19/10/2026
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247 – O senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 46,5% das intenções de voto no cenário estimulado para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026, enquanto o presidente Lula (PT) soma 45,9%, mostra levantamento da 18ª rodada do BTG/Nexus. A diferença entre os dois pré-candidatos caiu de 2,8 pontos percentuais no levantamento anterior, realizado em 13 de outubro — quando Flávio liderava por 47,9% contra 45,1% de Lula —, para 0,6 ponto percentual na pesquisa atual, configurando empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. Os votos brancos, nulos ou nenhum somam 4,7%, e os eleitores que não souberam ou não responderam somam 2,9%.

Considerando apenas os votos válidos (excluindo brancos, nulos e indecisos), Flávio Bolsonaro aparece com 50,3% contra 49,7% de Lula. Na série histórica do voto válido, o resultado também reflete um estreitamento acentuado da disputa em relação a 13 de outubro, quando o senador marcou 51,6% e o atual presidente registrou 48,4%.

No cenário de voto espontâneo para o segundo turno, no qual os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula e Flávio Bolsonaro surgem rigorosamente empatados, cada um com 44,5% das preferências. Na rodada anterior, de 13 de outubro, Flávio registrava 46,3% na espontânea contra 44,5% do atual chefe do Executivo. Brancos e nulos somam 4,7% na modalidade espontânea, e os indecisos alcançam 6,2%.

A pesquisa aponta forte consolidação dos votos no eleitorado brasileiro. Do total de entrevistados, 90,9% afirmaram que a decisão de voto já está tomada e não vai mais mudar, enquanto 8,4% disseram que o voto ainda pode mudar até o dia da eleição (0,7% não souberam ou não responderam). Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 94,5% dizem que a escolha é definitiva, ao passo que 94,0% dos eleitores de Lula garantem não alterar mais o voto. Entre os 8,4% que declaram margem para mudança, 14,9% apontam Lula como segunda opção, 7,1% citam Flávio Bolsonaro, 59,3% migrariam para branco ou nulo e 18,7% não souberam responder.

O levantamento traz ainda dados de segmentação sociodemográfica da intenção de voto estimulada. Lula lidera entre as mulheres (52,6% a 40,1%), entre os jovens de 16 a 24 anos (52,8% a 36,2%), na faixa de 60 anos ou mais (48,5% a 42,6%), entre os eleitores com ensino fundamental (53,2% a 36,3%) e na região Nordeste (66,2% a 27,9%). O atual presidente também tem predomínio entre os beneficiários do programa Bolsa Família, acumulando 66,4% das intenções de voto no segundo turno contra 29,2% de Flávio Bolsonaro. Por faixa de renda, Lula prevalece nos estratos de até 1 salário mínimo (59,0% a 31,4%) e de 1 a 2 salários mínimos (55,4% a 36,5%).

Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho no eleitorado masculino (53,7% a 38,3%), na faixa etária de 25 a 40 anos (54,3% a 39,6%), entre os eleitores com ensino superior (53,4% a 37,1%) e entre os evangélicos (62,1% a 31,6%). Por regiões, o senador lidera no Sul (61,0% a 31,4%), no Norte/Centro-Oeste (56,8% a 39,3%) e no Sudeste (49,2% a 40,8%). O parlamentar também se destaca entre os eleitores com renda superior a 5 salários mínimos (56,9% a 38,9%) e na População Economicamente Ativa (PEA) formal (53,9% a 38,6%).

No indicador de potencial de voto e rejeição, Lula contabiliza 42,5% de eleitores que afirmam ser ele “o único em quem votaria”, 7,6% que poderiam votar nele e 47,8% que não votariam no presidente de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro soma 41,4% de eleitores exclusivos, 8,7% de potenciais votantes e 46,8% de rejeição firme.

Em relação à avaliação da gestão federal, 32,4% dos entrevistados avaliam o governo do presidente Lula como ótimo ou bom (14,7% ótimo e 17,7% bom), 23,6% o consideram regular e 42,9% o classificam como ruim ou péssimo (5,8% ruim e 37,1% péssimo). No quesito aprovação geral do trabalho do presidente, 47,2% declaram aprovar a atuação de Lula, enquanto 48,8% desaprovam (4,1% não souberam opinar).

O estudo investigou também temas do debate econômico e trabalhista, como o encerramento da jornada de trabalho na escala 6×1. A proposta de alteração legislativa para estabelecer por lei a jornada de 5 dias de trabalho por 2 dias de descanso, sem redução salarial, conta com a aprovação de 66,2% dos brasileiros, contra 26,4% que a desaprovam e 7,4% de indecisos. A aprovação ao fim da escala 6×1 atinge 91,4% entre os eleitores de Lula e chega a 41,1% entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (segmento no qual 48,6% desaprovam a medida).

A pesquisa quantitativa da Nexus foi realizada por telefone (CATI) entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026, ouvindo 2.002 eleitores em todo o território nacional. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-04499/2026.

Publicado por: Chico Gregorio

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