18/05/2016
17:52

“Não queria nada barulhento e que soasse inadequado. Foi um ato simples e que funcionou. Fiquei tocado”, disse o diretor brasileiro Kleber Mendonça Filho sobre a repercussão do ato anti-impeachment feito pela equipe do longa no Festival de Cannes.

Ele comentou o protesto na coletiva de imprensa de seu filme, “Aquarius”, nesta quarta (18).

A estreia do filme nacional no evento francês, na tarde de terça (17), foi marcada pelo ato, encampado pelo diretor e pelo elenco, incluindo a atriz principal, Sonia Braga. A manifestação em apoio ao mandato de Dilma Rousseff (PT) teve repercussão internacional.

Antes da projeção, assim que subiu a escadaria que dá para o Palais, a esquipe estendeu cartazes com dizeres como “o Brasil está sofrendo um golpe de Estado”. Dentro do cinema, outros convidados brasileiros estenderam uma faixa.

“Fiquei muito tocado quando soube da repercussão. Foi um ato importante porque a mídia local é enviesada”, disse o diretor, respondendo a uma pergunta de um jornalista do britânico “The Guardian”, numa coletiva tomada majoritariamente por brasileiros.

“Aquarius” gira em torno de Clara (Sonia Braga), viúva sexagenária que tem de enfrentar uma construtora com planos de demolir o prédio em que ela vive, na praia de Boa Viagem, no Recife. Cercada de livros, discos e álbuns de fotos -de memória-, ela é uma pedra de resistência contra a invasão da especulação imobiliária.

O longa é o único título brasileiro na competição oficial do Festival de Cannes. Uma jornalista norte-americana disse ter ficado intrigada com a dissociação que existe no Brasil entre a elite cultural, representada no filme por Clara, e a elite econômica, representada pelo engenheiro Diego (Humberto Carrão), herdeiro da construtora. “Ambas vêm do mesmo estrato social, mas cada vez mais pensam diferente”, disse o diretor.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
17:46

Por: Redação – Agência Brasil

A diretoria da Eletrobras não conseguirá entregar ainda hoje (18) os balanços auditados de 2014 e 2015 à SEC (órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos). Por isso, a partir de amanhã as ações da estatal não estarão sendo negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE).

A decisão da NYSE ocorreu depois que, na véspera, a Eletrobras deixou de entregar às autoridades norte-americanas o balanço auditado da empresa. Segundo a Bolsa de Nova York, a empresa tem o direito de solicitar revisão da medida.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que participou, no Rio de Janeiro, da solenidade de abertura do 13º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), informou que amanhã (19) a Eletrobras vai recorrer da decisão.

Segundo ele, ainda assim as ações da empresa ficarão até 90 dias fora do pregão da bolsa nova iorquina. “É muito pouco provável que ela (a Eletrobras] consiga apresentar o balanço até o fim do dia de hoje e a partir de amanhã as ações serão suspensas das negociações”, admitiu o ministro ainda sem saber da decisão do governo americano.

Ele disse acreditar que o recurso a ser apresentado deverá levar de dois a três meses para ser julgado. Fernando Coelho acrescentou que, durante esse período, serão feitos “todos os esforços necessários no sentido de que as investigações possam ser concluídas, o que dará conforto para que a auditoria independente assine o balanço”.

Com o balanço auditado e assinado, o ministro espera que as ações da holding possam voltar a ser negociadas “antes de que seja iniciado o processo de deslistamento”.

Comando

Sobre a possibilidade de troca de comando na Eletrobras, Fernando Coelho informou que o governo não está pensando nisso no momento, mas admitiu que a empresa precisará passar por um processo de desmobilização de ativos.

“Não estamos falamos em substituição agora. Estamos focado primeiro em poder resolver o problema do balanço e de capitalizar a empresa. Formatamos algumas sugestões ao longo desta semana. Evidentemente que há necessidade de desmobilização de alguns ativos do Sistema Eletrobras, mas tudo isso será feito em comum acordo com Moreira Franco [que vai coordenar o Programa de Parceria de Investimento (PPI)] e com o Ministério do Planejamento, de forma que apresentemos um projeto de que dê condições para que possamos reorganizar o sistema elétrico brasileiro”, destacou.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
10:53

Portal Correio

Ricardo Coutinho

Em entrevista coletiva no Palácio da Redenção, o governador Ricardo Coutinho (PSB), afirmou nesta terça (17) que vai procurar o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), se for preciso, para liberação de recursos para o Estado. Ele estranhou que dois empréstimos já assinados, um de R$ 112 milhões para infraestrutura e outro de R$ 37 milhões para habitação, não tenham sido liberados. Também disse não entender porque R$ 18 milhões para conclusão do viaduto do Geisel, em João Pessoa, também não estivesse ainda nos cofres estaduais.

