Allyson não esperava menos do que os mais de 113 mil votos que recebeu quando foi reeleito prefeito de Mossoró em 2024.
Perdeu mais de 31 mil votos num cenário em que não competia pelo Governo do RN com figuras da política mossoroense.
Mais do que isso, em relação aos votos totais, ele recebeu o endosso de 43% dos mossoroenses, o que anula o discurso de que a aprovação estratosférica se mantém resiliente.
A título de comparação, Rosalba teve 84,93% dos votos válidos.
Mas o que explica esse desempenho?
Acredito que seja a fadiga do modelo de marketing agressivo que sempre gera questionamentos nas redes sociais, o surgimento de uma oposição consistente e popular na figura do vereador Cabo Deyvison (PL), os constantes problemas na saúde, obras entregues apresentando problemas logo após as inaugurações e, no contexto eleitoral, a apresentação de um candidato de esquerda identificado com este campo, diferente do que aconteceu com Lawrence Amorim (PSDB) nas eleições de 2024.
Além disso, Allyson não conseguiu unificar Mossoró em torno dele como Rosalba fez em 2010, quando até eleitores do grupo da então deputada federal Sandra Rosado (PSB) votaram nela em nome de eleger uma governadora de Mossoró.
O crescimento da rejeição a Allyson no plano local impediu o surgimento desse sentimento.


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