidar com o passivo do NatalPrev.
O tempo tratou de desmentir a Prefeitura. No apagar das luzes do ano legislativo de 2025, o Executivo enviou à Câmara Municipal um projeto de lei pedindo autorização para o reparcelamento de uma dívida previdenciária de aproximadamente R$ 886 milhões, com prazo de até 300 meses, conforme também recém veiculado pelo blog o potiguar. A proposta, além de reconhecer explicitamente a existência do rombo, busca aliviar o caixa mensal da Prefeitura, empurrando o impacto financeiro para as próximas gestões. Ou seja, aquilo que era negado em novembro de 2024 virou agora um pedido formal de socorro legislativo agora.
O episódio não é isolado e reforça um padrão recorrente de desinformação por parte da Prefeitura de Natal. Primeiro, nega-se o problema; depois, ataca-se a imprensa e os órgãos de controle; por fim, quando a realidade se impõe, admite-se o fato de forma silenciosa e burocrática, por exemplo via projetos enviados à Câmara. O caso da dívida previdenciária expõe mais uma vez a distância entre o discurso oficial e os atos administrativos — e levanta uma pergunta incômoda: se mentiram sobre o rombo previdenciário, sobre o que mais a Prefeitura de Natal ainda não está dizendo a verdade?
Confira a nota da Prefeitura do Natal na íntegra de 28 de Novembro de 24:
A Prefeitura do Natal contesta informações contidas no relatório do Tribunal de Contas do Estado a respeito de dívidas com o repasse de recursos da Previdência. É importante que se diga que a dívida foi toda ela equacionada durante a atual gestão, permitindo, inclusive, um crescimento substancial nas receitas previdenciárias, obtendo, com isso, a melhoria do equilíbrio financeiro e atuarial do Regime Próprio de Previdência de Natal, permitindo atualmente um ambiente de solvência previdenciária e equilibro financeiro atuarial.
Dentro de um período auditado de 72 meses, a própria conclusão do relatório não deixa dúvidas quanto ao que ainda pode existir de pendências, a saber: R$ 15.574,83, valor resultado da divergência de apuração entre valores devidos, cobrados e pagos e absolutamente insignificante diante um aporte mensal que supera R$ 10 milhões.
O próprio relatório deixa claro que absolutamente todo o passivo existente foi parcelado, dentro da legalidade, com respaldo constitucional e absoluta certeza de possibilidade jurídica.
Matéria recém veiculada pelo O Potiguar sobre o reconhecimento de dívida previdência pela Prefeitura do Natal, através de projeto de lei, pedindo reparcelamento e para jogar a dívida para a próxima gestão.