O governador aproveitou para alfinetar o senador José Maranhão (PMDB), que nessa segunda-feira (16), afirmou que não tinha sido procurado pelo governador para intermediar uma audiência com o presidente em exercício. “Eu vejo alguns parlamentares numa infelicidade terrível dizendo que o governador para liberar algum empréstimo tem que ir ao senador”, criticou.

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Ricardo disse que é produto das lutas democráticas e consegue saber que a democracia no país foi suprimida. Na sua avaliação, o Estado de Direito foi “solapado”. Mesmo assim, pretende dialogar com o presidente em exercício. “Governo nenhum tem donos. Tem que ir ao senador? Quer dizer que ele passou a ser dono do empréstimo que a Paraíba está fazendo? O Brasil não pode ter retrocesso. É esse concepção de democracia que algumas figurinhas carimbadas aqui da Paraíba tem?”, questionou.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
10:43

Senadores da PB comemoraram aprovação do empréstimo

Um registro fotográfico, que serviria apenas para demonstrar o clima de civilidade entre adversários políticos e a unidade de três parlamentares em defesa de matérias que beneficiam a Paraíba, gerou, desde sua publicação nas redes sociais, centenas de reações de toda espécie. Na maioria, elogias pelo gesto. Mas grande parte dos internautas que comentaram partiu para o ataque agressivo aos senadores paraibanos.

Os três votaram favoráveis à continuidade do processo de impeachment, que afastou do mandato por 180 dias a presidente Dilma Rousseff. Um motivo para gerar centenas de comentários dos apoiadores da presidente do Partido dos Trabalhadores. As críticas tratam os três como “golpistas”.

Nos últimos dias, aumentaram as especulações sobre uma reaproximação de Cássio com Maranhão, para uma eventual aliança entre o PSDB e PMDB nas disputas municipais de João Pessoa. Isso também serviu de motivação para os comentários sobre as fotos.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
10:30

A Campanha contra a Influenza, que teve inicio no Rio Grande do Norte em 25 de abril e prossegue até 20 de maio de 2016, alcançou até o momento 58,06% de cobertura vacinal em todo o estado.

De acordo com o Programa Estadual de Imunizações, até agora apenas dois municípios atingiram a meta mínima que é de vacinar 80% da população prioritária: Lucrécia (86%) e São Vicente (84,85%).

De acordo com Zaira Santiago, responsável técnica pelo Programa Estadual de Imunizações, “todos os municípios já receberam doses suficientes para o alcance da meta. Ontem, dia 16, iniciou-se a distribuição da cota referente a completitude de 100% das doses. Pedimos a colaboração e empenho de todos os municípios no tocante ao alcance das metas, considerando a relevância da Campanha no controle da morbimortalidade do vírus Influenza”.

São grupos prioritários: indivíduos com 60 anos ou mais, crianças de 6 meses até menores de 5 anos, gestantes, puérperas (até 45 anos pós-parto), trabalhadores da saúde (todos os níveis de complexidade), povos indígenas, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições especiais, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens sob medida socioeducativas (12 a 21 anos).

Fonte : Numinuto

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
10:24

Por: Redação – Folha de S.Paulo

Odebrecht PF Zanone Fraissa - 22.fev.2016t/Folhapress Zanone Fraissa / Folhapress

A Operação Lava Jato fez desaparecer doações de grandes empreiteiras aos principais partidos do país, que acabaram substituídas pelo Fundo Partidário no papel de maior mantenedor das agremiações.

As prestações de conta de 2015, entregues em abril ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mostram que nenhuma das empreiteiras investigadas colaborou com os caixas dos diretórios nacionais do PT, PSDB e PMDB. Até setembro, as doações de empresas eram permitidas por lei –somente naquele mês o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu pela proibição.

