


Foto ilustrativa. reprodução.
O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), considerado um dos nomes mais influentes do tabuleiro político potiguar, mantém o mistério sobre quem apoiará tanto em uma eventual eleição indireta quanto no pleito regular de outubro para o Governo do Estado.
ador de primeira hora da aliança entre a governadora Fátima Bezerra (PT) e o vice-governador Walter Alves (MDB) em 2022, ele se equilibra entre os dois ex-aliados, sem revelar, até o momento, o caminho que seguirá na disputa de 2026.
Walter Alves anunciou o rompimento com a governadora Fátima Bezerra, disse que não assumirá o cargo quando ela se desincompatibilizar para concorrer ao Senado Federal e comunicou seu apoio à pré-candidatura do prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União).
Ezequiel, no entanto, não acompanhou o emedebista na decisão, mas também não confirmou se continuará aliado ao PT, cujo pré-candidato a governador é o secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier.
“A minha amizade com Walter independente das posições políticas. Eu não faço política só quando eu convirjo. Eu faço política quando eu divirjo também. Divergir não quer dizer que você está rompendo. O vice-governador tem o direito de tomar a posição política que ele acha conveniente ou melhor para o partido dele, como entende que eu também tenho o direito de tomar as minhas posições políticas sem afetar uma relação de amizade que existe há muitos anos”, declarou o presidente da ALRN.
Perguntado pela reportagem se já tinha decidido quem apoiará na sucessão estadual, o tucano declarou apenas que “quando tiver [uma decisão], ela será divulgada à imprensa”, mantendo a máxima que ele costuma citar para dizer que “só quem fala por Ezequiel é Ezequiel”.
Depois do rompimento de Walter com Fátima, chegou-se a especular nos bastidores que o presidente da Assembleia Legislativa poderia apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias.
Ezequiel, até o momento, não deu nenhuma sinalização no sentido de confirmar esses boatos. Ele já teve o nome especulado também para concorrer a deputado federal e a senador, mas, ao que tudo indica, será novamente candidato à reeleição a deputado estadual.
“A minha relação com a governadora é a melhor possível”, disse Ezequiel
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira 25, o projeto que cria o Exame Nacional de Proficiência em Medicina (Profimed), apelidado de “OAB da Medicina”. A proposta prevê a obrigatoriedade de aprovação na prova para que médicos possam exercer a profissão no Brasil.
O texto, que corresponde ao PL 2.294/2022, já havia passado por uma primeira votação em 2025 e tramita em caráter terminativo na comissão. Com isso, pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, sem necessidade de apreciação em plenário — a menos que senadores apresentem recurso para levar o tema ao debate geral.

A iniciativa ganhou impulso após a divulgação dos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Segundo dados do Ministério da Educação (MEC), cerca de 30% dos mais de 300 cursos avaliados foram reprovados, recebendo notas 1 ou 2 em uma escala que vai até 5. Essas graduações poderão sofrer penalidades.
O Profimed deverá ser aplicado semestralmente, com o objetivo de aferir competências técnicas e éticas dos formandos em medicina. A proposta estabelece que a prova será coordenada, regulamentada e aplicada pelo Conselho Federal de Medicina, ponto que enfrenta resistência de parte da base governista, que defende a atribuição ao MEC.
Durante a sessão, foram rejeitadas alterações ao relatório apresentado pelo senador Hiran Gonçalves (PP-RR). Ele sustenta que o CFM tem atribuição legal para fiscalizar o exercício profissional, seguindo modelo semelhante ao adotado pela Ordem dos Advogados do Brasil, responsável pelo exame da advocacia.
O projeto também prevê a criação de uma comissão de apoio formada por representantes do MEC e do Ministério da Saúde para acompanhar a implementação da prova. Além disso, estabelece diretrizes para ampliação de vagas em residência médica, com o objetivo de incentivar a especialização dos recém-formados.
Deputada federal mais votada do Rio Grande do Norte em 2022 e segunda colocada à Prefeitura de Natal em 2024, Natália Bonavides (PT) deve tentar novamente chegar ao Executivo natalense em 2028.
