
A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte terminou com uma fotografia diferente da apresentada por parte das pesquisas divulgadas nos últimos dias de campanha.
Nas urnas, Allyson Bezerra (União) terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, seguido de Cadu de Lula (PT), com 36,16%. Álvaro Dias (PL) ficou em terceiro, com 26,71%. A diferença entre os dois primeiros foi de apenas 0,78 ponto percentual.
Na véspera da eleição, a Quaest divulgada pela IntertV Cabugi apontava 37% para Allyson, 32% para Cadu e 29% para Álvaro, nos votos válidos. O levantamento acabou sendo, entre os principais divulgados na reta final, o que mais se aproximou do resultado das urnas, acertando inclusive os dois candidatos que avançariam ao segundo turno.
O contraste foi grande em outros levantamentos.
A Veritá, divulgada no sábado (3), apontava Cadu com 44,6% dos votos válidos, Álvaro com 28,3% e Allyson com 25,1%, cenário que colocaria Álvaro no segundo turno.
A AtlasIntel, divulgada em 29 de setembro, também apresentava Cadu na liderança, com 39,5%, seguido por Álvaro, com 29%, e Allyson, com 28,8%. Já a Consult/TN mostrava Allyson com 43,6%, Álvaro com 29,4% e Cadu com 26,5%.
A eleição potiguar deixa, além do único estado do Nordeste com disputa pelo segundo turno, uma questão sobre a dificuldade dos diferentes institutos em captar um eleitorado que aparentemente mudou de posição nas últimas horas da campanha. Ou a fotografia da última semana não soube revelar.

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