02/10/2026
09:16

Agora RN

A Polícia Federal apreendeu R$ 400 mil em espécie na tarde desta quinta-feira 1º, em Mossoró. A suspeita é de que o dinheiro seria utilizado de forma ilícita para favorecer uma campanha eleitoral — o nome do candidato envolvido na ação não foi divulgado. A ação foi realizada com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU).

Segundo a PF, a apreensão ocorreu depois do recebimento de informações sobre uma movimentação financeira suspeita. Os policiais realizaram diligências e acompanharam a movimentação, confirmando o saque dos R$ 400 mil por uma pessoa que, de acordo com a PF, tem vínculo direto com o candidato cuja campanha seria beneficiada.

Notas de dinheiro e dois celulares apreendidos pela Polícia Federal
Esta é a segunda grande operação com apreensão de dinheiro no RN nesta eleição — Foto: PF / Reprodução

Além do dinheiro, os agentes apreenderam dois aparelhos celulares. Os equipamentos serão analisados para subsidiar o aprofundamento da investigação, que prossegue para esclarecer as circunstâncias da movimentação financeira e verificar a eventual prática de crimes eleitorais.

A nova ação ocorre pouco mais de duas semanas depois da Operação Sem Lastro, deflagrada em 14 de setembro, em Natal. Na ocasião, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Eleitoral e recolheu R$ 1,51 milhão em espécie na residência do deputado estadual Luiz Eduardo (PL), candidato à reeleição. Também foram apreendidos celulares, documentos e equipamentos eletrônicos.

Assim como agora, no caso de Luiz Eduardo, a investigação apura suspeitas de falsidade ideológica eleitoral e utilização de recursos não declarados em atividades de campanha.

Em vídeo divulgado após a operação, o deputado afirmou que o dinheiro havia sido retirado de sua previdência em 8 de julho, em um único saque, e permanecera intacto em casa durante 68 dias. O parlamentar também negou ter fracionado a retirada para evitar mecanismos de fiscalização financeira.

No pronunciamento, Luiz Eduardo não explicou por que decidiu manter a quantia em espécie na residência nem qual seria a destinação futura dos recursos. Também não identificou a instituição responsável pela previdência ou apresentou extratos e comprovantes no vídeo.

 

Publicado por: Chico Gregorio

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