À jornalista Daniela Freire, ela confirmou nos bastidores da solenidade de leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa, no dia 10 de fevereiro, que pretende se candidatar à Prefeitura de Natal em 2028. A informação foi revelada na coluna de Daniela Freire no Novo Jornal nesta segunda-feira (23).
Procurada pela Agência SAIBA MAIS, Bonavides evitou falar sobre a eventual campanha daqui a dois anos e disse que seu foco é a reeleição a deputada federal nas eleições deste ano.
“Estamos trabalhando para fazer uma boa campanha e ter bons resultados, inclusive ampliando a nossa bancada. Isso vai ser fundamental para que o presidente Lula, que acreditamos que vai se reeleger, possa ter mais tranquilidade para colocar em prática o projeto de país eleito nas urnas, que prioriza a classe trabalhadora e que tem melhorado o Brasil”, afirmou.
Natália Bonavides tem crescido seus números a cada eleição e é um dos principais quadros eleitorais do PT no estado. Foi eleita pela primeira vez para vereadora da capital em 2016 e dois anos depois chegou à Câmara Federal com quase 113 mil votos. Foi reeleita em 2022 com 157 mil votos e alcançou o segundo turno na disputa pela Prefeitura em 2024, quando recebeu quase 180 mil votos.
Mesmo não tendo sido eleita, Natália costuma fazer um balanço positivo da campanha, que marcou a volta do PT a uma disputa de segundo turno após 28 anos — a última vez havia sido em 1996 com Fátima Bezerra. Em dezembro de 2024, ela já havia sinalizado uma possível nova postulação.

O TSE manteve uma multa de 10 mil reais aplicada ao ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, por propaganda eleitoral antecipada negativa nas eleições de 2022.
Faria foi sancionado por um discurso feito durante inauguração de trecho de obras de transposição do Rio São Francisco, em fevereiro daquele ano no interior do Rio Grande do Norte.
Na ocasião, o então ministro das Comunicações discursou ao lado do seu colega do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, e afirmou que os dois teriam um só projeto, de “tirar essa governadora mentirosa”.
A referência era à governadora Fátima Bezerra (PT), que acabou sendo reeleita.
Faria e Marinho eram cotados para disputar o Senado, mas apenas o segundo acabou concorrendo e foi eleito.
Ainda em 2022, o ex-ministro foi punido pelo TRE do Rio Grande do Norte pela fala. Agora, o plenário do TSE manteve a multa.
ANDRÉ MENDONÇA VOTOU CONTRA EX-COLEGA DE MINISTÉRIO
O relator foi André Mendonça, ex-colega de Faria no ministério do governo Bolsonaro. Mendonça votou para negar o recurso e foi acompanhado por todos os demais ministros, em sessão virtual.
Fonte: Veja
Eleição será realizada no dia 4 de outubroCOLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO
Três chapas estão praticamente formadas para disputar as oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados na eleição de 4 de outubro.
A mais competitiva será a da federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV. Na bolsa de apostas, essa federação somará mais de 500 mil votos e sairá das urnas com três mandatos.
A deputada federal Natália Bonavides (PT) será a puxadora de votos e as duas vagas seriam disputadas pelo deputado federal Fernando Mineiro (PT), deputado estadual Dr. Bernardo e a vereadora Thábata Pimenta, que estão se filiando ao PV.
A segunda chapa, também forte, é a do PL, que hoje conta com os deputados federais General Girão e Sargento Gonçalves e receberá a também deputada federal Carla Dickson (de saída do União).
A nominata do PL terá a primeira-dama de Natal, Nina Souza, como provável campeã de votos no partido, e conta com nomes fortes como Juninho Saia Rodada, que promete surpreender. O PL tem condições de eleger dois deputados diretos e brigará pela terceira vaga.
O mesmo está reservado para a federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e PP. O grupo conta os deputados federais João Maia, Robinson Faria e Benes Leocádio, além de outros postulantes como o ex-deputado Kelps Lima e um nome a ser indicado por Abraão Lincoln, ex-candidato a deputado federal investigado pelo escândalo de desvio de dinheiro dos aposentados do INSS.
União Progressista tem certeza que elegerá dois deputados federais e que terá chance de emplacar mais uma vaga, no entanto, é consciente da forte concorrência.
Esse é o quadro desenhado para a corrida à Câmara dos Deputados. Se houver alguma alteração, será pontual. Não mais do que isso.
