Como já disse aqui, penso que um senhor de 86 anos com câncer de próstata não tem mais a condição de cumprir pena em regime fechado. A punição deve obedecer a um limite de civilidade.
Porém, isto não esgota o tema. Assim como no caso de Paulo Maluf, que citei acima, é preciso debater o que faz os crimes e investigações prescreverem e/ou chegarem a um limite em que não é mais possível condenar, como é a situação, a meu ver, em que o ex-prefeito de São Paulo se encontra.
Como li no twitter, a prescrição da investigação contra o senador José Serra pedida por Raquel Dodge, certamente amparada em lei, não pode ser encarada como um problema sem autor institucional, um dado da natureza celestial. Apesar, cabe ressaltar, de ter sido assim divulgada a notícia e já desaparecida da imprensa.
Alguém prevaricou no caso de Maluf para que ele ficasse tanto anos solto ou há problemas mesmos sistêmicos que devem ser enfrentados?
Por que a investigação contra Serra prescreveu? Cabem as mesmas perguntas: alguém prevaricou? Que problemas sistêmicos levaram a tal situação?







O juiz substituto da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, Ricardo Augusto Soares Leite, que decidiu proibir nesta quinta-feira (25) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de viajar para fora do país, foi alvo de denúncia na Operação Zelotes, que investigou o esquema de corrupção no Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf). Em agosto de 2015, o deputado federal Paulo Pimenta (PT), relator da subcomissão da Câmara dos Deputados que acompanhava as investigações da Zelotes encaminhou uma representação à Corregedoria Nacional de Justiça, solicitando que fosse instaurada uma sindicância para apurar a conduta do juiz, criticado na época pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal de prejudicar a apuração dos fatos.