Em 2013, as empresas investigadas pela Lava Jato haviam sido generosas doadoras. Só a Construtora Norberto Odebrecht doou R$ 17 milhões para os três partidos. A Queiroz Galvão, R$ 15,7 milhões, e a Camargo Corrêa, R$ 14 milhões.

O PT atingiu uma arrecadação, somente de empresas, de R$ 79,7 milhões naquele ano.

A tríade Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Odebrecht foi responsável por R$ 25,3 milhões. Quem assinou o balanço foi o então tesoureiro nacional da sigla, João Vaccari Neto, hoje preso em Curitiba em decorrência da operação.

A investigação apontou que empresas fizeram doações por orientação de Vaccari, como pagamento de propina em troca da obtenção e manutenção de contratos com a Petrobras.

Dois anos depois, houve uma mudança drástica nas finanças dos partidos. O PT arrecadou apenas R$ 1 milhão de pessoas jurídicas entre janeiro e setembro de 2015, período em que as doações empresariais eram permitidas, e o dinheiro veio de um doador, o BCV Banco de Crédito e Varejo.

Comparado a 2013, a queda total das doações foi de 92%, de R$ 119,4 milhões para R$ 8,6 milhões entre os três maiores partidos. A Folha compara 2015 com 2013 porque nos anos de disputa eleitoral, como 2014, os valores recebidos pelos diretórios partidários são distorcidos, pois muitas vezes funcionam apenas como intermediários de recursos cujo destino são as campanhas.

A queda expressiva das doações empresariais, porém, não causou problemas nos resultados finais das finanças dos partidos. Isso porque o Fundo Partidário, dinheiro público repassado anualmente aos partidos, atingiu um patamar recorde, 159% superior ao ano anterior. Em março de 2015, o Congresso decidiu reservar uma parcela do Fundo no Orçamento da União bem acima do valor anterior. Em 2015, a União repassou R$ 811 milhões aos partidos. Em 2014, o valor havia sido de R$ 313 milhões.

Assim, o PT fechou o ano com superavit de R$ 8,8 milhões. O diretório do PMDB teve superávit de R$ 10,8 milhões em 2015. Já o PSDB ficou com R$ 37 milhões em caixa.

Confira a matéria completa em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1772322-lava-jato-faz-desaparecer-doacoes-empresariais-a-partidos.shtml

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
09:23

O levantamento é preliminar, mas dados da Justiça Eleitoral apontam que 28 dos 167 municípios do Rio Grande do Norte perderam eleitores entre as eleições de outubro de 2014 e 30 de abril de 2016, data da última atualização do cadastro de votantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora houvesse um crescimento de 1,696% no contingente eleitoral de todo o Estado, que era de 2.327.451 milhões em 2014 e passou a 2.366.934, até agora.

Dentre os 28 municípios onde ocorreram queda do número de eleitores, três estão situados na Região Metropolitana de Natal (RMN): Parnamirim tinha 115.312 eleitores e passou a 106.458, uma perda de 8.854 eleitores (-7,68 %), enquanto São Gonçalo do Amarante sofreu uma redução de 8,23%, pois tinha 65.674 votantes e foi a 60.268.

Mas o maior percentual de queda de eleitores, na Grande Natal, ocorreu em Ceará Mirim (-10,35%). O município contava com 51.773 eleitores e agora tem 46.410.

Outros dois municípios com colégios eleitorais expressivos no interior do Estado perderam eleitores, ambos na região do Seridó: Caicó, saiu de 44.436 para 40.800 eleitores, ou seja, 3.636 a menos (-8,18%) e Currais Novos, que tinha 33.093 eleitores e baixou para 32.803 ou 290 votantes a menos.

Fonte Tribuna do Norte.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
09:14

ABRE01

Na manhã de segunda (16), a prisão do ex-BBB Laércio foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. O participante do reality show foi preso em Curitiba sob suspeita de estupro de vulnerável. No Twitter, Tiago Leifert se manifestou sobre o caso e acabou provocando polêmica entre seus seguidores.