247 – A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (25) a Operação Vassalos, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. Ao todo, estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em cinco unidades da federação, no âmbito de apuração que envolve contratos públicos e suspeitas de fraudes em licitações.
A ação tem como alvos o deputado federal Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE) e seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, que ocupou o cargo de ministro no governo Dilma Rousseff (PT) e foi líder do governo de Jair Bolsonaro (PL) no Senado.
De acordo com a investigação, uma das empresas sob análise é a Liga Engenharia, ligada a um familiar de Fernando Bezerra Coelho. A Polícia Federal apura indícios de direcionamento de processos licitatórios na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e em prefeituras, cujos certames teriam sido vencidos pela empresa investigada.
O PT e um grupo de partidos aliados vão formar uma comissão para iniciar a elaboração do plano de governo do pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT).
Em reunião com as legendas na última segunda-feira 23, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), pediu que as siglas encaminhem sugestões de nomes para a comissão.

“Os nomes serão colocados pelos partidos aliados, e a coordenadora do grupo deverá ser a presidente do PT, Samanda Alves”, afirmou o ambientalista Rivaldo Fernandes, presidente do PV.
Na mesma reunião, Fátima reafirmou que vai renunciar ao cargo até o dia 4 de abril para ficar apta a disputar o Senado nas eleições de 4 de outubro. Segundo ela, a decisão é irreversível porque faz parte de um projeto do PT para reforçar a bancada de esquerda no Congresso.
A reunião aconteceu na sede estadual do PT, em Lagoa Nova, na Zona Sul de Natal. Participaram do encontro líderes de sete legendas: PT, PV, PCdoB, PSB, PDT, Rede e Cidadania. O Psol também faz parte do grupo político, mas o líder Sandro Pimentel não pode comparecer à reunião.
Além de confirmar a renúncia, Fátima voltou a declarar que Cadu Xavier é o seu nome para a sucessão: tanto na eleição indireta para o mandato tampão quanto para o pleito regular de outubro. Ela defendeu que o secretário estadual da Fazenda será um candidato competitivo e poderá chegar ao segundo turno ao ter sua imagem ligada ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Foto ilustrativa Redes Sociais*
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), reuniu-se, no fim da tarde da segunda-feira (23), com representantes de sete partidos políticos de esquerdas, que estão alinhados para a disputa eleitoral em 2026, ocasião em que reafirmou sua pré-candidatura ao Senado da República.
O presidente estadual do PC do B, José Divanilton Pereira, disse à TRIBUNA DO NORTE, que a governadora Fátima Bezerra confirmou aos partidos que renunciará ao mandato em 4 de abril, seguindo a estratégia nacional do PT e do presidente Lula de eleger o maior número possível de candidatos a senador no primeiro turno das eleições, que ocorre em 4 de outubro.
Divanilton Pereira afirmou que além dos partidos que compõem a Federação Brasil da Esperança (PT/PC do B/PV) e e integra a base de apoio ao governo do Estado na Assembleia Legislativa, participaram do encontro, na sede do PT em Potilândia, dirigentes do PSB, PDT, REDE e Cidadania.
O PSOL não mandou representantes à reunião, vez que o seu presidente, ex-deputado estadual Sandro Pimentel, estava participando de movimentações em apoio à greve dos servidores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
Já o presidente do PDT e pré-candidato a senador Jean Paul Prates, não esteve na reunião porque viajou a São Paulo.
Aos interlocutores, Fátima Bezerra também disse que passou o período do Carnaval negociando, politicamente, a pré-candidatura – sem falar em nomes – para a eleição indireta na Assembleia Legislativa, que vai escolher o governador para o “mandato tampão” de nove meses, em decorrência da decisão dela de não continuar no exercício do cargo e diante do posicionamento do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir a chefia do Executivo para disputar uma cadeira de deputado estadual.
Fátima teria reiterado a necessidade da eleição do novo governador que fosse comprometido com o projeto politico-administrativo do governo que foi eleito em 2018 e reeleito em 2022.
Divanilton Pereira disse que todos os partidos, unanimemente, se engajaram no projeto político da governadora, que continua defendendo a pré-candidatura a governador do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o “Cadu” nas próximas eleições.
tribuna do norte