
Documentos encaminhados pela Polícia Federal ao STF revelam um contrato de advocacia de até R$ 427 milhões firmado pelo Banco Master com o escritório ligado à advogada Camilla Ramos, mulher do desembargador Newton Ramos, do TRF-1.
Mensagens apreendidas no material da investigação mostram que pessoas próximas a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, usavam a expressão “Turma do KN” para se referir ao grupo. A sigla “KN” é associada ao ministro Kassio Nunes Marques.
O contrato previa honorários de êxito relacionados a ações envolvendo precatórios que poderiam destravar cerca de R$ 8,5 bilhões para o banco.
O valor é 3,26 vezes maior que os R$ 131 milhões previstos em contrato do Banco Master com o escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.
A diferença entre os dois contratos é de R$ 296 milhões. Em termos percentuais, o contrato de R$ 427 milhões é aproximadamente 226% superior ao de R$ 131 milhões.
Os dois acordos, porém, têm características diferentes. O contrato de R$ 427 milhões estava condicionado ao êxito em ações relacionadas aos precatórios, enquanto o de R$ 131 milhões previa serviços jurídicos e consultoria estratégica em diferentes órgãos e processos.
As mensagens que citam Nunes Marques e a existência dos contratos fazem parte do material apreendido pela PF.
A existência desses documentos, isoladamente, não comprova irregularidade ou participação de qualquer ministro em eventual ilícito. Nunes Marques nega ter feito pedidos a Vorcaro ou autorizado terceiros a falar em seu nome.
Fonte: Metrópoles

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