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O bolsonarismo no Rio Grande do Norte já deu demonstrações de capacidade de mobilização na reta final. Em 2022, diversas pesquisas colocaram Rogério Marinho atrás de Carlos Eduardo na disputa pelo Senado — levantamentos do Ipec, DataVero, Exatus e Real Time Big Data registraram essa configuração em diferentes momentos da campanha. Nas urnas, porém, Rogério terminou eleito com 41,85% dos votos válidos, contra 33,40% de Carlos Eduardo. Em 2024, Parnamirim apresentou outro caso expressivo: pesquisa DataCensus divulgada às vésperas da eleição mostrava Nilda com 48,75% e Salatiel com 31,11%; nas urnas, a distância despencou, com Nilda eleita por 46,92% a 44,25% — diferença de apenas 2,67 pontos.
É nesse histórico que pode ser interpretada a tentativa de Álvaro Dias de mobilizar mais intensamente o eleitorado bolsonarista na reta final de 2026. Com um tipo de eleitor que costuma a faltar menos, conforme as últimas análises feitas sobre alienação eleitoral (abstenção, nulos e brancos) em 2022, A estratégia parte da aposta de que existe no RN um segmento identificado com Bolsonaro capaz de elevar sua participação eleitoral quando a campanha entra nos últimos dias. Os precedentes de Rogério e Salatiel não garantem que o fenômeno vá se repetir — eleições e candidaturas são diferentes —, mas ajudam a explicar politicamente por que Álvaro procura reforçar essa identidade justamente agora: sua campanha tenta transformar a mobilização desse eleitorado em votos suficientes para alcançar o segundo turno.
PS. Não existe movimentação espontânea, nem de esquerda, nem de direita. E o ato organizado pelo PL por ocasião da vinda de Flávio Bolsonaro foi dotado de forte investimento – diversos carros elétricos, sons e até caminhões. Álvaro e Rogério vêm com tudo. Um terceiro lugar ficaria feio para todos eles.
O Potiguar**


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