 

Em uma série de oito tuítes, o apresentador tenta justificar sua escolha em apoiar Laércio na época do Big Brother Brasil — entre elas, o jornalistas afirma que “o trabalho é da polícia e do MP, não de justiceiros das rede social”. Os comentários foram amplamente disseminados, e muitos pediram que o jornalista pedisse desculpas. Confira o desabafo:

Esta não é a primeira vez que o apresentador do The Voice divide sua opinião sobre o caso com seus seguidores: em janeiro deste ano, o jornalista defendeu Laércio nas redes sociais, recebendo críticas logo depois. Na época, Leifert também opinou sobre as acusações de que o participante do reality show seria “pedófilo”: “A vocês chamando o cidadão de ‘pedófilo’, isso é um crime terrível (e acusar alguém sem provas em rede social também é)“, escreveu na época.

 

Em virtude deste tuítes publicados no começo do ano, muitos seguidores do jornalista estão exigindo que Tiago Leifert peça desculpas para Ana Paula e outras mulheres — suas justificativas não repercutiram bem entre os internautas. Confira alguns comentários:

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
09:02

 Por Notícias ao Minuto

O presidente em exercício Michel Temer terá que enferentar uma situação delicada em 2017, quando Rodrigo Janot, da Procuradoria Geral da República, sair do Ministério Público.

Isso porque um dos pré-candidatos e tido como favorito para a disputa interna pela indicação da categoria é o procurador Nicolau Dino, irmão do governador do Maranhão Flávio Dino (PC do B-MA), um tradicional defensor de Dilma Rousseff.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, Dino foi um dos mais engajados opositores do impeachment (que define como golpe) e um dos mentores da manobra em que o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), chegou a anular a votação do impedimento na semana passada.

De acordo com a publicação, Temer prometeu, nesta segunda-feira (16), indicar o preferido dos procuradores, que seleciona três nomes para o cargo, portanto, ele não teria como voltar atrás, sendo obrigado a referendar a escolha, que pode recair sobre Dino.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
08:45

Por: Agência Senado

Fátima Bezerra foto Marcos Oliveira Agência SenadoMarcos Oliveira/Agência Senado

A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) criticou duramente, nesta segunda-feira (17), o governo interino de Michel Temer, a quem chamou de “conspirador, traidor e golpista”. A parlamentar também considerou “um retrocesso” as medidas já adotadas por ele, que seriam contrárias aos avanços implantados nos governos do PT.

Fátima Bezerra fez diversas críticas ao programa do PMDB que, segundo ela, “coloca na contramão” as conquistas sociais e trabalhistas. A senadora atacou a agenda conservadora do governo provisório, a seu ver demonstrada pela escolha dos ministros, pela extinção de ministérios importantes e pela fusão da pasta da Cultura com a da Educação.

Ela voltou a defender a honestidade da presidente afastada, Dilma Rousseff. Para Fátima Bezerra, o pedido de impeachment da presidente foi feito sem embasamento legal, numa “violação à Constituição, de um consórcio golpista, derrotado quatro vezes nas urnas”. Ela ainda sublinhou que vários setores da sociedade estão inconformados e continuam a protestar nas ruas.

— Estamos nós, enquanto Partido dos Trabalhadores, conscientes do papel que nós temos a desempenhar neste momento: oposição, sem um dia de trégua, firme, consistente. Nós vamos continuar unidos, mobilizados e lutando para que a presidente Dilma, nesse prazo de 180 dias, volte a ocupar a cadeira que lhe é de direito — concluiu.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
08:43

Por: Redação – Estadão

jucá Pedro Ladeira - 17.mar.2015/FolhapressPedro Ladeira / Folhapress

Está sob a mesa da subprocuradora Ela Wiecko pedido para anular o termo de posse do superministro do Planejamento, Romero Jucá.

O ofício, assinado pelo senador Telmário Mota, sustenta que a posse de Jucá atenta contra o princípio da moralidade.

Ele lista oito processos em que o ministro é investigado por corrupção, peculato, formação de quadrilha, entre outros.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
07:16

porcaNotícias vindas de Brasília, dizem que os gabinetes de deputados e senadores  que

votaram à favor do golpe para afastamento da Presidente Dilma, estão lotados de

aliados do RN, aqueles que diziam fora Dilma, agora dizem, Quero Cargo no Governo

Temer. Com certeza não serão muitos cargos pelo menos a nível de Estado,

pois a grande maioria já eram ocupados por indicados dos partidos que se aproveitavam do governo Dilma  como o PMDB, PSD.

