
Mesmo com votações superiores às de candidatos eleitos, Ériko Jácome e Ubaldo Fernandes terminaram na suplência por causa das regras do sistema proporcional.
As eleições de 2026 no Rio Grande do Norte deixaram um resultado que chama a atenção na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa. Ériko Jácome (PSDB) e Ubaldo Fernandes (PV) conquistaram mais votos que Adjuto Dias (PL) e Camila Araújo (PL), mas ficaram fora da lista dos eleitos.
Ériko Jácome obteve 45.883 votos, enquanto Ubaldo Fernandes conquistou 44.748 votos. Já Adjuto Dias garantiu o mandato com 37.874 votos, e Camila Araújo foi eleita com 31.438 votos.
Na prática, Ériko teve 14.445 votos a mais que Camila e 8.009 a mais que Adjuto. Ubaldo também superou os dois candidatos eleitos, mas não conseguiu renovar seu mandato.
A explicação está no quociente eleitoral e na distribuição das vagas entre partidos e federações. No sistema proporcional, não basta estar entre os candidatos mais votados do estado. É necessário que o partido ou a federação conquiste cadeiras suficientes para contemplar seus candidatos.
O PL conseguiu eleger sete deputados estaduais, beneficiando Adjuto Dias e Camila Araújo. Já as federações de Ériko Jácome e Ubaldo Fernandes não conquistaram vagas suficientes para garantir a eleição dos dois.
O resultado evidencia uma particularidade do sistema eleitoral brasileiro: candidatos com votações expressivas podem ficar sem mandato, enquanto outros, com menos votos, conseguem uma cadeira graças ao desempenho coletivo de suas legendas.
Ériko e Ubaldo saíram das urnas com mais votos que alguns eleitos, mas ficaram fora da Assembleia Legislativa em razão das regras do sistema proporcional
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