Aos poucos vamos percebendo qual era o verdadeiro motivo  dos que lutaram para o afastamento de Dilma, não

estavam preocupados com o bem estar do povo, mas sim pelo  seu próprio bem estar.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
07:03

Os ministros do novo governo de Michel Temer, entre eles o ministro do Turismo, Henrique Alves, seguem nas tratativas para liberar os jogos de azar no Brasil, incluindo bingos, cassinos e jogo do bicho. A medida, segundo Alves, contribuiria para aumentar significativamente as receitas da União, garantindo cerca de R$ 20 bilhões ao ano, e seria fiscalizada por uma nova agência reguladora. “Seria uma nova CPMF”, afirmou o ministro do Turismo para a Folha de São Paulo.

Além dele, outros membros do novo governo são favoráveis à legalização, como o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e o secretário do governo, Geddel Vieira.

O próprio Temer, de acordo com os ministros, é favorável à medida, que seria facilitada após o afastamento de Dilma Roussef. Mas ainda há alguns entraves para esta questão, como o posicionamento contra da Procuradoria Geral da República, que considera a liberalização um estímulo à lavagem de dinheiro e ao crime organizado.

Fonte Daniel Menezes.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
07:00

 Folha de S.Paulo

Renan Calheiros Eduardo Anizelli/Folhapress

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou a aliados que não vê chances de a presidente Dilma Rousseff retomar o poder após ter sido afastada.

A avaliação foi feita pelo senador repetidas vezes desde o desfecho da votação no Senado que sacramentou o afastamento de Dilma, na semana passada. Para Renan, mesmo uma gestão tortuosa do presidente interino, Michel Temer (PMDB), não seria suficiente para reerguer a petista politicamente.

O presidente do Senado sempre foi visto como o “último bastião” da governabilidade de Dilma. Ele só se afastou da petista nos últimos capítulos do impeachment.

À derrocada da gestão petista se seguiu uma discreta reaproximação entre Renan e Temer. Desafetos históricos dentro do PMDB, os dois passaram a se reunir com mais frequência. Nesta terça (17), Renan foi pela primeira vez ao Planalto para uma reunião com Temer. O presidente interino precisará da colaboração do presidente do Senado para aprovar medidas importantes para a economia.

A mais urgente delas, a mudança na meta fiscal, precisa ser votada pelo Congresso até o dia 22, ou o governo será obrigado a fazer um corte emergencial de gastos, comprometendo até o pagamento de luz e telefone.

A mudança da meta de superavit deve ser feita em sessão do Congresso, que só pode ser convocada por Renan, o que deve ocorrer na próxima semana. A avaliação é que esse pequeno atraso no calendário não chegará a afetar, na prática, o pagamento das despesas do governo.

Publicado por: Chico Gregorio


18/05/2016
06:58

Por: Redação – Estadão

votação do impeachment foto Nilson Bastian Câmara dos Deputados

Fortalecidos com o processo de impeachment, partidos nanicos e do chamado Centrão, determinantes até agora no afastamento de Dilma Rousseff, formalizam hoje um novo bloco na Câmara que será composto por 225 parlamentares de 13 partidos (PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN, PEN e PTdoB).

Com isso, será o maior da Casa, que tem 513 deputados, e, portanto, com maior cacife para levar as reivindicações do grupo ao presidente em exercício Michel Temer.

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ajudou a articular a formação do novo bloco, que inclui o chamado baixo clero da Casa. Os partidos do Centrão foram disputados por Temer e Dilma durante a tramitação do impeachment na Câmara e negociaram cargos com os dois lados. Temer deu a eles vagas importantes na Esplanada e no segundo escalão do novo governo.

O medo entre aliados do presidente em exercício ouvidos pelo Estado é de que ele se torne um refém do Centrão, que o obrigou, por exemplo, a colocar o PRB no Desenvolvimento.

O primeiro pleito do grupo é emplacar o novo líder do governo na Câmara. O nome defendido por eles é o do líder do PSC, André Moura (SE), um dos principais aliados de Cunha. Mas o grupo também quer influenciar na agenda legislativa com propostas como a que legaliza jogos de azar.

Temer reuniu-se com o grupo ontem mesmo. O “novo Centrão” chegou a levar o pedido para a indicação de Moura para a liderança do governo, mas Temer não se decidiu. “O presidente ainda não definiu a indicação. A prerrogativa é do presidente, mas vamos buscar solução que nos unifique”, afirmou o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima.

Publicado por: Chico Gregorio